Doce lorde

1 Prólogo


Notas iniciais
Primeiramente, FELIZZZZZZZZ NATAL MEU POVO!!!!!! Que papai noel nessa noite deem tudo o que vocês desejam e almejam u.uSegundamente existe essa palavra? haha , EU PASSEI DE ANOOOOOOOOOOOOOOOOOOO, ou seja, atualizações quase todos os dias u-u Terceiro, sim, estou postando mais uma nova fanfic, podem me bater e me espancar ou me amar, pq essa fanfic vai ser sensacional s2 Estou agindo que nem uma vida louca aqui, porque daqui a pouco meus parentes chatos estarão chegando e eu aqui no pc, tenho que sair logo! Mas não podia fazer isso antes, então estou postando agora u_u Amanhã se tudo der certo, sai noiva por engano! Felizes? Acho bom! u.u SFUSFUSUDF Espero que vocês gostem de Doce lorde, assim como gostam de Noiva por engano s2 Se divirtam e escutem a música quando pedida! Beijos no core de vocês, meus lindos ahusahushu s2 Assim que terminarem de ler, entrem nesse grupo para acompanhar as atualizações, spoilers e tudo mais! > https://www.facebook.com/groups/178366319041101/?fref=tsBoa leitura! Amo vocês u.u

Doce lorde

Prólogo

Por Teylla

"A ilusão do amor, pode ser doce e ao mesmo tempo perigosa, muitas vezes julgamos amar aquela pessoa, quando na realidade não sentimos nada por ela. "

— Andressa Mascarenhas

Save your advice, 'cause I won't hear (Guarde seu conselho pra você, porque eu não irei escutar)

You might be right, but I don't care (Você pode estar certo, mas eu não me importo)

There's a million reasons why I should give you up (Há um milhão de motivos para eu te deixar)

But the heart wants what it wants (Mas o coração quer o que ele quer)

The heart wants what it wants — Selena Gomez

1818, Inglaterra.

2 anos antes.

Sakura já estava vestida com o traje adequado para seu casamento, um traje lindo e elegante que deixaria qualquer um com inveja, seus lábios avermelhados não demonstravam nenhum sinal de alegria.

Deveria ser o dia mais feliz da vida dela, afinal, era seu casamento. Então... por que essa expressão triste que invadia sua face?

Para muitos poderia ser considerado algo banal, mas não para ela. Ela amava outro, então por que teria que se submeter a um casamento que a mesma não queria? Achava injusto e discordava totalmente de seus pais.

Sempre foi um pouco rebelde em relação as etiquetas e maneiras que a sociedade usava.

Nunca foi de gostar dos vestidões exagerados que a maioria gostava. Não que não achasse bonito, mas só que alguns passavam dos limites.

Sakura não queria ser uma cópia de sua mãe, uma pessoa quieta, sem autoridade e submissa ao seu pai eternamente. Sabia muito bem que seu pai aprontava fora de casa, bebia, jogava e que traia sua mãe o tempo todo.

E definitivamente, não era essa vida que ela queria para si.

Não conhecia seu noivo, aliás, nunca teve curiosidade de conhecê-lo. Para ela, era mais um marmanjo por ai. E seria raro se não fosse como seu pai.

Afinal, todos os homens que conheceu em seus belos 20 anos vividos eram iguais ou piores que seu pai, não sabia entender o motivo de agirem daquela forma, talvez queriam mostrar o poder que tinham em domar uma mulher e se divertir a custa dela? Não bastava ter uma em casa, tinha que ter uma amante.

Seu rosto estava um pouco rubro, havia dado leves beliscadas para dar uma cor a seu rosto branco, quase albino.

Ela amava um homem e estava disposta a fazer tudo para viver com ele, mesmo sua mãe sendo contra. Sakura queria ser feliz, apenas isso. Sua mãe teria que entendê-la. Poderia ser que se arrependesse depois, mas ao menos, tentou fazer diferente. Tentou ir atrás de sua felicidade.

Passou os dedos pela madeira maciça de sua peça e pegou o pequeno papel com cheiro de rosas que estava escondido entre seus pertences.

“Minha lady Sakura.

Meu amor, minha paixão.

Não consigo lhe dizer em palavras a tamanha solidão que me persegue.

Não quero vê-la com outro homem, isso é egoismo da minha parte?

Você foi a única mulher que incendiou meu coração, não posso deixá-la partir.

Você ainda me ama como dissera da última vez?

Se sua resposta é sim, então vamos fugir!

Prometo que cuidarei de você e te farei feliz.

Se novamente, sua resposta for sim, me encontre debaixo da nossa ponte, irei te esperar até o final da noite, minha amada.

Com amor, Sai.”

Sakura apertou a carta contra si e respirou fundo. Teria tomado a decisão certa? Teria realmente coragem de fazer o que escolheu? Não tinha tempo para pensar, logo viriam buscá-la.

Não se importava com seu noivo que a esperava no altar, não deveria se importar.

Ouviu leves batidas na porta e seu corpo tremeu, com um movimento rápido, escondeu o pedaço de papel debaixo de um livro com capa vermelha.

— Entre — disse ao sentar-se e fingir se olhar no espelho.

Logo a porta foi aberta mostrando uma mulher com aparência desgastada pelo tempo de vida e pelas noites gastas acordada, provavelmente a espera de seu marido. A aparência que outrora era parecida com da sua filha, agora estava um pouco desconhecida.

— Minha filha — disse ao se aproximar com passos lentos e calmos, parou do lado de Sakura e pousou sua mão no ombro dela. Olhou para ela no espelho e sorriu, estava querendo falar alguma coisa, mas não sabia como abordar. — Não se preocupe, eu escolhi um bom marido para você... eu espero que você seja muito feliz — completou.

Sakura generosamente virou sua face pra trás para encarar diretamente a face de sua mãe. Piscou algumas vezes e respirou fundo.

— A senhora já parou para pensar sobre eu não querer me casar com esse homem? — indagou com as mãos no colo, entrelaçou seus dedos para conter o nervosismo.

Mebuki ficou um tempo silenciosa, estava provavelmente pensando em uma boa respostar para dar.

— Claro que já pensei, Sakura — respondeu inicialmente, se afastou da filha e sentou-se em uma poltrona azul aveludada e olhou para uma xícara de chá que havia em cima da mesinha. — Mas como sua mãe e você como uma mulher precisa se casar, uma hora ou outra isso iria acontecer, Sakura... Não posso esperar você ficar mais velha para poder escolher um bom partido — completou respirando fundo, com certeza sua mãe já havia passados noites com os olhos pregados pensando nisso.

— E eu não posso escolher meu próprio marido, mãe? — questionou arqueando a sobrancelha, franziu o cenho e se preparou para a próxima pergunta, que seria como atirar uma flecha em sua própria mãe. — Não posso escolher me casar com um plebeu? — Sakura tremeluziu ao fazer a pergunta, iria ser gritada.

Mebuki cerrou os punhos, inicialmente estava pensando em uma resposta para a primeira pergunta, mas ao escutar a segunda ficou horrorizada.

— Mas que absurdo, Sakura! — Levantou com um grito, o que fez Sakura se acanhar. — Como ousas dizer que quer se casar com um plebeu? Sabe o que eu e seu pai investimos em você? Precisamos de você para ajudar na parte financeira! — retrucou.

Sakura abaixou a cabeça e fitou seus dedos esbranquiçados, estava suando frio.

— Não quero nem imaginar se seu pai escuta uma coisa dessa, ele mataria nós duas! — completou dando voltas pelo cômodo enquanto sua mão estava na testa, visivelmente preocupada.

— Qual o problema dele escutar? Eu não mentiria para ele, seria a mesma opinião! Não quero viver que nem a senhora, presa ao meu pai sem fazer nada, quando ele te trai pelas costas e gasta o dinheiro que ele ganha com as amantes dele! — urrou com tudo o que tinha, e até um pouco a mais. Sabia que tinha tocado em uma ferida em sua mãe.

Mebuki olhou incrédula pela sua filha, não estava acreditando no que acabou de ouvir. No mesmo momento, deu um tapa na face macia de Sakura, deixando uma marca de uma mão no lugar dolorido e agora, avermelhado.

— C-Como ousa falar assim comigo, Sakura? — indagou se controlando para não chorar, sua filha havia sido miserável com ela, não lembrava dela agir tão insensivelmente, tinha educado tão bem sua menina.

Sakura pousou sua mão trêmula no lugar avermelhado, mordeu os lábios para controlar a dor e a ardência que estava sentindo, nunca havia levado uma bofetada de sua mãe e nem de ninguém. Não acreditava que seria hoje que levaria.

— É isso mesmo que você ouviu, mãe! Eu realmente não quero viver como uma moça comportada da sociedade que lambe o pé do marido, não nasci para isso e não nasci para ser que nem a senhora! — rebateu ao reunir toda sua coragem novamente. — Me desculpe, mãe. Realmente me desculpe por isso. Ou pelo que eu disse.

— O que quer dizer com isso, Sakura? — indagou franzindo o cenho.

— Você logo irá descobrir, por favor, saia, eu quero me tranquilizar — respondeu virando de costas para sua mãe, olhou de relance para ela do espelho.

Mebuki abaixou a cabeça e segurou suas mãos. Antes de sair, ponderou a ideia de deixá-la sozinha, mas abriu a porta e saiu.

Sakura só ouvia o barulho dos passos de Mebuki, e a cada passo que se distanciava doía nela.

Já havia tomado a decisão. E não voltaria atrás, principalmente depois da discussão com sua mãe, e nem ponderaria a ideia de pensar duas vezes.

Estava confiante, ao menos por agora e seguiria seus desejos ao menos uma vez, sua mãe, seu pai e até Deus que te perdoasse, pois acabaria fazendo um pecado, e daqueles.

As ajudantes demorariam apenas alguns minutos antes de vir buscá-la, teria que ser rápida ou não conseguiria concretizar seu plano. Procurou em todo lugar objetos que ajudasse-a. Foi até sua janela e abriu-a, olhou para baixo e viu que não era tão alto. Pegou lençóis e amarrou um por um até parecer uma grande corda.

Iria fugir, e seria hoje.

♔ ♔ ♔

Estavam todos apreensivos na capela, todos queriam conhecer e vislumbrar a noiva de Sasuke Uchiha, provavelmente seria uma mulher muito esbelta. Muitas pessoas importantes conversavam entre si, outros ficavam mudos, apenas analisando a situação.

— Sasuke — Naruto apareceu atrás do amigo, sorriu e andou até o moreno.

— Naruto, qual o problema? — indagou.

— Nenhum, estava querendo saber como estava, afinal, é seu primeiro casamento — respondeu pondo as duas mãos para trás.

— Bom, estou devidamente bem, aliás, estou normal — rebateu arqueando a sobrancelha.

— Imagino, afinal, você é o Sasuke Uchiha, nem uma situação como essa faria você ficar nervoso — caçoou.

— Cala a boca, Naruto. — Revirou os olhos.

— Mas apenas estou falando a realidade, ou vai dizer que é mentira? — questionou com uma risada.

— Não importa, daqui a pouco a cerimônia vai começar, vá se sentar — respondeu.

— Como quiser, de qualquer forma, estou curioso para saber como é sua mulher, com certeza deve ser bonita — disse pensativo. — Bom, boa sorte, meu amigo. — Deu tapinhas no ombro de Sasuke.

— Obrigado — agradeceu de forma seca.

Naruto saiu rindo pelas narinas e sentou-se bem na frente, sorriu para Sasuke, tentando tranquilizar o amigo, no fundo, no fundo, sabia muito bem que Sasuke estava nervoso.

O Uchiha passou a língua pelos lábios, umedecendo-os. Por que diabos sua noiva estava demorando tanto? Isso o deixava apreensivo e temeroso, sempre obteve controle das situações, mas essa parecia definitivamente estar fugindo do seu controle.

As pessoas começaram a cogitar a hipótese de Sasuke ter sido abandonado pela noiva, e se ele tivesse sido, nunca iria perdoá-la.

— Sr. Uchiha, por favor, fique calmo, daqui a pouco ela está chegando — Mebuki disse ao segurar a mão fria do moreno, estava apreensiva e com medo.

— Eu estou calmo, Sra. Haruno, mas tudo tem limite, ela está demorando demais — rebateu ao lançar um olhar frio para ela.

Mebuki se acanhou um pouco e comprimiu os lábios.

— Mas ela irá vir! — disse com toda a certeza do mundo.

Sasuke respirou fundo e fechou os olhos. Mas logo os abriu ao ouvir a porta do grande portão ser aberto, revelando uma grande iluminação no espaço.

— A noiva fugiu! — gritou uma empregada ofegando, provavelmente a que estava ajudando Sakura a se arrumar.

— Como? — perguntou Mebuki mais branca que um papel, sua pressão estava descendo.

— Ela não está no quarto e em nenhum lugar, ela sumiu! — respondeu, explicando melhor.

— Impossível! — gritou com toda a força que podia, seu mundo estava caindo, sua filha não poderia fazer isso com ela, não é mesmo?

Lembrou-se vagamente do pedido de desculpas da filha e logo entendeu. Kizashi levantou-se revoltado. Mebuki olhou para o marido e sentiu-se mal, muito mal.

Pessoas começavam a fazer comentários horríveis direcionados a Sakura e ao Sasuke.

— Sr. Uchiha, por favor, irei procurá-la, mas não desista do casamento — pediu Mebuki ao segurar o braço do moreno.

Sasuke apenas lançou um olhar frio, que a fez tremer por dentro e retirou as mãos de Mebuki do seu braço com força. Encarou o portão e começou a andar, não queria prestar atenção em ninguém e em nada, seu orgulho estava ferido e sua dignidade também, ser abandonado no altar não era algo bom, principalmente com a sociedade que vivia.

Isso deixaria a ele uma imagem realmente negativa.

Sakura iria pagar caro pelo que ela fez, e como iria.

Notas finais
Mereço comentários bons? Grandes? HASUSHUAHUSHU Ok, ok, isso é você que decide, de qualquer forma, obrigada por ler até aqui, de coração!