Doce Vingança
28 Bônus - Âmbar e Luíza - Parte I
Notas iniciais
UM AMOR DO PASSADO EM QUE O TEMPO SE FAZ PRESENTE !!!
Âmbar encara a porta do apartamento sem saber se tocava a campainha ou simplesmente daria meia volta saindo daquele prédio. Antes de chegar até ali, estava determinada, ansiosa e de certa forma excitada por que finalmente depois de tantos anos iria rever seu grande amor. Mas assim que pôs os pés dentro do prédio residencial e à medida que dava cada passo até chegar em frente a porta do apartamento de sua ex-namorada, o seu coração vacilava uma batida e o medo tomava conta de seu corpo, e acima de tudo a insegurança por temer que Luíza possa rejeitá-la.
Bom, não que cogitasse que as coisas poderiam continuar como antes delas serem separadas pelo pré-conceito de suas respectivas famílias, mas que um fio de esperança que surgiu quando soube do seu paradeiro fez com que acreditasse na possibilidade das duas pudessem ficar juntas dessa vez.
Sem ter coragem de tocar a campainha, Âmbar escuta o som do elevador que iria parar naquele andar, e como não queria ser vista por ninguém e tão pouco ter decidido se iria embora ou finalmente tomaria coragem de falar com sua amada, ela correu até a porta que dá acesso a saída de emergência, e antes que alguém lhe visse conseguiu fechar a porta atrás de si e se sentou em um degrau da escada que dava acesso ao andar acima.
Ela passou suas mãos nos cabelos praguejando por se sentir tão covarde.
—Vamos Âmbar... Você consegue... Passou anos sem ter noticias dela... É só um encontro e nada mais... – ela repetiu em um fio de voz para si mesma e fechou os olhos tentando se acalmar.
Sorriu levemente se dando conta da ironia em que se encontra, por ver o quanto está agindo feito uma adolescente quando na verdade é uma mulher forte e determinada. Com esses pensamentos respirou fundo lembrando o que a fez está ali prestes a rever seu grande amor do passado, e de certa forma continua sendo.
Âmbar depois que teve a certeza de que Matteo finalmente estava bem ao lado de Luna, atualmente morando na Itália, decidiu partir na intenção de procurar seus irmãos que ainda estão vivos. Ficou feliz por saber que diferente a sua sorte, Yam e Nico estão felizes e que também por uma ironia do destino, Yamilla sua irmã caçula tem a mesma opção sexual que ela e que está namorando com uma linda ruiva chamada Jimena e que se conheceram quando se tornaram colegas de quarto no primeiro ano de faculdade. Nico por sua vez estava noivo de Ada, mas já viviam juntos e esperavam se formarem para finalmente se casarem.
Apesar de serem pequenos quando Âmbar fugiu de casa, Nico e Yam nunca deixaram de lembrar-se de sua irmã mais velha, até porque a loira sempre os tratou e cuidou deles com muito carinho quando sua mãe adoecia ou estava em função de algum trabalho extra de lavagem de roupas para ajudar na renda familiar da casa. Como também, sempre foram espertos e nunca estiveram alheios a todas as atrocidades que aconteceram no passado, e que mesmo criados por seus tios eles jamais conseguira engana-los com tudo o que aconteceu. Por saberem e lembrarem-se dos gritos terríveis de Âmbar em ser castigada por seu pai enquanto sua mãe os escondia em um quarto para ignorar tudo o que estava acontecendo, ficaram unidos protegendo um ao outro por ver que a cada dia sua família estava se autodestruindo, até que o pai deles virou um alcoólatra, sua mãe ficou depressiva e morreu definhando pela dor, e seu irmão mais velho perdeu a vida em sua expressão, tornando um homem sério, sem brilho, se mantendo ao lado do pai para cuidar dele. Quando foram levados para serem cuidados por seus tios, Yam e Nico escutavam todas as conversas dos adultos, e no momento em que Yam percebeu que também gostava de garotas, teve o apoio de seu irmão que lhe ajudou acobertar sua verdadeira natureza sexual e juntos criaram um plano de que no momento em que forem para faculdade poderiam ser como era, e fazer o que queriam sem família e opressão alguma. E quando chegou o momento, ambos conseguiram uma bolsa de estudo numa faculdade muito boa e bem longe da cidade onde viviam, e lá construíram uma nova vida e se dedicando a seus estudos.
Quando Âmbar finalmente os encontrou ficou imensamente feliz por vê-los bem e que estão felizes... Sob insistência dos seus irmãos, ela ficou praticamente um mês com eles se hospedando no apartamento de Nico já que esse junto com sua noiva tem seu próprio imóvel, enquanto que Yam ainda utiliza o dormitório da faculdade, mas que os dias que sua irmã ficou na casa de seu irmão, não deixou de ir vê-la e sair com ela para se conhecerem e matar saudades.
Claro que Âmbar jamais contou a eles que foi a causadora da morte de seu pai e seu irmão mais velho, quando chegaram a falar sobre aquele assunto em menos de meia hora a conversa morreu por Âmbar se mostrar péssima. Respeitando a loira tanto Nico quanto Yam não falaram mais sobre a morte de seu pai e irmão.
Um mês depois vendo que aquela altura tinha de voltar para o seu trabalho e afazes, mesmo Matteo não estando morando mais em Buenos Aires Âmbar tinha que voltar para estar perto dele e se por acaso precisasse dela, então a loira foi ao encontro do Balsano para se certificar de que estaria tudo bem com ele e sua vida agora de “praticamente casado com Luna”.
—Bom dia! – Âmbar olha para trás vendo Luna sair do quarto usando somente uma camisa que pertence a Matteo.
A loira não pode resistir e acabou olhando a morena de cima em baixo mordendo seu lábio inferior. Claro que jamais daria em cima da mulher de seu amigo, mas ela não poderia ignorar o quanto Luna era gostosa e de certa maneira lhe excitava desde a primeira vez que a viu completamente nua.
—Bom dia... — foi tudo o que ela disse desviando os seus olhos para terminar de arrumar os papeis que havia imprimido para que Matteo assinasse.
—Onde está o Matteo? – Luna perguntou agora ao lado da loira.
Com um sorriso misto de malicia e gentileza, responde.
—Ele teve que sair para resolver algumas coisas, mas logo estará de volta. Com sua mudança para Itália e sendo um homem muito importante, um mês já foi o suficiente para sua lua de mel. – brincou vendo Luna corar.
—Eu nunca quis atrapalha-lo. – ela tentou explicar.
Vendo que passou uma ideia errada, Âmbar se corrigiu.
—Não é isso que quis dizer Luna. Digo que Matteo agora tem que voltar a rotina dele de negócios, mas jamais você iria atrapalha-lo em nada, até porque ele veio por você e que possam ficar juntos sem levantarem suspeitas por tudo o que aconteceu. Daqui a menos de um ano vocês já podem voltar e assumirem a relação de vocês morando em Buenos Aires ou em Cancun, locais onde estão concentrados os negócios dele. Não se preocupe! Por conta disse que estou aqui para te ajudar. – sorriu olhando nos olhos verdes da morena. – Então? Ainda é de manhã, quer tomar café? Trouxe rosquinhas frescas...
Luna assentiu sentindo-se aliviada.
—Sim, estou faminta.
—Imagino... Sexo gostoso faz gasta muita energia. — a loira brincou vendo Luna novamente corar.
Deixando os papeis organizados, Âmbar caminha até a mesinha onde está tudo o que precisa para um café da manhã. Quando chegou pela manhã, Matteo antes de sair pediu para que ela deixasse a mesa preparada para que Luna tomasse seu café quando acordasse. Como não havia também feito o seu dejejum, Âmbar optou em esperar por Luna para que juntas se alimentassem, e sendo assim enquanto trabalhava organizava tudo para o café.
Luna fica surpresa pela pequena mesa está repleta de coisas deliciosas, embora que bem menos coisas de quando tomou café com a loira quando estava sob cárcere na ilha deserta de Matteo.
Assim que as duas se sentaram não disseram mais nada, manteram concentradas em deliciar seu café da manhã sem trocarem uma palavra, no entanto uma lembrança fez com que Luna olhasse para Âmbar. Mordendo o lábio inferior, a morena se sentia indecisa se contaria ou não algo sobre a ex-namorada da loira, além do mais se Âmbar nunca quis procurar seu antigo amor deva ser que já não lhe amava mais. Por outro lado, algo dentro do coração de Luna dizia para ela contar, pois seja o que fosse, caberia a Âmbar de procurar sua ex ou não.
Âmbar notou que Luna a encarava, e fez o mesmo pegando a morena desprevenida.
—Algum problema com o café Luna? – obvio que a loira queria brincar novamente com a morena, adorava a maneira que ela corava, mas pelo olhar de Luna via que seu olhar não era algo de ser levado na brincadeira.
Luna piscou seus olhos e limpou a garganta se ajeitando na cadeira.
—Não, o café está ótimo, mas é que eu me lembrei de uma coisa que acho que possa ser de seu interesse.
Âmbar arqueia a sobrancelha deixando a colher que utilizava para comer o mamão em seu prato.
—O que seria do meu interesse? É algo sobre o que aconteceu na ilha? Alguém desconfia de mim?...
—Não. Não. Não. Nada disso. – a morena negou com veemência.
—Então o que é?
Luna voltou a morder seu lábio inferior, mas não deixou de olhar os olhos azuis da loira, e começou a contar.
—É sobre a Luíza.
Ao escutar aquele nome, Âmbar sentiu o seu coração falhar uma batida para em seguida acelerar. Poderia ter passado anos, mas só de lembrar-se do nome do seu único e grande amor, lhe causava reações diversas em seu coração. O sofrimento, desilusões e maus tratos podem ter endurecido o coração da loira, mas a única coisa que aquecia o seu peito eram as lembranças de sua Luíza.
—O que tem ela? Você não a conhece... – disse voltando a se remexer desconfortável em sua cadeira.
—Na verdade. Eu a conheço. – Luna respondeu calmamente não deixando de olhar para Âmbar que a encarava incrédula.
—Como a conhece? Do que está falando?
Luna respira fundo decidida a não continuar a enrolar.
—Bem, eu a conheço desde que comecei o ensino fundamental. Ela é psicóloga e orientadora do Blake, a escola onde estudei. Com a minha volta depois do meu desaparecimento, fui encaminhada para que ela me ajudasse no processo de recuperação de minhas notas na escola, como também foi ela quem me ajudou com tudo para vir para Itália... Um dia em que fui até a sala dela, vi algo que me fez reconhece-la sendo a mesma pessoa que você me contou que foi sua amiga e namorada anos atrás.
Âmbar engoliu a seco.
—E o que você viu? – a pergunta de Âmbar saiu um pouco falha, mas Luna conseguiu ouvi-la.
—Quando entrei na sala dela, a vi procurando desesperadamente por seus óculos e retirando tudo o que havia dentro de sua bolsa. Ela lembrou que esqueceu no carro e foi pega-lo me deixando lá sozinha por alguns instantes. Como não recolocou o que tinha retirado da bolsa ficando espalhados em cima da mesa, no momento em que me sentei próxima vi uma joia muito bonita. Fique tão curiosa que acabei pegando para ver de perto. Um cordão com belo pingente no formato oval e detalhes externos com pedrinhas brilhantes.
Os olhos de Âmbar brilham pela emoção, porque sabia do que a morena estava falando, mas nada diz somente espera Luna concluir sua explicação.
—Por fora percebi que era aquele tipo de pingente que se coloca uma foto de alguém especial no interior, como um símbolo de alguém especial para que sempre se recorde ou com o significado de que sempre estará com ela... Então eu abri, vendo uma foto sua, creio que com 15 ou 16 anos.
—16 anos. – a loira confirma, mas fica em silencio novamente.
Luna assente.
—Bem, no começo não lhe reconheci, mas depois... Percebi que a garota da foto era você. Luíza voltou para sala e me viu recolocar a joia no lugar... Não ficou chateada, mas falou que a joia tinha sido dada a ela por uma amiga muito especial, e que não sabia se sua amiga estaria viva, mas que esperava que estivesse viva e feliz.
Sem perceber, as lágrimas começaram a transbordar dos olhos de Âmbar. Jamais chorou na frente de alguém que não fosse Matteo, o único que conhecia sua história e o quanto sofria por jamais ter tido a chance de ser feliz com a mulher que ama. Mas ali escutando Luna lhe contar que sabe onde seu grande amor está e que ela ainda guarda o único presente que a deu como símbolo de seu amor, isso foi o que bastou para todas suas barreiras fossem rompidas e todo o amor e saudade reprimidos fossem expelidos por lagrimas de emoção.
Luna arregalou seus olhos por ver Âmbar começar a chorar daquela forma. Seu coração vacilou uma batida e começou a se sentir mal por tê-la contado, mas de alguma maneira sentia que fez o certo. Não poderia ter aquela verdade guardada para si quando duas pessoas que se amam nitidamente estão separadas por uma simples distância e não mais pelo preconceito que sofreram e as separaram no começo.
Sem pensar, Luna se levanta de sua cadeira indo até Âmbar lhe puxando para um abraço. A loira não resiste e se deixa se amparada pela morena.
—Âmbar não sei por qual motivo chora. – Luna começou a sussurrar acariciando os cabelos da loira que parecia naquele momento uma menina frágil em seus braços. – Não faço a mínima ideia do que está sentindo nesse momento, e tão pouco porque ainda não tenha procurado a Luíza quando tem tantas influencias por trabalhar com Matteo, mas saiba que pelo que pude ver Luíza ainda te ama e sente saudades. O tempo que a conheço nunca a vi se relacionar com ninguém, bem, sendo ela lésbica e mesmo não querendo admitir tendo algumas pessoas preconceituosas, creio que se relacionasse com alguém em particular seria algo discreto, mas não, ela está sozinha...
Âmbar se afasta limpando o seu rosto.
—Não entendo porque está me dizendo essas coisas, e muito menos sobre ela. Luíza faz parte do meu passado. Um passado doloroso...
Luna abri os olhos vendo à velha Âmbar voltar, mas nega e se recusa vê-la agir daquela forma. Ainda mais sendo obvio o quanto também ainda ama Luíza e sente falta da loira.
—Está errada. Ela é a parte feliz de seu passado doloroso. Não a coloque como símbolo de toda tragédia que passou Âmbar, isso não é justo. Eu não faço a mínima ideia do que ela passou depois que você fugiu de casa e tão pouco você saiba. Pela forma como ela falou comigo... Digo... Ela contou para mim algo que nem precisava, mas se não soubesse da verdade acharia tudo estranho. A questão é que você não tem direito de coloca-la como se fosse à culpada de tudo, como se fizesse parte de tudo de ruim que aconteceu com você.
Os olhos de Âmbar voltaram a lacrimejarem e olha para Luna.
—Tudo bem... Não devo coloca-la nessa posição, mas ainda sim... Não posso procura-la depois de tantos anos e bater em sua porta como se nada tivesse acontecido. Luna eu fiz muitas coisas ruins e não posso...
—Para Âmbar. – Luna a interrompeu, vendo onde a loira queria chegar. Não poderia permitir que Âmbar usasse o seu passado trágico e tudo de ruim que fez para continuar longe de mulher que ama. Não depois de saber por Matteo que graças a ela em abrir seus olhos que ele deixou seus medos e culpas de lado para entregar aos seus sentimentos verdadeiros. E se Âmbar fez isso por seu amigo e graças à loira hoje tanto Matteo quanto a ela estão felizes, não poderia permitir que Âmbar continuasse em sua vida vazia renegando o seu grande amor do passado como Matteo quis fazer por não se perdoar por tudo que um dia fez de ruim. –
—Luna não adianta tentar...
—Eu não estou tentando nada, eu estou fazendo e vou continuar a fazer. Meu Deus, Âmbar! Não parece ser a mesma pessoa que aconselhou Matteo a se perdoar por todos seus erros e esquecer todas as magoas e raivas do passado para ficar comigo.
Âmbar franziu a testa por ficar surpresa de saber que Luna sabia que ela ajudou Matteo no momento mais depressivo de sua vida por está separado de sua morena.
—Do que está falando?- perguntou vendo Luna negar.
—Não tente fingir que não sabe do que estou falando. Pare de ser hipócrita fazendo tudo ao contrario do que um dia aconselhou o seu amigo. Acha que a Luíza se importa com as coisas ruins que fez? Não porque o que vi e sei é que ela sente sua falta e quer voltar a vê-la e saber se está bem e feliz. Âmbar você tem que procura-la e resolver essa pendencia que tem entre vocês, e se no final verem que não existe amor, pelo menos que tenham se entendido e possam ser amigas seguindo em frente. Só não pode continuar desse jeito... Está na cara que você ainda a ama e não lhe esqueceu... Não precisa bater na porta da casa ela de uma hora para outra, se for por isso eu tenho o número do celular e da casa dela. Você pode fazer o primeiro contanto ligando e se ela concordar pode marcar um encontro.
Âmbar sentiu o seu coração falhar novamente uma batida, mas não sabia o que dizer sobre aquela ideia... Luna pelo que pode ver parecia certa de fazê-la enfrentar o seu passado e não sabia o que fazer para desistir dessa ideia louca.
Vendo ainda hesitação na loira Luna continuou a falar.
—Âmbar, a Luíza veio com os alunos de intercambio para a Itália, mas infelizmente como não poderia ficar mais tempo faz semanas que voltou para o México. No entanto, você ainda pode ligar para ela...
Âmbar respirou fundo, pois Luna realmente queria convence-la de todo jeito em procurar sua ex-namorada. Por outro lado, aceitaria que ela lhe desse o número, mas não significaria que iria ligar... Todavia, Luna vendo o quanto a loira hesitava decidiu ela mesma tomar as rédeas. A morena se afasta sem dizer nada.
—O que está fazendo? – Âmbar perguntou ao ver a morena caminhar até outro lado da sala, mas especificamente em direção onde fica o telefone.
Pelo aparelho ser sem fio, Luna pegou o telefone e voltando até onde Âmbar ainda está sentada a encarando.
A loira abriu seus olhos por entender o que a morena pretendia fazer. Ela iria protestar, mas assim que Luna se postou novamente em sua frente, sua garganta travou. Olhando nos olhos azuis de Âmbar, Luna com uma expressão decidida, fala.
—Vou ligar para Luíza. Se depender de mim, hoje ainda você vai falar com ela...
Voltando a realidade, Âmbar sente o seu celular vibrar... Pegando o parelho percebe que era só uma mensagem de sua operadora, mas também percebeu que já estava 15 minutos atrasada. Lembrando-se das palavras de Luna e até mesmo de Matteo quando soube de toda a história pela Luna, o mesmo também usou como argumento tudo o que ela disse a ele quando o convencia de deixar de burrice e correr atrás de sua felicidade. No final, a loira acabou cedendo e ligando para sua ex-namorada.
Sedo assim ela está ali prestes a vê-la, mas ao mesmo tempo nervosa.
—Ficar aqui não me levará a nada... Tenho de enfrentar essa situação... – ela falou para si mesma se levantando e ajeitando sua roupa.
Então, ela vai até a porta por onde passou puxando para si e voltando até o corredor que levará novamente até o apartamento de Luíza.
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