Doce Vingança

3 Amizade colorida - Parte III - Final


Notas iniciais
ALELUIAAAAAA!! Sim, eu não morri.... peço sinceras desculpas por ter demorado..* quanto tempo mesmo*.. uns três meses acho... tenho vergonha só de lembrar. Desculpe-me mesmo por isso. Não vou fazer vc perder mais tempo lendo minhas desculpas e explicações dos motivos da demora, vamos direto ao que importa. Fiquei muito feliz e aliviada por ter concluído essa fic. De longe, foi a que eu mais gostei de escrever pelo motivo de ter dedicado a duas pessoas que merecem isso e muito mais. Uma delas tive a chance de conhecer melhor, e isso não tem preço.^^Bem, escrevi esse cap em base nessas músicas: ClaudexAlois -------- Pledge (the gazettE) - http://letras.mus.br/gazette/1783160/traducao.html#legendaSebastianxCiel -------- Cassis (the gazettE) - http://letras.mus.br/gazette/1783160/traducao.html#selecoes/451307/Sério, elas me ajudaram muuuuuito a ter inspiração... quem tiver a curiosidade de ouvi-las, tá aí o link com a tradução. Esse cap vou dedicar também a Lady May ♥ ♥ Então é isso pessoal... Sem mais enrolação, boa leitura!

Amizade colorida — Parte III- Final

A casa do Edigar não deveria ser classificada com uma casa, nem até como uma mansão. Era um verdadeiro palácio, digno daqueles que se veem nos livros de história. Quando o Claude parou o carro na frente da mansão, todos ficaram encantados com a beleza do lugar.

O portão de entrada para carros levava a um caminho semicircular, onde podia parar o veículo exatamente na frente da porta da mansão. Alois, Ciel e Sebastian saíram da BMW em direção as escadarias de mármore que levavam a uma polida e brilhante porta de madeira pesada. Claude seguiu adiante com o carro, circundando uma fonte onipotente em direção a saída novamente para estacionar. A fonte de água tinha três chafarizes, e suas águas eram iluminadas por potentes holofotes, dando um clima sofisticado e elegante ao ambiente. Ao redor, canteiros de rosas vermelhas e cor-de-rosa completava a paisagem juntamente com um constante cheiro de terra molhada.

Nas escadarias, holofotes iluminavam o caminho até a grande porta de entrada. De cada lado das escadas onipotentes leões, também de mármore branco, ostentava o glamour da construção. Alois pensou, com graça, que só faltava o tapete vermelho e os paparazzis para completar o lugar. Era tudo tão elegante e chique que até o loirinho, que vive cercado de luxo, se sentiu um pouco desconfortável.

Esperaram, alí mesmo, o Claude voltar para poder entrar todos juntos. Dentro era ainda mais luxuoso que o jardim de entrada. Alois nunca entrara em um palácio, mas podia jurar que não seria muito diferente daquilo. O teto altíssimo, sustentado por grandes e grossas colunas ornamentadas, num estilo neoclássico. O salão de entrada era amplamente espaçoso. O piso de cerâmica estava tão polido que se podia ver seu reflexo.

Porém, todo esse glamour e onipotência eram ocultados pela decoração do lugar. No amplo espaço no centro do salão fazia-se a pista de dança, com luzes de diversas cores e um DJ perto da enorme escada que subia e se separava em dois lances, um para o lado leste e o outro para o oeste em relação à porta de entrada. Na perifeira da pista, concentravam-se mesas com diversas bebidas e petiscos. Um barman fazia drinks em um dos lados, no outro oposto, uma equipe de garçons servia bebidas mais sofisticadas. Muitas cores davam vida ao lugar devido à variedade de fantasias trajadas pelos convidados.

Era como uma louca mistura de contemporâneo e clássico. Um estilo jogado por cima do outro sem pedir licença. Mas não deixava o lugar menos que surpreendente, longe disso.

Conforme o tempo foi passando, eles foram aderindo à festa, que tinha muitos convidados. E, para a sorte do Ciel, praticamente todos no lugar eram veteranos do último ano escolar, por isso ninguém do convívio do âmbito escolar do Ciel e do Alois. Assim sendo, ninguém os reconheceu. O que também gerou algo engraçado, pelo visto todos achavam que os dois eram mesmo garotas. E nenhum deles desmentiu.

Ciel tinha a sensação de ser um peixe fora d’água, daria de tudo para estar em sua casa, de preferência em uma confortável poltrona lendo algum livro e comendo algum doce. Ali naquele lugar, isso parecia ser um sonho bem distante. Sebastian, percebendo o descontentamento do moreninho, dispôs a abrir mão da diversão para não sair do lado dele. O que Ciel agradeceu mentalmente.

Com a diversidade de drinks, Alois precisou de toda a força de vontade existente em si para não se embebedar. Precisava estar mais que sóbrio. Mas para o Claude não notar seu auto-controle, fingiu beber muito, porém sempre jogava metade do conteúdo de seu copo fora, quando achava que ninguém estava vendo. Quase não saia da pista de dança e, estando afastado do Ciel, a comunicação dos dois foi abalada.

Num dado momento da festa, Alois puxou Ciel a força para pista de dança. A resistência de Ciel foi algo notável, porém o loirinho sussurrou em seu ouvido algo que o fez acompanhar facilmente.

– Agora é a hora.

Pela pista de dança, tentaram sair do olhar do Sebastian e do Claude. O que de certa forma foi fácil, pela quantidade de pessoas. Antes de subir as escadas, Alois arrumou com um dos garçons uma garrafa de vinho para levar consigo.

Subindo a grande escadaria do salão, sempre atentos para ver se os outros dois não os observavam, se dirigiram para a ala leste.

Chegando a um imenso corredor de várias portas, andaram sem saber exatamente para onde estava indo. O corredor não estava vazio, pelo contrário, havia algumas pessoas aqui e alí, fazendo coisas que não merecem ser descritas. Ciel se perguntava como pessoas poderiam fazer isso nos corredores onde qualquer pessoa poderia ver, então se tocou que estaria fazendo praticamente a mesma coisa... Tirou os pensamentos da cabeça tentando controlar o ímpeto de dar meia volta e ir embora, para a segurança de sua poltrona de leitura em casa.

No fim do corredor, Alois abriu uma das portas e constatou que era um quarto e estava vazio. Talvez se ele tivesse aberto uma das primeiras portas do corredor também fosse um quarto, mas a probabilidade de estar vazio seria remota.

Os dois entraram. Ciel fechou a porta, e só mais tarde percebeu que se esquecera de trancar. Antes que encontrasse o interruptor, Alois ligou o abajur de luz amarela no criado-mudo ao lado da cama. Uma meia luz preencheu o quarto, o que gerou um clima que Ciel achou, no mínimo, desconfortável e constrangedor.

– Se quiser desistir a hora é agora. – falou Alois.

Ciel estudou o ambiente ao redor. Um quarto que combinava com o estilo vitoriano da mansão, uma cama enorme no centro, com dois criado-mudos de cada lado. O lençol de cetim vermelho era iluminado pela luz da lua que vinha da janela acima da cama. Uma cômoda comprida encostada na parede adjacente à porta ostentava um grande espelho emoldurado que refletia todo o ambiente do quarto, incluindo, logicamente, a cama.

– Seria muita covardia desistir a essa altura. – Ciel pesou suas palavras.

A vontade de desistir era muito grande, mas apenas a ignorou. Ao passo que essa vontade crescia, outra, que ele considerou ainda maior o fazia querer seguir em frente. Ciel não sabia as intenções dessa segunda força em si, e sinceramente tampouco queria entender. Tinha medo de se surpreender com os seus próprios pensamentos e vontades.

Alois colocou sua bolsa e a garrafa que trazia na tal cômoda com o espelho. Tirou a câmera guardada e a posicionou de frente a superfície refletora. Checou no visor o ângulo.

– Esse espelho facilitou e muito. – comentou casualmente Alois, como se tivesse dito que a noite estava linda.

Ciel percebeu que ainda estava parado perto da porta. Não mexera um músculo sequer. Estava tenso, não podia negar. Tentado esvaziar a cabeça de qualquer pensamento racional, se aproximou da cama, sentando nela. Era de molas. “Tsc, maravilha...” pensou.

O moreninho viu Alois sacar a rolha da garrafa com dificuldade, servindo em dois copos plásticos que trazia consigo. Levou um dos copos até o Ciel.

– Você sabe que não bebo.

Mas pegou o copo mesmo assim. Alois sentou-se ao seu lado.

– É vinho branco suave. Você vai gostar. – Alois era grande apreciador de vinhos, e de longe seu preferido era o tinto doce.

Mas o vinho tinto doce o trazia lembranças que, naquele momento, queria esquecer. Ciel deu um grande gole no líquido, e Alois o interrompeu.

– Não é assim que se degusta um vinho. – sorriu, como um professor que vê seu aluno cometendo um grave erro. – Sei que não é uma taça de verdade, mas a gente improvisa com o que tem.

O loiro girou o líquido claro no copo, rindo da feição de desdém do outro. Cheirou a sutil fragrância típica do vinho branco e levou o copo a boca. Com um pequeno gole se demorou com o líquido na boca, fazendo-o circular bem antes de engoli-lo. Sim, adorava vinho.

Ciel revirou os olhos.

– Tanto faz.

Rindo, Alois levantou, pegando o copo do outro e pousando ambos na cômoda. A câmera já estava ligada, com a pequena luz vermelha piscando e captando a imagem dos dois perfeitamente. Olhando-se no espelho, Alois viu Ciel se levantar atrás de si e se aproximar. Virou-se para encarar o outro. Um estranho silêncio pairava sobre eles. Um silêncio difícil de ser decifrado, até ser quebrado pelo Ciel.

–Tem certeza disso, Alois?- encarou o outro, com suas brilhantes órbitas azuis.

–Não. — falou sinceramente. – Porém, uma parte de mim, e essa parte pode ser grande, a maior, quer se vingar e fazer com que cada pedaçinho do orgulho e do coração de Claude sofra... Quero degustar a sabor doce dessa vingança e rir por último na cara dele. — Alois parou e tomou ar. Encarou Ciel com um olhar que este não pôde decifrar por causa da meia luz. — Mas tem outra parte de mim, Ciel, que sempre quis te saborear... Sempre teve a curiosidade de saber como é o seu gosto, uma parte que arde de um desejo estranho, ou só de curiosidade... – Alois lambeu discretamente os lábios, se aproximou e colocou a mão no queixo do moreno, fazendo com que este não pudesse desviar o olhar. – essa parte minha pode ser pequena, mas ela existe.

O silêncio novamente caiu no cômodo, como uma mortalha cinza. Um silêncio, não incômodo, mas necessário. O moreno não deixou de encarar as órbitas brilhantes do outro e ver alí refletido a verdade das palavras que o loiro lhe falara.

Ciel não sabia o que pensar depois dessa declaração do outro. Sua mente estava completamente embaralhada. Quer dizer que seu melhor amigo, de longa data, sempre teve desejo por ele? Isso era tão incrível de acreditar quanto o envolvimento do Sebastian com o Claude. Ciel não queria tentar entender o que se passava por sua cabeça, muito menos pela cabeça do Alois. Também não entendia o porquê de não desistir de fazer o que estava prestes a fazer.

A mão do loirinho aprisionara seu queixo, fazendo-o encarar o azul claro, como um céu da manhã, nos olhos do Alois. Claro com sua alma, fácil de decifrar, sem nenhuma falsidade, mas também sem discernimento e tão insana o quanto alguém poderia imaginar. Suave ao olhar, fácil de contemplar.

Já o loirinho encarava o profundo azul nos olhos do Ciel. Azul este como o próprio oceano desconhecido, ou um céu negro sem estrelas, um abismo em que você se perde facilmente se ficar muito tempo contemplando. O brilho perolado do mistério, cercado de uma maturidade ao mesmo tempo de uma inocência encantadora. Olhos astutos e orgulhosos.

Alois aproximou seus lábios dos do outro, fechando os olhos e roçando levemente, para finalmente selar num beijo. Ciel quis se afastar por instinto, mas não o fez. Mas, também não retribuiu o beijo, que foi calmo, suave, extremamente hesitante e rápido. Alois afastou-se dos lábios do outro, e este o olhou com cara de interrogação. O loirinho ainda estava um tanto hesitante, dava para ver em seu rosto.

Alois mantinha a mão no queixo de Ciel, e este não quis perder tempo. Uma pequena distância separava os lábios deles, Ciel tratou de vencer essa distância e foi, da iniciativa dele, que os lábios selaram-se novamente. Mas dessa vez foi um beijo forte, profundo. A língua do Alois invadiu a cavidade bucal do outro, dessa vez sem hesitar, e o beijo se aprofundou.

Ciel achou os lábios do outro confortáveis, macios... Tinham um gosto bom de uvas e morangos. Alois envolveu a cintura do Ciel, trazendo-o para mais perto e colando os corpos.

Mas, de repente, o loiro parou o beijo e se afastou. Ciel ficou sem entender.

–Por que parou? – perguntou, vendo o outro se dirigir ao criado-mudo, ao lado da cama.

–Para quê pressa? – sorriu.

O moreno odiava a mania do amigo de lhe responder com outra pergunta.

Ciel o viu se despir do lenço na cabeça e da peruca, deixando seus cabelos dourados e curtos caírem livres por sobre o rosto. Alois se dirigiu até o moreno, tirando o chapéu e a peruca alheia, do mesmo modo como fizera consigo, e colocando na cômoda ao lado da cama.

Ciel ficou sem entender, mas se deixou a ficar parado, só vendo as atitudes do outro. Alois foi para trás de si, abrindo o feche éclair de seu vestido vagarosamente, produzindo um ruído um tanto excitante. Sentia a respiração do outro na sua nuca, então seu corpo foi tomado por um calor o qual julgou que ninguém, exceto ele, fosse capaz de provoca-lo em si. Sentiu uma brisa nas costas quando esta foi desnudada pelas mãos do Alois. O vestido caiu pesadamente no chão, circundando os pés do Ciel. Ele chutou o vestido para o lado.

–Sente-se. – pediu Alois.

E assim o outro fez na beirada da cama. Alois ajoelhou-se a seus pés e começou a tirar-lhe as sapatilhas. Depois a meia, deslizando-a sobre as pernas do Ciel, vagarosamente, em gestos lentos e sensuais. Fazia-o sem deixar de fitar, vez ou outra, a face do moreninho.

Quando o loiro terminou, deixando o outro somente com a roupa de baixo, começou a se despir na frente do Ciel. O feche éclair de seu vestido, diferentemente da do outro, era posicionado de lado. Alois levantou seu braço esquerdo, e com o direito, abriu vagarosamente o zíper, desnudando assim seu corpo. O cetim vermelho deslizou pela a pele clara do Alois. Ciel achou que o vermelho caia muito bem no amigo... Deliciosamente bem...

Alois tirou as botas e a cinta liga, e quando pôs a mão em sua roupa de baixo, Ciel arqueou as sobrancelhas de nervosismo. Apreciara o show do outro mais do que esperava, bem mais. Alois era lindo, tinha que engolir o orgulho e admitir esse fato. Não sabia como nunca percebera isso antes, de alguém que sempre esteve ao seu lado. Mas não sabia se estava pronto para quando o loirinho tirasse sua roupa de baixo, não mesmo.

Alois parou as mãos no cós da vestimenta.

–O que foi? – perguntou.

Ciel se arrepiara ao ouvir a voz dele. Soava tão gutural. “O que está acontecendo com você?” se perguntava o pequeno. Ele estava quente, sufocando, e a voz do Alois despertara-lhe um fogo que não sabia ter. Ciel não podia acreditar que estava sentindo essas coisas sendo provocadas por seu amigo.

–N-nada. – vacilou e corou violentamente, o que só fez o Alois soltar uma risadinha.

Apesar de uma parte sua querer não ver, o Phantomhive não conseguiu desviar os olhos quando Alois finalmente tirou sua roupa de baixo. Ciel tentava a todo custo controlar-se, e tentar controlar as reações de seu corpo, mas não obtia sucesso nessa última. Sentia em seu baixo ventre, o seu membro quase implorando por atenção.

Alois só deixara em si as longas meias pretas que iam até a metade de suas coxas. O loirinho se aproximou de Ciel, que ainda estava sentado na cama, e este desviou o olhar para o carpete. O Trancy segurou seu queixo e o foi deitando sobre a cama vagarosamente enquanto que deitava sobre o Ciel. Deixou seus joelhos na beirada da cama de cada lado da cintura do moreno.

Quando este deitou-se por completo, Alois parou um pouco para apreciar a beleza de seu amigo.

–Você é tão lindo, Ciel – falou baixo, em seus olhos, um brilho libidinoso. – Tão fofo...

Passou a mão direita pelo corpo do Ciel, alcançando seu baixo ventre e repousando sua mão ali, em cima do membro do outro ainda ocultado pela roupa de baixo.

–Mas você está tão travado... – fez bico, como se estivesse chateado, mas logo voltou a sorrir. – Aposto que ele precisa de atenção...

Falando isso, apertou o membro do outro semi-desperto. Ciel conseguiu segurar o gemido, mas não a careta de prazer. Alois riu.

–Viu? Está quase implorando.

Alois tomou seus lábios, num beijo um tanto selvagem, mordendo-os, o que Ciel gostou. Enquando o loirinho o fazia, posicionou seu quadril de forma que se encaixasse com o do Ciel, friccionando ambas as ereções. Ciel tentou bravamente, mas não conseguiu evitar um baixo e sutil gemido sair entre o beijo.

Satisfeito por ter arrancando esse gemido, ainda que mínimo, Alois deixou os lábios do outro e se dirigiu ao membro deste. Vagarosamente, como que aproveitando cada segundo disso, tirou suas roupas de baixo, libertando a ereção do outro. Acariciando a parte interna das coxas do moreninho, Alois sentiu com prazer a pele embaixo de suas mãos arrepiarem-se.

Alois lambeu os lábios e em seguida lambeu a glande do Ciel, se demorando com a língua. Ciel curvou a cabeça e levemente as costas, sem conseguir evitar revirar os olhos. Inconscientemente, agarrou o cetim vermelho do lençol, puxando-os até desarrumar parcialmente a cama. Alois colocou o membro do outro todo na boca, sugando avidamente, provocando ruídos que só fazia o outro delirar mais.

Ciel mordeu o punho esquerdo para não deixar que os gemidos ousassem cruzar seus lábios. E controlou sua outra mão para não agarrar os cabelos do outro, para incitá-lo a ir mais rápido.

Mas não podia evitar os demais sinais do seu corpo, como quando chegou ao ápice e gozou na boca do loirinho. Ciel tinha que admitir uma coisa, Alois era muito bom com a boca.

Tentava normalizar sua respiração, quando Alois subiu novamente para encara-lo. Ao lado de sua boca, escorria o líquido viscoso do Ciel. O loiro sorriu ao ver que o outro mordia sua própria mão.

–Ora vamos, não precisa se segurar. – falou, tirando a mão do outro de sua boca.

O pulso do moreno ficara extremamente vermelho e melado de saliva, com marcas de mordida. Alois levou o punho até a própria boca e o lambeu. Ciel sabia que seu amigo era muito pervertido, mas não imaginava que era tanto assim. Ou pelo menos, nunca esperou constatar tal fato pessoalmente.

Alois limpou sua boca dos fluídos do Ciel tomando os lábios deste para um beijo. Ciel sentiu seu próprio gosto e achou isso estranho, ao mesmo passo que era excitante.

A cama era grande, ainda que menor que uma de casal, era maior que uma cama de solteiro. Alois levantou-se da cama e foi até sua bolsa na cômoda onde estava a câmera a filmar. Dando tempo e espaço para o Ciel se posicionar melhor.

O loirinho voltou para cima do outro na mesma posição de antes com um pequeno pote em suas mãos...

–Isso vai ajudar. – disse, destampando o recipiente.

–O que é...? – Ciel perguntou, quando sentiu um cheiro doce de morango vindo do pequeno pote.

–Algo que você vai adorar. – riu-se Alois.

Pegou o conteúdo viscoso com a mão e colocou o recipiente ao lado, na cama. Alois tirou suas pernas ao redor do Ciel e ficou entre as dele, as erguendo. Ciel já sabia o que vinha depois e ficou mais vermelho do que já estava.

Alois circundou a sua entrada com a mão, melando-a com a espécie de gel que tinha no pote. Ciel sabia o que era aquilo, mas nunca pensou que usaria.

–Bem que você poderia ajudar a passar em mim, né? – falou Alois, em um tom de brincadeira e desafio.

Mas Ciel o surpreendeu de verdade quando pegou o recipiente e seu conteúdo. Ciel aproveitou a posição em que estava, circundou e apertou as pernas por volta da cintura do Alois e ergueu suas costas, deitando o loirinho ao seu lado. Agora era Ciel que estava por cima.

Surpresa era pouco para descrever a reação do Alois. Não esperava que o outro tomasse alguma atitude assim de repente.

Ciel não sabia de onde tinha vindo essa súbita coragem, mas ia aproveita-la. Estava cansado de sempre ficar por baixo.

Alois achou incrível a atitude do amigo. O loirinho não estava acostumado a controlar a situação, mas confessava que estava adorando isso.

Com a mão melada com o líquido viscoso, o moreno começou a masturbar o loirinho que, diferentemente do Ciel, não fizera nenhum esforço para segurar os gemidos.

Ciel passava o líquido pela extensão do membro do outro, primeiro calmamente, depois foi aumentando a velocidade gradativamente. Antes que pudesse gozar, Alois interrompeu o outro.

O loiro subiu mais a cama, encostando as costas na cabeceira, e Ciel ficou bem em seu colo.

– Já sabe o que fazer. – falou o loiro, olhando bem nos olhos do outro. – Quando você quiser.

Ciel assentira e ficou feliz por ter ficado nessa posição, pois assim poderia ter um pouco mais de controle da situação, ainda que mínimo.

Posicionou sua entrada na glande do Alois e começou a penetrar vagarosamente, mesmo sem uma preparação adequada. O lubrificante fez com que “deslizasse” facilmente, quase sem esforço nenhum. Alois ofegava, e Ciel sentiu aquela dorzinha aguda e fina, totalmente incômoda, mas não se importou.

Quando sentiu todo o membro do loiro em si, Ciel parou por um instante, antes de começar a se movimentar. Não conseguiu deixar de reparar em um detalhe desconcertante: a diferença do tamanho dos membros do Alois e do Sebastian. Ficou vermelho ao pensar nisso.

Alois não pareceu se incomodar com a súbita parada do moreninho. Respeitou o tempo do outro.

–Você é quente e um tanto apertado, Ciel... – ao fazer essa observação, Alois sorriu de lado, gaiato.

Ciel não sabia se podia ficar ainda mais vermelho, mas tinha certeza que ficou. Se o Alois achava-o apertado, imagina o Sebastian? Mais uma vez tentou afastar os pensamentos sobre ele da cabeça.

Ciel fez um primeiro movimento que fez com que um gemido sutil escapasse dos lábios do loiro. Ciel não sabia se o membro do outro seria capaz de alcançar sua próstata, mas ia tentar.

Mais um movimento calmo e lento. Ciel via que o outro já ficava impaciente com isso. Alois segurou o seu quadril e começou a guiar seus movimentos e a velocidade deles.

O loirinho não fez questão de conter seus gemidos. Enquanto que Ciel parecia cada vez mais disposto a segura-los. No momento em que Alois conseguiu atingir seu ponto sensível, não conseguiu mais se conter. E as estocadas do loiro pareceram atingir sempre aquele ponto a parti daí. Ofegos e gemidos escapavam dos lábios do Ciel, e este agora, já não tinha como se conter, nem mesmo se quisesse.

O moreninho sentiu que estava bem perto de gozar, quando Alois inverteu as posições, sem tirar-lhe a penetração. Ao ficar por cima novamente o Trancy lhe penetrou com mais força, o que fez o Ciel delirar de prazer.

Alois começou a masturbar Ciel no mesmo ritmo de suas estocadas, e o moreno arqueava as costas e gemia. Alois não sabia explicar como era ver o amigo, sempre tão orgulhoso, tímido e quieto, agindo daquela maneira. Era uma sensação única, deliciosa.

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~Alguns minutos mais cedo~

Sebastian seguia pelas escadas com o Claude em seu encalço.

– Certeza? – perguntou Claude, se esforçando para acompanhar o outro em sua pressa.

– Absoluta. Vi eles seguindo por aqui. – Sebastian não tinha mais tempo a perder tentando explicar a estranha sensação que tomou seus sentidos, só sabia que precisava encontrar o Ciel, e rápido.

Alcançaram um comprido corredor. Claude parou em frente ao amigo, segurando os seus ombros para fazê-lo parar.

– Você viu, ou alguém lhe falou? – insinuou Claude. – No que diabos você tá pensando?

Sebastian suspirou e desvencilhou-se das mãos do outro. Era verdade que Maurice, apesar de ser da mesma turma do Ciel estava na festa (o que só percebeu depois, e provavelmente o namorado nem tinha o visto), tinha lhe falado algo que mexera com sua cabeça. Falara-lhe que tinha visto o namorado subindo as escadas com o Alois e entrando num corredor. Mas a forma como dissera-lhe aquilo soou como um alerta implícito, uma insinuação que não lhe agradou em nada.

– Nada. Só preocupado. Quero encontrá-lo logo, apenas isso.

Seguiu seu caminho, deixando Claude para trás. Este o viu perguntando para algumas pessoas alí postadas se tinham vistos os dois pequenos passando.

Claude sabia que não era apenas por preocupação. Mas a suspeita que o Sebastian tinha era tão improvável que chegava a ser piada. “Se bem que... Ah,droga!”... Com pensamentos a mil, seguiu no encalço do amigo, atrás do seu namorado.

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~Agora~

Alois estava prestes a atingir o ápice e o Ciel também, quando ouviram vozes e passos pelo corredor lá fora. Mas antes que os dois, tão entretidos, pudessem notar de fato, a porta do quarto foi aberta inesperadamente, os surpreendendo.

Poderia ser qualquer pessoa. Alguém que talvez estivesse procurando um banheiro e se perdera; algum serviçal que viera checar alguma coisa; ou até um casal que estivesse procurando um lugar resevado para fazer o mesmo que estavam fazendo. Mas não era nenhuma pessoa assim. Eram eles.

Alois e Ciel não podiam acreditar nas duas silhuetas que estavam paradas ali na porta.

Sebastian e Claude os encaravam, no mínimo, horrorizados, para não dizer palavra pior.

Os dois pequenos congelaram no ato. E por um momento o tempo pareceu parar e seguir preguiçosamente em câmera lenta. As respirações de todos pareceram ficar presas.

Nada foi dito por eternos segundos, que mais pareceram séculos. Os dois na porta estavam tentando assimilar a cena a sua frente, mas parecia que nenhum dos dois acreditava em seus olhos.

Os dois, na cama, absolutamente não esperavam por algo assim, e não sabiam mais o que fazer. Alois foi o que fez o primeiro movimento da cena congelada. Desvencilhou-se do Ciel, com muito esforço, pois o susto havia feito com que Ciel perdesse o tesão e o prendesse dentro de si, ficando muito apertado para que o loiro pudesse sair dele sem machucá-lo. Porém, conseguiu se desvencilhar, ciente de que mais tarde o moreninho sentiria dor. Levantou-se, ficando de joelhos na cama.

Enquanto isso, uma das quatro pessoas no recinto estava tendo um acesso contido de fúria, que por segundos controlou, mas não durou muito. Sebastian saiu detrás do Claude e venceu facilmente a pequena distância entre a cama e a porta.

Em seus olhos via-se refletido um ódio tão intenso, que botaria medo em qualquer pessoa. Alois via aqueles olhos... Direcionados exclusivamente para ele. Seu estômago revirou de medo.

Sentiu quando Sebastian pegou seu braço com muita força, que o fez gemer de dor. A força era tão grande que pensou que seus ossos iriam se esmigalhar nas mãos do outro. Sebastian o puxou e o tirou de cima da cama.

Alois não conseguia se erguer nas próprias pernas, estavam fracas. Tudo parecia estar acontecendo em câmera lenta. O loiro viu seu algoz fechar o punho e tomar distância, preparando-se para se chocar com o seu rosto. O pequeno fechou os olhos com força, esperando, há qualquer momento, sentir a dor do impacto do soco.

Mas nada aconteceu. O loirinho esperou, mas não sentiu a dor do impacto. Abriu um dos olhos, cauteloso. Depois o outro. Viu Sebastian ainda com a mão em punho em sua direção, parada no ar. Claude atrás dele, segurava seu braço, com todas as forças. O braço do Sebastian tremia com o esforço de se livrar do impedimento do outro, mas no final, quando o Claude lhe lançou um olhar, que o Alois viu, significativo, o outro abaixou a mão. Mas não afrouxou o aperto no braço, e contrariado, jogou o Alois de qualquer jeito no chão e cuspiu, exprimindo sua raiva. Este caiu, aliviado por ter escapado do soco, mas com raiva por ter sido o Claude a salvá-lo.

Ciel, em cima da cama, a essa altura, já tinha se coberto com um lençol, e fitava os acontecimentos um tanto estupefato. Acordando do seu devaneio, levantou-se e ajudou Alois a se erguer do chão, e o cobriu com seu lençol também.

Ciel ajudava o Alois a se levantar e fitou Sebastian, que ainda encarava o loirinho. Em seus olhos, o desprezo e a raiva ainda se viam refletidos. Alois sentou na cama, massageando o próprio braço, Ciel pediu para vê-lo e observou a roxidão quase negra que ficara a marca da mão do Sebastian, Ciel agradeceu mentalmente o Claude tê-lo impedido de dar-lhe um soco.

–Como você pôde? – Sebastian cuspiu essas palavras para Ciel, dessa vez olhando diretamente para ele.

Ciel tirou seus olhos do braço de Alois e fitou Sebastian... Não o enxergava direito, estava ficando tonto e com os olhos embaçados.

Raiva e indignação subiram a mente do Ciel quando ouviu o questionamento do outro. Apertou os olhos, trincou os dentes.

– Como EU pude?! – cuspiu de volta – Como VOCÊ pôde?!!

Uma grande interrogação surgiu na face de Sebastian.

–Você acha que eu não sei??!! – Ciel já começara a elevar a voz – Sobre vocês dois??!!

Surpreso, Sebastian encarou Claude e vice-versa, e isso foi o suficiente para entregar a culpa dos dois.

–Como você acha que me senti quando vi você com o Claude, HEIN???!! – gritou a última palavra – SEU HIPÓCRITA!!

Alois viu que Ciel não soltara nenhuma lágrima, mesmo praticamente gritando e externando toda a sua raiva, seu rosto permanecia seco. Uma capacidade surpreendente de autocontrole. Mas algo rondava na mente do Alois: por que o amigo mostrara suas lágrimas para ele? E agora, não as mostrava para a pessoa que amava?

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Alois e Ciel colocavam suas roupas de volta rapidamente.

Depois do flagrante desastroso os outros dois deixaram o quarto. Iam esperar os dois pequenos na área da piscina, do lado de fora da mansão.

– De certa forma, isso funcionou melhor que a gravação. – falou Alois, guardando a câmera na bolsa.

Apesar de a vingança ter sido melhor que planejara, Alois não se sentia feliz. Com a cara abatida fitou Ciel, sentado na cama, de cabeça baixa. As palavras que dissera soaram vazias. Sem nenhum contentamento ou qualquer tipo de emoção nelas. Alois não se sentia bem e se decepcionou ao constatar isso. Não se arrependia, longe disso. Mas agora, não sentia nenhum prazer que imaginou que sentiria, nenhum tipo de contentamento.

Forçava-se a pensar consigo mesmo que estava tudo acabado, que a vingança fora completa e agora Claude sentia a mesma coisa que ele sentira. Mas não adiantava o quanto pensasse ou tentasse se contentar, o fato irrevogável era que não estava feliz. Poderia até arriscar dizer que se sentia pior. Não entendeu seus sentimentos. Conhecia-se bem, e poderia jurar antes que deveria estar comemorando, mas parecia que sua alegria havia sido dragada ao fitar aqueles olhos dourados olhando-o da mesma maneira que seus olhos azuis o olharam naquele banheiro.

Vingança é um prato que deve ser servido frio... mas esse foi servido quente até demais.

Alois se perguntava se aquele aperto no peito que o sufocava iria passar.

Virou-se e fitou Ciel mais uma vez, já vestido, sentado na cama. Fitava o chão, mas não parecia olha-lo de verdade. As pernas balançando por não encostarem-se ao chão, ele parecia divagar. Alois se aproximou e ajeitou sua peruca que estava torta. Ciel pareceu se lembrar de sua presença só agora. Quando o moreninho o olhou, Alois pensou que parecia que estava olhando para sua própria imagem refletida, o mesmo desalento que sentia se via nos olhos do outro.

–Está doendo? – perguntou o loiro, sentando-se ao lado do Ciel.

–Não tanto quanto aqui. – o pequeno colocou a mão por sobre o peito. – Não estou me sentindo bem.

Naquele momento Alois soube que a mesma confusão de sentimentos que acontecia em si, acontecia no outro. Apesar de ambas as formas de agir perante a isso serem diferentes.

– Não sei se quero encara-lo de novo. – falou o moreninho – não queria ter que ficar cara-cara porque sei que não serei forte o suficiente. Vou acabar chorando na frente dele e está aí algo a qual quero que nunca aconteça.

Alois refletiu um pouco e assentiu silenciosamente. Deixou Ciel por um momento com os seus pensamentos, mas logo afastou a mortalha de silêncio.

–Mas você chorou na minha frente... – afirmou o loiro – e está chorando agora.

Alois enxugou o lágrima solitária no olho do outro antes que essa pudesse rolar por sua face. Ciel o encarou, depois desviou o olhar.

– Mas com você é diferente.

Aquelas palavras poderiam ser interpretadas de diversas formas. Alois queria tentar ignorar, mas não conseguiu.

– Diferente como?

Ciel fitou o chão novamente, fechou os olhos e suspirou.

– Te conheço há mais tempo e, querendo ou não, além da minha família, você me conhece melhor que ele. Acho que... posso dizer... que me sinto mais... confortável. – Ciel falava pausadamente, como se ele estivesse admitindo aquilo para ele mesmo ao mesmo tempo que falava com o outro.

Alois abraçou Ciel sem esperar o outro concluir, mas foi mais um abraço fraterno do que qualquer outra coisa.

– Mas não vamos confundir as coisas, okay? – terminou o moreno, com o rosto enterrado no ombro do outro.

– Okay. – respondeu o loiro, com o queixo repousando na cabeça no outro – Você é meu melhor amigo Ciel e, independente do que possa acontecer agora ou algum dia distante, esse fato nunca mudará.

Para o Alois não importava o quanto sua conversa com o Claude pudesse lhe afetar, sabia que teria Ciel ao seu lado para ajuda-lo no que de e vier. E esse fato irrevogável era o suficiente para Alois ganhar forças.

– Obrigado Alois.

Ciel não precisava por em palavras, Alois sabia que o outro o estava agradecendo por simplesmente ser seu amigo. Apesar das diferenças, algo o suficientemente forte os ligava, fazendo com que um compreenda o outro com apenas meias palavras.

– Temos que ir. – afirmou Alois, soltando Ciel do abraço. – Não dá mais para adiar.

Ciel enxugou os olhos e fungou, se recompondo em um segundo, surpreendendo o loiro.

– Vamos logo então.

..................

A área da piscina era rodeada por um jardim com árvores altas, iluminadas por lanternas que acentuavam o verde das folhas. O redor da piscina retangular e enorme era preenchido por azulejos beges que, quando acabavam, levava a grama. Cadeiras, mesas e espreguiçadeiras completavam o cenário.

O fundo da piscina era iluminado, refletindo nas coisas ao redor oscilações de ondas azuis. Sentado em uma das cadeiras, se encontrava Claude. Com os braços cruzados fitava religiosamente essas oscilações que a iluminação refletia, mas sua mente não estava ali.

De pé, mais a frente, encontrava-se Sebastian. Andava de um lado para o outro, irrequieto. Sabia que tinha que se acalmar, e em respeito ao Claude teria que segurar sua vontade de trucidar o Alois.

Se Claude não o tivesse impedido naquela hora... Como aquele moleque sujo tinha a cara de pau de encostar no Ciel? Tinha ódio intenso só de lembrar a cena.

Afastou o pensamento antes que pudesse se materializar na sua mente. Parou de andar por um momento. Não estava conseguindo assimilar os acontecimentos. Sabia que Ciel nunca o perdoaria, seu orgulho não deixava. O que era só para ser uma diversão, não imaginaria que desenrolaria tal problema. Tinha medo. Ciel não perdoaria. Então estava tudo acabado?

Ficou atordoado. Olhou ao redor como se procurasse um lugar para onde fugir. Não, não... não conseguiria... só de pensar nisso... precisava dele. Não era uma escolha, era uma necessidade. Mesmo que Ciel terminasse tudo, Sebastian tinha somente uma certeza: continuaria o amando. Mesmo sendo essa a possibilidade mais certa, não conseguia imaginar seu futuro sem o Ciel fazendo parte dele. Simplesmente não conseguia. “Por que fiz isso?” perguntou-se. Se arrependimento matasse já estaria há muito no inferno.

Levou a mão ao rosto, num gesto de desespero. Ouviu passos, e quando levantou a cabeça, lá vinham eles. Ciel caminhava com determinação. Só de ver a figura de seu pequeno lhe trazia um conforto no peito, e mesmo com as circunstâncias, essa visão não deixara de ser... perfeita. Essa visão o fez pensar com mais veemência ainda, lhe fez ter a comprovação de que, mesmo que tudo acabasse naquela noite, com certeza, continuaria o amando. Só queria abraça-lo, com todas as forças e não soltar mais.

Viu quando Alois se afastou dele e foi em direção a onde Claude estava. E Ciel continuou em linha reta, em sua direção, sem desviar o olhar. Aquelas lindas órbitas de um azul que o fascinava.

Ele parou. Frente a frente, Sebastian prestava atenção em cada movimento dele e esperava alguma atitude de sua parte.

Ciel olhou para os outros dois ali perto.

– Vamos nos afastar. – Falou. – É melhor.

Sebastian não respondeu nada, apenas concordou com um aceno de cabeça e seguiu o moreninho por onde ele ia.

........

Claude avistou seu anjinho se aproximando e Ciel tomando a direção que o Sebastian estava. O que ia dizer para ele? Pensou. Não havia palavras que o desculpa-se do que tinha feito. Machucara o seu anjinho e só agora percebera a burrada que fizera. Ia pagar caro por isso, tinha certeza. A ideia da ausência já era assustadora o bastante.

Levantou-se quando este se aproximou. Alois o fitava, a mágoa refletida nos seus olhos límpidos, como um céu de verão. “O meu ‘céu’ particular” pensou. Não sabia o que começar a falar, por isso esperou o outro quebrar o silêncio sufocante. Viu os outros dois afastarem-se para longe dalí, os perdendo de vista.

– Isso foi uma vingança. – foi a primeira coisa que o loirinho disse, seca e rispidamente. – Pelo o que fez. Na mesma moeda.

Alois virou-se de costas para ele e caminhou até a beira da piscina onde outrora o Sebastian estava.

– Não diga que não mereceu. – Disse por sobre o ombro.

– Eu mereci... – a voz do Claude cortou suas palavras, Alois sentiu o quanto essa rouquidão mexia com os seus nervos. – Não vou mentir, mas peço que me perdoe.

– Não perdoou. – a voz do Trancy era seca e não demonstrava qualquer emoção.

– Alois... – uma súplica rouca pairou no ar.

– Não perdoou. – a mesma falta de emoção.

Alois estava de costas, então não viu que Claude vencera a distancia entre eles.

– Olhe para mim! – Claude o virou com certa violência e prendeu seu rosto entre as mãos, aproximando ambas as faces. – E diga que não me perdoa?

– EU NÃO PERDOOU!! – gritou o loiro, desvencilhando-se com sucesso.

As lágrimas não tardaram. Ajoelhou-se, sem forças para manter-se de pé, abraçando sua barriga e se encolhendo.

– Seu IDIOTA! – Alois deixara sua cabeça baixa, encolhido aos pés do outro. – Por que fez isso comigo?

Não gritara na última frase, mas ela foi dita em meio aos soluços chorosos.

– O que eu fiz para você ter feito isso? – continuou Alois. – Não fui o bastante para você? Todas as coisas que me disse não passaram de mentiras?

Alois levantou a cabeça e olhou para o Claude, e este permanecia calado.

– Responda! – exclamou, levantando-se.

Começou a socar o maior. Socos estes que não surtiam efeito algum. Claude continuou parado, vendo seu anjinho extravazar sua raiva contra si. Não o machucava, nem chegava perto disso, pois os socos do outro eram fracos. Leves demais para feri-lo verdadeiramente, mas aquilo parecia satisfazer sua ira.

– Eram mentiras? Toda as coisas que fez por mim? Todas as coisas que tivemos que enfrentar... as coisas que vivemos... que iríamos viver... não passaram de ilusões? – falava em meio aos socos, mais o loiro foi perdendo a pouca força que lhe restava.

Claude segurou seus braços revoltosos com muito esforço, tentando imobiliza-los.

Quando obteve sucesso, segurando os braços do menor no ar, aproximou seu rosto do outro. Alois apertava fortemente os olhos, mantendo-os fechados. Seu rosto banhado em lágrimas.

– Anjinho, por favor, escute... – começou Claude.

– CALE-SE! – esbravejou o outro ainda apertando os olhos – Não te dou mais o direito de me chamar assim! – nunca mais...

– Não fale assim, Alois, por favor...

– Você me enoja... – Alois foi ajoelhando novamente no chão, juntamente foi o outro que segurava seus braços.

– Claude... não quero te ver nunca mais na minha frente.

Isso foi como uma facada definitiva para o Claude. Sentiu como se estivesse começado a sangrar dolorosamente.

– Não, Alois... Por favor, sei que errei e me arrependo muito... Alois por favor, me dá mais uma chance de reparar esse erro?

Alois o fitou, depois de muito tempo. Doeu mais ainda ao Claude ver tamanha dor naqueles olhos. Odiou-se por ser a causa de tanta dor ao seu anjinho. Só queria poder voltar no tempo e mudar tudo. Não podia perdê-lo. Estava disposto a esquecer o que o Alois fizera com o Ciel. Estava disposto a fingir que nada tinha acontecido. Mas não estava disposto a perder a única coisa que o fazia verdadeiramente feliz. A única coisa pela qual valia a pena acordar todos os dias.

Não podia perdê-lo. Nunca.

Ainda mais, por um erro seu. Queria poder tomar a dor de seu anjinho com sua.

– Não dá Claude... – Alois parecia mais calmo, mas as lágrimas não paravam. Abaixou a cabeça de novo, balançando-a negativamente de forma frenética. – Não dá, não dá... Como poderei confiar em você de novo?

“Quem ama confia”, já dizia um antigo ditado. Se Alois não confiava nele, então já não o amava mais. Claude tinha que fazer alguma coisa. E rápido.

– Mas Alois... Não me imagino vivendo sem você, seu jeito, suas manias, seu cheiro... e tudo o mais que amo em você... simplesmente não consigo... – falou desesperadamente, pela primeira vez demonstrando abertamente o que sentia na face contorcida de agonia.

Viver sem Alois seria como arrancar parte de si. Sempre ficaria um vácuo na sua existência. Tinha certeza disso. Sentia com todas as suas forças.

– Siceramente... nem eu. – Alois o fitou.

Colocou as mãos em cada lado do seu rosto e o levantou junto consigo. O loiro acariciou a face do outro, e o Claude pensou que ele estava reconsiderando. Uma fagulha de esperança ascendeu em seu peito.

– Mas vou tentar. – Continuou Alois, dando uma forte tapa em seu rosto.

Tão forte que fez Claude virar-se parcialmente, e todas as suas esperanças apagaram-se. Levou a mão a bochecha marcada, viu Alois virando-se e indo embora, em direção a frente da mansão pelo jardim lateral.

Alois parecia tão seguro de si deixando ele ali, abandonado. Na verdade, a cada paço dado, o loiro sentia como se pedaços de si fossem deixados para trás, como pedaços de seu coração destruído abandonados para sangrar e morrer aos poucos. Mas não olhou para trás uma vez sequer.

Quando Alois desapareceu de sua vista, Claude sentou-se numa cadeira. Apoiou os cotovelos na mesa e as mãos no rosto, fez uma coisa que há tempos não fazia.

Chorou.

.............................................

Alois deu a volta pelo jardim lateral e chegou à frente daquela magnífica mansão. Avistou Ciel ali, caminhando até as escadarias enquanto que Sebastian caminhava na direção oposta, até o portão de saída.

O chafariz deixava jorrar suas águas, alheio a tudo que ocorrera ali, a tudo que foi dito e o que não foi. Ciel sentou-se pesadamente nos degraus de cima. Podia-se ouvir o barulho da festa por trás da grande porta de madeira esculpida.

O Trancy viu quando Ciel abaixou a cabeça e começou a sacudir os ombros, como se estivesse soluçando. Ao se aproximar mais, ouviu o choro. Tocou-se logo e saiu em amparo de seu amigo. Sentou-se ao lado dele e o abraçou, sem esperar ou trocar palavra.

Ciel enterrou o rosto no peito do loiro, soluçando e chorando dolorosamente, como Alois jamais vira e provavelmente nunca mais verá. Sentiu que começara a chorar também. Finalmente as lágrimas vinham sem esforço algum. Agora que a vingança já estava feita, poderia chorar.

Por longos e intermitentes minutos ficaram lá, abraçados e chorando capciosamente. Até que ambos foram se acalmando naturalmente.

– Como isso dói, Alois. – sussurrou Ciel, tentando controlar as lágrimas, com certa sofreguidão na voz. – Eu o amo tanto...

– Shiii,shii – tentava acalmar o outro, afagando seus cabelos e beijando o topo da sua cabeça.

– Tenho a impressão que, mesmo que nunca mais o visse, continuaria o amando... – Ciel afastou-se um pouco, parara de chorar e já enxugava as lágrimas com as costas das mãos enluvadas. – A impressão que poderia perdoa-lo...

Alois espantou-se. Olhou bem para o Ciel como se este tivesse ficado louco.

– Não fala sério. – o loiro agora tinha uma assustadora certeza que não amava o Claude tanto quanto Ciel amava o Sebastian.

Mas amor é amor. Não importa de que forma ele se manifeste, continua sendo apenas... amor.

“Qualquer forma de amor vale a pena, qualquer forma de amor vale amar”, já disse, certa vez, o poeta.

Alois se sentia exausto. Cansado de pensar tantas coisas, de sentir tantas coisas. Não conseguiria perdoar o Claude nem se realmente quisesse, mas isso não queria dizer que não o amava. Agora que nunca o teria de novo percebeu que o amava muito mais do que sua mente insana um dia supôs. O amava e o amaria até o fim. Mas não o perdoaria.

Tentou imaginar como o Claude estaria se sentindo agora e percebeu o problema que o impedia de perdoa-lo: sabia que o amava, mas Claude amava-o igualmente? Não sabia se tudo que o outro dissera nos meses de relacionamento eram verdades ou mentiras. Não sabia o quão fundo era o relacionamento dele com o Sebastian. E não queria saber. Não confiava mais no Claude e isso era o bastante para não perdoa-lo.

Alois fechou os olhos e suspirou, logo depois os abriu, fitando a fonte iluminada e bela.

– Sabe Alois, ele me disse que todo o envolvimento dele com o Claude não passara de diversão – Ciel quebrou o silêncio – Eu não sabia se acreditava e até agora não sei... mas como me envolvi com você sinto como se tivesse quitado a “dívida”... e assim poderia perdoa-lo e ele também me perdoaria... Loucura não? – um sorriso cansado e altamente forçado saiu fraco por entre seus lábios.

Alois olhou para o amigo de lado.

– Uma loucura que tem lógica, mas não sentido. – Alois sorriu para amenizar o clima.

Ambos olhavam para um horizonte inexistente. Olhar perdido por entre a beleza daquele jardim, como se o tempo tivesse parado ou resolvesse seguir preguiçosamente, sem pressa para fazer durar tamanha beleza.

– Então, Ciel, quer dormir na minha casa hoje? — O loiro se levantou e ofereceu a mão para ajudar o outro a se erguer.

– Pode ser. – falou Ciel, aceitando a ajuda.

Saíram pelo portão de entrada e na calçada chamaram por um táxi. Seguiu-se uma viagem silenciosa até a mansão do Trancy, onde cada qual dos pequenos estavam imersos no submundo de seus pensamentos, confabulando e imaginando possibilidades, chances, palavras certas que jamais fariam ou diriam.

.............................................

Ciel, recém saído do banho, estava sentado na cama do Trancy, e este enxugava seus cabelos com uma toalha de rosto, uma outra toalha jazia por volta de seu pescoço.

– Tudo bem, eu mesmo faço isso. – queixou-se Ciel.

– Relaxe. – Alois divertia-se em fazer aquilo.

– Fico parecendo um irmãozinho caçula que não sabe fazer nada sozinho. – emburrou-se Ciel.

– E é o que você é. – brincou o loiro, sorrindo.

– Nem vem! – Ciel tirou sua cabeça das mãos do Alois, fazendo ele próprio o trabalho de enxuga-la. – Nós temos a mesma idade.

– Mas sou maior que você. – Alois mostrou a língua, numa brincadeira divertida e provocativa. – Na-ni-co. – zombou por fim.

– Maldito. – Ciel fez menção de pegar o Alois e este saiu correndo pelo quarto, sem nenhum cuidado, derrubando algumas coisas no chão.

Ciel foi o perseguindo. Era uma brincadeira infantil, mas ambos precisavam se distrair e nada como coisas bobas para fazer isso. Alois subiu em cima da cama e antes que pudesse descer pelo o outro lado, Ciel o alcançou, derrubando-o pesadamente no colchão e caindo junto também. Ciel montou no amigo embaixo de si, prendeu suas mãos de cada lado do rosto com as suas.

– Te peguei! – exclamou, vitorioso e ofegante pela corrida. – Agora retire o que disse.

– Me obrigue, nanico. – riu-se Alois, sibilando.

Ciel sorriu, meio de lado, quase imperceptível.

– Ah é né? – brincou – vou usar artilharia pesada então.

Começou a fazer cócegas no pé da barriga do loirinho, soltando assim suas mãos. Alois rindo, tentou tirar as mãos do outro dalí. Ciel sabia perfeitamente que o Trancy morria de cócegas naquela área.

Alois pensou como poderia reverter a situação ao seu favor. Conseguiu pegar as mãos do outro, e fez força no tronco e nas pernas para deitar Ciel ao seu lado e depois ficar por cima dele, com suas penas entre as do moreninho.

– Agora eu que te peguei nanico. – riu-se Alois, deliciado com a situação.

Ciel tentava a todo custo soltar-se, mas era inútil.

– Me solta Alois. – debatia-se embaixo do outro.

– Só se você disser “Alois é o maioral”. – Ciel fez uma careta sarcástica ao ouvir isso.

Naquele momento pareciam ter dez anos de novo, na época onde tudo era mais fácil. Onde a maior preocupação de suas vidas era zerar aquele jogo no videogame e tirar nota sete para passar de ano no colégio.

Naquele momento não havia fingimentos, ou malícia. Naquele momento eram livres novamente.

– Não digo. – recusou-se Ciel, no seu sorriso debochado.

Alois ergueu ambas as sobrancelhas, como se tivesse pensando algo perverso.

– Você sabe que vou atacar aquele lugar... – insinuou Alois com um sorriso divertido e malicioso.

– Não, Alois, aí não... – Mas era tarde, Ciel começou a rir quando o loiro se postou a fazer-lhe cócegas na região entre as costas e o peito, onde o moreninho era bastante sensível.

– Vamos, diga “Alois é o maioral”. – falou o Trancy em meio às gargalhadas alheias.

– Não! – Ciel quase não conseguia falar, lhe faltava ar.

– Eu não vou parar até você dizer.

Ciel tentou a todo custo se livrar, se debateu, mas o outro tinha saído por entre suas pernas e matinha elas pressionadas contra as suas, imobilizando-as. Com uma mão só livre tentou segurar a mão do Alois, mas não conseguiu.

–Alois é o maioral. – conseguiu falar por entre a risada frenética.

Alois pagaria caro por aquilo.

– “O mais lindo”... – Continuou Alois.

– O mais lindo... – retrucou Ciel.

– “ e que merece um beijo meu”. – concluiu.

– E que merece um beijo meu.

Alois parou as cócegas e saiu de cima do outro.

Ciel sentou-se na cama e bateu no outro com o primeiro travesseiro que alcançou.

– Idiota.

O loiro riu mais ainda. Ciel tentava recuperar o fôlego, enquanto que o Alois ria até se acabar.

– Então, cadê? – perguntou o loiro.

– Cadê o quê? – rebateu o moreno.

– O meu beijo. – Alois riu, engatinhando na cama até mais perto do Ciel.

– Alois... – suspirou alto, sério, não queria ter que lembrar o amigo da conversa “não vamos confundir as coisas, okay?”

Mas Ciel foi cortado pelo outro.

– Seu bobo.

Alois virou um dos lados da bochecha e apontou para ela. Ciel não pôde deixar de rir discreto. Deu um beijo estalado na bochecha que o Trancy oferecia.

– Você é tão gay Alois. – revirou os olhos, sem deixar de achar graça no jeito do outro.

Alois continuava da quatro com o rosto bem próximo do de Ciel.

– Você não fica muito atrás. – dito isso, Alois selou os lábios com o outro, para surpresa total do Ciel, pego desprevenido.

O moreno afastou-se rápido.

– Por que fez isso? – perguntou pausadamente, tentando assimilar a situação.

Alois revirou os olhos com a frescura e caretice do outro.

– Olha Ciel, não estou afim de passar a noite comendo chocolate, me empanturrando de sorvete e ficar falando mal da vida. Falar o quanto aqueles dois são cretinos cruéis, o quanto a gente ainda os ama e o quanto vai ser difícil esquecê-los. Para depois assistir à um filme romântico e triste e morrer de tanto chorar, para depois cair no sono com a cara inchada de choro. – Alois engatinhava cada vez mais para perto do Ciel, já que este se distanciara depois do beijo roubado. — Prefiro aproveitar essa noite de outra forma...

Alcançou o moreninho e colocou a mão em seu peito, descendo seu tronco para deitá-lo totalmente no colchão, ficando por cima dele.

– Aceita essa amizade colorida, Ciel? – Não esperou por resposta e o beijou de novo.

Ciel não pôde deixar de retribuir o beijo, não podia resistir. Odiava admitir isso, mas o Alois tinha razão. De que adiantava ficar lamentando algo, quando se pode viver novas descobertas e sentir novas emoções que você nunca imaginaria que guardava dentro de si? Limitar-se a parâmetros era perda tempo.

Tudo feito entre quatro paredes ali permaneceria, então não tinha desculpa. Poderia julgar-se forte para certas coisas, mas para os prazeres da carne descobriu-se ser fraco até demais. Não teria descoberto esse seu lado oculto se não fosse o Alois.

Não passaria a noite lamentando, mas sentiria todo o prazer que o loirinho pudesse lhe proporcionar. E só pensaria nas consequências depois.

Alois tirou a camisa que emprestara para o Ciel do corpo do mesmo. O moreninho agarrou o pescoço do outro e o puxou para mais um beijo... Intenso...

A noite seria longa, e para aqueles dois pequenos que afogavam as mágoas de uma forma tão peculiar, seria maravilhosa.

E, desta vez, sem interrupções.

Fim

Notas finais
Lembre-me de nunca mais escrever um lemon ukexuke kkkkkkkkkkkkkkk é estranho demaaaais! E eu realmente não gostei desse lemon u.u mas paciência...Enfim, e se eu dissesse para vc q esse final era para ser completamente diferente? Tipo, era para terminar inocentemente, eles não iam ficar juntos nem nada.... Mas aí eu fui escrevendo e me empolguei um pouquinho rsrs. O final ficou totalmente o oposto que eu tinha imaginado.Agradeço de todo o coração quem leu, favoritou, comentou e permitiu ser tocado pela história.... muito obrigada!! Estou pensando seriamente em fazer uma continuação.... tipo, mas eu me focaria mas em ClaudexAlois... só que não vou prometer nada para vc, foi só uma ideia...Ah sim, e não me mate por não ter descrito a cena da conversa entre o Ciel e o Sebastian.... eu tenho essa cena toda na cabeça, mas não quis colocá-la porque meu foco não era os dois (e também porque sou insegura para descrever essa casal, então...) Bem, eu não falei exatamente o plano da vingança, apenas descrevi... mas espero que juntando as peças vc tenha entendido... Se não, não hesitem em me perguntar. Qualquer forma de amor vale a pena, qualquer forma de amor vale amar ---- essa frase é do poema Desencanto de Manuel Bandeira.Agradeço imensamente a Chiri Chiri e a Tal Bluerose... vcs são simplesmente demais!!! Um grande beijo de uma fã e admiradora ♥ ♥ Estou aberta a críticas, não deixe de comentar e expressar sua opinião. Obrigada pro ler! Link da continuação de "Doce Vingança", "Adora-me" : http://fanfiction.com.br/historia/473629/Adora-me/
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