Doce Vingança

13 Capítulo 12


Notas iniciais
Pronto! Não se descabelem... Capitulo finalmente postado e cheios de surpresas e revelações... Uiaaaa. kkkkk Boa leitura.

— Onde está o Matteo? – Luna perguntou ainda confusa com a presença de Âmbar.

Tranquilamente, a loira caminha até ao lado da cama respondendo.

— Matteo teve que sair para resolver algumas coisas. Mas não se preocupe que não é a primeira vez que cuido de você.

— Como assim? – desconfiada Luna tampa a sua nudez da loira mesmo sabendo que ela possui o mesmo.

Indiferente das ações de Luna, Âmbar responde.

— Bem, teve momentos que ele teve que sair e geralmente você estava dormindo, então dava tempo dele ir e voltar sem você acordar. E sendo assim quando vinha me certificar de que estava bem, não me via.

Luna não quis questionar, mas de alguma maneira não ficou feliz de saber que alguém esse tempo todo tem ajudado Matteo em suas maldades.

— Bem... Acho que é melhor você levantar e tomar um banho. Te ajudo a escolher uma roupa bem bonita e depois descemos para tomar café.

Luna ficou ainda mais confusa e pergunta sem hesitar.

— Descer? Eu posso sair do quarto?

— Sim. – a loira respondeu ainda sorrindo como se estivesse apresentando algo surpreendente para uma criança.

— Ma-mais tem certeza? Matteo não vai gostar... Eu acho melhor não...

— Ei, calma. – Âmbar a interrompe tentando tranquiliza-la. – Matteo antes de sair a liberou das amarras, e deu ordens para que a deixasse sair do quarto e comer em outro lugar... E te apresentar a casa também.

Luna sabia que mesmo assim, Matteo não deixaria brechas para ela fugir. E se confia tanto a sua guarda a Âmbar é porque ela não irá decepcioná-lo, isso significa que a loira é igual a ele, só que vestindo saias e tem peitos.

— Então... Não irá se levantar?- Âmbar perguntou vendo a hesitação e desconfiança de Luna.

Luna assente e se levanta da cama tampando o seu corpo com o lençol. Âmbar com um olhar avaliativo como se pudesse enxergar todo o corpo de Luna coberto pelo lençol deixa a morena desconfortável. Parecia que a loira se controlava para não devorá-la e não no sentindo ruim da coisa, mas sim algo parecendo desejo sexual.

Não querendo ficar sob os olhos de Âmbar, Luna caminha apressada para o banheiro e fecha a porta. Em seguida corre para o chuveiro o ligando e verificando a temperatura da água. No fim ela entra no box mergulhando seus cabelos por debaixo d’água deixando escorrer por todo o seu corpo. Ela pega a esponja e coloca o sabonete liquido aroma de morango com champanhe e fecha o frasco recolocando no suporte e começa a esfregar seu corpo, depois pega o shampoo e coloca na palma das mãos o conteúdo, logo em seguida em seus cabelos o massageando até criar uma boa quantidade de espuma, devido ao suor da noite acabou tendo que enxaguar e colocar mais shampoo até sentir que estava limpo, na sequencia coloca o condicionador massageando para que ficassem soltos seus cabelos.

Terminando de enxaguar seus cabelos, Luna retira o excesso de sabão em seu corpo, e quando termina desliga o chuveiro. Estava tão distraída no banho que não havia reparado a presença de Âmbar ali no banheiro. A loira sabendo que não havia toalha limpa para Luna se secar levou para ela duas toalhas caso precisasse, mas antes de sair do banheiro acabou se detendo ali observando à morena se banhar.

A loira não poderia ser indiferente a beleza juvenil de Luna e o quanto suas curvas são perfeitas. Sua pele macia prontamente para ser acariciada agora sem nenhuma marca em sinal de espancamento, e isso a deixou excitada. Ela não poderia negar o quanto Luna é gostosa e que ficaria feliz em sentir o mel que possui entre as pernas da garota, porem não era o tipo de pessoa que desrespeitaria seu considerado irmão e cúmplice para saciar um desejo físico pela morena diante de seus olhos.

Âmbar mesmo em meio ao desejo por Luna lembrou-se das vezes que veio ali aquela casa ajudar Matteo com ela. Sempre se manteve oculta ao conhecimento da garota para que sempre acreditassem que não havia ninguém para ajuda-la. Mesmo a loira conhecendo os planos de Matteo e discordando de todo os maus tratos feitos na garota, jamais interviu ao favor dela. Além do mais, sabia que ele não a mataria tão de pressa e que tudo não passava de uma forma sádica dele usar seus métodos dominantes para domá-la como deseja. Afinal de contas, Âmbar sabia que esse é o momento de vingança do seu amigo e jamais iria atrapalhar seus planos...

Luna assim que abre o box leva um susto ao ver a loira parada recostada na bancada da pia a olhando com certo desejo. Luna engoliu a seco cogitando a possibilidade dela tentar algo ou fosse uma armadilha ou novo jogo de Matteo para ela.

— Por que está aqui? – Luna perguntou tentando cobrir seus seios com a mão.

Âmbar sorri com a postura da morena, mas pega uma toalha e vai até ela lhe entregando. Luna olha para a toalha e rapidamente a pega para se cobrir...

— Não fique com medo. Só vim trazer a toalha. – ela disse se afastando um pouco para continuar a encarar a morena. – Não sou o tipo que faço algo que outra mulher, que ela não permita ou deseja.

Luna engole a seco, sem entender onde ela queria chegar. Por outro lado cogitou uma possibilidade do que poderia ser essa atitude dela.

— Você é lésbica? – perguntou sem pensar.

Âmbar sorri ainda mais, e responde.

— Sim, eu sou. Algo contra? – provocou.

Luna ficou desconcertada como se tivesse acabado de ofendê-la ou algo parecido.

— Não, não... Nada contra, eu só achei estranha a forma como falou e me olhou. Mas nada contra quem é, só que eu não sou chegada a mulheres... E...

Ela tagarelou envergonhada e isso deixou Âmbar ainda mais divertida.

— Não se preocupe. Sei como é para quem descobre na primeira vez... – ela olha Luna de cima em baixo como se ainda a desejasse. – Mas ainda que não tenha a mesma opção deveria experimentar algum dia.

Luna nega, ficando aterrorizada.

— Não... Eu- eu gosto de homens. Mas seja feliz quem prefere se relacionar com pessoas do mesmo sexo. Desculpe.

— Fica calma, Luna... Não estou dando em cima de você, mesmo que seria bem divertido o quanto poderia ser em mostrar o quanto pode ser muito melhor receber o prazer de outra mulher do que um homem. Por outro lado, jamais trairia Matteo roubando o seu brinquedinho para mim...

Luna fica séria não gostando da forma como Âmbar faz referencia de que ela é um objeto de Matteo. Mas antes de dar uma resposta, a loira continua a dizer.

— Bem! Se seque e venha se vestir... Te ajudo secando o seu cabelo. – sem esperar por resposta Âmbar sai do banheiro deixando Luna com cara de quem não acredita no que acabou de escutar.

(***)

Limpa, vestida e de cabelos penteados e escovados, Luna segue Âmbar por um corredor. Além do quarto onde estava havia outras portas por ali, depois desceu uma escada dando a visão de uma antessala e suas paredes de vidro. Tudo ali aos olhos de Luna era bem refinado e de ótima qualidade... Mesmo admirada com a beleza da casa, Luna percebe que não havia telefones por ali e nem ao menos que haveria computadores avista.

Não que isso fosse o que precisava para fugir, na verdade Luna sentia que não queria mais denunciar Matteo e o que o melhor a fazer era ficar na dela e convencê-lo de que nunca irá denuncia-lo depois que a libertasse, sendo assim, preferiu observar a casa e cada cômodo que Âmbar lhe mostrava, por fim terminaram na cozinha onde há uma mesa enorme cheia de coisas deliciosas para o café da manhã.

— Pode se sentar. – Âmbar disse puxando uma cadeira para que Luna se sente.

Fazendo o que a loira pediu, Luna senta na cadeira e observa tudo o que está na mesa. Pão fresco, queijos, presuntos, bolos, suco, leite, chá, café, frutas, biscoitos, torradas, geleias, tudo de ótima qualidade.

Vendo à quantidade de comida, a morena sente seu estomago roncar, como também não deixa passar despercebido o fato de ali ter vários objetos cortantes dos quais poderia usar como arma de fuga... No entanto, lembrou que Matteo e com certeza Âmbar poderiam estar lhe testando para saber se ela poderia estar em algum lugar com tudo para fugir ou entrar em contato com a policia e denunciá-lo. Ainda sim, Luna está disposta a ficar na dela, porque ficar de rebeldia não adiantaria, e além do mais não tem esse desejo de fuga desde que soube a história de Matteo.

Ela não conseguia mais odiá-lo, nem se quer ter uma gota de ódio em seu coração. E isso a revoltava porque queria odiá-lo, até porque se pensar bem, tudo poderia ser mais um jogo de manipulação dele para ela cair em seu jogo, já que de uma forma incoerente Luna sentia raiva por seu pai ter traído sua mãe quando ainda eram noivos, traído o melhor amigo pai de Matteo iludindo a Mãe dele sendo seu amante.

E querendo ou não essa aventura custou à felicidade de muitas pessoas, e no fim trazendo uma consequência muito maior... Afinal, tudo o que Matteo fez até agora foi motivado cegamente pelo desejo de vingança e ódio... Sendo assim, Luna ainda não consegue odiá-lo, vê que tudo o que ele falou do seu passado é verdade, como também pode notar que todo sentimento que Matteo possui em seu coração é pelo sofrimento que passou quando viu todo o que aconteceu com seus pais. Luna tentou se por em seu lugar, claro que poderia não ter a mesma reação dele, mas que poderia ter enlouquecido, isso ela saberia... Ou talvez nem isso porque se passou um mês ali sendo estuprada e espancada por ele, e não estava louca, poderia ser que ela teria outra reação. Ela bufa mentalmente pela comparação, pois não havia como se igualar tal fato quando o que aconteceu com Matteo ainda era uma criança e quanto a ela, mesmo um pouco mais velha passando por momentos traumatizantes. No entanto não se sente louca, com ódio, Luna se sente bem e com seu peito cheio por um sentimento que não consegue admitir e nunca irá admitir mesmo saindo viva.

— Prefere suco ou café com leite? – Âmbar perguntou olhando para Luna que parecia pensativa olhando para toda comida na mesa. – O que foi? Está se sentindo mal?

Luna pisca seus olhos se dando conta de que tenha dado impressão errada para a loira, e a encara dando um meio sorriso na tentativa de corrigir seu equivoco.

— Não. Estou bem... É que é estranho ter tudo isso quando fiquei esse tempo toda presa. Mas eu vou querer suco, obrigada.

Âmbar dar de ombro colocando o suco para Luna e lhe entregando para lhe servir também.

— Não se acanhe. Sirva-se do que quiser. – a loira falou vendo que Luna parece indecisa se pegaria ou não o que comer.

A morena assente, e faz o que a loira disse...

Por um tempo nenhuma delas dirige a palavra. Assim que Luna termina de comer, Âmbar se levanta dizendo...

— Vem comigo.

Luna franziu a testa sem entender para onde ela queria leva-la. Vendo a hesitação da morena, Âmbar a tranquiliza.

— Vou te levar para caminhar um pouco lá fora, está um lindo dia de sol.

Luna nega.

— Acho que não é uma boa ideia... Matteo vai não gostar.

Âmbar sorri.

— Matteo sabe que irei te levar lá fora, na verdade até concordou para que você tomasse um pouco de sol já que ficou por muito tempo presa naquele quarto.

Ainda sim, Luna reluta em aceitar.

— Não, mas e se alguém me ver... Eu não quero que ele se irrite. Não me leve a mal se não foi ele mesmo quem me disse, não vou arriscar ir com você e deixa-lo fulo da vida... Não mesmo.

Âmbar ergue a sobrancelha pela maneira que Luna teme e de certa forma obedece Matteo.

“Parece que ele conseguiu domá-la... Parabéns meu Matteo...”- a loira pensou divertida.

— Luna, não se preocupe que ninguém irá lhe ver. Estamos numa ilha deserta e essa casa fica numa parte escondida da ilha e ninguém vem por aqui por ser uma área particular. A qual Matteo fez questão de garantir que ninguém além dele e eu, e no máximo quem ele deseja a visita entrem aqui. Sendo assim não tem que se preocupar quanto a isso... E quanto a ele ficar zangado por ter saído, também não deve se preocupar porque ele mesmo permitiu... Luna como já disse fiquei com você em certos momentos que Matteo precisou se ausentar, e se eu estivesse que fazer algo que contrariasse as ordens dele e te prejudicasse na época já teria feito.

— Como posso acreditar? Vai que você é tão maníaca quanto Matteo e está querendo me prejudicar por ter ciúmes dele... – Luna sabia que o que falou era algo bem idiota, mas na hora seu contra argumento só saiu aquilo.

Âmbar solta uma gargalhada, mas responde.

— Luna, você é uma figurinha mesmo. Eu não sinto ciúmes de Matteo por nada, primeiro porque como já disse, sou lésbica gosto de foder com outras mulheres, segundo minha relação com Matteo é algo que não se aplica a sexo entre nós dois ou romance. Somos como irmãos e melhores amigos acima de tudo e só.

Luna franziu a testa se sentindo ridícula por te falado aquela asneira e se levanta.

— Tá, me desculpa... Se diz que ele sabe, então eu vou lá fora com você.

Sorrindo Âmbar espera a morena se postar ao seu lado, e como se fosse sua melhor amiga e confidente segura na mão dela lhe acompanhando até a porta de vidro que fica na cozinha e dá saída para a parte traseira do quintal.

Luna fica maravilhada com a paisagem do lado de fora e mesmo sendo uma enorme casa em meio a uma ilha, era algo que jamais imaginou que poderia ser. Ela não se importa por está de mãos dadas com Âmbar e deixa se conduzida por ela vendo cada parte dali...

Caminham em silencio, até que Luna percebe o olhar de canto que a loira dirige a ela. Não era do tipo de olhar que se dar medo ou que estivesse aprontando algo, mas o tipo de olhar avaliativo e intrigado. Luna percebe que havia uma pergunta que desejava fazer para ela, então parou de caminhar a beira pequeno laguinho perto da casa.

— O que foi?- Âmbar perguntou estranhando a súbita parada de Luna que agora a encara.

Luna não hesita, além do mais queria saber mais coisas sobre a loira e Matteo.

— Você disse que Matteo é como irmão para você. O que na verdade implica a isso?

Âmbar fica seria. Não gostava de falar sua vida pessoal para ninguém, mas de certa maneira não seria ruim falar sobre com Luna, além do mais se sentia bem ao lado dela e começava a entender porque de certa mudança no comportamento do amigo, pois a morena possui algo de especial que possa derreter o coração de gelo de um homem até mesmo o de Matteo...

Âmbar se senta numa pedra próxima ao laguinho e faz sinal para que Luna se sente ao seu lado. A morena atende o sinal se sentando e ficando de frente a loira.

— Tem coisas que não poderei lhe dizer, mas posso lhe contar como tudo aconteceu até eu conhecer Matteo, e um resumo do que é a nossa relação.

Luna assente, pois seja o que foi que havia a mais, não iria querer saber somente o que ela está disposta a contar. Sem esperar pela resposta de Luna, Âmbar começa a contar sua história.

— Luna eu nasci e fui criada numa família de padrões financeiros não tão alto e tão pouco baixo, mas tendo o suficiente para viver uma vida digna sem necessidades. Naquela época as coisas não são como hoje são no sentido de certas aceitações... Uma mulher é criada e educada para que um dia possa cuidar da casa, dos filhos, do marido e obviamente também fui criada para isso, mas na verdade não era o que eu queria... No começo me sentia mal e confusa, não entendia porque não conseguia beijar outros rapazes, namorar... Eu sentia nojo até mesmo quando me forçava a tentar algo, mas quando as coisas chegavam a certos limites eu corria com nojo. E quando eu via uma garota bonita ou com atributos corporais atrativos isso me excitava, e tudo ficava ainda mais intenso quando era hora da educação física que a maioria das garotas tomando banho após e se viam nuas... Foi nesse momento que me dei conta que não era como toda a garota, mas mesmo assim não poderia contar a ninguém e tinha medo de ser chacota de todos ou apanhar do meu pai. Fiquei assim até uma boa parte da minha adolescência fingindo ser algo que não sou, até que um dia aconteceu algo. Uma colega de classe, ela se aproximou de mim pedindo que fosse sua dupla em um trabalho e até ai não havia nada demais... Fizemos o trabalho em sala e ficamos até um pouco amigas, mas um dia ela me chamou para ir a casa dela e fui. Lá estávamos sozinhas porque a mãe dela estava no trabalho e o pai também... Ficamos conversando um pouco e tal, só que de repente ela disse que queria fazer algo, só que tinha medo que eu não quisesse mais ser amiga dela. Na hora eu não entendi, mas disse para ela fazer porque se somos amigas eu entenderia...

Âmbar contava tudo àquilo com um olhar distante, como se estivesse revivendo tudo o que passou. Luna não a interrompeu, só escutou em silencio.

— Ela me beijou. Na hora eu me afastei e ela começou a chorar achando que eu riria brigar com ela e me mandou ir embora. Na hora até fiquei surpresa, mas na verdade havia gostado e de certa forma me sentia atraída por ela, só que nunca teria coragem de tomar a mesma iniciativa que ela tomou, mas vendo que fez eu a beijei novamente, e dessa vez foi um beijo maravilhoso... Aquela tarde não só nos beijamos como também fizemos amor... Depois disso continuamos a nos encontrar e namorar, só que tendo que fingir que só éramos amigas... Nos amávamos e conseguimos por um bom tempo esconder o nosso namoro, mas um dia a mãe dela nos pegou e foi horrível . Ela me bateu e mesmo Luíza gritando e implorando que sua mãe parasse, ela ainda sim continuou a fazer e depois passou a bater nela. Só lembro de escutar Luíza gritar enquanto apanhava mandando eu ir embora... Eu não queria ir, mas tive... Sabia que depois daquilo não a veria mais, só que o pior ainda estava porvir.

— O que aconteceu?- Luna sussurrou sentindo o seu coração arder pela tristeza.

Uma lágrima escorre dos olhos de Âmbar, e pelo que Luna pode ver aquilo não era uma recordação boa para ela.

— Âmbar se me contar isso te faz mal, não precisa continuar. — a morena tentou ser gentil embora não sabia se o que Âmbar dizia fosse verdade ou algum tipo de mentira manipuladora, porem se ela escutou Matteo contar a história dele e sabe o que o transformou no que é, porque não seria verdade o que a loira está contando?

Âmbar sorri minimante limpando a lágrima traiçoeira dizendo.

— Não... É bom está contando isso a você, isso me faz ver que eu ainda tenho sentimentos. — Luna não entende o que ela quis dizer com aquilo, mas nada disse somente a deixou terminar. — Como dizia... O pior veio acontecer. A mãe de Luíza procurou os meus pais e contou tudo o que aconteceu, e disse que não me queria perto da filha dela e que se eu fizesse me mataria. Meu pai me bateu até deixar todas as minhas pernas lanhadas com seu cinto e de castigo... Minha mãe chorava toda vez que olhava para mim, meu irmão mais velho me encarava com nojo. Eu não dizia nada, só queria morrer... Eu na minha tentei ao máximo obedecer o meu pai, aceitando a namorar com o filho de um amigo dela... Na escola, eu já nem mais olhava para Luíza e toda vez que ela tentava se aproximar eu corria... Mas um dia ela conseguiu me alcançar, e no fim pediu perdão e que ainda me amava, para que tivéssemos paciência porque logo iriamos para a faculdade e lá ninguém nos separaria... Bom um plano maravilhoso para quem realmente fosse à faculdade, mas o meu destino não seria esse, porque meu pai havia decidido minha vida. Ele disse que assim que terminasse meus estudos me casaria com Pedro... Nesse breve encontro com Luíza acabamos nos beijando apaixonadamente e como estávamos em um beco que ninguém nos veria, nos deixamos nos levar. E foi o nosso pior engano... Dessa vez meu pai e o meu irmão mais velho quem nos pegou. Ele levou Luíza para casa e mandou o meu irmão me levar para casa e ficar comigo no quarto esperando ele chegar. Não sei o que aconteceu com a Lu, mas tenho certeza que não foi o mesmo que aconteceu comigo.

Nessa ultima palavra os olhos de Âmbar ficaram duros e cheios de amargura e ódio.

Luna engoliu a seco, e perguntou.

— E o que aconteceu com você?

Ela respira fundo, normalizando o seu olhar para Luna e dizendo.

— Quando meu pai voltou, ele foi para o meu quarto e trancou a porta. Pensei que ele e meu irmão me dariam outra surra para me obrigar a ser o que não sou. Mas na verdade ele fez outra coisa... Mandou o meu irmão me segurar na cama e arrancou as minhas roupas... Ele... Ele... Ele me violentou. Disse que filha dele não iria virar uma vadia e aprenderia a gostar de homem... Ele me machucou e quanto mais gritava pedindo socorro tudo piorava mais ainda.

Luna leva suas mãos ate aboca, e nesse momento seus olhos encheram de lagrimas.

Continua...

Notas finais
Ah, mas ninguém esperar por isso. kkkk Nego achando que Âmbar iria fazer maldade ou rolaria algo entre ela e Matteo. Quando na verdade ela gosta mesmo é de colar um velco kkkkk E se não fosse por Matteo já teria dando em cima da Luna. kkkk Então gente, gostaram? Âmbar tem uma história surpreendente de sua vida, e para quem poderia critica-la no próximo capítulo saberão mais por que ela sempre esteve do lado de Matteo. nem tudo o que é ruim tem um lado terrivel. Sei que vão gostar... Comentem.... Bjs #Lutteo