Doce Vingança

3 Capítulo 3 - Uma nova pessoa


Notas iniciais
Capítulo postado, hoje eu quero agradecer também aos inúmeros comentários que vocês me deixaram, me apoiando e elogiando. Muito obrigada, a fic foi favoritada também, por acho que umas 8 ou 9, mas eu quero agradecer muiiiiiiiiiito a vocês. Obrigada. Boa leitura!

Cheguei em casa justamente quando era 14:00h, meu irmão estava lá, mal conseguia olhá-lo. Deveria pensar rápido em uma desculpa, para tentar amenizar meu atraso.

_ Onde estava? _ Shikamaru perguntou, assim que abrir a porta. Ele soava preocupado, mas com certeza tudo aquilo era fingimento pelo fato de nossa mãe estar presente.

_ Não te interessa. _ Passei por ele o ignorando. _ Desculpa pelo atraso.

_ O que aconteceu? _ Ela pergunta aflita. _ Por que está suja?

_ Não foi nada. _ Menti. _ Estava passando por uma oficina quando um mecânico atrapalhado me sujou sem querer.

_ É verdade? _ Ela disse me olhando profundamente.

_ Sabe que sim. _ Shikamaru se pronuncia. _ Sabe que Sakura sempre foi uma desastrada.

Shikamaru vai até o sofá e pega sua jaqueta, caminhando até a porta. Levanto-me e o sigo, segurando seu braço firmemente, o fazendo me encarar.

_ Terá volta. _ Sua expressão é de espanto. _ Terá volta. _ Sinto por segundos, meu irmão empalidecer. Solto seu braço e o mesmo sai. Ele estava com medo de mim. Bom. Muito bom.

Shikamaru era muito influenciador, e também era muito influenciado por seus queridos "amigos". Eu tinha que descobrir um jeito de pegar um por um, em um tiro certeiro. Mas, acho que já sei qual será o primeiro passo para isso se concretizar. Virei-me e fui para sala, onde vi minha mãe escrevendo apressadamente em um caderno pequeno, de capa desgastada, suponho que ela esteja calculando algumas dívidas, ou seja, ela não quer que ninguém a interrompa.

_ Mãe... _ Ela olha para mim. _ Ainda possui aquele dinheiro que papai deixou quando foi embora?

_ Sim. Está guardado? Por quê? _ Ela perguntou um pouco desconfortável, inquieta. Sempre era assim quando eu perguntava sobre meu pai. Ela nunca tinha dito nada sobre ele, nunca falou como ele era, em que trabalhava, ou o por quê de ir embora e ter deixado dinheiro para nós. O que era muito estranho. Nunca entendi muito bem todo esse mistério que ela gostava de preservar.

_ Por nada. _ Ela volta a efetuar suas contas. _ Está guardado em qual conta? Corrente ou poupança?

_ Claro que na poupança, não é Sakura? Por quê está tão interessada? _ Ela me pergunta um pouco desconfiada. _ Sabe muito bem que este dinheiro será apenas utilizado... _ Eu a corto.

_ Você e seu irmão forem para a universidade. Já sei disso. _ Disso com desdém.

_ Qual o seu interesse? Nunca perguntou sobre este dinheiro.

_ Eu apenas queria ter a certeza de que ele estava bem guardado, mamãe. _ Eu me aproximo dela. _ Não quero correr o risco de ser lesada por alguém.

_ Está dizendo que eu ou seu irmão, vamos te roubar? _ Ela me pergunta ofendida.

_ Não. _ Suspiro. _ Eu quero apenas ter a certeza de que ele não pegue a minha parte também.

_ Escuta aqui, Sakura, seu irmão não pode se dar bem com você mas não fique o acusando. _ Ela disse gritando.

_ Vai... _ Eu aumento meu tom de voz também. _ Continua defendendo seu amado filho, que você verá realmente quem ele é.

Sair daquela sala imediatamente, não gostava de brigar com minha mãe, mas também não gostava quando ela o defendia. Fui para o meu quarto, e adentro o banheiro. Tomei um longo e demorado banho, tentava a qualquer custo tirar todas aquelas manchas em mim. Durante todo o processo do banho eu apenas ficava pensando no que eu poderia fazer com eles. No que eu vou fazer com eles.

Me sequei rapidamente, e fui até minha cômoda. Precisa de roupas novas, não sei como passei o resto da minha vida vestindo isso. Mas eu tinha que admitir, eu me sentia bem com elas. Jogava todas as minhas roupas na cama, procurando pelo menos uma que me sirva bem. Escolhi meu vestido longo, branco, de alças finas e detalhes em preto. Logo eu coloco todas as roupas novamente, de volta para a minha cômoda.

Deixei meus cabelos molhados, e peguei minha bolsa. Assim que descir as escadas, não vi ninguém. Teria que procurar o cartão dela, mas não sabia onde estava. Fui até seu quarto, e também minha mãe não estava lá, mas ela havia esquecido sua bolsa. Dei a volta em sua cama, e a peguei. Vasculhei tudo que havia ali dentro, e finalmente encontrei o cartão dela. Sem esperar, coloquei a bolsa de volta ao criado-mudo e sair.

Assim que cheguei no centro, paguei o taxista, e logo fui enfrentar a enorme fila que ali estava. Após uns 15 minutos de espera, consegui acessar a conta de minha mãe. Estava perplexa ao ver o valor que havia lá, na poupança. Meu pai havia deixado R$ 200.000.00, eu não estava acreditando. R$ 200.000.00 ele havia deixado para nós, e ela nunca havia mexido neste dinheiro. Sempre nos deixava naquela miséria. Eu não posso acreditar nisso, como ela pode ser tão egoísta. Respirei fundo, tentando me acalmar. Fiz um saque de R$ 10.000.00, sair da conta dela, e retirei o cartão.

Havia pegado outro táxi, e dessa vez meu destino seria o shopping. Costumava vir aqui quando eu tinha cinco anos, na época de natal, quando eu sempre gostava de tirar fotos com o papai noel. Não me lembrava muito bem de como era, mas a cada ano este shopping ficava mais excepcional. Estava maravilhada com toda aquela estrutura, toda aquela decoração. Era um paraíso das compras, mas eu teria que saber muito bem como utilizar este dinheiro. Havia passado mais de três horas aqui, mas também havia comprado tudo que precisava.

Fui até um salão de beleza, próximo ali. O piso era liso, tendo a parte central seguindo reto em madeira destacado. Havia um enorme balcão branco onde havia computadores de última geração e acima do balcão, tinha um quadro em vidro da pintura de uma mulher morena com seus cabelos longos encaracolados. As cadeiras de corte eram todas em fileiras, todas brancas, combinando com os balcões á sua frente, tendo um largo e enorme espelho. Os lavatórios, a iluminação tudo era lindo e branco, principalmente o teto lagiado, pintado em branco assim como as paredes.

Logo fui atendida e deixei o cabeleireiro cuidar das minhas madeixas. Após o processo todo, eu finalmente vir o resultado. Ele não havia tirado muito cabelo, ele continuava no meio das costas. Havia cortado todo em camadas, o que ficou perfeito.

Após este longo e cansativo dia, finalmente cheguei em casa. Coloquei todas as sacolas enormes direto em meu quarto, estava morta. Quando me virei para fechar a porta, minha mãe estava parada bem a minha frente. Ela olhava atenciosamente todas as bolsas no chão.

_ Onde comprou tudo isto?

_ No shopping. _ Disse sinicamente.

_ Com qual dinheiro? _ Ela estava irritada.

_ Com o meu dinheiro. _ Eu retirava das sacolas, todas as roupas. _ Com o dinheiro de meu pai.

_ Como ousa a fazer isso comigo? Eu disse para não fazer isso. _ Ela gritava, o que me fazia ficar com dor de cabeça.

_ Eu não peguei nada que não era meu, certo? _ Eu a provoquei. _ Afinal, como você pôde ter me dado essa vida miserável, enquanto eu era rica?

_ Este dinheiro era pra você e seu irmão se formarem na faculdade, abrirem alguma empresa, algum envestimento.

_ Não me interessa. Este dinheiro é meu, mãe. E eu faço o que quiser com ele. _ Ela se retirou de meu quarto, e eu logo tranquei a porta.

Neste momento iria dar adeus ao meu antigo guarda-roupa e dar boas-vindas ao meu novo. Coloquei todas as roupas velhas em uma sacola preta, e levei até o lixo.

Assim que joguei, ao me virar dei de cara com meu irmão. Ele estava sério, de braços cruzados.

_ Como você teve coragem de mexer no dinheiro que papai nos deixou?

_ Por favor, sermão não, heim? _ Eu digo debochando do mesmo.

_ Não sabe o quanto decepcionou nossa mãe. _ Aquelas palavras me tocaram mas eu não iria demonstrar isto.

_ Ah, tá. Já chega, vai encher o saco de outro. _ Eu sair dali sem dar atenção a ele.

_ Acha mesmo que o Sasuke dará atenção a você? _ Ele disse me provocando.

_ Acha mesmo que minha mudança é para ele. _ Gargalhei e fui embora.

Adentrei meu quarto, e fui até minha cômoda abrindo a primeira gaveta e retirando de lá uma foto que eu tinha de Sasuke. Eu o amava muito, mas ninguém poderia saber.

_ Amanhã, Sasuke. Amanhã você irá conhecer a monstrenga que você sempre riu.

Notas finais
Espero que tenham gostado, beeeeeeeeijos e não esqueçam dos reviews :)