Doce Vingança
15 Capítulo 15 - Sai Hata
Quem diria! Realmente esse mundo é muito pequeno. Nunca me passou pela cabeça que o cara que eu conheci na festa da Temari fosse o noivo da irmã do Sasuke. Nunca me pareceu óbvio. Não consigo me conter e sorrio para ele – sendo que minha vontade é de dar um abraço. Sasuke entra e fica ao lado dele com uma cara de poucos amigos.
_ Você! _ Debocho. _ Nunca imaginei que você fosse noivo da irmã do Sasuke.
_ Nem eu imaginei que você os conhecesse. _ Ele sorrir de volta. _ Sakura, não é? _ Ele me pergunta. Ele ainda lembra do meu nome. Interessante!
_ Sim. Vejo que ainda lembra do meu nome. _ Ironizo. Olho para Brenda e vejo que ela está um pouco desconfortável com essa situação. Mas eu não me importo. _ Sai Hata, é isso?
_ Também vejo que não esqueceu meu nome. _ Brenda fica ao lado dele e pigarreia, tentando destorcer a situação.
Sasuke fica entre nós, bem a minha frente olhando pra mim, furioso.
_ Desde quando se conhecem? _ Ele diz irritado. Ahn? Sai fica ao lado dele, colocando a mão sobre o ombro dele, sorrindo.
_ Sasuke, _ Ele olha para o Sai. _ nos conhecemos naquela festa da sua amiga, não me lembro muito bem o nome dela...
_ Temari. _ Eu o interrompo. _ É minha cunhada.
_ Isso. E eu fui de penetra. _ Ele vem em minha direção e me dá um grande abraço, que eu fico muito surpresa. _ Você estava o tempo todo com sua namorada, e eu estava só. _ Ele me olha. _ Ainda bem que conheci a Sakura, se não eu iria embora logo. _ Ele vai até sua noiva e da um beijo na mesma. Em seguida, olha pra todos.
_ Bem, pelo menos todos já nos conhecemos. _ A senhora Mikoto se pronuncia. _ Considero Sakura, minha segunda filha. _ Ela olha para Brenda e para mim. _ Tenho certeza que vocês duas se tornarão grandes amigas.
_ Tenha certeza disso, mamãe. _ Brenda fala sorrindo. _ Não é, Sakura?
_ Claro. _ Eu também sorrio.
_ Eu acho que já vou... Já que estou invisível para uma pessoa. _ Brenda vai rapidamente abraçar Sasuke.
_ Não seu bobinho, nunca. _ Ela diz dando um beijo na bochecha dele em seguida. Eles começam a conversar, e de repente vejo que o assunto agora está mais entre família – apesar da minha mãe ainda estar lá.
Fui para o jardim, fazia um pouco de tempo que não vinha aqui. Lembro que sempre gostava de sentar em frente ao lago pra refletir um pouco sobre a minha vida. Antes, quando eu tinha menos problemas do que tenho agora. Havia umas semanas que eu não estava me sentindo muito bem, sentia dores na barriga e passava muito mal, ás vezes do nada. Minha vida está uma droga!
_ Sakura? _ Eu tomei um susto, virei-me e vi Sai – parado, olhando pra mim.
_ Cuidado pra não me matar do coração. _ Falei sorrindo, e o mesmo também sorriu.
_ Por que você foi embora? _ Ele foi direto.
_ Bem, digamos que o assunto não cabia mais a mim.
_ A senhora Mikoto gosta muito de você. Te considera uma filha, então na minha opinião o assunto que estávamos conversando cabia sim... A você. _ Ele diz sorrindo divertido.
_ Em minha opinião, não cabia não. _ Eu sorrio.
_ Quer que eu te conte um segredinho? _ Ele fala um pouco baixo. Segredo? Agora fiquei curiosa.
_ Se você achar que é de meu interesse. _ Falei com desdém.
_ Bom, acho que esse sim. _ Eu o observo, prestando muita atenção no que ele tem a me dizer. _ Brenda ficou com ciúmes de você. _ Ele rir.
_ Avise para ela que não tem o porquê de ter “ciúmes” de mim. _ Que estúpida. Ele se aproxima de mim.
_ E sabe de mais uma coisa... _ Eu dou de ombros. _ O Sasuke também. _ Ah, meu Deus! Eu reviro meus olhos com aquilo. É claro que não, aquele estúpido não sente ciúmes de nada e nem de ninguém. Aquelas palavras me causaram náuseas.
_ Não é nada disso. _ Ele me olha suspeito. _ Você entendeu errado.
_ E porque esse mau-humor? _ Ele me pergunta.
_ Não estou de mau-humor. _ Fui direta.
_ Sei... _ Ficamos sem saber o que mais dizer. Eu queria ir embora, porque estava ficando com dor de cabeça. _ Você não percebeu como ele ficou? Estava louco de ciúmes. A propósito, há algo entre vocês? _ Eu me engasgo com a pergunta totalmente direta que ele fez pra mim. Que droga!
_ É claro que não. _ Eu fico um pouco nervosa. _ Nunca!
_ Está bem, então.
_ Olha, eu já vou. Toda essa conversa me deu fome. _ Quero fugir dali.
_ Te cansei demais? Me desculpe.
_ Você não. Só o assunto da conversa. _ Eu sorrio. _ Já tinha gostado de conhecer você na festa, hoje eu gostei mais ainda.
_ Fico lisonjeado com sua declaração.
_ Declaração? _ Eu começo a rir.
_ Sim, afinal... Declaração não é apenas de amor. _ Nossa, como ele é profundo. _ Bom, eu tenho uma festa pra ir. Brenda vai ficar, quer ir?
_ Não. Não estou me sentindo muito bem.
_ Não sabe o que vai perder. _ Ele começa a rir.
_ Você gosta muito de festas, não é? _ Eu pergunto, vendo toda a empolgação dele e me divertindo ao mesmo tempo.
_ Depende muito da festa. _ Nós rimos. Sasuke estava vindo, irritado como sempre.
_ Sai... _ Ele diz. _ Antes de irmos, minha irmã quer falar com você. _ Ele me encara sem parar.
_ Bem, depois nos falamos Sakura. _ Nos abraçamos. _ Depois você me chama pra irmos. _ Sasuke acena dizendo que sim e Sai vai embora. Ficamos só eu e ele agora. Eu tento ir embora, mas Sasuke começa a falar.
_ Já vai?
_ É meio óbvio, não? _ Retruco.
_ Você passa um bom tempo conversando com o noivo de minha irmã, e quando eu quero conversar com você, você quer ir embora. Isso não é justo, Sakura. _ Ele fala, e eu sinto um ódio incontrolável tomar conta de mim, como ele pode ser tão cínico?
_ Nem quero comentar o que é justo e o que não é. _ Falei rispidamente. _ O que foi? Está com ciúmes? _ Eu debocho dele.
_ E se eu estiver? _ Ele me agarra, tentando me beijar. Eu tento me debater contra ele, mas sem sucesso. Ele é muito forte. Quando sinto a língua dele, me dá uma vontade súbita de vomitar. Ele passa suas mãos levemente pelo meu corpo, me prensando em uma árvore e apalpando minhas coxas. Enfim eu consigo me soltar, e dou um tapa na cara dele.
_ Gostou? _ Eu ironizo. Ele sorrir e me agarra novamente, eu queria acabar com aquilo mas quanto mais eu me debatia, ele se excitava ainda mais. Eu sentia isso. Ele tenta tirar minha blusa, e o desespero toma conta de mim e me pego chorando. Já estava me sentindo sufocada e percebo que ele já havia parado, e estava me olhando.
Eu não conseguia parar de chorar, não queria viver tudo àquilo de novo. O que ele fez comigo passava na minha cabeça como um filme.
_ Calma, Sakura. _ Ele sussurra no meu ouvido. _ Eu não quero fazer mal a você. _ Ele me beija novamente, eu tento virar a cabeça mas eu não consigo.
_ Sakura? _ Eu não acredito que ouvi essa voz.
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