Doce Vingança
30 Bônus III - Todos Merecem Ser Felizes !!!
Notas iniciais
Todos merecem ser feliz !!!
Brasil/Rio de Janeiro – Arraial do Cabo.
Semanas havia se passado desde que Simón chegou ao Brasil. Não esperava que o lugar onde seus avós moram fosse um lugar belíssimo com belas praias e lugares incríveis de curtir. O moreno acreditava que poderia se arrepender assim que posse seus pés dentro da casa dos velhos, mas não, assim que o carro de seu avô saiu do aeroporto quando foi lhe buscar, ele teve que dar o braço a torcer. Talvez não fosse tão ruim assim... Todavia as coisas mudaram quando entrou nos arredores da pequena cidade na região dos lagos comtemplando a beleza do lugar, todavia o que mais fez Simón perceber que de alguma forma as coisas mudaria para ele, foi quando seus olhos cruzaram com o olhar de uma bela morena que conversava com suas amigas numa praça local.
Ele acreditava até então que seria difícil esquecer sua ex-namorada, mas percebeu que a vida estaria lhe dando uma nova chance quando viu essa garota. Claro que mesmo sentindo atraído pela tal morena, sabia que seria difícil de revê-la e conhecer, já que nem faz ideia de seu nome ou onde mora...
Mas foi ai que mais uma vez se enganou, como também através de uma nova amizade que o fez chegar até a tal morena que no mesmo dia o levou a loucura...
—Ei cara. Tá procurando quem? – perguntou Jonay curioso por ver seu novo amigo olhando para os lados.
Era final de semana e muitos jovens se reuniam nas ruas principais e praças daquela cidade para ouvir música, dançar, beber, namorar, ou somente paquerar. Uma forma diferente de se divertir que Simón passou a conhecer assim que fez amizade com Jonay na primeira semana que chegou ao Brasil. O rapaz tem a mesma idade que Simón e é bastante alegre tendo facilidade de fazer amizades e mantê-las quando são verdadeiras. Jonay apesar de nascido na Espanha veio morar no Brasil quando tinha apenas dez anos de idade e desde então vive no país como se tivesse nascido lá e não em outro.
—Er... Nada, só estou olhando mesmo. Está animado hoje... — Simón deu de ombro até porque revelar quem exatamente estaria procurando quando na verdade nem sabe quem exatamente procura ficaria difícil de explicar.
Jonay sorri sacando que o moreno possa estar interessado em uma garota, mas que não está a fim de contar pra ele. Então o mesmo decide provocar o amigo.
—Qual é cara... Vai esconder o jogo pra mim? Fala qual a gata que tá afim, ai até posso te ajudar...
Simón encara Jonay surpreso por ele ter percebido seu interesse por alguém.
—Não... Esquece. Eu a vi algumas vezes de longe, mas nem faço ideia quem seja ou se tem namorado...
Jonay fica pensativo cogitando se a gata que Simón está a fim seja da cidade ou possa ser uma turista, pois sendo o segundo seria difícil.
—Bom, fala pelo menos como ela é... Se bem que... Se for uma turista, ai fica difícil.
Simón nega.
—Não, deixa pra lá. Se ela aparecer por aqui hoje eu te amostro.
—Okay então... – Jonay dar de ombro, mais seu olhar desvia um pouco para direção oposta vendo uma pessoa conhecida.
—Lorena?
—Quem? – Simón perguntou olhando para o amigo.
—Ah... É minha irmã. Aquela lá... – apontou. – Não sabia que ela vinha nesse final de semana...
Simón olhou na direção onde estaria a irmã de Jonay, mas um grupo de garotas entrou em seu campo de visão impedindo que a visse. Mesmo tendo poucas semanas de amizade com Jonay, Simón ainda não havia conhecido a irmã dele que segundo o rapaz mesmo estando de férias a garota estava indo até o campus onde irá estudar no centro do Rio para fazer umas atividades extras curriculares e quando voltava para casa não ficava por muito tempo.
—Não to vendo... – disse voltando a olhar para Jonay.
—Vamos lá que te apresento. Assim também aproveito pra que me apresente uma amiga dela que to afim.
Simón dar de ombro.
—Tá bom... Vamos...
Mal deu dois passos seguindo ao lado de Jonay, o seu celular começou a vibrar. Simón pegou o aparelho no bolso vendo o número de sua casa, obviamente sua avó querendo saber que horas ele voltaria já que quando saiu à mesma não estava em casa.
—Quem é? – Jonay perguntou vendo que Simón não havia continuado a seguir ao seu lado.
—Minha avó. Vai na frente que te alcanço.
—Valeu! – Jonay disse seguindo até outro lado da rua onde sua irmã está com suas amigas.
Seguindo para um lado oposto, Simón procurou um lugar em que pudesse atender o seu celular e escutar sua avó do outro lado da linha sem que o som das músicas tocadas nos sons dos carros lhe atrapalhasse ouvir.
Quanto mais ele se distanciava via que não tinha lugar que tivesse carro com música alta, acabou por indo até um quiosque perto da praia, por sorte aquele não havia um casal namorando ou grupo de amigos conversando. A essa altura o seu celular havia deixado de tocar, mas logico que iria retornar a ligação porque não queria deixar seus avós preocupados.
Longe de lá, Lorena observava o moreno seguir para o caminho da praia e isso a deixou intrigada. A morena já tinha o visto algumas vezes, mas não imaginava quem ele seria, e ao chegar ali com suas amigas o viu com seu irmão e obviamente deveria ser seu amigo.
No entanto, esse detalhe não iria impedi-la de querer conhecer o rapaz, mesmo sendo amigo de seu irmão, além do mais Jonay nunca foi impedido por ela de ficar com suas amigas e muitas vezes até mesmo apresentou algumas delas, sendo assim não hesitaria em querer ficar com o moreno.
—Jo? – ela chamou o irmão que falava com uma de suas amigas.
—Fala. – ele respondeu.
—Aquele garoto que tá indo pra lá... Ele estava conversando com você... Que é ele? Mora aqui?
Jonay olha na direção em que sua irmã apontou vendo que ela se referia a Simón.
—Ah tá falando do Simón. Ele é aquele amigo que outro dia comentei que morava no México e veio passar uns tempos com os avós dele que mora aqui na cidade. Lembra não?
Lorena nega realmente não lembrando se seu irmão havia mencionado. Até porque seus dias têm sido corridos voltando pra casa e outra indo para a faculdade. No entanto, dessa vez ela havia voltado para somente voltar à faculdade quando as aulas começassem, pois queria curtir suas férias.
—Não lembro se falou sobre ele comigo. Mas ele é um gato...
Jonay arqueia a sobrancelha, mas tendo um sorriso sacana nos lábios.
—Ué... Tá afim dele?
Ela não nega.
—Bom, gostaria de conhecê-lo... Vai apresenta-lo, não vai?
—Claro que vou... Mas acho que pode só ficar nas apresentações.
Dessa vez é Lorena que arqueia a sobrancelha encarando o irmão.
—Desde quando virou empata foda Jonay? Se não falha a memória, nunca impedi de trepar com as minhas amigas depois de apresenta-las, e por sinal acabei de apresentar mais uma...
—Uouuu, pera lá maninha. Não precisa jogar na cara, tá bom? Não disse que não pode ficar com ele, eu quis dizer que acho que vai ficar nas apresentações, porque antes de vir falar com você ele me contou tá afim de uma garota só que ainda não teve a chance de falar com ela.
Lorena ficou desanimada, mas isso não significa que desistiria.
—E quem é essa garota? Conhecemos?
—Não... Nem faço ideia... To achando que é uma turista porque ele falou que viu uma vez ou outra, e agora a pouco tava procurando ela, mas não a viu por aqui.
—Tá Okay então... Mesmo assim eu quero conhece-lo. E quer saber? Acho que vou atrás dele...
—Cê tá loca garota? – Jonay exclamou em reação da atitude precipitada da irmã dele. – Espera ele pelo menos voltar dai te apresento e depois se quiser transar com ele fica por sua conta... Isso se ele te querer...
Lorena não gostou da maneira como Jonay falou, mas por um lado ele estava certo.
—Tá bom, mas não significa que vou transar com ele... Eu só quero conhece-lo...
Jonay rolou os olhos e bufou.
—Tá bom...
—Jonay, para de insinuar como se eu fosse puta que saio dando pra geral. – ela ralha com o irmão.
—Tá desculpa... E... Bom ele tá voltando.
Ela olha na direção em que seu irmão está olhando vendo Simón vindo em suas direções. Simón parecia alheio ao que estar diante de seus olhos, parecendo observar a tudo a sua volta e ao mesmo tempo procurando alguém, até que seus olhos encontraram os dela.
Ele engole a seco vendo que a garota que lhe fascinou está poucos metros distante dele. O moreno não hesitou em se aproximar ainda mais percebendo que Jonay estava perto da garota. Nesse momento, Simón lembrou algo sobre ele estar interessando em uma amiga de sua irmã, então começou acreditar que a tal garota por quem seu amigo possa estar afim seja a mesma garota que ele...
—E ai cara? Tá tudo bem com seus avós? – Jonay perguntou vendo a cara de espanto de seu amigo.
Simón um pouco sem jeito intercalou seus olhares entre Lorena e Jonay.
—Não... Tá tudo bem... Minha avó só queria saber se iria dormir fora...
—E você disse que dormiria lá em casa né? Sacanagem a cinderela ai ir embora meia noite com medo da sua abobora deixar de ser carroça.
Lorena sorri divertida.
—Jo deixa de ser chato com ele... – ela defende o moreno.
Simón a encara sem conseguir dizer nada. Vendo que o moreno não diria nada Lorena se antecipou em apresentar.
—Oi, Jonay fala muito de você... – ela se aproximou dele levantando sua mão para se apresentar. – Meu nome é Lorena, sou irmã dele...
Os olhos de Simón se abrem, pois nunca poderia imaginar que a garota por quem tem se interessado é nada mais nada menos que a irmã de Jonay.
—Er... Simón. Meu nome é Simón.
Lorena sorri achando lindo a maneira desconcertado e ao mesmo tempo surpreso. Sem hesitar ela se aproximou para selar a apresentação com um beijo em seu rosto, porem os lábios da morena roçou no canto dos lábios do rapaz.
Observando a cena, Jonay rolou os olhos vendo que de alguma maneira Simón cairia na lábia de sua irmã e até mesmo se esquecendo da tal garota que estava afim. Mau ele sabe que a tal garota é sua própria irmã.
—Tá... To indo pegar uma cerveja... Fica ai conversando. – foi tudo o que Jonay disse não esperando resposta e seguindo até onde está a garota por quem está interessado para perguntar se quer beber alguma coisa.
Lorena se afasta um pouco olhando para o rosto de Simón que parecia um pouco desconfortável.
—O que foi? Porque essa cara? – perguntou lembrando de que ele está afim de outra garota e obviamente a maneira que ela o beijou no rosto possa ter dado ideia errada a ele.
Simón piscou seus olhos vendo que a morena tinha uma expressão meio envergonhada.
—Não é que... Não imaginava que fosse a irmã do Jonay. – respondeu sincero.
Lorena franziu a testa não entendendo o que ele queria dizer com aquilo.
—Como assim? Você fala como se já me conhecesse, mas não sabendo quase nada sobre mim.
Ele sorri envergonhado, mas responde.
—Bem, eu já te vi por ai, mas nunca imaginei que fosse irmã do meu amigo. O que é uma pena... – a ultima frase foi sussurrada, mas Lorena escutou.
—Uma pena por quê? – perguntou vendo o moreno corar um pouco e isso faz com que ela mordesse seu lábio inferior.
—Bem é que eu...
—Você?... – o incentivou a continuar quando hesitou.
Ele respirou fundo, e respondeu.
—Eu meio que me interessei por você quando te vi algumas vezes, mas sabendo que é irmã do meu melhor amigo, acho que não será uma boa ideia tentar ficar com você. Bom... Caso tivesse a fim de mim...
Simón mordeu sua língua se dando conta de que estava sendo muito direto, algo que nunca foi e muito menos mostrar confiança que possa ficar com a garota que estar interessado.
Lorena sorri feliz por ver que a tal garota que Simón estaria interessado era ela mesma, mas ainda que ele acredite que seria ruim ficar com ela por ser irmã de seu amigo, a morena o faria mudar seus pensamentos.
—Vem comigo. – ela falou pegando na mão do moreno e puxando.
—Mas... – Simón não consegue dizer, porque antes de terminar Lorena colou seus lábios nos dele em um beijo a qual ele sentiu a necessidade de continuar a beija-la.
Ofegantes, ela voltou a sorri e dizer.
—Vem...
O moreno nada diz somente a deixou guia-lo. Caminharam até chegar a um quiosque deserto, mas ainda sim não ficaram por ali e seguiram pela areia da praia até chegarem entre umas rochas enormes.
Voltando a se beijarem, Simón a prensa na rocha descendo seus lábios pela pele macia e quente da morena. Devido à brisa do mar e seus beijos, sentiu a pele dela se arrepiar e seus mamilos ficarem rijos.
Como ela usava um vestido leve foi impossível não sentir seus seios prensarem seu peitoral ainda coberto pela camisa.
—Uhm... – ela gemeu sentindo os lábios dele em seu busto.
Em um movimento, a morena conseguiu fazer com que as alças de seu vestido caíssem e afrouxar o tecido para revelar uma parte de seus seios. Lorena não era virgem e tão pouco inocente, não que agia assim normalmente, pois era a primeira vez que tinha desejo de transar com um cara mesmo não sendo seu namorado e tendo mal conhecido, mas de alguma forma, Simón estava mexendo com ela sem ter feito nada para tanto.
O moreno sente a pele macia dos seios fartos e firmes da garota e não resistiu em descer mais um pouco e abocanhar um mamilo sugando o pequeno broto e ao mesmo tempo sentindo seu membro ficar duro.
—Simón... Eu quero você... – ela sussurrou sentindo sua intimidade contrair em anseio por ser preenchida, mas antes ela queria senti-lo em sua boca como também senti-lo entre suas pernas lhe beijando intimamente.
Ele retira sua camisa e isso foi o que bastou para Lorena perder a cabeça e abrir a bermuda do moreno e deslizar até as coxas dele junto com sua cueca e revelando o membro completamente duro e pulsando por ela. Simón a seus olhos era bem mais dotado que os seus dois ex-namorados, e vendo todo o seu tamanho sua boca voltou a salivar.
Ela ajoelhou umedecendo seus lábios para em seguida chupa-lo com toda gula.
—Que boca deliciosa... Uhmmm... – ele disse em meio aos gemidos de tesão por sentir ela colocar seu membro todo em sua boca até alcançar sua garganta.
Lorena não se importa que esteja fazendo sexo na praia, até porque sabia que aquela parte ninguém ia por àquelas horas, então continuou a chupar o seu moreno e se deliciando com os gemidos dele de aprovação ao mesmo tempo em que ele segura seus cabelos lhe guiando o vai e vem de sua boca.
—Uhmm... Gostoso...
Ela continuou a chupa-lo até senti-lo gozar em sua boca.
Simón urrou em deleite sentindo aquela boca deliciosa comer seu pau até a garganta... Nunca o moreno tinha sido chupado daquela maneira, e de alguma forma sentia que gostaria de ser assim sempre... Claro que não era só sexo, mas se Lorena der uma chance a ele ficará feliz de fazê-la sua namorada...
Sorrindo, Lorena voltou a beijá-lo, mas logo seus beijos são sessados porque o moreno retira seu vestido e em seguida sua calcinha. Simón desceu seus lábios novamente até os seios dela, mas não se demorou por ali descendo novamente até chegar ao clitóris inchado da garota.
—Uhmmm, puta que pariu... Que língua gostosa... – ela disse gemendo e sentindo suas pernas falharem.
Simón continuou a suga-la e ao mesmo tempo lhe penetrar com o dedo... Ela gemeu e gemeu mais alto até ser atingida por um delicioso orgasmo.
Mesmo assim não demorou muito para que Simón buscasse a camisinha que tinha em sua carteira e o colocando para encaixar seu pau na intimidade da garota. Deitados por cima de suas roupas, Simón a penetra lentamente ao mesmo tempo em que a beija. Loren rebola e geme deixando o moreno ainda mais excitado, e logo começou a estocar com mais velocidade. Mesmo com a brisa fresca do mar seus corpos estavam suados e mesmo assim não se importavam com a entrega. De fato foi algo muito precipitado, mas depois de saciarem aquela primeira fome continuaram a se beijar até se afastarem deixando a realidade voltar.
—Você é tão linda... – Simón sussurrou acariciando o rosto da morena que sorri lindamente.
—Fico feliz que me elogie e não se levanta vestindo sua roupa e me deixando sozinha como se fosse uma vadia. – brincou, mas no fundo Lorena temia que depois de ter feito sexo com ele quando mal o conhece pensasse que ela fosse uma qualquer e a desprezasse depois.
Simón franziu a testa.
—Porque faria isso?
Ela dar de ombro, mas acaba revelando seus pensamentos.
—Bom, a gente mal acabou de se conhecer e já transamos. A maioria dos caras depois disso geralmente iria se vestir e voltaria comigo para seja onde estávamos e depois não olharia na minha cara.
Simón não gostou da ideia de pensar que Lorena tenha feito esse tipo de coisa com outros.
—Você deve ter saído com bastante caras assim, e mesmo assim continua cometendo o mesmo erro.
Lorena fica séria, não que as palavras dele tenha te ferido ou magoado, mas por ver que suas palavras tenha dado pensamento errado a ele.
—Não... Eu não fico saindo com qualquer um e transando. Eu só falei referente ao que vejo e que já aconteceu com minhas amigas e outras garotas. Eu juro, você é o primeiro cara com que transo nessas circunstancias, geralmente quando conheço só rola beijos e amasso, mas nada de transa. Algo mais intimo assim prefiro que seja com um namorado...
Simón sente um pouco aliviado com esse detalhe e vendo que a garota dizia a verdade. Mesmo que seria outra atitude precipitada, ele faria mesmo assim, pois aquela garota em seus braços era algo que de certa maneira estar lhe fazendo bem e esquecendo dos motivos que o fizeram vir aquela país em busca de um refugio. Desde que olhou nos olhos de Lorena sem ao menos saber seu nome, ele viu que de alguma forma aquela garota seria o sue socorro.
—Então... Seja minha namorada.
Lorena sorri.
—Está me pedindo em namoro sem ao menos estar apaixonado por mim?
—Eu me apaixonei quando te vi pela primeira vez usando um shortinho e somente um biquíni cobrindo esses seios e seus cabelos soltos. – ele disse se lembrando de como ela estava vestida quando a viu no mesmo dia que chegou aquela cidade.
Loren sorri ainda mais por também se lembrar desse detalhe, mas que não imaginava que um só olhar poderia ser capaz de fazer alguém se apaixonar por outra pessoa.
—Você é lindo... Espero que seja sempre assim... – ela o beija.
— Eu sou assim... Você verá... – ele falou roçando seus lábios nos dela. – Aceita ou não?
—Sim... Aceito ser sua namorada. – ela aceitou voltando a beijá-lo e depois se amarem novamente.
Aquela noite a lua e as estrelas foram testemunha da intensidade daquela paixão do jovem casal. Simón pode até ter acreditado que nunca amaria alguém como amou Luna, mas estava engano, és ali em seus braços uma garota pelo qual fez esquecer de tudo e se entregar sem reservas a ela quando mal lhe conheceu. Sendo assim uma paixão dessa não pode ser deixada de viver por reservas e restrições bobas, e daquele dia em diante, Simón Álvarez viveria aquela intensa paixão até quando pudesse viver...
(***)
México, meses depois...
Miguel sentia suas mãos suarem enquanto esperava sua companhia voltar para se ajuntar a ele. Desde o dia em que Luna foi para a Itália o homem vivia concentrado no trabalho e até mesmo esquecendo-se da promessa que fez para sua filha, no entanto a morena na primeira ligação para ele perguntou se ele já tinha saído ou conhecido alguém.
—Papai, não acredito que anda trabalhando como louco. Você precisa de férias, ir ao clube conhecer novas pessoas... O Senhor me prometeu que iria tentar encontrar uma pessoa legal para namorar...
—Filha eu estou ten...
—Não está não. Sei que está mentindo... – ela disse o interrompendo. – Andei conversando com a Daniela e Amanda no watsapp e elas me disseram que o senhor continua na mesma. Não quero mais desculpas, na próxima vez que ligar quero ter novidades, e fique certo que tenho minhas informantes para saber se estar mentindo...
Lembrando-se da ultima conversa que teve com sua filha antes de se dar por vencido fazendo o que ela lhe pediu, ele sorri.
—Do que estar sorrindo? – perguntou a bela morena que entrou a sala de sua casa segurando uma garrafa de vinho e na outra duas taças.
Miguel se ajeita mantendo o sorriso para a mulher.
—Lembrando da minha filha...
Ela coloca as coisas na mesa de centro e volta a olhar para Miguel mantendo o sorriso.
—Sente saudades dela... Mas falta pouco para Luna voltar da Itália...
Miguel nega.
—Ai que se engana... Luna vai voltar, mas irá para a faculdade, então mesmo por perto será pouco as vezes que nos veremos, acho que até nos falar...
—Não seja bobo... Luna te ama e se preocupa com você. Claro que ela não irá abandoná-lo. – terminando de dizer, a morena pega a garrafa de vinho e começa há servi um pouco nas taças.
Miguel a observa colocar, mas se detém nos detalhes do corpo da mulher. Lilly sem duvida é uma bela mulher mesmo tendo a mesma idade que ele... Ele a conheceu em um jantar na casa de Ricardo e foi apresentada a ele sendo amiga da esposa do mesmo. Estranhou por não tê-la visto antes, mas segundo Lilly ela tinha passando algum tempo morando em outro país com seu ex-marido pelo qual vivia lá por conta do trabalho, mas após seu divorcio Lilly decidiu voltar a viver em seu país natal e recomeçar sua vida... Claro que a mulher no tempo não queria se envolver tão cedo com um homem depois de ter passados os últimos anos difíceis com seu infiel marido, mas no momento em que a morena conheceu Miguel algo magico a envolveu como se diante dela tivesse o homem pelo qual amaria e passaria o resto de seus dias como ele sendo sua esposa, amante, amiga, companheira e sua eterna namorada... Sendo assim, desde que se conheceram na casa de Ricardo e Ana Simonett não deixaram de se falar e se encontrarem para almoçar, até mesmo namorar, mas sem sexo.
Claro que Lilly ansiava por ter Miguel em sua cama, mas o homem parecia sempre estar se policiando. No começo ela até achou estranho e cogitou varias teorias, mas depois que conversou com Ana, a ruiva disse que Miguel é viúvo há anos e desde que sua esposa morreu ele somente se dedicou em cuidar de sua filha Luna, como também contou toda sua história, então Ana a aconselhou dela ter um pouco de paciência, pois Miguel deve estar ainda se acostumando com a ideia de ter outra mulher em sua vida... Como começou a se apaixonar por ele, Lilly aceitou prontamente a sugestão de Ana e com o tempo foi vendo e conhecendo mais de Migue, como também ver o quanto ele ama sua filha.
Lilly de longe se quer poderia ter ciúmes, na verdade queria ter uma filha como a garota, mas por seu marido ser histéril e tão pouco permitir que ela adotasse ou usasse outros métodos para engravidar por puro machismo, até hoje nunca pode ser mãe e como já não tem idade para ter uma gravidez saudável desistiu da ideia.
—Tome. – ela o entregou uma taça.
Miguel pegou a taça com vinho, mas continuou a observar cada movimento de Lilly, ele havia ido a sua casa para jantar com ela e depois conversarem, mas vendo ela tão linda com seus cabelos soltos isso o fez pensar em outras coisas. Por estar a um bom tempo sem sair com mulheres, Miguel se sentia inseguro com relação a satisfazer uma mulher, mas é claro que sabia como fazer, só não sabia se conseguiria...
Obvio que naquele momento gostaria de colocar sua relação com Lilly em outro nível mais intimo, então sem tocar um gole do vinho em sua taça ele coloca o objeto na mesa e sua atitude deixou Lilly intrigada.
—O que foi? Não quer vinho? Eu posso... – ela não pode falar porque Miguel colou seus lábios nos dela e com destreza pegou a taça das mãos de morena e recolocando ao lado da dele intocada.
Lilly arfou com o beijo, pois era algo diferente do que geralmente ele faz. Um beijo cheio de intensidade e desejo, e não casto que no fim só terminaria com um selinho e boa noite. Aquele beijo que Miguel está lhe dando é o beijo que significa que em poucos minutos estarão em uma cama fazendo amor.
Ele continua beijá-la intensamente até faltar folego e o pouco que afastam seus lábios o moreno desce seus beijos até o pescoço da mulher e ao mesmo tempo ele desliza a alça do seu vestido dando uma leve mordida em seu ombro.
—Miguel... Eu... Uhm...
—Faça amor comigo Lilly... – ele sussurrou sedutoramente deixando a morena excitada.
Sem uma resposta Lilly sela seus lábios com os dele e Miguel desliza suas mãos até chegar ao fecho do vestido da mulher. Lilly também não fica parada e começou a desabotoar a camisa dele... Miguel mesmo com sua idade mostra que possuía alguns músculos definidos e dotado de uma enorme ereção coberto por suas calças.
Em pouco tempo os dois estava completamente nus e Lilly deitada com suas pernas abertas em cima do enorme sofá de sua sala, mesmo que poderiam estar em uma cama o desejo ainda foi maior acabando por ficarem ali mesmo, já que a morena vivia sozinha e não haveria ninguém para interrompê-los.
Miguel chupou os seios da morena delicadamente e passando a descer seus beijos molhados e quentes até alcançar a intimidade completamente molhada. Lilly não muito diferente das jovens de hoje aderiu à moda de se manter completamente depilada e dando uma visão melhor de sua intimidade excitada. Miguel ficou ainda mais excitado por sentir o gosto da carne lisa e quente da morena e muito mais ao escutá-la gemer...
—Mi-mig-uel... Uhm...
Ele não disse nada somente continuou a sugar avidamente o broto inchado por natureza da mulher... Ele a penetrou com seus dedos a deixando mais excitada até que finalmente gozou em sua boca...
Bom, pelo menos Miguel percebeu que ainda não havia perdido seu dom de fazer uma mulher gozar com sua boca e dedos. Ofegante pelo orgasmo Lilly continuou na mesma posição com suas pernas abertas, Miguel se afastou um pouco para pegar uma camisinha em sua carteira e assim que colocou em seu membro, ele voltou a se encaixar entre as pernas da morena, mas dessa vez com o seu quadril.
Lilly sentiu cada polegada do membro de Miguel entrar em sua vagina quente e isso foi o que bastou para ela gemer e puxa-lo para um beijo quente sentindo seu próprio gosto.
—Eu te amo tanto... — ela se declarou não importando se Miguel sentisse o mesmo.
Poderia ter passado poucos meses desde que começou a sair com Miguel, mas esse pouco tempo foi o suficiente para ela sentir que ele é o homem pelo qual sonhou ter ao seu lado e que acreditou que este homem fosse seu ex-marido, mas tendo Miguel ao seu lado percebe que finalmente encontrou.
—Lilly... eu... te... Uhm... – ele queria dizer o mesmo, mas sentindo a morena rebelar ao mesmo tempo contraindo sua intimidade à medida que ele estocava o estava deixando louco de tesão.
Logico que Miguel também ama aquela mulher, pois Lilly tem se mostrado tão perfeita e até mesmo se tornando amiga de Luna mesmo estando longe e se falando somente por telefone. Como não iria amar uma mulher que estava fazendo seus dias felizes até somente com a ideia de que ela está em algum lugar e que no mesmo dia ainda se veriam...
Ele continuou a estocar, e a camada fina de suar cobrir os corpos do casal, até que ambos chegam aos seus limites...
Ele desaba seu corpo em cima do dela, mas não a sufocando. Mesmo sendo apertado para os dois ficarem deitados, mesmo assim conseguiram ficar abraçados se olhando intensamente.
—Eu te amo... — Miguel disse quebrando o silencio...
Os olhos de Lilly brilharam de emoção e ela o beija com carinho...
—Não faz ideia o quanto me faz feliz que me ama... – ela sussurrou após dar um selinho nele.
Sorrindo com o mesmo brilho no olhar, Miguel responde.
—Também estou feliz meu amor... Finalmente encontrei a mulher perfeita para que esteja ao meu lado até... Bom, até me suportar. – brincou com a última frase.
No entanto, Lilly não sorri... Seu coração pulsava acelerado não sabendo definir se o significado das palavras de Miguel fossem o que pensava ou fosse fruto de suas ilusões. Miguel franziu a testa achando que poderia ter dito algo que a tenha magoado.
—Amor porque me olha assim? Disse algo que não lhe agradou? Perdão eu...
—Não. – ela o interrompeu com um sorriso. – É que o que disse antes me deixou confusa... O que quer dizer com “encontrou a mulher perfeita para que esteja ao meu lado?”.
Miguel não parecia afetado e contrariado, somente sorriu respondendo.
—Quis dizer que quero que seja minha esposa. Sei que não estamos muito tempo juntos, mas pra que esperar? A menos que não queira se casar logo, até porque querendo ou não teremos que esperar mais alguns meses para nos casar, já que não está no tempo certo que se permite casar novamente...
—Eu aceito. — ela disse o interrompendo. – Não importa se é cedo ou sei lá... Quero me casar com você Miguel... E não quero esperar mais...
Miguel sorri, e voltou a beijá-la e logo sentiram novos sinais de que desejam mais um do outro.
—Fique comigo essa noite meu amor... – Lilly pediu manhosa entre beijos.
—Quantas noites você quiser, minha Lilly...
(***)
Mais alguns meses depois...
Um ano havia passado, Luna e Matteo estão de volta... Seus dias na Itália como casal foram como se vivessem em constante lua de mel, se amando e cada vez apaixonados pelo outro. Como combinado voltariam para o México e anunciar para todos que estão juntos...
A questão era que qual seria a reação de Miguel quando soubesse que sua única filha está namorando um homem mais velho? Todavia Luna está com dezoito anos agora já que dois meses atrás de sua chegada ela havia chegado a sua maioridade. Por outro lado, a morena contava com a ajuda de sua madrasta, pois desde que conheceu Lilly pelo vídeo chamada no webcam, as duas tem sido como verdadeiras amigas, até porque Luna viu que a mulher ama seu pai de verdade e o quanto está o fazendo feliz. Sentindo um enorme carinho pela garota Lilly também tomou Luna como sua filha e com isso se idenficando com a morena...
Com isso, Luna contou a Lilly sobre sua relação com Matteo e que por sinal estavam morando juntos, claro que omitindo certas coisas para não levantar suspeitas. A mulher não questionou o fato de Matteo ser mais velho que Luna, até porque mesmo ainda tendo menos de trinta ele parecia ser mais jovem que sua idade, sendo assim e vendo a felicidade de sua enteada, Lilly não hesitou em poder ajuda-la a preparar o terreno com seu pai para que Miguel não banque o pai ciumento. Sendo assim Lilly sugeriu para que Luna esperasse só um pouco para que ela chegasse no dia em que seria seu casamento com Miguel, até porque envolto com os preparativos ele não teria tempo de ficar questionando sobre o namorado da filha.
Doce engano, Miguel desde que soube que Luna tem um namorado não tem sossegado e até mesmo exigindo que Luna o apresentasse por vídeo chamada, mas não, a morena se negou a apresentar o homem que ama por meio de webcam. Então, Miguel teve que segurar sua curiosidade, mas sobrando para Lilly em suportar todo o nervosismo do futuro marido pela volta da filha ao México junto com seu novo namorado e o seu próprio casamento.
O dia estava lindo, principalmente porque a decoração da cerimonia do casamento realçou ainda mais cada detalhe. Os convidados já estavam reunidos no jardim e Miguel andava de um lado para o outro...
—Amor... Vai furar o chão do jardim... – Lilly disse divertida ao ver seu noivo completamente nervoso.
Essa atitude do homem era natural para ela, já porque sabia o motivo dele está assim.
—Que horas deve ser? Luna deveria ter chagado...
—Ei, ei... – Ela se posta na frente dele fazendo olhá-la. – Ela já estar chegando. Me mandou uma mensagem... Fique calmo.
—Como calmo? Não vejo minha filha pessoalmente a mais de um ano e agora sabendo que ela tá voltando e com um namorado bem suspeito já que não entendo todo esse mistério...
Lilly sorri ainda mais...
—Não tem mistério algum meu amor... Luna só quer esperar o momento certo.
Ele nega.
—Não, tem algo de errado. Será que ela tá gravida? Porque se tiver eu mato esse...
—Ela chegou! – Lilly exclamou olhando para direção em que um carro parou numa vaga reservada.
Claro que por ser uma cerimonia intima entre amigos íntimos, a maioria já estava presente com exceção em especial de Luna com seu namorado.
Miguel não se conteve e caminhou em direção onde o carro parou.
Dentro do carro Luna vê seu pai vir até ela, e olhou para Matteo que ria abertamente olhando a mesma cena.
—Amore o seu pai está parecendo que vai bater em alguém.
Luna rolou seus olhos.
—Não brinca Matteo, porque é você quem ele vai querer bater.
Matteo adotou um olhar inocente.
—Por quê? Não fiz nada... Quem merece umas palmadas é você. Eu disse para não ficar fazendo mistério, e olha só agora como meu sogro estar!
Respirando fundo e antes que Miguel abrisse a porta do carro lhe arrancando de lá, Luna sai do carro deixando o seu sorriso estampado em seu rosto e cheio de saudade.
Miguel ao ver a filha, todos seus medos e curiosidades desapareceram deixando a saudade invadir seu peito.
—Pai... – Luna disse correndo até Miguel e o abraçando fortemente.
Matteo saiu do carro vendo a cena divertido, e apesar de um pouco mais de um ano ter odiado Miguel agora não restava nenhuma gota do sentimento ruim o qual quase acabou com sua vida e direito de viver feliz. Mas Luna o curou sem deixar feridas e cicatrizes desse sentimento e agora ele pode encarar o homem que odiou sem ter magoas.
Lilly se posta ao lado de Matteo observando a cena de pai e filha. No entanto, Miguel notou a presença de Balsano e fica confuso por vê-lo ali, mas não demorou muito para cair à ficha.
—Luna... Ele é o seu namorado? – Miguel perguntou se afastando e olhado nos olhos da morena.
Luna sorri não querendo esconder sua alegria ou deixar seus temores dominarem. Então ela deixa os braços de seu pai para estender a mão até Matteo que rapidamente segura e lhe abraça.
—Sim pai... Ele é meu namorado... Matteo Balsano... Matteo me disse que o senhor foi amigo dos pais dele.
Miguel não sabia como reagir ou o que dizer. Realmente estava surpreso que o filho do seu falecido amigo esteja namorando sua filha. Não que isso seja ruim, mas Matteo era bem mais velho que Luna e fora que como haviam se conhecido?
—Olá Miguel... Bom te rever... – Matteo disse estendendo a mão para cumprimentar seu sogro.
Miguel ainda parecia estático sem reação, e Lilly que estava ao seu lado naquele momento, lhe deu um cutucão para acordar.
—Ah, er... Bom revê-lo também... Mas... Eu não to entendendo? Como se conheceram? E porque a minha filha?
Matteo e Luna se encararam, Lilly arregalou seus olhos vendo que errou em ter sugerido que tudo ocorresse antes do casamento, e vendo que seu noivo não parecia querer fingir que estar tudo bem para que voltasse e se iniciassem a cerimonia do casamento deles.
—Miguel, amor... Acho que podem conversar depois, lembra? Daqui a meia hora a cerimonia do nosso casamento tem que começar e os convidados estão olhando... – ela sussurrou a ultimas palavras olhando na direção do jardim onde os convidados conversavam e alguns olhavam para eles como se esperassem alguma confusão sair daquele lado.
Miguel percebe que ali não seria o lugar ideal, mas não iria deixar para depois.
—Está certo. Meia hora... Acho que podemos conversar lá dentro.
Os olhos de Lilly abriram e Luna coçou sua nuca em sinal de nervosismo. Matteo estava tranquilo embora preferisse conversar com seu sogro depois.
—Papai, por favor, não faça isso... – Luna intercede. – Mal acabei de chegar e quer trazer confusão e acabar estragando o dia tão importante para você e a Lilly? Se for para isso eu entro naquele carro e vou embora porque não quero me sentir culpada por ter estragado...
—Amor, não precisa ameaça o seu pai. – Matteo fala com toda calma. – Tente entende-lo, lembra quando eu disse que fez errado criar um mistério sobre minha pessoa? Se tivesse falado não estaríamos aqui agora... Por mim não há problema em conversarmos agora, se é para ele se sentir melhor quanto a minha pessoa e a nossa relação.
Miguel observa a maneira sabia que Matteo usa suas palavras como também a forma que surte efeito em sua filha. Claro que ainda queria saber como se conheceram e quando começaram a namorar, mas o fato e que ver a forma que os dois se olham o fez perceber o quanto se amam, e que essa relação seja em que momento começou parece intensa e séria, algo que até mesmo ele seria incapaz de atrapalhar.
—Não, er... Está certo! – Miguel fala por fim. – Vamos deixar essa conversa para mais tarde.
Tanto Lilly quanto Luna respiram em alivio, Matteo dar de ombro...
—Matteo Balsano, meu genro... Quem diria! – Miguel murmurou atraindo um sorriso de Balsano...
Luna e Lilly também sorriem, e em seguida vão para se ajuntarem aos convidados.
Horas depois a cerimonia tinha terminado. Lilly e Miguel agora são marido e mulher, e tirando toda a tensão do começo, Miguel agora sorri abertamente mesmo ainda querendo saber sobre o namoro da filha com Matteo.
—Oi amiga... — disse Nina se sentando ao lado de Luna.
A morena havia voltado dois meses antes junto com Gastón, pois tinham quem cumprir uma exigência de sua mãe que assim que fechasse um ano voltariam para começar os preparativos para faculdade, no entanto, os planos mudaram, pois Nina começou a passar mal com tonturas e enjoos, ou seja, ela está gravida de três meses...
—Nina... Como vai? E o Gastón? – Luna perguntou vendo que Nina chegou sozinha.
—Ele foi encontrar uma vaga para estacionar, mas me deixou aqui na entrada... Já está vindo. – ao responder elas se sentam.
—Mas porque não chegaram cedo? O que aconteceu?
—Ah, o pai do Gastón... Ele meio que não está feliz com a nossa situação e acabou expulsando ele de casa... Então mandou a minha sogra ligar para ele e vir pegar o resto de suas coisas se não iria jogar tudo fora. Então tivemos que ir logo pegar essas coisas e levar para casa dos meus pais.
—Que barra amiga... Mas e ai? Sua mãe parou de surtar?
Nina rolou os olhos.
—Surtar ela nunca deixou. Agora ela cismou que temos que morar lá com eles até eu me formar. Minha mãe colocou a ideia fixa que tenho que ser advogada custe o que custar, e que vai me ajudar com o bebê para que eu possa estudar e me formar... E disse também que Gastón tem que trabalhar meio período com o meu pai e a noite ir para a faculdade...
Luna sorri.
—Nina, mas isso não é surto. Tem que agradecer que seus pais não te expulsaram de casa como os pais do Gastón fez com ele. Ao contrario disso estão querendo ajudar vocês...
Nina sorri.
—Eu sei... Não estou reclamando com isso, mas é que minha mãe me sufoca com outras coisas que sei que vai se estender até mesmo para o meu filho... Morar com ela supervisionando até o que respiro será muito ruim... É disso que reclamo.
—Bom, então tente falar com ela... Tipo, igual quando você e Gastón fizeram juntos conversando com ela e convenceram de deixar você passar um ano na Itália. Diga a ela que aceita seus cuidados, mas que não sejam exagerados, que dê privacidade a vocês...
Nina respira fundo.
—É... Não custa tentar... — sorri, mas logo ela olha para os lados vendo a figura de Matteo conversando com Miguel e seu pai. – Luna... E como foi com o seu pai? Como ele reagiu quando viu você com o Matteo.
Dessa vez foi Luna quem respirou fundo.
—Bom, ele ficou chocado... Queria até que fossemos para dentro de casa conversar e lhe dar explicações. Mas por fim ele se convenceu de esperar um pouco... – ela olha em direção onde está Matteo com seu pai e Ricardo conversando. – Como ele parece feliz agora e estar conversando com Matteo, acho que as coisas vão se resolver.
—Torço por você amiga... – Nina é sincera. – Mas e a sua faculdade? Já decidiu?
Luna morde seu lábio pensativa, pois de alguns meses atrás por diante tem pensando bastante se cursaria medicina como planejou no começo ou faria um curso de tempo menor, até mesmo para ter mais tempo ao lado de Matteo. Ciente de suas duvidas Nina queria saber sobre as decisões definitiva da amiga...
—A verdade é que agora com o meu pai casado e feliz, também tenho certeza quanto a minha relação com Matteo, mas minha decisão é ficar em Cancun e cursar algo que demore menos de três anos...
—Bom isso me deixa feliz porque eu quero a madrinha do meu filho ou filha por perto. – Nina anunciou deixando Luna com seus olhos abertos.
—Não acredito! Nina você quer que eu seja madrinha do seu bebê? Ai amiga... – ela abraça a morena que retribui.
—Sim, não tem outra pessoa que poderia ter a honra de ser a madrinha do meu bebê.
—Obrigada amiga... Me sinto bastante honrada.
—Eu sei, mas agora me diga onde está à mesa com o bufe porque estou faminta... – Nina perguntou olhando para sua volta.
—Tá bom, vamos lá... Não quero deixar meu afilhado passando fome.
Do outro lado do jardim, Matteo observa sua morena seguindo até a mesa com a comida junto com sua amiga, e sorri bobamente somente por vê-la sorri. Miguel percebe o sorriso de seu genro e olha na mesma direção vendo quem ele olhava... De fato, Miguel não tinha mais duvidas quanto ao amor que está estampado por cada centímetro do corpo de Matteo pelo que sente por Luna, isso ele não teve duvida desde que o viu ao lado da morena.
—Sabe Matteo... – ele chama atenção do seu genro. Ricardo havia se afastado para falar com sua esposa, e nesse momento sobrando somente sogro e genro. – Luna é tudo que mais amo nessa vida, meu ponto fraco...
Matteo encara Miguel, mas sabendo desse detalhe, porem não entendia onde seu sogro queria chegar com aquelas palavras. Como não disse nada Miguel continuou a falar, mas dessa vez olhando nos olhos de Balsano.
—Não vou ficar bancando o pai protetor e ciumento. Acho que já vi o bastante para saber que a ama de verdade. Só peço que cuide bem dela e não a machuque... Não posso ignorar que por ser bem mais velho que ela tem mais experiências, e que em algum momento isso pode divergir em favor ou contra, mas quando for contra não quero ver minha filha ferida porque não soube lidar.
Matteo respirou fundo, mas respondeu.
—Miguel, entendo sua preocupação... Não pretendo magoa-la e sim faze-la feliz. Algumas vezes teremos divergências, mas nada que não se possa resolver. Eu a amo de verdade e quero um dia poder fazê-la minha esposa e mãe dos meus filhos. Mas se não acontecer porque não é para nos ficarmos juntos até o fim, farei de tudo para que até isso aconteça ela seja feliz ao meu lado.
Miguel não poderia contestar, realmente ali diante dele não só está o filho do seu falecido melhor amigo, mas um homem que seja como for conseguiu crescer na vida e fazer a fortuna de seu pai crescer em suas mãos e agora está ali diante dele como seu genro o homem que está fazendo sua filha sorri como nunca sorriu antes... Sendo assim não poderia ser contra um amor entre duas pessoas de certa maneira diferentes, mas que algo dentro deles tem em comum, o amor...
—Está bem... Tem a minha benção. Só faça ela feliz. – ele estende a mão para Balsano para selar seu consentimento, embora não precisa.
Matteo sorri e estende sua mão também recebendo o cumprimento.
—É tudo o que quero. – disse por fim.
Miguel franziu o nariz coçando a nuca como se fosse fazer uma pergunta que talvez sanasse mais sua curiosidade.
—Então... Poderia me contar como se conheceram?
Matteo sorriu, mas respondeu a pergunta de seu sogro, que por sinal acreditou na história que contou como também havia combinado com Luna...
Dois meses depois...
—Não entendo porque quis vir aqui... Vou mandar demolir esse lugar e vender a qualquer preço de banana. – Matteo disse seguindo Luna que caminhava em direção deserta da ilha, mas ao escutar o que seu namorado disse a morena parou de caminhar olhando para ele séria.
—Não ouse fazer isso Matteo. Nunca irei te perdoar. – ela disse com toda veemência nas palavras e em seu olhar.
Matteo abriu seus olhos surpreso e vendo que Luna não estava brincando.
—Por quê? Luna esse lugar não representa nada de bom para nós...
—Representa tudo para mim Matteo?- rebateu.
Ele sorri com um misto de amargura e irritação.
—Luna não há logica para você querer vir aqui e muito menos dizer essas coisas. Essa ilha foi o lugar que...
Ela se aproximou dele o calando com um beijo apaixonado para em seguida sussurrar roçando seus lábios nos dele.
—O lugar pelo qual nos conhecemos verdadeiramente, o lugar pelo qual me apaixonei perdidamente por você, o lugar em que fizemos amor varias vezes... O Lugar que se tornou o mais importante em minhas lindas memorias com você.
Ela afasta mais um pouco para olhar nos olhos dele. Matteo por alguns segundos fica preso nas esferas verdes da morena pelo qual a cada dia se ver cada vez mais apaixonado por ela. No entanto, ele não entendia porque raios Luna queria tanto voltar aquela ilha que usou para mantê-la sob cárcere e por um tempo lhe torturando de varias maneiras somente para sanar seu desejo de vingança. Mesmo assim, ela parecia não enxergar como ele enxergava e sim vendo o lado bom como se só isso definisse aquele lugar.
—Eu entendo o seu ponto de vista, mas não tem como esquecer para que fins esse lugar serviu, e não foi para coisas boas.
—Eu sei meu amor... – ela acaricia o rosto dele sem deixar de olhar em seus olhos. – Não estou dizendo que temos que esquecer, mas entenda de uma vez por todas que seja para que fim ruim essa ilha serviu ela também foi testemunha de coisas boas, seja como for esse lugar faz parte de nossas vidas e o que somos e temos até hoje e se depender teremos até o fim de nossas vidas... Te amo Matteo Balsano... No meio do ódio e da vingança o nosso amor nasceu e cresceu a cada dia e ainda está crescendo... Não quero que destrua esse lugar quero que seja o nosso refugio o lugar que iremos vir para ficarmos sozinhos nos amando, trazer quem sabe nossos filhos, mas que toda a sombra do que foi feito de ruim por aqui desapareça com o nosso amor...
Matteo sente seu coração derreter com aquelas palavras e olhar de sua morena, seja como for ela a cada dia adquiria um poder sobre ele a qual nunca imaginou ser ver rendido por uma mulher, mas Luna com seu sorriso, seu amor, o deixava cada vez submisso a ela...
Sem ter forças para rebater ele a beija lentamente, mas á medida que suas língua se chocam uma na outra o ritmo aumente e quando se dão conta estão se despindo sem importar com mais nada...
—Te amo tanto delicia...
—Ah... Matteo... Te quero meu amor... – ela sussurrou em meio aos gemidos, para logo senti-lo penetrar lentamente.
Seus corpos se movimentam em sincronia perfeita e não importava quantas vezes, por que necessitavam um do outro como se fosse á primeira vez...
—Ma-mat-teo... Uhm...
—Luna... Casa comigo amor?...
Ao escutar aquelas palavras Luna encara Matteo que parou suas estocadas. Ele não tinha um anel, mas em seus olhos e aquele pendido mostravam o quanto dizia a verdade e que não era uma brincadeira movida pelo momento de prazer.
Luna sente seus olhos marejarem, mas respondem em um fio de voz por ainda estar extasiada pelo prazer.
—Sim... Quero me casar com você meu amor...
Matteo sorri, e a beija intensamente voltando ao ritmo de suas estocadas até que juntos chegaram aos seus limites em seguida mantendo abraçados namorando e se beijando lentamente.
—Sabe... Já que gosta tanto dessa ilha, acho que te darei de presente de noivado como também darei o seu nome a ela. – disse Matteo olhando para o rosto corado da sua morena ainda pelo prazer.
Luna abre seus lábios em um O surpresa com aquele presente...
—Matteo está falando sério? – ela perguntou se sentando bruscamente e vendo Matteo fazer o mesmo com um lindo sorriso em seus lábios.
—Claro que estou amor? – ele disse sincero, mas Luna parecia ainda incrédula.
—Mas é que... Matteo é uma ilha. Tipo, uma ilha minha com o meu nome e isso não é pra qualquer pessoa, é algo...
Ele a silencia com um beijo, mas se afasta acariciando o rosto dela e dizendo.
—Tem razão, não é para qualquer pessoa. É somente para você minha lua, meu sol...
Luna não sabia o que dizer, estava sem palavras...
—Eu te amo Matteo... Mais que tudo nessa vida...
—Eu te amo minha linda... Minha Doce vingança...
Luna sorri com aquela ultima frase, pois de certa maneira o que parecia ser amargo, se tornou doce... Um doce pelo qual ela mesma também se deliciou...
AGORA – FINALMENTE — FIM
Fale com o autor