Doce Vingança
24 Capítulo 23
Notas iniciais
—MAS O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — Âmbar perguntou entrando bruscamente no escritório de Matteo.
Seus olhos ao encontrarem a figura do moreno percebe o quanto ele está transtornado. Mesmo que não fosse um bom momento para ter a conversa que ela quer ter com ele, ainda assim Âmbar fecha a porta do escritório sabendo que não havia ninguém na mansão para escutar o que diriam um ao outro.
—Vai embora... Me deixa em paz. – ele exigiu pegando a garrafa de uísque no chão que ainda não havia quebrado e colocando na boca para beber o que restava da bebida em seu interior.
Chocada com a cena ainda que não fosse uma novidade para seus olhos, a loira se aproxima lentamente de Matteo, mas antes de chegar a ele percebeu vários papeis espalhados ao chão junto com a capa de um arquivo.
Ela agacha ajuntando os papeis e colocando tudo dentro da pasta do arquivo. Levantando com tudo em mãos vê que se trata do arquivo com as noticias atualizadas de Luna e algumas fotos dela. Respirando fundo, Âmbar fechou o arquivo o colocando na mesa que Matteo utiliza para trabalhar ali.
Fazendo isso ela em seguida vai até Matteo retirando a garrafa de sua mão.
—Me dê isso, sua...
Um Tapa. Âmbar o cala dando um tapa em seu rosto se arriscando de ser devolvido. Porem Matteo não revida por ela ter feito aquilo, pois mesmo em fúria prefere não reagir e somente proferir um palavrão que a loira ignora.
—Sou sim, mas não sou obrigada a te aturar assim.
—Se está insatisfeita, a porta da rua é serventia da casa. — ele rebateu sentando numa poltrona próxima.
Âmbar o encara séria, mas responde a altura.
—Eu vou sim... Pode ter certeza, mas não vou embora enquanto não te ver feliz e que tenha refeito sua vida.
Matteo sorri com um misto de ironia e amargura respondendo.
—Quer brincar esperando que possa ver? Digo que perderá seu tempo. Sabe que isso nunca irá acontecer...
A loira sabia que gritando não chegaria a lugar algum com ele, então decide se controlar para falar seriamente sem que atice mais a sua teimosia. Âmbar fica de joelhos diante de Matteo e pega o seu rosto dando um beijo em sua testa para e na sequencia olhar em seus olhos e segura suas mãos, dizendo.
—Sua felicidade não depende de mim, depende de você. Eu só posso está ao seu lado para te apoiar, mas se você não se esforçar vai fracassar.
—Eu já fracassei há muito tempo... — ele rebateu, mas a loira nega.
—Você nunca fracassou meu amigo. – a voz de Âmbar agora soa carinhosa. – O seu problema é um só. Está se negando amar e desfrutar desse amor que tem dentro do seu coração.
—Eu não amo ninguém... Nunca amei e não vou amar.
—Você ama sim Matteo, acabou caindo na própria armadilha quando deu trégua na sua vingança para viver momentos intensos com Luna. No dia que me chamou para leva-la de volta para casa com a desculpa esfarrapada de que já estava na hora e porque ela declarou o amor que sente por você... Eu sei que só a libertou porque ficou com medo do sentimento que ela passou a ter com você, e mesmo não querendo admitir, você teve medo do que está sentindo por ela também assim que se deu conta... E o que fez nesse momento? Afastou a Luna porque não sabia lidar com esse sentimento que passou a sentir por ela.
Matteo percebe que a loira sabia mais do que ele tentou esconder. Ainda sim não poderia dizer a ela que está certa.
—Não importa... Não irá acontecer...
Novamente Âmbar rebate.
—Está enganado. Isso pode acontecer, ainda está em tempo.
—Não. Não está...
Aflito Matteo se levanta bruscamente indo até a porta de vidro que dá acesso para a varanda em frente aquela sala passando as mãos nos seus cabelos. Âmbar se levanta indo até ele e se postou em sua frente.
—Matteo olhe para mim. – ela ordenou seriamente e ele olha. – Não faça mais isso com você... Não queria se fixar nessa teimosia porque depois irá olhar para trás e se arrepender porque pelo menos não tentou ser feliz. Você ficou anos e anos planejando e calculando como seria a sua vingança ao homem que destruiu a vida de seus pais e a sua também. Viveu em constante ódio e desejo de vingança sem ao menos ter dando a chance de poder conhecer o amor. Mas seja como for, a vida está te dando uma chance de viver esse amor que mesmo não querendo sentir está sentindo. E pode parecer uma ironia terrível que poderia acontecer, porque foi exatamente a garota que usou como objeto de vingança que fez você conhecer o que é amar e ser amado. Quando vai se dar conta de que tudo acabou? Já conseguiu o que queria, e agora só tem que seguir em frente e viver o que a vida está te oferecendo, te dando uma chance de ser feliz ao lado de quem ama, e ao invés de viver esse amor está perdendo seu tempo cometendo idiotice e se esfregando com putas que nem se quer são capazes de satisfazê-lo.
—Não, você não entende... – Matteo nega com seus olhos cheios de lágrimas pela aflição que está sentindo. – Eu não posso, não consigo fechar os olhos para tudo o que fiz, eu a estuprei, bati, maltratei... Como posso dar amor a ela? Como posso receber o amor que ela sente por mim? Eu não a mereço... Não depois de todo mal que causei a ela.
Âmbar respira fundo entendendo os motivos de Matteo não aceitar esse amor que sente por Luna. Mesmo assim ela não desistiria em convencê-lo ao contrario...
—Quem tem que saber quem merece ou não é a vida. Se a vida está te dando essa oportunidade é porque tem que ser. Você diz que fez muito mal a Luna e eu fui testemunha disso, mas também fui testemunha que mesmo sem se dar conta você a amou e deu carinho como também deixou ser amado por ela e receber o seu carinho. E só parou quando se deu conta do que realmente estava acontecendo e ficou com medo, e se acovardou preferindo fugir.
Ele não diz nada somente nega com a cabeça, mas Âmbar não daria por vencida, pelo menos não sairia dali sem ao menos deixa-lo refletindo positivamente.
—Sabe Matteo... Pode parecer que eu não entendo, que sou fria, calculista e nunca neguei em ser sua cumplice em tudo de ruim que fez. Mas digo que fiz tudo porque você fez o mesmo por mim. A questão é que eu te entendo mais do que parece porque também sinto o que está sentindo... Eu almejei a minha vingança e conseguir fazer... Vi meu pai e meu irmão morrerem depois de ficarem dias sendo mulherzinha de bandidos sujos para que pagassem o que fizeram comigo. No começo, eu até achei maravilhoso e meu coração ficou leve. Mas estava enganada, os dias que passaram fui percebendo que me vingar da minha família não me fez feliz e muito menos bem... Naquele momento tinha cada gota de seu sangue em minhas mãos e em minha consciência e foi o que piorou ainda mais a minha culpa. Estava tão cega pelo ódio e desejo de vingança que não enxerguei que eles já estavam sendo punidos pelo que me fizeram, e ainda sim eu quis que eles pagassem e visse que eu era a causadora pelo que estava passando e morrerem vendo meu rosto sorrir por excitação por vê-los daquele jeito. Mas na verdade o que aconteceu foi que os libertei do sofrimento que estavam passando e tomando o lugar deles pelo que fiz. Querendo ou não foi assim que me senti depois de tudo que busquei e consegui. A vingança não me fez feliz, só me fez ter um peso enorme em minhas costas pelo qual jamais irei me livrar ou superar...
Matteo franziu a testa pelo que acaba de escutar, e por mais que Âmbar sempre mostrava firme sem arrependimentos, focou surpreso por ela revelar que tudo não passava de uma faixada.
—Nunca imaginei que se sentisse assim depois de tudo. Por que não me contou? – ele perguntou recebendo um sorriso fraco da loira.
—Não era algo relevante para ficar se lamuriando no momento. Mas agora vi o quanto é importante te contar e mostrar que não estou aqui te aconselhando a fazer o melhor sendo que nunca vivi ou senti o mesmo que você. Eu ainda tenho irmãos vivos, mas acha que tenho coragem de procura-los e fingir que nada aconteceu? Bom, isso não sei te dizer, mas irei em breve procura-los e além do mais, quero ser feliz e se continuar usando toda a culpa do que fiz de ruim como justificativa, nunca serei... Onde quero chegar te contando tudo isso, é que você pare de resistir e viva esse amor que sente pela Luna. Ela te ama também, e sei por que mesmo fingindo acreditar na baboseira que falei dela está com síndrome de Estocolmo, vi que realmente não era nada daquilo. De alguma maneira Luna te perdoou por tudo o que fez a ela, e é a sua vez de se perdoar, e se não fizer só o tempo fará. Mas para isso acontecer, você tem que parar de agir feito um maluco imprudente saindo com varias putas e enchendo a cara de bebida toda vez que se frustra vendo que ninguém estava conseguindo fazer esquecer a Luna.
—Eu não sei se consigo... E se eu a magoar? – ele falou receoso. – E se ela não me quiser mais? Além do mais sei que ainda está namorando. Luna é jovem e essa relação entre agente mesmo possível não dará certo pela diferença de idade.
Âmbar sorri otimista por ver que ele começa a pensar com coerência e de maneira indireta admitir o que sente por Luna.
—Matteo, pare de pensar na idade e no que dificulte uma futura relação com ela. Pare de sofrer por algo que ainda nem aconteceu... Não estou dizendo que vão ficar juntos até que a morte os separe, mas que precisa viver esse amor e se for para vocês ficarem juntos irão ficar. Encare os fatos! Se Luna apareceu em sua vida para te mostrar o caminho de encontrar e conhecer o amor, ainda que não fique com ela um dia irá conhecer a mulher que estará em sua vida e ama-lo ainda mais. E não esquecendo... Luna pode até ainda está namorando, mas sei que você é capaz de rouba-la de um moleque sem sal e tê-la todinha pra você. Não faço a mínima ideia porque ela ainda mantem esse suposto namoro, mas se bem que se você cometeu tantas idiotices para esquecê-la, ela deve ter feito o mesmo... –a loira respira fundo de maneira teatral, mas abri um sorriso otimista olhando nos olhos de Matteo dizendo... – Então? Vai continuar se acovardando com desculpas ou vai lutar por seu amor?
Matteo rolou os olhos bufando perante o empenho de Âmbar em convencê-lo a procurar Luna e parar de fugir pelo que sente por ela.
—E o que quer que eu faça? Ir atrás dela no México e chegar do nada e dizer que a amo e quero ficar com ela? Isso é impossível, porque para todos os efeitos Luna e eu nunca nos conhecemos, ou melhor, tirando o dia que falei com ela na casa do Ricardo, fora isso nunca mais a vi. Além do mais ela sendo menor de idade o pai dela com certeza não irá permitir que sua filha namorasse um homem de quase vinte e nove anos de idade.
Vitoriosa por ver que Matteo finalmente está aceitando o que sente, Âmbar acaba se lembrando de um detalhe que havia visto no novo dossiê atualizado de Luna que Reynaldo havia feito. Pois intrigada por ver que o detetive havia ido à mansão sem ela saber o porquê já que Matteo não mencionou nada sobre está investigando algo de seu interesse, esperou que seu amigo saísse para ela mesma ver o que se tratava da visita do detetive, pois Matteo mesmo depois da partida de Rey se manteve trancado no escritório sem querer falar com mais ninguém, nem mesmo com ela e só saindo de lá para ir buscar Jazmín. E aproveitando a saída de Matteo, Âmbar entrou em seu escritório indo em direção a mesa e abrindo a gaveta que ele sempre deixava os arquivos e papeladas de seu interesse pessoal, e ao encontrar o que procurava, a loira se sentou na poltrona com toda a liberdade que tem e começou a ler todo o resultado das investigações de Reynaldo sobre Luna...
Tendo um plano em mente, Âmbar responde com um sorriso triunfante.
—É simples! Luna passará um ano na Itália e quando voltar para cursar a faculdade, e se, voltar estará com dezoito anos. Esse tempo que ficará morando na Itália você pode ficar morando com ela e vivendo esse amor de vocês... Caso nesse tempo ver que não é um sentimento equivocado e Luna sendo maior de idade, poderá assumir esta relação publicamente e o pai não poderá se opor a relação de vocês... E para que não haja suspeitas, podem inventar juntos uma história de como se conheceram e assim poderão ficar juntos sem nada para atrapalhar.
—Você pensou bem sobre isso. – ele comenta incrédulo e se perguntando como a loira sabia sobre este detalhe se ele nem ao menos tenha contado para ela, porem conhecendo Âmbar, Matteo sabia que ela deveria ter suspeitado da visita de Reynaldo e por si só investigou o motivo da visita do detetive. – Mas não pensou na possibilidade de que Luna pode não me querer mais como antes?
Âmbar rolou os olhos, mas não perde o humor.
—Apenas sou pratica meu amor. Aprendi com você... Mas não duvide que Luna tenha a essa altura deixado de ama-lo, o máximo que se possa fazer se ela não te aceite de cara, é fazer o que sabe fazer de melhor, seduzi-la e reconquistá-la.
(***)
Dia seguinte...
Luna bate a porta da sala da orientadora, pois como Luíza havia lhe pedido para procura-la para preencherem os formulários de reserva do dormitório de sua estadia, então não poderia deixar de ir fazer o combinado.
—Entre. – Luna escuta a voz de sua orientadora e em seguida atendendo as ordens.
Assim que entra no interior da sala ver a mulher completamente perdida revirando algumas de suas coisas para achar algo.
—Está tudo bem com a senhorita? Quer ajuda? – Luna perguntou ao fechar a porta.
Luíza responde sem olhá-la.
—Não precisa, estou procurando onde deixei meus óculos que não sei onde enfiei. – ela respondeu para em seguida bater a palma da mão em sua própria testa. – Esqueci dentro do meu carro. – ela olha para Luna com um sorriso de desculpa. – Tem como me esperar um pouco? Eu preciso mesmo desses óculos se não à noite fico com meus olhos explodindo de tanta ardência...
—Claro que espero... Sem problema. – Luna assentiu com um sorriso.
—Obrigada. Não demoro. – Luíza agradeceu pegando as chaves de seu caro e saindo da sala rapidamente.
Luna observa a sala mesmo já conhecendo cada detalhe... Como sabendo que a orientadora não demoraria decidiu pegar alguns de seus folhetos para ler, mas seus olhos acabam se detendo em um objeto em cima da mesa.
Estava entre algumas coisas que viu Luíza retirar do interior da bolsa e não coloca-las de volta. Como não era a sua intenção de roubar e sim ver mais de perto o objeto, o pegou em suas mãos.
Pelo que pode ver é um tipo de pingente daqueles que se coloca uma foto da pessoa que ama, no formato oval com pedrinhas brilhantes no exterior deixando a peça ainda mais bonita e de certa maneira aparentando ser bem valiosa. Luna curiosa abre a peça para ver a foto no interior, de um lado está entalhada uma mensagem dizendo “Nunca esqueça o quanto eu amo você” e onde fica a foto, a imagem de uma garota loira e bem bonita aparentando ter quinze ou dezesseis anos.
Luna franziu a testa estranhando porque Luíza teria aquela peça com aquela foto de uma garota que não parecia ser nenhuma parente dela. Ainda mais que nem poderia cogitar ser filha porque pelo que sabe, sua orientadora é solteira e nunca a viu acompanhada por algum noivo ou namorado, como já tenha visto outrora na rua os seus outros professores acompanhados.
No entanto, os olhos de Luna ficaram presos na foto da garota loira, e de alguma forma estranha sentiu que já lhe conhecia... Deteve-se observando a foto por alguns instantes até perceber quem é a garota. Seus olhos se abriram em surpresa, mas sua mente fez uma viagem a uma conversa passada se dando conta que o destino resolveu ser bem irônico naquele momento.
A garota da foto era nada mais nada menos que Âmbar, o braço direito de Matteo. E sua orientadora Luíza é a pessoa pelo qual Âmbar lhe contou que quando jovem foi sua amiga e namorada e que na época sua relação com ela era proibida por se tratar do amor entre duas garotas e não heterossexual.
Pelo que se lembra da história, Luíza foi o primeiro amor de Âmbar e que não havia se esquecido, embora não tenham ficado juntas e não fazia ideia de onde Luíza poderia está. Luna percebe que se a loira quisesse mesmo saber onde seu primeiro amor estava já saberia, e sendo assim significa que o passado se foi e não existe mais amor para ser revivido, no entanto, pelo que pode ver naquele pingente, Luíza possui aquela peça como se fosse sua recordação dando a entender que o tempo pode ter passado, mas ela ainda sente algo por Âmbar... Obviamente um sentimento e relação pendente porque na época não puderam viver o amor que sentiam uma pela outra e ficarem juntas até o dia em que o amor acabar ou a morte levar uma delas.
Sendo assim, fica claro porque Luíza não é do tipo que se relaciona ou paquera homens embora já viu muitos professores solteiros do Blake deixar entender interesse por ela, mas a loira sempre se esquivava...
Luna fecha o pingente para devolver ao seu lugar no exato momento que Luíza entra na sala com seus óculos na mão. Como Luna não se sentiu envergonhada por ter sido pega com a joia nas mãos olhou tranquilamente para Luíza dizendo.
—Desculpa, eu vi e achei bonito. Por isso peguei ali para ver de perto. – explicou recolocando no lugar que pegou.
Luíza não parecia com raiva, e sim pensativa ao ver a joia e pegando em suas mãos.
—É uma recordação. Um presente que ganhei de uma amiga na adolescência. — a loira falou recolocando na sua bolsa como também o restante das coisas que estão espelhados a sua mesa.
—É uma peça linda... – Luna disse com toda calma. – O que aconteceu com a sua amiga?
Luíza a olha confusa pela pergunta.
—Porque essa pergunta?
Luna percebe que não pensou direito em como perguntar e foi totalmente direta.
—Desculpa. Não queria ser enxerida, só que a forma que falou parece que não voltaram a se ver ou ela tenha morrido. Como preserva a foto dela dentro dessa joia acredito que seja por ter boas lembranças de sua amizade com ela. Eu acho...
Luíza respira fundo vendo que Luna tem uma percepção bem evoluída, mas não fica ofendida por isso, somente responde.
—Não sei se ela morreu. Na verdade quando éramos ainda adolescentes, soube que Âmbar fugiu de casa e minha mãe me forçou a dizer a verdade caso eu soubesse para onde ela foi. Mas na verdade eu não sabia de nada... Âmbar não havia me dito que pretendia fugir, na verdade nem houve tempo de dizer... Pois a nossa amizade era proibida por nossos pais, e na tarde antes dela desaparecer seu pai a pegou em minha companhia e me levou para casa enquanto o irmão dela a levou para casa deles. Depois disso não a vi mais. Fiquei triste por ela não ter vindo me ver pela ultima vez ou querer me convencer de ir junto. Mas com o tempo me dei conta de que Âmbar não deve ter tido tempo de me procurar ou que se fizesse saberia que correria o risco de seu pai acha-la e obriga-la a voltar lhe castigando terrivelmente.
Luna achou interessante Luíza está contando tudo aquilo a ela embora que não era obrigada a responder, mesmo contando uma história que Luna já conhece de maneira editada.
—Mas ela não te procurou depois de um tempo? – Luna perguntou mesmo sabendo a resposta e vendo o olhar triste da mulher.
—Não... Na verdade não sei se está viva ou morta. Espero que viva e feliz...
Luna sorri, pois apesar de não poder contar a Luíza que conhece sua ex-amiga e namorada, e que está viva vivendo em outro país sendo o braço direito de um milionário gato. Desejou que um dia ela pudesse se reencontrar com Âmbar e quem sabe viver o que não puderam viver no passado por conta do pré-conceito de suas respectivas famílias com relação a elas.
—Bom, espero que um dia possa reencontra-la. – disse por fim vendo Luíza sorrir.
—Também espero... – foi tudo o que a loira disse com leve pesar em sua voz.
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