Doce obsessão

11 Capítulo 11: Um ponto positivo.


Notas iniciais
Olá gente!! Como vocês estão? Obrigada a quem comentou e está acompanhando a fic. Espero que gostem do capítulo e perdoem-me se algo estiver errado :B Até lá embaixo õ/

Brittany P.:

Uma coisa que todos deveriam saber, é que ter uma irmã mais nova não é nada fácil. Sempre você irá passar vergonha por diversos motivos diferentes. É horrível, pois acredito que tudo precise de certos limites e as crianças simplesmente não conseguem entender isso.

Eu tinha todo um plano em mente e este era o seguinte: convidar Santana para entrar e passar mais um bom tempo com ela, mas isso deu certo? Não, não deu. Meu azar parece voltar com força agora. Eu praticamente a expulsei da minha casa e tudo culpa da Rose.

– A mamãe não estava me chamando Britt. Você é uma mentirosa. – Diz Rose com a cara emburrada assim que entro em casa.

– Eu devo ter escutado errado então. Não me culpe.

– Você é uma bobona, Britt-Britt. E cadê a Santana? Eu queria mostrar para ela uma Barbie minha que se parece com ela. – Rose questiona, procurando em vão por Santana.

– Quem é Santana, querida? – Pergunta minha mãe, saindo da cozinha com um avental no corpo e um pano de prato pendurado no ombro.

– A garota da escola, mãe. Aquela que eu disse que me ajudaria em artes. Fui para a casa dela hoje, lembra-se? – Tento relembrar minha mãe. Eu a avisei antes de ir.

– Ah, sim. Claro, como pude esquecer? Qualquer dia traga-a aqui em casa, Britt. Conheço todos seus amigos e com essa moça não pode ser diferente. – Determina minha mãe, animada por conhecer mais um adolescente.

Aceno com a cabeça concordando, já pensando em convidar Santana para minha casa.

Apesar de ter ficado verdadeiramente chateada por ela ter me ignorado, eu não consegui manter esse sentimento por muito tempo. Ela me olhou com aqueles olhos incríveis e cheios de arrependimento e eu simplesmente não pude resistir. E de qualquer forma, eu sabia que de forma alguma teria tanta importância para ela quanto o Noah tem. Pelo menos não por enquanto.

Eu estou ansiosa pelos próximos dias. Santana quer ser minha amiga. Isso é quase inacreditável, pois veja, ela nem ao menos sabia meu nome e agora até se disponibiliza para ser minha "grande amiga".

Eu acredito que agora iremos nos falar sempre na escola e isso me faz querer que as horas passem correndo para vê-la novamente.

– Brittany, querida. Já está na hora do jantar, venha comer. – Mamãe me chama enquanto estou no meu quarto pensando sobre Santana. Talvez eu tenha passado tempo demais divagando.

Chego na cozinha e mamãe e Rose já se encontram na mesa. Nada do meu padrasto, Peter.

– Onde está Peter, mãe? – Pergunto curiosa.

– Ainda não chegou, meu bem. – Responde minha mãe, com o semblante triste. Aceno com a cabeça, compreensiva e tentando não chateá-la ainda mais.

Mamãe e Peter se conheceram há nove anos atrás numa viagem e apenas se casaram por mamãe ter engravidado de Rose alguns meses depois. No início foi tudo incrível, mas Peter se mostrou um homem realmente desagradável. Hoje em dia eu quase não o vejo, pois ele não para em casa. Mamãe desconfia de que ele está a traindo e eu tenho quase certeza de que está certa, mas ela não tenta consertar a situação e acaba aceitando suas atitudes. Ele sempre sai cedo de casa para trabalhar e volta muito tarde, quando todas já estão dormindo e apesar de mamãe exigir respostas, ele a ignora completamente e se faz de homem trabalhador e incompreendido.

– Mamãe, eu posso deixar de comer os legumes? – Pergunta Rose, desconfortável com o silêncio que fazíamos.

– Rose, você precisa comê-los. Já disse que eles fazem bem à sua saúde. – Responde mamãe, autoritária e fazendo Rose suspirar frustrada.

Termino de comer o mais rápido possível e subo para meu quarto querendo que as horas passem logo. E elas passam.

Acordo no dia seguinte com uma preguiça imensa, mas sei que meu dia pode ser bem agradável, então tento ficar mais animada durante o café e durante o caminho para a escola.

Chego na escola e poucas pessoas estavam lá. Ainda era cedo, mas Rachel já estava presente. Mercedes e Kurt costumar chegar um pouco mais tarde.

– Britt, chegou cedo hoje. – Afirma Rachel, assim que me vê.

– É, acho que sim. – Concordo, sorrindo.

Enquanto esperamos dar o horário da aula, Rachel e eu conversamos um pouco. Ela está um pouco confusa em relação ao Finn, já que ele é um cara muito simpático, porém muito bobinho. Ela não quer magoa-lo, mas não quer engana-lo também e não quer que ele crie expectativas de um futuro com ela, pois não é o que ela quer.

– Então diga isso a ele, Rach. Diga que não está interessada. O quanto antes melhor. – Aconselho minha amiga, tentando ajudá-la.

Rachel só tem tempo de balançar a cabeça, concordando com o que digo antes do sinal bater, indicando o início das aulas.

Sigo para minha sala e quando vejo Noah lá, sei que ele tem essa aula comigo. Ainda não faz uma semana que ele se transferiu ao McKinley, então estou descobrindo quais aulas ele tem comigo.

Olho em volta e apesar de ter muitos lugares vagos, decido sentar-me ao lado dele, que me cumprimenta com um sorriso amigável.

– E como foi ontem, Britt? Santana é uma boa professora? – Ele pergunta, inocente.

– Bom, se você considerar um professor que passa a aula toda no celular um bom professor, então, sim, ela é.

– E imagino que isso seja culpa minha, certo? Desculpe, Britt. Não quis atrapalhar, mas me perco quando converso com a Tana. – Ele diz, sorrindo e possivelmente pensando sobre ela. "É, eu também me perco quando falo ou sequer penso nela." Penso, chateada por ele poder dizer isso sem problema algum.

– Eu imagino, mas tá tudo bem. Ela me pagou um sorvete. Era de morango. Eu adoro sorvete de morango e você? Ah, e ela também me levou em casa. Tão gentil. – Digo suspirando sem querer.

– Eu prefiro sorvete de limão. É bem melhor. E sim, Santana pode ser bem agradável. – Ele diz, me olhando atenciosamente.

– O que foi? Tem algo no meu rosto? Sabe, tipo um bigodinho de leite? Talvez eu não tenha visto quando saí de casa. – Falo, tentando olhar para minha boca. Sem sucesso.

– Não, está limpinha. Só estava pensando. Desculpa se a constrangi. – Se desculpa ele, sorrindo antes do professor iniciar a aula.

Eu não tinha uma aula sequer com Santana. Em nenhum dia da semana e isso é péssimo, mas não impossibilita que eu a veja nos corredores durante as trocas de aula. Como agora.

– Bom dia, Britt. – Diz ela quando passa por mim. Nem Noah, Quinn ou Dani a estavam acompanhando

– Bom dia, San. Como vai? – Pergunto, tentando puxar assunto.

Antes que ela possa responder, sinto alguém abraçando minha cintura e vejo que é Kurt. Outro para me constranger na frente da Santana. Como se eu mesma sozinha já não fizesse isso.

– Hey, Santana. Conversando com a Britt, é? Está se socializando, querida? – Ele olha para mim quando faz a última pergunta, sorrindo sarcástico.

– Kurt! — Repreendo-o com um olhar severo. – Ignore-o Santana, por favor.

– Brittany é muito sociável, Kurt. – Ela afirma, rindo da minha careta. – Talvez só um pouco tímida.

– Isso com certeza. Olhe para ela, já está mudando a cor do rosto só por estarmos falando dela.

– Parem vocês dois. Não é legal me ver envergonhada. – Digo, tímida por estarem rindo de mim.

– Tudo bem, me desculpe Britt-Britt. – Diz Santana ainda rindo levemente e me chamando pelo apelido que minha irmã me chama.

Dou um sorriso, a desculpando. Logo o sinal bate para a próxima aula e nós três vamos para nossas aulas, não nos vendo mais ao longo do dia.

O dia passa bem rápido e logo estou saindo da escola. Vou caminhando para casa. O caminho não é longo e o dia está lindo, ótimo para ir andando e pensando sobre a vida, em como Santana tem feito meus dias mais alegres e em como eu estou apaixonada. Provavelmente agora ela deve estar com seu namorado fofinho, o beijando, abraçando e essas coisas que namorados fazem. Suspiro, frustrada por não ser eu a receber esses beijos e esses abraços.

Ser amiga de Santana vai ser uma tortura, mas é uma forma de estar perto dela e de saber coisas que ainda não sei sobre sua vida. Vou poder aconselha-la na sua vida amorosa e ao mesmo tempo sofrer com isso, mas penso que seria pior se ela ainda não me conhecesse e ela fosse indiferente a mim. Como mamãe diria: tente sempre achar um ponto positivo.

– Ei, Brittany. Espera. – Ouço alguém gritando meu nome e olho em volta. A única pessoa por perto era Santana e ela está vindo em minha direção.

– Oi, San. Está tudo bem? – Pergunto preocupada.

– Sim, tudo ótimo. Não se preocupe. Só queria ter companhia no caminho até em casa. – Ela explica, dando de ombros.

Começamos a andar em completo silêncio, sendo ainda assim muito agradável.

– E então... treinou alguns desenhos? – Questiona ela, puxando assunto.

–Tenho rabiscado algumas coisas... E o Noah, cadê ele? – Pergunto, curiosa por ela não estar com seu namorado.

– Ahn... é que, sabe, não ficamos grudados o tempo todo. – Ela diz, corando levemente. Acho que ela faz isso quando não quer conversar sobre algo que a deixe tímida.

Resolvo não perguntá-la o motivo de sua timidez, apenas continuo andando e pensando em algo para conversar com ela.

– Sabe, minha mãe gostaria de te conhecer. Ela gosta de saber com quem eu ando. – Informo a ela, empolgada.

– Ela tem razão. Vai que eu seja uma latina da máfia? Uma sequestradora, talvez. – Ela brinca, fazendo uma cara malvada e logo rindo em seguida, me fazendo rir também. Santana é tão divertida.

– Sim, isso seria terrível. Mamãe é uma ótima detetive, se você tiver esse caráter duvidoso, ela descobrirá. Fique esperta, San. – Aconselho, rindo.

Na realidade, eu penso que se Santana fosse uma sequestradora, não seria tão horrível assim. Eu me sentiria muito feliz um viver num cativeiro com ela.Tudo tem um ponto positivo. Acredito que se Santana fosse uma sequestradora, eu desenvolveria a síndrome de Estocolmo*. Não seria tão difícil isso acontecer. Basta olhar para ela para entender o que digo.

Notas finais
*Na Síndrome de Estocolmo o raptado passa a admirar e até mesmo amar a pessoa que a sequestrou, sendo isso parte de uma doença desenvolvida por um transtorno mental. O nome da 'síndrome' é devido a um assalto ocorrido em Estocolmo, na Suécia. E então, o que acharam? Esse capítulo acabou saindo um pouco mais tarde do que o previsto, sinto muito. :c E você estão acompanhando a 6ª temporada de Glee? O que estão achando? Bom, é isso. Tenham uma boa semana. Bjo bjo :*