Doce Vingança
6 Capítulo 6 - Lar, doce lar
Notas iniciais
A fic será atualizada com capítulos novos, duas vezes por semana.
Será nos dias de terça e sexta.
Será apenas postado nestes dias, e não postarei em mais nenhum dia.
Espero que concordem, e que me apoiem pois não mudarei de decisão.
Enfim, sem mais nem menos, boa leitura!
Será que eu tinha escutado direito? Shikamaru? Ela está grávida do meu irmão? Recompus-me, e tentei ficar calma. Olhava para Temari, evitando que ela notasse meu desconforto. Essa agora me pegou de surpresa.
_ Bem... _ Pigarreei. _ Acho melhor você ir ao médico, não acha?
_ Eu tenho medo do que possa ser.
_ Com certeza não é nada. _ Tentei acalmá-la. _ Se fosse, você estaria sentindo algumas dores.
Ela abaixa a cabeça, pegando seu celular, e discando para alguém. Eu a observo. Para tentar me acalmar ainda mais, eu bebia impacientemente meu refrigerante.
_ Eu tenho que falar com você. _ Disse Temari ao telefone. Eu queria descobrir com quem ela falava, mas provavelmente, ela falava com meu irmão. _ É urgente. _ Ela pausa. _ É importante. Certo. _ Ela desliga o telefone. Acho que a conversa não foi muito boa.
_ Falou com ele? _ Perguntei sem algum tipo de interesse.
_ Falei. _ Arqueei uma sobrancelha para ela. _ Vamos ver no que vai dar.
_ Eu torço muito por você. _ Segurei em uma de suas mãos. _ Não faça nada que não queira, lembre-se, é uma vida que está aí dentro. _ Eu morro de rir comigo mesma ás vezes, nossa, eu ás vezes parecia melancólica. Dando todo esse apoio. Ah, por favor!
_ Obrigado, Sakura. _ Ela da um sorriso tímido para mim. _ Você está me ajudando muito.
_ De nada, mas, onde estão seus amigos? _ Perguntei com certa curiosidade.
_ Devem estar por aí. _ Ela toma um pouco de suco. _ Eu tentei conversar sobre isso com as garotas, mas nenhuma queria me ouvir. _ Ela suspira.
_ Sei... _ Eu a analiso discretamente. Estava me segurando para não cometer nada contra ela, guardaria isto para o final. Precisava dela, e agora não seria o momento para a minha vingança. _ Olha, você não pode dizer nada a ninguém sobre esta conversa que tivemos. Entendeu?
_ Mas por quê? _ Ela pergunta confusa.
_ Por que, você sabe como eles eram comigo. O quanto eu sofri com todos, e não quero que eles continuem me perturbando ao descobrirem que eu e você tivemos esta conversa.
_ Eles não tem nada que se meterem com você. _ Ela me olha fixamente. _ Eles não decidem minha vida, ou com quem eu devo conversar. _ Ela falou firmemente para mim.
_ Disso eu tenho certeza, mas é que... _ Eu tentava encontrar uma maneira para ela não abrir a boca, sobre esta conversa com Shikamaru. _ Não fale para ninguém, que eu e você conversamos sobre sua gravidez, principalmente para o seu namorado... _ Ela me olha com suspeita. _ Ele não deve gostar. _ Quando ela iria abrir a boca, eu a corto. _ Por favor. _ Eu praticamente implorei, o que foi degradante para mim, mas que era preciso.
_ Pode deixar. _ Ela sorrir, e eu retribuo seu sorriso com alivio. _ Ninguém irá saber sobre esta conversa que tivemos.
Por mais que esta conversa tenha sido longa, ainda não caiu minha ficha de que esta garota, Temari, esteja grávida de meu irmão. Eu apenas queria entender como isso é possível, esta garota é absolutamente rica, e engravida de um pobretão, que é meu irmão. Até eu sei, que isso é uma conseqüência absurda para nós, por que querendo ou não, ela sendo rica ou não, ele agora terá que trabalhar para sustentar essa maldita criança.
Mas até que isto pode ser bom para mim, claro, minha mãe não vai gostar nem um pouco de descobrir que Shikamaru vai ter um filho, ela poderá até expulsá-lo de casa, e como o pai de Temari é bastante poderoso, não creio que ele aceitaria meu “adorável” irmão. Seria uma maravilha se isso acontecesse. Mas, eu posso muito bem usar este acontecimento, de fato, para chantageá-lo. É, vamos ver no que isso vai dar.
Após duas longas aulas de filosofia, fomos liberados. Voltei para casa com Shikamaru é claro, por mais que ele se recusasse a me levar de volta, ele aceitou. Se ele não me levasse ele estaria em apuros, pois hoje mesmo iria contar para mamãe sobre o seu pequeno “fardo”, se é que eu posso chamar uma gravidez assim.
Assim que adentramos em casa, nossa mãe veio nos receber com um sorriso no rosto, que eu sinceramente não gostei muito. Ela nunca tinha ficado tão feliz, como ela ficou hoje. Estava suspeitando que alguma coisa tivesse acontecido.
_ Meus filhos, vocês não sabem o que aconteceu. _ Ela falou totalmente alegre.
_ O que foi mãe? _ Disse Shikamaru.
_ Ah, meus filhos, há dois meses que eu sair do emprego, e não conseguia nada estava me fazendo muito mal. _ Ela respirou fundo, fechando seus olhos, em seguida nos olhou. _ Estava com medo de que eu não pudesse colocar comida nesta casa.
_ Ah, mamãe. Isso nunca iria acontecer, não se esqueça dos R$ 200.000.00 que você nos escondia. _ Eu a cortei. _ Ou não me diga, que iria nos deixar passar fome ao invés de tocar naquele dinheiro?
_ Sakura, respeite nossa mãe! _ Shikamaru disse aos gritos.
_ Não, minha filha. _ Ela se aproximou de mim. _ Eu nunca iria deixar isso acontecer, mas eu queria sim que vocês dois tocassem neste dinheiro quando estivessem na universidade.
_ Não liga pra ela, mãe. _ Shikamaru se pronunciou. _ O que a senhora tem para nos dizer?
_ Eu recebi uma proposta de emprego em uma mansão. A tia de vocês trabalha e mora lá, e ela falou com a dona da casa, e eles estavam precisando justamente de mais uma empregada. _ Ela disse sorrindo.
_ Apenas isso? _ Eu indaguei com desdém. _ Pensei que fosse algo mais sério.
_ Isto é sério pra mim, Sakura. _ Ela retrucou irritada.
_ Claro que é mamãe. Pra você tudo que vale pouco é sério. _ Eu disse ironicamente.
_ O que aconteceu com você, hein? _ Ela me pergunta, levemente magoada. _ Vejo que não mudou apenas na aparência. Onde está aquela minha filha boa, e gentil que eu tinha.
_ Você disse bem... _ A cortei. _ “Tinha”. Na vida, mamãe, não podemos ser bobos, por quê neste mundo há muitas pessoas que gostam de pisar em gente assim. _ Eu disse olhando para Shikamaru, o que fez o mesmo recuar um pouco e engolir seco.
_ Mas... _ Shikamaru a interrompe.
_ Mamãe, não perca seu tempo discutindo com ela. Então, vem aqui e me diz para onde vamos morar. _ Ele diz, praticamente arrastando nossa mãe ao sofá.
_ Claro, mas antes... _ Ela olha para mim. _ Vá arrumar suas coisas, o caminhão vai chegar daqui a pouco.
_ Caminhão? Para quê? _ Falei confusa.
_ Iremos nos mudar hoje mesmo. Sua tia disse que os donos estão com pressa, pela chegada de uma filha deles, e nós iremos hoje mesmo para lá.
_ O quê? _ Falei surpresa. _ Não podemos morar lá agora, hoje, assim. Por quê eles não te deram um prazo de pelo menos uma semana?
_ Sakura, quantas vezes eu vou ter que repetir que eles estão querendo uma empregada nova urgentemente.
_ Você é muito egoísta mesmo. _ Shikamaru disse.
_ Anda, vá arrumar suas coisas agora mesmo. _ Minha mãe ordenou, e subi para o quarto apressadamente.
Era um saco ter que arrumar tudo aquilo. Ter que empacotar, guardar tudo. Ai, que vida miserável! Enquanto esperava esse maldito caminhão aparecer, passei horas e horas no meu quarto escutando música.
Não acredito que finalmente vou sair desse lugar ridículo, porém, agora vou morar na casa de ricaços, mas, vou ser a filha da empregada. Se ao menos eu soubesse quem meu pai é, tudo ficaria mais fácil.
O caminhão chegou exatamente as 18h:55min da noite, os carregadores colocavam poucas coisas dentro. Era mais roupa, TV, aparelho de DVD, mini sister, entre outros eletrodomésticos. Já que não íamos precisar de quase nada lá.
Foram quase uma hora de viagem, até parecia que íamos para outra cidade, mas não. A casa dos novos patrões de minha mãe ficava em meio a floresta, quase a beira da pista. Era uma mansão incrível, com portões em arcos, de metal prata, igual a de um castelo. Um enorme e vasto jardim, com várias árvores, e pude ver também um lago artificial ao fundo, fora a piscina de 4 m² ao lado da quadra de tênis, que fica toda revestida de vegetação e belas árvores. Sem sombra de dúvidas que esta família é podre de rica.
Demos á volta, pegando pela lateral do jardim, onde avistei uma pequena casa de dois andares, aconchegante. Suponho que moraríamos ali, por sermos três. Arqueei uma sobrancelha para minha mãe, quando ela sorriu para mim e avisou que tínhamos chegado.
Enquanto íamos até a casa, uma mulher alta, de cabelos longos, negros, estava parada, como se estivesse ali para nos receber. Talvez seria a governanta.
_ Olá. _ Ela disse bastante simpática.
_ Senhora, como vai? _ Minha mãe falou e aí eu pude notar que essa era a dona da casa.
_ Bem. Vocês tiveram uma boa viagem?
_ Sim, obrigada. _ Minha mãe falou bastante agradecida pela oportunidade de emprego.
_ Esta é sua filha? _ Ela disse olhando para mim.
_ Sim. _ Minha mãe disse me abraçando.
_ Meu nome é Sakura Haruno, senhora. _ Falei erguendo minha mão para ela.
_ Mikoto. _ Ela apertou minha mão. Sorrimos gentilmente uma para outra. Ela era muito bonita para ser a dona desta casa, nem parecia que tinha filhos já adultos, assim como minha havia dito.
_ Querem que eu mostre onde iram se instalar? _ Ela perguntou educadamente.
_ Senhora, não precisa. _ Minha mãe disse.
_ Não será nenhum incômodo, venham. _ Nós a acompanhamos, e adentramos a casa de dois andares. Até que fim, finalmente iria ficar em uma casa confortável.
Assim que adentramos, eu fiquei impressionada. A casa já estava toda mobilhada, por isso não precisamos trazer nada. Shikamaru estava deitado no sofá pequeno, ao lado da lareira. Assim que nos viu, ele se levantou apressadamente e abraçou a senhora Mikoto.
_ Tia, está mais linda do que nunca! _ Ele disse, enquanto dava um beijo terno em sua bochecha. Eles se conhecem?
_ Meu querido, está mais lindo do que nunca também. _ Ela falou sorrindo abundantemente.
_ Onde está meu mano? _ Shikamaru perguntou enquanto pegava seu celular que estava em cima do sofá.
_ Ele saiu, não sei que horas volta. _ Eu estava muito confusa, de onde Shikamaru conhecia essa elegante mulher, e mano?
_ Vou ligar para ele, mas eu acho que já sei onde ele está. _ Shikamaru falou já em pé a porta. _ Depois eu volto, mãe. _ Ele falou saindo. Olhei para as duas, queria algum tipo de explicação sobre esta ceninha que acabei de presenciar.
_ Espero que fiquem bem. _ A senhora Mikoto se pronunciou. _ Qualquer coisa falem com a senhora Sato, que é a governanta da casa, ou então com Rin Nohara. Soube que ela é sua irmã?
_ É sim, senhora.
_ Então fale com ela, e peça explicações á ela, estou muito ocupada nestes últimos dias. Bom, vou ter que ir, daqui a pouco terei que acompanhar meu marido em um jantar de negócios. _ Ela suspira. _ Até mais.
Minha mãe a leva até a porta, insistindo em acompanhá-la até a entrada. Subo as escadas e vou direto para meu quarto, e arrumo tudo. Após passar horas deitadas, olhei para o relógio e eram 21h:00min da noite, e pensei que a esta hora não haveria ninguém, então decidi passear pelo imenso jardim daquela casa.
Fui até a quadra de tênis e olhei atenciosamente todos os detalhes, como a grama era verde, como a cerca era em aço. Como aquela quadra parecia luxuosa, diferente das outras que já vi. Logo em seguida, fui até o lago. Fiquei impressionada como ele parecia perfeito. As pedras todas em fileiras, molhadas pelas águas. As flores do jardim, a lua estava iluminando o lago, iluminando as flores, iluminando minha pálida pele. Eu peguei uma rosa, e fiquei apreciando o cheiro que ela exalava, me embriagando com o perfume dela. Tudo aquilo me dava uma sensação de paz, de como eu vivesse em um paraíso. Tudo estava tão sereno.
_ Oi, Sakura.
Assim que escutei aquela voz grossa, tudo que fiz foi virar rapidamente e me assustar ao dar de cara com “ele”.
_ Você? _ Foi tudo que disse, antes de congelar.
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