Doce Vingança

22 Capítulo 21


Notas iniciais
Boa leitura*--*

Os dias haviam passado e Luna parecia contente com tudo o que está acontecendo. Como já havia resolvido o seu problema em ocultar a verdade sobre seu sumiço, seu pai e ninguém mais incomodava com perguntas por não dar brechas para tal conversa, e depois conseguiu se recuperar na escola, como também seu pai aceitou e permitiu que ela fosse passar um tempo na Itália fazendo um curso de intercambio. Não bastando o tamanho de sua alegria e aumentando ainda mais, seu Miguel já havia vindo à escola falar com a senhorita Ríos para que explicasse tudo sobre o programa de intercambio e todos os procedimentos. Ele já assinou alguns papeis de autorização e enviado documentos para que possa coloca-la no programa, e sendo assim está tudo certo para que Luna vá para a Itália...

No entanto, havia uma coisa que Luna ainda não havia feito e também para incluir no pacote de sua alegria...

—Ei, e ai? Já chegou a sua carta da faculdade que foi aprovada? – Simón perguntou animado recostando seu ombro direito no armário ao lado do que pertence a Luna.

Nina mexia no seu próprio armário que fica a dois armários no lado oposto que Simon está recostando falando com Luna, mas escuta e observa a conversa do seu primo com a melhor amiga sem se intrometer.

Luna parecia não muito confortável com aquela pergunta, pois além de ainda não ter rompido o namoro com o moreno, não havia contado a ele sobre seus planos após o termino do ensino médio. Mesmo assim, ela ainda não faria naquele momento.

—Eu ainda não recebi. – mentiu arrumando os livros dentro do seu armário antes de pegar o que iria precisar para a próxima aula. – Por quê?

Simón sente um pouco decepcionando com a resposta.

—Não é que a minha chegou e como você não comentou nada e lembro que conversamos meses atrás que queria cursar na UNAM, bem me inscrevi para lá e fui aprovado.

Luna interrompeu o que está fazendo por um instante para olhá-lo e sorri, dizendo.

—Puxa, meus parabéns. — “Porem eu não irei com você”- pensou.

—Obrigada. – Simón disse sorrindo e antecipando um abraço já que Luna não havia feito menção a dar.

Luna hesita um pouco, mas acaba retribuindo, porem Simón tenta ir além. No entanto Luna consegue ser rápida dando a desculpa de que o inspetor se aproximava. E como não são aceitáveis contatos íntimos entre alunos dentro da escola, Simón se afasta não percebendo que Luna usou aquela desculpa em sobrevivência para não ter que ser brusca e rejeitar o seu beijo, até porque o inspetor realmente estava passando pelo corredor. No entanto, alguém percebeu a verdadeira intenção da morena.

—Algum problema aqui? – O inspetor perguntou com um olhar aquisitivo em sinal de advertência.

—Não, está tudo certo. –Luna respondeu calmamente.

O homem avalia os dois e por fim fingi acreditar que não tenha visto quase algo mais íntimo entre os dois.

—Ótimo. Espero não ter que suspende-los por burlar as regras da escola. Uma suspensão não ficará bem no currículo de vocês para a entrada na faculdade. Se apressem que o sinal irá tocar.

—Sim senhor. – Simón e Luna falam ao mesmo tempo.

O inspetor sai de perto do casal seguido em frente, quando estava numa boa distancia Luna olha novamente para o namorado.

—É melhor você ir na frente. Vou primeiro no banheiro antes de ir para sala... — disse pegando o livro que precisa colocando na mochila e fechando o armário.

Simón franziu a testa achando estranho Luna está sempre o afastando, mas preferia acreditar que isso tudo seja porque não quer arrumar problemas na diretoria a essa altura faltando pouco para se formar. Sendo assim respeitaria as regras...

—Tá, vou indo. Mas antes quero te fazer um convite.

Dessa vez é Luna quem franziu atesta.

—Que convite?

Ele sorri, o tipo de sorriso que qualquer garota apaixonada suspiraria por ver seu namorado convidá-la para um possível encontro romântico. Só que esse sorriso não surtiu efeito nela, ainda sim não iria se esforçar para fingir. Seja como for era a hora de aceitar e usar essa oportunidade para romper o namoro com ele.

—Quero te convidar para ir ao cinema e depois comer uma pizza hoje à noite. Sei que ainda é meio da semana, mas queria passar um tempo com você já que agora não está mais ocupada pela recuperação.

—Está bem, aceito. Mas antes de irmos queria ir ao píer ver o por do sol. Poderia me encontrar lá? – logico que Luna não diria a verdade sobre o que quer falar com ele dando sinal de que poderia ser o termino de seu namoro.

Sem desconfiar, Simón concorda.

—Tudo bem. Que horas quer que te encontre lá?

—Às cinco e meia em ponto. – respondeu rapidamente.

—Okay. Não irei me atrasar. – ele falou como se fosse aproximar para tentar dar um beijo, mas se detém vendo que Luna estava prestes a se esquivar novamente, então se limitou em se despedir. – Vou lá. Nos vemos depois...

—Até mais. – é tudo o que Luna falou vendo ele se afastar.

Não queria ir ao banheiro, mas para Simón não desconfiar teria que ir, então Luna gira o corpo na direção oposta, mas se detém dando de cara com Nina que a olha séria. Luna abre a boca para falar com a amiga, mas ela antecipa a impedindo.

—Quando vai contar para o Simón que não vai para faculdade ano que vem e sim para um intercambio na Itália? Até quando vai ficar empurrando o namoro de vocês com a barriga quando na verdade não quer mais nada com ele?

Os olhos de Luna se abrem em surpresa pela forma que Nina falou com ela. No entanto, não poderia reclamar já que sua amiga está certa em se irritar por ver seu primo sendo enrolado e feito de bobo.

Deixando os ombros arriarem, Luna responde.

—Vou fazer isso tudo hoje à tarde. Se você ouviu, marquei de encontrar com ele no píer antes do por do sol para conversamos e dizer a ele a verdade sobre ano que vem e terminar o nosso namoro de uma vez por todas.

Nina parecia não aprovar dando uma leve balançada negativa com a cabeça antes de começar a falar.

—Você deu a ele uma ideia errada do que seria esse encontro. Por do sol no píer? Isso é romântico. – criticou.

Luna franziu a testa não pensando nesse detalhe, mas seja como for o estrago já estava feito.

—Eu não pensei direito... Está certa. Foi um erro marcar para terminar naquele lugar. Vou chama-lo para conversar depois que terminar a aula. Será melhor conversamos em outro lugar.

—É melhor mesmo. – Nina concordou com a voz um pouco dura. – Não sei o que se passa nessa sua cabeça. Não é a mesma desde que reapareceu depois do seu sumiço de três meses, e mesmo disfarçando ou fingindo que tudo está bem eu vejo que existe algo que não quer contar e sofre por alguma coisa que também se nega a dizer. – Luna abriu a boca novamente para falar, mas Nina a corta continuando a dizer. – Eu sei, não precisa explicar que não quer falar sobre o que se passa na verdade com você. E não vou força-la. Só sei que o que está fazendo está magoando Simón e não está enxergando.

—Nina, espera ai. Do que está falando? Não estou magoando ele, eu só errei em não ter feito nada antes, mas eu farei.

Nina nega.

—Luna, o Simón te ama e está sofrendo calado porque acredita que em algum momento tudo entre vocês vai ficar normal, mas na verdade ele mesmo sabe que está se enganando e que isso não vai acontecer. Só que ao invés de aceitar e ele mesmo por fim, prefere se iludir que ainda há uma chance. Simón não é burro, só está enganando a si mesmo. O fato de você ter passado esse tempo todo enrolando foi longe demais, ainda sim já não mais importa, porque o importante é por fim agora e não quando você estiver de malas prontas com os pés dentro do avião e contando tudo por telefone.

—Pelo amor de Deus Nina. Jamais faria isso... É cruel demais... — Luna critica os pensamentos da amiga e chocada por ela pensar assim.

Nina não parecia arrependida do que falou e mantem sua postura.

—Não seria, porque você já está sendo cruel com suas atitudes. – pela forma que Nina rebate Luna percebe certo ressentimento, não só pelo que está fazendo com Simón como também com ela.

Luna respira fundo se sentindo péssima por agora perceber o quanto está sendo imprudente com sua amiga no meio disso tudo. Ela merece sua atenção e confiança, porem ainda não poderia contar toda a verdade do que se passa com ela.

—Me perdoe Nina por tudo... Não foi a minha intenção... Você está certa sobre o meu comportamento. Está sendo difícil de lidar com tudo e a minha fuga foi somente me dedicar à escola e outras coisas para não pensar no que estou sentindo por tudo o que aconteceu comigo. Ainda sim não posso contar nada, nem mesmo para você. Não por medo ou ameaça, mas porque não posso e não quero.

—Você não confia em mim. Logo eu que sempre fui sua amiga e que jamais te trai. – o olhar de Nina era decepcionado e seus olhos ficam marejados pela vontade de chorar. – Não faço ideia do que seja isso que tanto esconde, mas seja o que fosse e por você jamais diria nada a ninguém mesmo que não aceitasse sua decisão. Mas se mesmo assim não confia, não sou eu quem farei mudar de ideia. – sem esperar pela resposta de Luna, Nina se afasta apressadamente.

—NINA, POR FAVOR. ESPERA... – ela chamou sentindo o pesar no peito por ver que Nina estava chorando ao se afastar.

Não queria magoar sua amiga, e naquele momento percebeu o quanto sua fidelidade a um segredo perante o que sente por alguém que nunca iria ama-la está causando grande estrago em sua amizade com Nina. Sim, ela não matinha segredo para preservar a sua vida e de quem ama, não mais para garantia a sua liberdade, e sim porque ama Matteo Balsano e não queria vê-lo pagar pelo que fez por detrás das grades...

Luna mordeu seu lábio querendo chorar vendo o quanto esse sentimento está acabando com ela... Queria contar para Nina, mas teme que possa se arrepender, mesmo assim não está disposta a perder sua amiga.

Limpando a lágrima que começou a cair de seus olhos, Luna caminha em direção à sala que terá aula. Ao por os pés dentro da sala o sinal tocou e ver que todos já estão ali. Nina não olhou para ela nem mesmo por encará-la por está sentada na mesa da frente.

—Sente-se em seu lugar senhorita Valente. – ordenou o professor vendo-a hesitar no meio da sala.

—Sim senhor. Desculpe. — Luna respondeu correndo para o seu lugar.

Simón estava sentando a mesa o lado e quando viu que a namorada ficaria sozinha na mesa, sentou-se com ela. Luna não se opôs, e mesmo que não tenha dito nada em toda aula Simón respeitou o seu silêncio.

No intervalo Luna tentou falar com Nina, mas esta a evitou. Não tendo o que fazer, resolveu não almoçar e foi se sentar no banco do jardim da escola para pensar em tudo o que está passando.

Por mais que faltasse pouco para se formar, não queria partir para Itália brigada com Nina. Não poderia negar que precisava desabafar com alguém e que ela seria a pessoa perfeita para isso. Mesmo querendo manter segredo, Luna sabe que Nina jamais iria trai-la contando a verdade, então tomou uma decisão.

—Ei... O que faz aqui? – Simón perguntou senta ao lado de Luna, pois como não a viu ir ao refeitório comer e como Nina se mostrou não querer saber do paradeiro da melhor amiga, resolveu procura-la. – Não quer comer?

Luna o encara e volta sentir o pesar por ver Simón ali todo preocupado com ela, e ver outra coisa que Nina está certa. Não adianta mais enrolar e se quisesse fazer as pazes com sua melhor amiga, primeiro resolveria sua situação com Simón. Não queria romper o namoro ali, mas não poderia mais esperar ou ter que desviar de outro carinho dele.

Respirando fundo e limpando a lágrima que havia escorrido no canto de seus olhos, Luna o encara séria.

—Simón, preciso conversar com você.

Nesse momento o moreno ficou sério, e numa postura a qual indicou que ele deveria saber o que seria, mas não estaria preparado.

—Não precisamos conversar agora. Estamos no intervalo do almoço e se não corrermos vamos ficar com fome até o final da próxima aula. Podemos conversar mais tarde se quiser.

Luna percebe que ele queria atrasar a conversa, e com certeza daria um jeito outrora dela ainda não ter a conversa novamente. Ainda sim ela nega persistindo.

—Simón. Eu quero falar agora. – ela disse firme, mas o rapaz reluta.

—Não... Depois. – ele levanta pegando na mão dela para acompanha-lo. – Vamos comer, estou com fome.

Luna se solta bruscamente irritada, mas se controla porque não queria terminar brigada com ele. Já basta ao que passou com Nina mais cedo e agora sua amiga está com raiva dela. Simón olha para Luna nervoso por ela não querer fazer o que ele pede e não fica nada feliz vendo a forma que como o encara.

—Eu não vou para a faculdade no próximo ano. Estou indo para Itália dias depois a formatura num programa de intercambio e ficarei lá por um ano antes de ir para a faculdade. – ela falou de uma vez.

Simón se sente aliviado porque mesmo não sendo algo que planejou para os dois, também poderia esperar um pouco e ir com ela para depois irem juntos a faculdade. Pelo menos isso seria melhor do que pensou que poderia ser.

—Bom, isso é... Legal. Porque não me contou logo? Quer saber, não importa... Posso também esperar um pouco para a faculdade e ir com você...

Luna abriu a boca chocada por vê-lo lidar bem com a noticia, e o pior, fazer planos em ir com ela. O que restou foi correr logo em falar antes que não conseguisse fazer o que deveria.

—Simón, para. – o interrompe vendo o moreno franzir a testa confuso. – Estou indo para Itália, mas não quero que vá. Quer dizer... Se for que vá porque deseja ir para conhecer o país e outras pessoas, mas não na intenção de ficar junto comigo porque isso não vai acontecer.

Simón engole a seco, ainda que soubesse onde aquela conversa chegaria, mesmo assim não poderia evitar.

—O que quer dizer com isso? – sua voz sai embargada e Luna se sente péssima por está o magoando, mas se não fazer irá magoa-lo muito mais futuramente.

—Estou dizendo que estou terminando o nosso namoro. – falou de uma vez sem hesitar. – Eu já deveria ter feito na mesma semana que reapareci, mas aconteceram tantas cosas que acabei empurrando com a barriga. Me desculpe por isso, mas entenda que não foi minha intenção em te machucar.

—Está me machucando agora. – ele rebateu deixando uma lágrima rolar no canto do seu olho.

Luna não estava deixando se levar por pena e não desistiria por conta disso.

—Sinto muito se estou. Não é a minha intenção, mas não posso continuar e se fizer irá magoar ainda mais você e eu também...

—Luna eu te amo e esse tempo todo tenho tido paciência com você porque a amo e não quero te perder. – ele falou se aproximando e forçando o rosto da garota para tentar beijá-la, mas Luna se afasta dele.

—Simón vejo que errei muito em deixar as coisas chegarem a esse ponto. Mas tem que aceitar... Não amo você como me ama, e tudo o que quero de você é que seja o meu amigo. Fora isso, não quero nada além.

Ele a encara com amargura limpando a lágrima de seu rosto.

—Você mudou muito. Desde que voltou... Não. – ele se corrige. – Está diferente desde que conheceu aquele tal Matteo no dia da festa na casa dos meus tios.

Luna o encara espantada e confusa pelo que o moreno falou. Ainda que toda sua mudança tenha haver com Matteo, não entendia porque Simón chegou a essa conclusão.

—Mas do que está falando? Quem é Matteo?- ela perguntou fingindo não saber quem era Matteo.

—O cara que você estava quando pedi que se encontrasse comigo no jardim e acabou indo para a sacada que da vista para o jardim. Lembra? Pois é, eu procurei algo sobre ele na internet depois que descobri o nome. Não fui com a cara dele e até achei que teria algo haver com o seu sequestro...

—Simón que palhaçada é esse? – Dessa vez Luna se irritou. – Como pode pensar isso de alguém que só falei uma vez e depois nunca mais o vi? Tem noção desses seus pensamentos ridículos? Espero que não tenha levado essa teoria ridícula até a policia, porque associar uma pessoa inocente a algo grave que não fez é crime... Se chama calunia. Sabia?

A maneira que Luna falou fez Simón se sentir envergonhado apesar de está triste por ela está terminando com ele.

—Eu sei, só não gostei como ele ficou próximo a você. Parecia que a queria devorar só com os olhos... Mas não falei nada com a policia e nem com o seu pai... Me dei conta de que faria papel de ridículo como namorado ciumento. Pelo que vi dele, não é o tipo de pessoa que iria se sujar fazendo algo com uma menor de idade.

—Oh, ainda bem que teve bom senso. – Luna falou com nítida ironia.

—Eu não fiz Luna, então não fica irritada. – ele se defendeu como se fosse usar a irritação para insinuar algo, mas Luna se antecipa.

—Não estou irritada, só chateada porque poderia fazer algo terrível culpando um inocente... Bem, levando suspeitas a um inocente.

—Que seja... — Simón dar de ombro encerrando aquela parte. – Mas está sendo dura comigo que te amo e te quero bem.

Luna respira fundo tentando se acalmar.

—Eu sei, mas não posso continuar uma relação com você que já não mais existe. Pense bem! Desde que voltei não somos mais um casal no sentido literal somente por um titulo, namorado ou namorada. Ao contrario disse temos sidos amigos e isso eu gostei e me fez bem... Mas digo que tem direito de ficar com raiva de mim, porque eu sou a culpada por deixar as coisas chegarem aonde chegou.

Simón nega, agora parecendo cair na realidade.

—Não, eu também sou culpado que preferi não enxergar a verdade. Achei que por te amar seria o suficiente para nós dois, mas na verdade não é para você. Não queria mesmo que terminasse assim, mas se tem que ser, que seja... Torço que seja feliz nessa nova etapa que virar em sua vida, e curta bastante a Itália...

Luna respira aliviada por ver que ele enxergou a realidade e não vai ficar fazendo drama e insistindo que continuem a namorar.

—Você não vai também? – perguntou lembrando que ele começou a planejar sua ida a Itália quando ela o contou que irá para lá.

Ele nega.

—Não... Mesmo indo seremos somente amigos, e isso não vai dar certo. Eu ainda te amo, e lá sei que vai conhecer outros caras e não vou gostar muito de ver com outro. Fora que não quero que se sinta mal por mim...

Luna sorri fracamente feliz por ele está agindo como pessoa madura.

—Obrigada Simón... Não sabe o quanto está me fazendo feliz por ser maduro e entendendo que nosso namoro acabou.

Ele sorrir triste.

—Vai ser um pouco difícil esquecer você, mas pelo menos quero ser seu amigo... Além do mais, mesmo estando longe ainda será amiga da minha prima e nos veremos de vez enquanto.

Luna faz uma careta.

—Sim... Mas só irá acontecer se Nina me perdoar. Antes da primeira aula brigamos e ela está muito magoada comigo. – confessou.

Simón franziu a testa sem entender.

—Mas por quê? Porque brigaram?

—Porque ela achou que eu só iria contar da minha ida a Itália e terminasse o nosso namoro quando só estivesse embarcando no avião. E mesmo explicando que falaria ainda hoje ela achou que eu não faria. Por isso brigamos... – mentiu, pois não falaria a verdade literalmente para ele. – Mas ainda hoje irei conversar com ela e tentar fazer as pazes.

Simón sorri em incentivo.

—Sim. Tem que fazer as pazes porque sempre foram melhores amigas e seria ruim que agora quando estão prestes a seguir rumos diferentes perdessem a amizade por algo que já foi resolvido numa boa.

—Obrigada por tudo Simón. Me perdoe por ter feito sofrer e não poder mais corresponder o que sente por mim.

—Não precisa do meu perdão. Além do mais, não se manda no coração, você ama ou não ama.

No fim se abraçam numa demonstração de carinho e que poderiam ser amigos depois disso tudo. Simón segundos depois se afasta.

—Bom como já estamos entendidos, vamos almoçar porque eu estou faminto.

Ela sorri, mas seu sorriso morre lembrando que se fosse daria de cara com Nina que ainda está magoada com ela.

—Acho melhor não... Não estou com fome.

Simón ver que não adiantaria insistir.

—Está bem... Mas vou pegar uma fruta para você, caso sinta fome depois.

—Obrigada.

Ele vai embora a deixando ali, porem Luna não se sente mal, pois agora fez o que seria certo, e o que só faltava era fazer as pazes com Nina...

Notas finais
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