Notas iniciais
Olá, antes tarde do que nunca, não é mesmo? Capítulo fresquinho para vocês. Espero que gostem, *--* Boa leitura .

Alguns dias depois...

Depois da festa na mansão de seu amigo Ricardo Simonetti, Matteo somente teve contato com o amigo por telefone, por sorte nem mesmo Miguel tentou alguma aproximação depois que se falaram brevemente naquele dia. Tão pouco Matteo voltou a se aproximar de Luna, pois seria desnecessário agora que já tenha feito então tudo o que fez foi começar a organizar as coisas para por em pratica seu plano.

Matteo poderia ter boa influencias com seus negócios, mas é melhor ainda quando se trata em negócios sujos, ou melhor, ter aliados prontamente qualificados a realizarem trabalhos ilícitos de maneira limpa e sem deixar rastro. Sendo assim, contratou os serviços de duas pessoas que pegariam Luna e levaria até o local onde ele estaria esperando. Uma casa há qual muito tempo havia mandado construir em meio de uma ilha paradisíaca, distante de qualquer outra habitação e somente acessível por água. Na época que mandou construir, não havia imaginado que a utilizaria para tal finalidade, mas em seu plano de construção fez questão que o imóvel possuísse paredes as quais fosse impetrável os sons proferidos de seu interior. Um local feito para que ele tivesse suas diversões sádicas com as mulheres que apetecessem ao mesmo gosto de prazer torturante. Mesmo sendo um lugar totalmente inacessível para qualquer pessoa além dele e Cia, o lugar é uma fortaleza.

Matteo observa cada detalhe do quarto em que sua hospede ficaria, a cama king zine próxima à parede a qual possui uma barra grossa de ferro que seria muito bem utilizada para manter as correntes e algemas presas. Não se importava com os restantes detalhes, somente sabia que ela não morreria ali por ser um lugar desconfortável, somente o que lhe interessava era que só ele que escutaria os gritos e choros dela, então Matteo sai do quarto trancando com a única chave que abriria aquela peça.

Então com tudo pronto para receber sua hospede, em algumas horas Luna chegaria ali.

(***)

—Ahhh. – Luna senta em sua cama ao despertar mordendo seu lábio inferior para que o seu grito não seja ouvido.

Seu corpo está completamente suado e seu coração bate descompensadamente. As lágrimas escorriam em seu rosto e soluços são proferidos de sua boca. Não entendia o porquê está acontecendo aquilo com ela, pois todas as noites desde que conheceu Matteo Balsano vêm tendo sonhos assustadores com ele, e isso a deixava confusa porque cada sonho fazia com que acordasse aos prantos.

O pouco tempo que passou com Matteo, não lhe trouxe medo e sim desejo por querer ter algo além do que uma conversa sedutora, e sendo assim o certo era sonhar com momentos prazerosos com ele. No entanto, seus sonhos somente estão sendo substituídos por pesadelos cada vez mais terríveis, com Matteo fazendo coisas com ela que jamais imaginou alguém fazer. E o pior, era ver o rosto bonito do homem se contorcer numa mascara cruel e de pura diversão com sua dor...

Luna sente seu corpo tremer e volta a se deitar se encolhendo como se fosse uma bola... Continuou a chorar com medo do que sonhou e ao mesmo tempo se sentia confusa porque Matteo não havia lhe tratado mal ou passou qualquer tipo de intimidação, fora que desde o dia da festa não o viu mais e a maioria do tempo ela tem passado com o seu namorado, e com isso se esquecendo de todo o temor de seus pesadelos e Matteo.

Minutos depois Luna consegue dormir novamente e somente desperta ao escutar o som do seu celular tocar. Pela musica já sabia que seria o seu namorado, e se perguntou por que Simón está ligando tão cedo, e pega o aparelho atendendo.

—Alô?

—Oi meu amor... — ele disse carinhosamente do outro lado da linha.

—Oi... — ela boceja. – Porque está ligando tão cedo?

Do outro lado Luna escuta ele soltar uma risada.

—Amor, que horas acha que são? – Luna ainda sonolenta olha para o seu despertador digital que possui em cima do criado mudo ao lado de sua cama.

Seus olhos se abrem um pouco ao perceber que já se passava das dez horas da manhã. Estranhou Amanda ou seu pai não ter vindo acordá-la por está atrasada para ir à escola, mas lembrou de que é sábado e não havia necessidade de acordar cedo.

—Caramba, eu... Dormi demais. — ela disse passando a mão em seu rosto.

—Verdade. – Simón concorda ainda sorrindo divertido. – Então. Te liguei para saber se aceita sair comigo daqui a pouco. Como está um lindo sol lá fora poderíamos ir à praia e almoçar por algum restaurante por lá, quem sabe podemos andar de patins naquela praça próximo a praia, que tal?

Luna analisa o convite por alguns segundos. Não queria ir a lugar nenhum naquele momento e mesmo tendo passado toda a semana os momentos possíveis ao lado de Simón, ainda continuava a querer naquele momento ficar sozinha, ir a um lugar onde poderia pensar no que está acontecendo com ela, nos pesadelos. Queria escrever no seu diário todos os seus sentimentos que passou a ter desde o dia em que conheceu Matteo, e de maneira estranha por mais que ele não tenha nada feito ou tentado procura-la, ainda sim continua a assombrar seus pensamentos e seus pesadelos. Por outro lado escrever algo assim tão comprometedor poderia trazer má interpretação se por acaso Amanda ou seu pai encontrasse o diário e lessem. Contar para a sua melhor amiga também é uma possibilidade descartada já que não quer preocupa-la com algo que não tem sentindo.

Ainda sim, Luna só queria ficar sozinha somente para pensar e terminar de ler o livro que havia parado na metade desde que não foi mais ao seu refugio para passar algumas horas a sós somente em companhia da leitura... Então como não deseja está naquele momento com o namorado, decide recusar o convite.

—Luna? Você tá ai? – Luna pisca os olhos se dando conta de que havia ficado em silencio por muito tempo.

—Er... Sim. Estou. É que me distrai aqui, ainda estou com sono. – ela mente.

—Tá, mas vai querer ficar o dia todo dormindo? Vamos amor... O dia tá lindo e quero ficar com você um pouco. -insiste.

—Simón na verdade eu não estou a fim de sair agora. – ela responde finalmente.

—Mas por quê? – o moreno parecia não aceitar a resposta da namorada, mas antes dela dizer o porquê, aborda outra maneira de ficar com ela. – Tudo bem... Então fico ai com você, e levo alguns filmes para mais tarde assistimos...

Luna respira fundo já começando a se irritar, mas se controla para não ser grossa com o namorado.

—Simón, não... Eu não quero assistir filme... Nesse momento eu quero tomar banho, tomar meu café da manhã, isso se ainda tiver café da manhã e ler um pouco... Só quero ficar um pouco sozinha. Mas tarde a gente sai, mas agora não.

Ela pode escutar ele suspirar em decepção com a sua recusa, mas acabou no fim aceitando.

—Tá bom... Então nos falamos mais tarde.

—Sim, até mais tarde. – foi à deixa para que desligasse.

Sabia que sua atitude deixaria Simón intrigado, mas depois explicaria a ele que não estava bem, dizendo que não havia dormido direito sem precisar contar a verdadeira razão de seu mal estar. Queria está com ele, mas de alguma forma não conseguiria ser uma boa companhia estando daquele jeito.

Ao desligar o telefone, Luna se levanta na intenção de ir tomar banho. Pegou suas roupas intimas e short e uma camiseta fresca já que está fazendo calor. Após o banho e já vestida escova seus dentes e penteia seus cabelos. Não querendo deixa-los soltos ela os prende em um rabo de cavalo e em seguida sai do banheiro voltando ao seu quarto para pegar o celular e livro. Com tudo em mãos, Luna desce para o andar de baixo na intenção de comer algo, como àquela hora Amanda já deveria ter mandado retirar a mesa do café, então foi direto para a cozinha.

— Bom dia, Amanda. Bom dia, Daniela. Bom dia, Ramiro... – ela cumprimenta a todos que estão na cozinha.

—Bom dia, Luna. – todos disseram ao mesmo tempo.

—Acordou tarde, menina. Vai querer comer alguma coisa? Fiz bolo de fubá... – Daniela a cozinheira da casa fala com todo carinho por Luna.

Luna coloca suas coisas em cima da mesa na cozinha e senta em seguida pegando o copo limpo que havia ali e colocando o suco que ainda não tinha sido devolvido a geladeira.

—Oba... Vou comer um pedaço. – ela respondeu um pouco animada.

Luna nunca se importou em ficar ali interagindo com os empregados, pois cresceu naquela casa em convívio com eles e sempre os trataram por iguais e eles a ela.

—Bom, tenho que ir lavar o carro do seu pai. Tchau Luna. – disse Ramiro que trabalha como motorista na casa se levantando ao terminar de tomar o seu suco.

Luna sorri para ele ao dar uma mordida no pedaço de bolo.

—Então Luna, vai sair com o namorado aproveitar o sol lá fora? – Amanda perguntou pegando algumas coisas na mesa para por na geladeira.

Dando outro gole em seu suco, Luna responde.

—Não... Só mais tarde. Na verdade vou lá para o lago curtir a sombra da minha árvore favorita enquanto termino de ler meu livro.

—Pelo amor de Deus, Luna! Nem mesmo agora namorando um rapaz tão lindo como Simón não consegue deixar de ficar enfurnada naquele lugar? – disse Daniela divertida.

Luna rolou os olhos, mas responde na mesma diversão.

—Namorar demais cansa, e faz com que enjoe rapidamente um do outro. E além do mais está à beira do lago é a minha paixão e não abro mão disso, nem mesmo para ficar ao lado do meu namorado.

Daniela agora sem sorrir olha para Amanda que dar de ombro.

—Mas Luna... Eu não entendo. Você não gosta do rapaz? Porque se as coisas ainda não mudaram é normal que queira passar o tempo todo com ele, pois quando se está apaixonado quer sempre estar perto de quem ama. – a cozinheira argumenta.

No entanto, Luna reflete sobre suas palavras, mas não tinha muito que justificar e só respondeu o que sente.

—Eu gosto muito do Simón, mas não é por isso que vou deixar de fazer o que gosto porque tenho que passar mais tempo com o meu namorado. Além do mais, só não irei sair agora com ele, mas mais tarde vamos nos ver.

Daniela não argumenta, pois sabia como Luna era então preferiu deixar o assunto morrer.

—Então tá. – foi tudo o que ela disse voltando a sua atenção nos cortes de legumes que usaria para o almoço.

Luna termina de comer o bolo e beber o suco e se levanta na intenção de escovar seus dentes antes de sair, mas antes de sair dali pergunta por seu pai.

—Amanda, meu pai está em casa?

—Não, ele foi ao clube jogar golfe, mas avisou que chegaria a tempo para o almoço.

Luna assente e dessa vez sai da cozinha. Minutos depois ela volta para pegar suas coisas e se despede das empregadas indo para o seu refugio...

No caminho passou pelo jardim traseiro onde Ramiro lava um dos carros da casa e deu um até logo para ela. O pouco tempo em que ficou ali tomando seu café da manhã ao lado de Amanda e Daniela foi o suficiente para desvanecer um pouco o seu mal estar relacionado ao sonho, porem ao colocar a mão no portão para abri-lo, uma sensação ruim tomou conta de seu peito.

Luna olha para trás, mas especificamente para a sua casa tendo a sensação de que não voltaria mais. A voz de sua consciência dizia para ela voltar e não sair naquele dia, mas de alguma maneira ela espantou esse sentimento percebendo que nada parecia fazer sentindo. Primeiro os sonhos com Matteo sem ao menos ele ter lhe apresentado ameaça quando o conheceu e agora essa sensação ruim...

Estava confusa e não poderia ficar ali parada remoendo um sentimento desconhecido sem poder falar nada a ninguém, então por fim Luna abre o portão e fechando logo atrás ao passar. Com seu livro nos braços e celular na mão, caminha lentamente até o lago. Caminhando de sua casa para lá seria no máximo uns quinze minutos e nunca se importava em fazer isso a pé... Para ela caminhar lhe dava prazer porque podia observar tudo a sua volta e pensar com mais clareza.

Conforme seus passos iam levando até seu destino e de certa maneira se sentiu bem porque sempre foi assim quando ia até o seu lugar favorito. No começo seu pai implicava por ela ficar ali por horas, mas depois se deu conta que não adiantaria implicar, parou de reclamar a deixando curtir os momentos a sós quando estava lá.

Minutos depois, Luna chega ao seu destino e vai até sua árvore favorita sentando ao pé. Ela olha para o lago sentindo toda a tranquilidade mesmo havendo algumas crianças do outro lado brincando na parte rasa do lago sob vigilância de seus pais. Sem mais demora ela pega o seu livro na grama e abre na pagina que parou e deixa o celular ao seu lado, começou a ler e se distraindo, até que escuta a voz de uma das mães das crianças chamar o filho para sai. Como muita relutância todas saem do lago e em alguns minutos vão embora. O silencio volta a pairar naquele lugar e Luna volta a ficar sozinha.

Luna ficou ali por um tempo até escutar o seu celular tocar. Olhou o aparelho novamente vendo que é o seu pai, e percebe que se está ligando é porque a espera para almoçar. Então atende...

—Pai já estou indo. Chego ai uns quinze minutos. – disse sem esperar ele dizer.

—Tá bom, não demora. — foi tudo o que Miguel disse para em seguida desligar.

Luna faz uma careta porque não estava com fome já que havia tomado café tarde, e fora que ali ela já se sentia bem do mal estar que teve no momento em que acordou de seu pesadelo até antes de chegar ali. Porém, como não poderia deixar o seu pai esperando decidiu por fim voltar para casa. Ela levanta limpando a parte traseira de seu short e pega novamente suas coisas e começa a caminhar pela trilha entre outras arvores até chegar à estrada principal que a levava de volta para casa. Aquela parte havia várias formas de entrar e sair dali, e mesmo sendo bastante escondido, Luna não sentia medo de ficar ali sozinha.

Um som de folha seca sendo pisada lhe chama atenção, e ela pára a sua caminhada para ver se alguém vinha em sua direção, mas nada e ninguém apareceu, na realidade um passarinho comia algo no chão, e fez com que ela respirasse em alivio. Luna volta a caminhar, mas ao passar por uma grossa arvore não se dá conta que alguém lhe esperava.

Mal conseguiu dar dois passos e uma mão cobre sua boca e nariz tendo entre ela e seu rosto um pano molhado com uma substância de odor forte.

“Éter!” – ela pensou.

Ela tentou se desvencilhar dos braços de quem a segurava, como também tentava gritar. Mas não conseguia e à medida que tentou abri a boca foi o suficiente para o cheiro de éter lhe sufocar. Sem conseguir mais resistir, Luna perde a consciência tendo seu corpo perdendo as forças.

(***)

O pequeno amontoado de arvores e arbustos trouxe vantagem aos dois homens que estavam à espreita para cumprir o que vieram fazer naquele lugar. Havia deixado o carro no outro lado de onde estava a qual ninguém ou nenhuma câmera residencial poderia capturar as imagens do que estavam fazendo. Aqueles homens são o tipo de profissionais que jamais deixariam rastros, e cumprindo as ordens de quem os contratou agora um deles pega e carrega a garota desacordada em seus braços enquanto o outro se encarregava de apagar seus rastros caso a policia fosse ali após horas da descoberta do desaparecimento de Luna Valente.

Já no carro, abre o porta malas do Sedan prata colocando Luna completamente desacordada, em seguida o mesmo homem que a colocou pega um pequeno frasco e uma seringa com agulha dentro de uma caixa. Ele insere a agulha no frasco e sugando o liquido oleoso do seu interior. Sem hesitar, ele agacha um pouco da parte traseira do short da garota e insere a agulha no traseiro liso. Ele não se sentia excitado por isso, além do mais gostava de mulheres e só estava fazendo isso porque foi uma das ordens que teria de cumprir. Tinha que levar a garota desacordada para a ilha e antes de leva-la tinha de injetar aquela injeção nela...

—Isso é aquelas injeções para evitar que a mulher engravide? – O homem encarregado de apagar os rastros pergunta ao ver o companheiro terminar de enjeitar o liquido na nádega esquerda da garota.

—Sei lá. Só mandaram que desse essa injeção antes de leva-la. – deu de ombro.

—Não... Namorei uma garota que usava esse método contraceptivo. Ela dizia que se esquecia de tomar pílulas então o ginecologista a mandou usar essas injeções. Nos dias que ela tomava, era um saco porque não podia nem dar uma tapa na bunda dela na hora do sexo, porque ficava dolorido no local aplicado.

—Seja como for. O chefinho deve ter alguma intensão de fazer uma festinha com a ninfetinha... — comenta fechando a mala do carro e entrando em seguida no veiculo.

—Apesar de novinha, até que é gostosinha a garota.

—Não importa. Não faz o meu tipo, e tão pouco estamos sendo pagos para que seja de nossa conta o que vão fazer com ela.

Concordando, o carro começa a movimentar com destino ao cais particular, para pegar a lancha e conduzir a garota a outro lugar.

Notas finais
Então gente? Agora que o bicho vai pegar... Luninha já está la linha do trem, e vamos ver como será Matteo por trás da mascara de homem sedutor... Brabo viu... Obrigada por todos que postaram seus comentários no capítulo passado, fiquei feliz por demais por ver que estão gostando muito da fanfic... Então comentem e logo logo irei postar mais. Bjs *--* #Lutteo