Doce Vingança
10 Capítulo 10
Acordei no dia seguinte sentindo os braços fortes do Sr. Clifford em volta de mim. Mereço. Suspirei e me levantei saindo lentamente dos seus braços, logo indo para o banheiro.
Depois de tomar banho, fui para a cozinha fazer o café da manhã. Demorou alguns minutos e quando eu estava terminando de pôr a mesa, ele apareceu.
-Bom dia — ele disse, sorrindo.
-Oi, bom dia — ensaiei um sorriso semelhante.
Tão logo terminei de colocar a mesa, fui recebida com um selinho demorado e ri vendo ele sentar.
-Pena que eu tenho que ir trabalhar. Ia adorar passar o dia com você aqui — lamentou ele, sorrindo.
-Tudo bem, a gente depois vê outro dia para sairmos — sorri.
-Claro, vou adorar sair com você de novo.
Podem falar o que quiser de mim, mas apesar de estar sendo tudo armado como um plano de vingança contra ele, o que havíamos feito não saía da minha cabeça. Era como se ele tivesse conseguido me passar a sensação de que realmente gostava de mim, mas eu também podia estar só paranoica mesmo.
Tomamos o café juntos e logo que acabamos, ele se levantou levando toda a louça pra pia.
-Você não precisa lavar a louça Matt — falei enquanto o olhava.
-Eu sei, mas faço questão de te ajudar... — respondeu ele, sorrindo.
-Tá bom, obrigada.
Terminamos de lavar a louça. Claramente ele estava fazendo aquilo pra me conquistar, então tinha que deixar tudo acontecer naturalmente para que ele realmente acreditasse que estava dando tudo certo para ele. Quando terminei de guardar toda a louça, o olhei.
-Você tem que ir trabalhar né? Tá atrasado? — perguntei, passando os braços em volta do seu pescoço.
-Não, nem um pouquinho. Mas realmente preciso ir — disse ele, segurando minha cintura.
-Tudo bem, melhor você ir então.
-Vou sentir saudades — sorriu ele, me dando um selinho e retribuí.Eu também vou — falei o levando até a porta
— Tchau, tenha um bom dia de trabalho.
-Você também amor, tchau.
Ele saiu de casa indo até o carro sorrindo. Aquele "amor" foi bem romântico, mas doeu nos meus ouvidos. Depois que ele foi embora, fechei a porta e tranquei, logo pegando meu celular.
SALLY: Bom dia gatinho, já tá acordado?
Ele respondeu rapidamente.
AIDEN: Bom dia. Tô sim, terminando meu café da manhã. Dormiu bem?
SALLY: Não muito, você não tava aqui! Tô com saudades. E você? Dormiu bem?
AIDEN: Dormi bem sim. Também tô com saudade.
SALLY: Quer vim aqui hoje?
AIDEN : Adoraria ir. Se pudesse até dormia aí.
SALLY: Vamos com calma, seus pais não deixariam você dormir aqui, principalmente se soubessem o que fizemos.
AIDEN: Eu sei. Nem trazer amigos para casa posso também.
SALLY: Seu pai trabalha hoje o dia todo?
AIDEN: Acho que sim. Deve voltar tarde. Hoje é o dia mais movimentado na empresa.
SALLY: Então eu vou aí, ok?
AIDEN: Não vou te atrapalhar?
SALLY: Claro que não.
AIDEN: Ok então, vou deixar tudo pronto aqui.
SALLY: Combinado então. Só me diz a hora que você quer que eu vá;
AIDEN: Pode vir a hora que você quiser, vou ficar o dia todo sozinho mesmo.
SALLY: Tá bom, te aviso quando estiver indo.
AIDEN: Ok então.
Com um emoji de beijo, nos despedimos e guardei o celular, fui pro banheiro tomar um banho e me arrumar. Quando terminei, vestindo um cropped branco, um casaco de tecido fino e calça tudo da mesma cor, terminei de pentear meus cabelos e fui até o meu carro dirigindo pra casa dele. Depois de alguns minutos, cheguei na casa e toquei a campainha. Alguns segundos depois. Aiden apareceu vestindo uma camisa branca com listras pretas, bermuda cinza. Seu sorriso estava impecável.
-Oi, está linda! — sorriu ele.
-Oi Aiden. Você tá bem? — sorri de volta.
-Ótimo, melhor agora que você chegou. E você?
-Ótima também.
-Que bom, estava com saudades — ele disse, me abraçando.
-Eu também estava — retribui o abraço de volta, acariciando seu cabelo.
Logo ele me soltou e entramos na casa, enquanto entrava, o olhei.
-E o seu pai?
-Tá bem também. Não o vi o dia todo mas, acredito que está bem.
-Ok. O que você quer fazer?
-Vamos ver um filme no quarto?
-Vamos sim.
Enquanto eu escolhia o filme, ele foi pegar pipoca e refrigerante pra gente. Logo ele voltou com tudo deixando a bacia de pipoca entre nós e dois copos de refrigerante na cabeceira da cama. Era de comédia romântica, então depois de alguns momentos engraçados onde nós acabamos rindo, Aiden se engasgou com a pipoca, mas se recuperou e voltamos a assistir normalmente.
-Tá gostando do filme? — perguntei em certo momento.
-Sim, é bem divertido — sorriu ele.
Comi mais um pouco da pipoca enquanto via o filme, estava quase no final da bacia quando o mesmo acabou e assim que o olhei, terminando o copo de refrigerante, me aproximei dando um selinho demorado, acariciando sua bochecha.
-Tava com saudades — o olhei enquanto fazia carinho no seu rosto.
-Eu também...
-Tava mesmo?
-Bastante.
-Que bom que é recíproco.
-E que tal a gente aproveitar que o filme acabou e matar a saudade? — sorriu ele.
-Quer matar a saudade como?
-Assim.
Ok, nessa ele me surpreendeu. Tá certo que ele disse que ia procurar novas posições para a próxima vez que fizéssemos, mas eu não esperava ele tomando atitude de iniciar o momento com um beijo. Sua mão agarrou minha nuca e a minha o seu rosto, acariciando, enquanto minha língua explorava a sua boca. Não demorou muito e logo a dele estava brigando com a minha, dançando em sintonia, tentando encontrar espaço.
Sentei-me no seu colo, enquanto continuava com o beijo, suas mãos percorriam todo o meu corpo causando arrepios, nossas línguas brincavam juntas, enquanto minhas mãos tocavam em seu rosto e acariciava lentamente. Enquanto nossas línguas deslizavam, aumentando o tesão entre a gente. Não demorou muito e senti a ereção dele. Suas mãos apertavam meus seios, me fazendo gemer baixo, comecei a rebolar no seu colo lentamente, mas logo o ar nos fez falta e paramos o beijo para respirar; Logo ele desceu os beijos para o meu pescoço, me causando mais arrepios ainda.
-Tá ficando muito bom nisso... — sussurrei enquanto tirava sua camisa.
-Que bom — ele sorriu enquanto me ajudava a tirar a camisa dele e depois tirava o meu casaco branco.
-.Me fala o que você quer...
-Deixa eu começar dessa vez. Quero mostrar o que eu aprendi.
-Tá bom, me mostra o que você aprendeu.
Sorrindo malicioso, ele tirou o cropped que eu usava e abocanhou meus seios com voracidade, os chupando. Deixei uns gemidos de prazer escaparem dos meus lábios. Inclinei a cabeça para trás enquanto gemia baixo, senti ele desabotoar minha calça sem tirar, mas colocando sua mão por dentro da minha calcinha, sentindo sua mão me masturbando.
-Tá bom assim? — perguntou ele.
-Tá ótimo... — falei entre gemidos.
Enfim, ele tirou o resto das minhas roupas e começou a me chupar novamente enfiando dois dedos e os mexendo de forma lenta enquanto passava a língua. Aquilo estava me dando bastante prazer e eu soltava gemidos baixos.
Não demorou muito e logo cheguei no ápice, soltando um gemido rouco, ficando ofegante. Abrindo os olhos, o vi com um sorriso malicioso enquanto tirava os dedos e os lambia, limpando.
-Gostou? — perguntei, ofegante.
-Muito. E você?
-Claro que gostei.
Sorrindo, o deitei na cama e me sentei em seu colo, beijando-o intensamente outra vez. Mas não por muito tempo, logo tirando o resto da sua roupa, descendo os beijos normalmente pelo pescoço, peito e abdômen, logo começando a chupar bem gostoso, começando com movimentos lentos e indo aumentando aos poucos, enquanto o ouvia gemendo.
Continuava saboreando seu membro por algum tempo, mas logo ele também chegou ao ápice e sorri enquanto limpava a boca.
-Que gostoso — sorri.
-Você também — disse ele, ofegante.
Sem perder o foco, ele logo trocou de posição comigo, me deixando deitada de costas na cama, quase na ponta dela e ficou de pé na minha frente. Abrindo minhas pernas, ele logo se encaixou no meio delas e começou os movimentos. De alguma forma surpreendente, o prazer que Aiden me proporcionava era imenso, fazendo com que meus gemidos praticamente se tornassem gritos de prazer que ficavam cada vez mais altos conforme ele ia aumentando a força e a velocidade. Não sei aonde ele pesquisou, mas havia pesquisado muito bem e aprendeu direitinho.
Apertando as cobertas na cama, deixei meu corpo ser consumido pelo prazer enquanto nossos gritos ecoavam pelo quarto junto do ranger da cama, eu tentava olhar em seus olhos mas o prazer era tanto que não conseguia deixar os meus abertos.
Não sei quanto tempo se passou, mas quando chegamos no ápice juntos, ficamos ofegantes e ele logo se deitou na cama ao meu lado, sem forças.
-Aprendi bem? — perguntou ele, ofegante.
-Muito. Tá de parabéns — o olhei também ofegante.
Logo ele sorriu e demos um selinho, encarei seus olhos, mas logo me arrependi. Eu não era boa em leitura ocular, mas só de olhar para os olhos claros dele dava para perceber que ele estava muito feliz com aquele momento., o que me deu um leve aperto no peito.
-Tá cansado? — perguntei, acariciando seu rosto.
-Um pouco. E você?
-Um pouco também — falei soltando um longo suspiro — Olha, esses nossos encontros às escondidas estão sendo ótimos. Mas isso é tão errado. Você ainda é menor de idade, ainda vai fazer dezoito e eu vou fazer trinta. Eu não devia estar fazendo isso.
-Não se preocupe, você nunca me forçou, eu que aceitei lembra? Embora eu não me arrependa.
-Eu sei que foi você que aceitou e eu também não me arrependo, mas me sinto culpada — falei, sincera.
Por um momento, achei que tinha falado merda, porque seu sorriso desapareceu e ele acariciou meu rosto, com seus olhos ainda mais próximos dos meus.
-Se você quiser parar por aqui, eu vou entender... — disse ele.
Balancei a cabeça em negação.
-Eu não quero parar.
E não queria mesmo. Apesar de ser errado e eu estar com aquele sentimento de culpa por usá-lo daquela maneira, o que me deixava bastante preocupada sobre como ficariam as coisas entre nós quando ele descobrisse a verdade, eu queria mesmo continuar.
Ainda abraçada com ele, soltei um bocejo enquanto o abraçava ainda sem roupa, fechando meus olhos e adormecendo.
...
-Aiden, o jantar tá pronto! — ouvi a voz do Matt aparecendo na porta e me levantei num sobressalto, assustada — Ei, o que está acontecendo aqui?
-Porra... — sussurrei, me cobrindo com a coberta do Aiden e o olhei enquanto colocava a roupa rapidamente — Senhor Clifford.
-Pai? Achei que o senhor ia chegar mais tarde hoje! — disse Aiden, ainda assustado e colocando a roupa rapidamente.
-Eu ia, mas a reunião acabou antes do esperado! — ele respondeu, logo me encarando — E você? O que está fazendo aqui? Depois de tudo o que aconteceu ontem tem a cara de pau de fazer isso? A gente transou ontem e você se deita com o Aiden hoje? Acha isso certo, sua vagabunda?
Irritada com as palavras ofensivas, o encarei.
-E você acha certo brincar com duas mulheres ao mesmo tempo? Você fez isso com a mãe dele também — rebati.
Ele parecia chocado.
-Como você sabe disso? — ele agora fechou os punhos — A culpa é sua. Só fiz aquilo porque você se recusou a transar comigo. Se tivesse aceitado, eu não faria isso.
-Não apenas isso né? Depois que me recusei a transar com o senhor, você me demitiu! Agora tá surtando porque seu filho é melhor na cama do que você? — acrescentei, irritada.
-Peraí, então tudo isso que aconteceu foi só pra se vingar do meu pai e eu não fiquei sabendo? — intrometeu-se Aiden.
-Exatamente Aiden! Ela te usou! Olha aqui Sally, não ligo de você achar errado eu te demitir porque você não quis transar comigo. Isso não justifica você se deitar com o meu filho! — esbravejou.
-E eu me recusar a transar com você não justifica você usar a mãe do Aiden! — rebati de novo.
-Ótimo! Agora que já concluiu sua vingança, some daqui! Os dois! Sumam daqui, não quero ver vocês na minha frente! — disse ele, apontando o dedo para fora do quarto.
-Pai... — Aiden tentou dizer.
-Some daqui moleque! Sai daqui, não vou falar de novo!
- Olha só, parou! O Aiden não tem culpa de nada. Eu que provoque, dei em cima dele, então não tenta jogar a culpa pra cima dele porque ele não tem culpa nenhuma! Tira ele do meio do assunto, se quiser ficar bravo comigo pode ficar, mas não desconta nele! — defendi enquanto o encarava.
Estranhamente, Sr. Clifford tinha lágrimas nos olhos, ele certamente estava se sentindo traído.
-Não interessa quem começou! Não vou conseguir olhar pra cara do Aiden sabendo que ele se deitou com a mulher que eu gosto! Agora saiam daqui, não quero ver mais vocês!
Me aproximei de Aiden, que também tinha lágrimas nos olhos e estava parado, estático, sem saber pra onde ia.
-Pega suas coisas e vem comigo — falei.
-Para onde? — perguntou ele, atrapalhado.
-Lá pra casa, não se preocupe.
Rapidamente Aiden começou a juntar algumas mudas de roupa e outras coisas pessoais na mochila que ele usava para ir pra escola e colocou nas costas. Saí de lá o puxando e só quando chegamos na porta, eu percebi que já havia anoitecido, dormimos por horas. E quando chegamos no meu carro, vi também que Matt tinha seguido a gente até lá.
-E espero que tenha bons advogados, porque eu vou levar isso à justiça! — ameaçou ele.
-Pode levar, fique à vontade! — desafiei.
-Ótimo, a gente se vê no tribunal!
-Faça o que quiser.
Quando Aiden entrou no carro na porta do carona, entrei rapidamente e dirigi pra minha casa. Olhando no retrovisor, vi o Sr. Clifford pegar o celular e ligar para alguém, mas não importa agora, só queria cuidar do Aiden, que agora tinha ficado em uma situação delicada.
O caminho até em casa foi em completo silêncio. Em um momento, olhei para ele, que encarava o farol vermelho e o brilho da luz refletiu em seu rosto molhado, indicando que ele estava chorando, mas lutando para não fazer barulho.
-Ei, não chora, não fica assim. Vai dar tudo certo — encorajei segurando sua mão.
-Isso doeu mais do que quando ele me resgatou da polícia e me colocou de castigo — disse ele, limpando as lágrimas.
-Eu sei que é triste, que você tá magoado, mas não tinha como esconder para sempre. O seu pai só tá com raiva, sua mãe também deve te ligar com raiva, mas a poeira vai abaixar em algum momento. Acredita em mim, tá?
Com os olhos marejados, ele assentiu e o sinal ficou verde. Eu sabia que era difícil para ele confiar em mim depois de descobrir que eu havia o usado. E isso me deixou triste também. Depois de alguns minutos, chegamos em casa e entramos.
-Pode ficar à vontade — falei enquanto trancava a porta.
Ele assentiu novamente com a mochila nas costas, logo me abraçando.
-Não fica triste... — pedi enquanto o abraçava.
-Então não me deixa. Só tenho você agora — ele pediu, com a voz embargada, claramente ele estava chorando.
-Não vou. Prometo.
Depois de um tempo, quando ele finalmente se acalmou, percebi que já eram onze da noite, então o levei até o banheiro e quando ele entrou, deitei na cama sentindo a consciência pesar. Certamente ele está aqui de favor e com muita raiva de mim. Se antes de tudo eu já sentia culpa, agora ela ficou ainda maior. Apesar de tê-lo usado, eu gostava muito dele e saber que ele agora devia estar me odiando, me doía por dentro.
Depois de uns minutos, ele saiu do banheiro e veio até a cama, se deitando ao meu lado e me abraçando forte novamente com o rosto escondido na curva do meu pescoço. Fiz carinho em seus cabelos enquanto ele adormecia. Devido à culpa me consumindo, demorei para pegar no sono, mas consegui.
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