Doce Trapaça
11 Capitulo Nove
Notas iniciais

POV Renesmee
Realmente havia muito tempo que eu não visitava minha família.
Só reparei na saudade que sentia quando desci do táxi ––– sob o maravilhoso sol ––– e deparei-me com tia Rose e mamãe me aguardando no portão da grande casa.
O filho mais novo de tia Rose ––– Peter ––– já estava com dez meses! Logo que abracei fortemente mamãe e minha tia agarrei o menino de cachos dourados no colo, totalmente encantada, eu estava alegre por voltar ao seio da minha família.
Peter era muito simpático. Possuía covinhas!
Eu fiquei completamente apaixonada por ele. Não o soltei por quase uma hora, mesmo sendo bastante rechonchudo, eu nem liguei para o peso em meus braços.
Com certeza sentiria saudades dele quando fosse embora.
A casa dos meus avós ––– a qual eles haviam pintado e redecorado há pouco ––– também me cativou.
Por fora era tudo com pedras decorativas e trepadeiras, além do gramado verde. E por dentro tons suaves de pérola e pêssego, os móveis de carvalho e muito, muito dourado.
Vovó sempre gostou de ostentar ––– assim como eu, tia Rose e mamãe –––, mas creio que a mais velha era a pior de todas.
Os bordados das cortinas eram sempre dourados, o corrimão da escada reluzia no amarelo ouro. Cada quadro ––– e havia muitos na sala ––– eram sutilmente emoldurados por ouro, os tapetes persas e um belo lustre ––– que eu duvidei ser inteiramente de cristais verdadeiros, pois nosso dinheiro não permitira –––.
Assim que adentrei a sala, vovó veio me dar um forte abraço e em seguida: vovô, tio Emmet e papai.
––– Está a cada dia mais linda. ––– meu pai disse bastante emocionado.
Tive a impressão que ele choraria. Mas não o fez. Ao contrário sorria e gargalhava sempre.
Ah, eu realmente sentia falta desses risos, a voz doce da minha mãe, os quitutes que só minha vó Esme sabia fazer e do meu ––– não mais ––– pequeno Mattew.
~*~*~*~*~
O natal não poderia ter sido mais perfeito, junto àqueles que eu mais amava.
Nos dias que se seguiram, encontrei com meus velhos amigos, pelo menos dois deles.
Kate, minha amiga de infância.
Abraçá-la e passar o dia com ela na praia enquanto conversávamos trivialidades foi maravilhoso, à noite encontramos com outros amigos, também de longa data.
Todavia, ainda arrastei a baixinha morena de cabelos curtos para casa dos meus avós onde quase amanhecemos dividindo novas aventuras.
Contei a ela sobre Paul, embora assim como Claire Kate também duvidasse que aquilo desse certo, me deu apoio e alguns conselhos.
Suas palavras foram: Não saia mais com seu cunhado!
Eu disse que verdadeiramente tentaria, e eu falava sério.
Por outro lado Kate me falou sobre seu caso amoroso e perigoso. Há um mês se reencontrara com o ex de sua irmã, e desde então se envolveram em um intenso romance.
Visto que Kate e sua irmã mais velha tinham algumas rixas, esse fato somente agravaria o relacionamento das duas.
Fechamos nossa noite com o dilema de como informar a Keira, que Kate namorava o seu ex.
Outro o qual eu quis levar na mala de volta à Las Vegas ––– como eu pensei em fazer com Kate ––– foi Pietro.
Italiano e de cachos grossos, ele era meu melhor amigo, o primeiro que beijei e o primeiro que transei.
Encontrá-lo morando na mesma casa ––– na qual estive em diversas ocasiões ––– foi satisfatório.
Saímos, conversamos e nos divertimos durante todo o domingo.
Eu realmente o queria junto a mim, apesar de nosso passado, éramos amigos de verdade, sem qualquer segunda intenção.
~*~*~*~*~*~
Apesar do meu conforto durante a semana, eu nunca fugiria por completo da loucura que havia se tornado minha atual vida, no entanto.
Paul me ligava todos os dias, em intervalos de horas. Eu expus para todos que estava trabalhando no quesito namorado. Contudo eu nunca disse que era um Black.
Dois dias antes de eu voltar Paul comentou superficialmente que Jacob havia viajado. O destino? Era algo que Paul não se importava em saber, portanto eu não poderia inteirar-me.
Agora os negócios da minha família iam bem, porém ainda restavam numerosas divididas a serem quitadas e nossas empresas estavam longe de formarem ––– outra vez ––– uma rede grandiosa e bilionária.
~*~*~*~*~*~
Como previsto, eu tinha me apegado a Peter ––– causando ciúmes em Mattew, o mais velho –––, foi difícil partir, porque eu também já estava me acostumando a acordar e me deparar com mamãe e papai me cobrindo de carinhos e mimos, especialidades da vovó na cozinha, os assuntos interessantes e culturais do vovô, brincadeiras de tio Emmet e claro meus primos únicos e adoráveis.
Entretanto, eu tinha que voltar. Mesmo desanimada com esse pensamento eu deveria partir.
E o fiz.
~*~*~*~*~
Eu mal havia chegado ––– na noite anterior para ser mais exata ––– e já arrumava minhas coisas para passar a virada do ano na mansão Black.
Emily ainda estava na casa do pai, Candy e Claire já haviam partido para casa de outros amigos.
Era por volta de duas e meia de uma tarde de sol agradável, a rádio local estava em alto volume dentro do meu quarto, eu vestia uma camiseta vermelha com o letreiro: Kiss me and don’t stop! E na parte de baixo apenas uma calcinha branca estilo boxer.
Eu havia acabado de escolher meu vestido para aquela noite quando meu celular tocou:
––– Alô ––– eu atendi meiga ao ver quem era.
––– Amor? Você virá não é? ––– perguntou Paul com a voz terna de sempre.
––– Vou sim, estou terminando de arrumar minhas coisas ––– respondi pegando minha bolsa (antes) pendurada detrás da porta e começando a arrumá-la.
––– Que horas será isso minha linda? ––– questionou em seu tom açucarado.
Primeiro reprimi uma sonoplastia de repulsa e depois sorri, estava quase me acostumando a esse jeito do Paul. Dei de ombros e já iria responder, porém o celular começou a apitar indicando outra ligação.
––– Amor espera um minutinho? Tem gente me ligando. ––– avisei antes de verificar quem seria e logo coloquei Paul na espera e visualizei o mentor da chamada.
––– Diz logo o que você quer? ––– indaguei impaciente com Jacob do outro lado da linha.
Eu já fechava minha bolsa.
––– Comer você. ––– respondeu Jake de imediato e objetivo caindo na gargalhada em seguida.
Mesmo irritada, sua risada me levou a um suave riso o qual eu imediatamente guardei e me repreendi por ele.
––– Gatinha, você tá vestindo o que? ––– sondou Jake do nada ignorando meu silêncio súbito.
Aliás, ele estava ignorando nossa última conversa. Louco!
––– Camiseta e calcinha, por quê? ––– eu ainda não demonstrava paciência e afabilidade para com o meu cunhado.
––– Huuum, você deve estar gostosa... ––– contestou Jake ––– vem logo pra cá. ––– completou em um gemido.
––– Mais tarde estarei ai. ––– Respondi em um suspiro.
––– Já sei.... ––– manifestou o louco de repente, com seu tom forjado de inteligente.
Por certo pensou em alguma merda! Algo que daria errado!
––– Você e suas ideias idiotas Jacob Black. O que pensou?
––– Que tal se a gente der uma saidinha antes de você chegar aqui? ––– sugeriu Jake com uma voz travessa.
––– Não Jacob. ––– Falei firme, sentando-me em minha cama forrada.
––– Nessie, gatinha. ––– Suplicou. ––– Estou com saudades. ––– suas palavras eram terrivelmente maliciosas e nada românticas.
––– Isso não é problema meu. ––– Respondi verificando as unhas por hábito.
––– Qual é Nessie? Se não vier vou até aí e não te deixo vir encontrar o meu irmão. ––– ameaçou e eu pensei o quanto ele era petulante.
––– Quer dizer que está em casa? ––– falei debochada. ––– Você e seu irmão já se amaram hoje? ––– provoquei.
––– Não o vi, cheguei há pouco. E não troque de assunto Renesmee, me encontra na praça que há perto do seu prédio.
––– Jacob, não dá. ––– Levantei-me fadigada e busquei um cigarro para acender.
––– Claro que dá, eu prometo que será rápido. Eu quero te ver, falar com você e depois te levar para uma cama, claro. ––– justificou de maneira calma.
Eu deixei-o ouvir um risinho meu.
––– Se eu decidir ir, eu aviso Black, agora me deixe relaxar.
Vê se eu posso com isso?
Humpf!
Jacob estava muito enganado, se pensava que eu me deixaria levar assim!
Grunhi furiosa enquanto rumava até o banheiro para tomar uma ducha.
Contudo eu tinha a consciência que evitá-lo seria tolice, o veria de qualquer forma. Mesmo assim eu não iria ceder.
Encontraria com ele, mas não agora. Mais tarde, eu decidi.
~*~*~*~*~
Cheguei à mansão Black por volta das quatro da tarde, o céu ainda estava claro, no entanto o sol já não era tão caloroso, me fazendo sentir os golpes do vento frio e levando o meu vestido na cor creme em tecido fino a se balançar levemente.
Mal falei com Paul na sala e ele logo subiu para tomar um banho, sendo assim fui até a área da piscina, apenas circulando pela propriedade, pois eu detestava ficar sozinha e em pose de boneca naquela sala tão bem arrumada.
Assim que passei pela porta de vidro avistei Jacob de costas sentado a beira da piscina.
Estava de regata branca e uma calça jeans, eu imaginei que suas bainhas estivessem dobradas uma vez que seus pés estavam imersos na agua.
Porém Jacob estava distraído. Tanto que eu me aproximei de sua lateral e ele ao menos percebeu. Franzi meus lábios ponderando comigo mesmo se era boa ideia mexer com Jake ou não. Sua expressão era tão séria e reflexiva que eu duvidei se ele pensava em algo corriqueiro e sem relevância. Cogitei, portanto a possibilidade de seus pensamentos estarem voltados a algo bastante sério e importante.
Olhei para ambos os lados em uma ultima resistência, aproximei-me mais de suas costas deixando apenas poucos centímetros entre nós e o chamei baixinho.
Para minha surpresa Jacob virou-se lentamente, todavia não desfez sua face meditativa.
––– Oi. ––– eu disse sorrindo.
Ele logo me olhou com o sorriso largo e levantou-se, depois indo até uma espreguiçadeira sentou-se, me sentei ao seu lado.
––– Está tão pensativo, posso saber o que é? ––– lhe perguntei.
Ele suspirou e pareceu relaxar os músculos.
––– Pensava em meus negócios.
––– Hum você tem negócios... ––– Zombei, entretanto Jacob pareceu não reparar, ou não se incomodou e prosseguiu:
––– Tenho alguns, um é uma loja com o Quil e está precisando de funcionários. ––– resmungou sem qualquer sorriso, mesmo com a expressão do rosto suave.
––– É sobre o quê essa loja?
––– Eletrônica e games.
––– Interessante, a Claire trabalhava em uma quando morava com os pais. ––– comentei ––– Ela é de Chicago. ––– completei.
––– E o que ela fazia lá?
––– Mexia nos aparelhos para concerto. A Claire é boa com montagem de eletrônicos.
––– Você acha que ela gostaria de trabalhar? ––– indagou com um leve sorriso esperançoso.
––– Posso falar com ela.
––– Precisamos muito, porque a clientela aumentou e estamos com dificuldade em dar conta, será que ela pode me procurar após os feriados?
––– Claro que sim, eu falarei com ela. ––– garanti.
––– Então me diga por que me deu o bolo hoje, Renesmee? ––– Jacob inquiriu fechando a cara propositalmente e cruzando os braços.
Acabei rindo de seu teatro e joguei os ombros.
––– Não dei certeza de nada. ––– meu tom era desdenhoso.
––– E também não me dispensou. ––– argumentou rouco chegando mais perto e pude sentir sua respiração em meu pescoço.
––– Deixei claro que ligaria se fosse. ––– retruquei me esquivando de seu corpo ficando mais próxima a beira da espreguiçadeira. ––– E, sobretudo não vim aqui lhe ver. ––– acrescentei e empinei o nariz.
––– Sei... ––– Jacob de repente parou de falar e sua expressão mostrava que se recordava de algo e em seguida perguntou:
––– Era com o Paul que você falava hoje cedo?
––– Era sim, por quê?
Jake riu descontroladamente de um jeito escandaloso me deixando sem entender.
––– Quando eu acabei de falar com você hoje mais cedo ao telefone, vi o Paul, igual a um pateta deitado na grama do jardim, com cara de otário e o telefone nas mãos. ––– contou Jacob em um tom divertido.
Permiti que um risinho escapasse.
––– Jake só você mesmo... Deixa o Paul em paz... ––– rebati sorrindo abertamente e como fitava o rosto de Jacob o notei focar o olhar em meus lábios.
Reparei seus orbes escuros... Cintilavam de almejo.
Guardei meu sorriso gradativamente e então os olhos de ônix do meu cunhado golpearam-me em cheio. Brilhavam como nunca e não era só um almejo que reinava ali, havia mais.
Admiração... Veneração, talvez.
Sutilmente traguei um pouco da saliva. Minha boca ficou seca e prontamente eu percebi que não poderia desviar meus olhos dos dele.
Notei um leve repuxado no canto dos lábios de Jake, acompanhei com olhos curiosos sua mão ladear o meu rosto.
E mesmo assim seus olhos ainda chamavam a minha atenção mais que tudo.
––– O que... ––– cocei a garganta ––– O que houve Jacob? ––– balbuciei, agora o homem me encarava deslumbrado com algo.
––– Seus olhos... ––– Jake sussurrou sem deixar de fitar-me, mas não era a mim que ele analisava eram... Meus olhos?
Eu hein. Como era louco.
A mão em meu rosto não era um carinho, ele de forma hábil arrumava minha cabeça para a luz, buscando um angulo melhor para sua inspeção.
Louco!
––– O que têm eles Jacob? ––– sondei ainda baixo, porém já meio irritada.
Ele me estudou por mais alguns segundos e suas mãos pararam meus ombros. Suas pupilas estavam dilatadas e seus olhos continuaram reluzindo de fascinação.
E por fim o homem sorriu abertamente, como se realmente venerasse uma joia.
––– Seus olhos são tão lindos... ––– murmurou voltando a estudá-los.
Seu polegar e indicador seguraram delicadamente o meu queixo e o vi sorrir enviesado admirando meus olhos.
––– São incríveis. ––– Concluiu por fim, encolhendo os braços cruzando-os despojadamente sobre o peito.
Fitei-o como se houvesse ficado louco. Eu realmente acreditava que sim.
Estreitei meus olhos para ele e cruzei os braços aguardando uma explicação lógica de tudo aquilo. Ele por sua vez continuava com o sorriso torto e divertido e em seu olhar um brilho terrível de admiração.
––– Há rajadas de verde esmeralda em sua íris Nessie. ––– justificou bastante eloquente.
Aquilo foi assustador. Afastei-me dele um pouco mais e ele então sorriu.
––– Não se vê a noite, é impossível, somente é visível quando olha para a claridade, ou quando você está virada para a luz, verifiquei. ––– ele esclarecia calmamente assombrando-me mais ––– No entanto, são muito finos os fios, entretanto... ––– ele depositou novamente sua mão em minha bochecha induzindo-me a fitar o sol já coberto, mas não poente. ––– Dão reflexos maravilhosos aos seus olhos. ––– falou fitando-me normal agora. ––– Devem ser por isso que me prendem tanto. – murmurou descendo a vista.
Okay. Aquilo era estanho, aterrador. Fiquei estática e perplexa.
Jacob Black falava mesmo dos meus olhos? Que baboseira era aquela sobre fios verdes? Reflexos?
––– Jacob... ––– eu balancei a cabeça ainda aturdida.
––– Só disse que tem olhos lindos, gatinha. ––– respondeu-me tranquilamente com seu sorriso travesso. ––– Nunca lhe falaram isso?
––– Não... Não desse jeito. ––– respondi com um sorriso frouxo brincando em meus lábios.
Eu fiquei um pouco sem jeito diante do elogio, confesso. Não esperava ouvir isso. Não esperava ouvir isso de Jacob, sobretudo de Jacob.
Dele não. De outros talvez. De Paul com certeza. Mas Jake?
Até o momento Jacob era o cara mais leviano e menos observador da face da terra, em minha opinião. Por outro lado ele acabara de levantar uma questão, não, não uma nota sobre algo que nem eu mesma tinha conhecimento.
Suspirei e observei como o clima mudara, não mais era quente. O vento já era gélido e as nuvens pareciam se carregar escurecendo o ambiente ao nosso redor a cada minuto.
––– Te vejo mais tarde? ––– a pergunta rouca de Jacob em meu ouvido me causou, além da interrupção da minha observação sobre o tempo, labaredas de fogo percorrendo meu corpo e concentrando-se entre minhas pernas e para completar um acelerar absurdo do coração.
O que estava acontecendo? Eu deveria manter distância dele e de sua sedução dos infernos.
––– S-sim. ––– respondi débil e cocei a garganta outra vez.
O ordinário riu provavelmente do meu embaraço e levantou-se me oferecendo a mão para me erguer também.
~*~*~*~*~
Horas se passaram, e na mansão já chegava gente.
Eu me aprontava no quarto de Paul e esse adentrou o cômodo me fazendo sorver de seu delicioso perfume importado.
––– Hum, você está irresistível. ––– meu namorado sussurrou no meu ouvido ao me abraçar por trás e em seguida me olhou através do espelho localizado acima da cômoda de mogno.
Eu sorri admirando também nosso reflexo, eu me virei lentamente sem desmanchar o desenho de meus lábios e respondi:
––– Você está cheiroso demais. ––– meu tom era manhoso, eu odiava essa minha voz, mas era ela que fazia o sorriso de Paul aumentar e se acender.
Fazer o quê?
Envolvi minhas mãos em seu pescoço e depositei um casto beijo em seus lábios.
––– Está linda. ––– disse ao me contemplar e visualizar todo o conjunto.
Eu usava um vestido Jersey sem alças, drapeado em metálica com fenda frontal direita até o meio da coxa e sandália branca em salto agulha, meus cabelos simplesmente deixei em cachos e jogados em um lado dos ombros. http://www.polyvore.com/cgi/thing?id=115340902&.locale=pt-br
Quando desci de braços entrelaçados com o Paul, descobri que minha sogra tinha toda a razão.
A mansão toda decorada em branco, dourado e pequenos tons de verdes como os bordados das cortinas, estava agitada com muita gente. A maioria eu não reconhecia.
Tal como Sarah havia planejado e me contado. Uma verdadeira recepção de luxo.
Logo que cheguei ao salão principal, reconheci no canto da sala Jake de costas para mim conversando com Quil e mais um grupo de dois homens e três mulheres.
Conforme avançava com Paul pelo salão avistei Leah, seu vestido branco e justo ia até os joelhos e possuía uma simples fenda lateral, as alças eram finas e um generoso e ––– vulgar ––– decote!
Humpft!
Modéstia a parte eu permiti um sorriso presunçoso se engrandecer nos meus lábios pintados com um leve rosa, eu estava deslumbrante em meu vestido longo e levemente brilhoso.
Eu propositalmente balançava meus largos quadris e sutilmente empinava meu traseiro e seios.
Eu amava toda aquela atenção.
Os olhares caiam em minhas costas, eu sentia. Vi também que dois homens levaram uma repreensão de suas companheiras por me elogiar tão enfaticamente quando apresentada a eles.
Não eram mocinhos, conversavam com Billy já nos limites do salão. Avancei para o jardim e lá estava Sarah, sorri verdadeiramente amável.
Minha sogra estava impecável, um corpete com saia longa de cetim cor de pêssego que exaltava sua pele naturalmente morena. Após mais algumas apresentações, um amigo de Sam ––– maravilhosamente ––– o chamou para um particular e eu disfarcei meu sorriso de alívio.
Não que estar ao lado de Paul fosse um fardo tão horroroso, ele estava cheiroso e lindo em sua camisa esporte fino na cor branca, marcando seus músculos, e a calça jeans escura apertada, aquele visual realmente o deixava uma delícia.
Porém, o tom meloso e o excesso de bajulações perante o publico, me enjoava.
Um garçom passou e peguei uma taça de champanhe enquanto me juntava ––– sorrateiramente ––– a roda de amigos em que Sarah alegremente se encontrava.
Julia a mais nova da roda a cada dois minutos comentava sobre meu vestido.
––– Fabuloso!
––– Adorei!
––– Ficou perfeito em você!
––– Queria ser mais nova para poder usar igual.
Ela dizia em um tom bastante agradável. Deveria ter uns quarenta anos, mas não foi só ela a comentar, Sarah também me elogiou bastante.
––– Está linda, realmente querida a Julia tem ração, essa roupa ficou perfeita, te deixa parecendo ser o anjo que é. ––– minha sogra declarou sorridente.
Preciso dizer o quão senti minhas bochechas arderem? Tenho certeza que se não fosse a maquiagem para disfarçar, eu pareceria um horroroso tomate.
Eu ficava sem graça sempre que Sarah me exortava tanto! Eu não merecia, ela não merecia ser enganada.
Era evidente que Sarah não havia roubado nada de mim, nem ao menos entende de finanças, por outro lado era um Black! E enganá-los era parte do percurso em que eu seguia.
Não podia evitar agir de forma tão falsa para ela, embora toda o afeto que eu demonstrasse para com a minha sogra fosse sincero, eu não era um doce de pessoa.
Um anjo? Rá estava longe de ser um. E talvez nunca fosse.
~*~*~*~*~*~
Havia um grande buffet para os convidados se servirem, localizado à lateral da piscina, Paul me pegou na conversa enquanto eu buscava um petisco.
Conversávamos sobre o próximo fim de semana, um amigo dele havia indicado uma pousada em áreas montanhosas e até me parecia divertido, seria bom curtir umas noites frente a uma lareira com vista para montanhas.
Enquanto ouvia Paul fazendo planos distraidamente levei minha segunda taça de champanhe à boca e reparei uma silhueta espelhada na água exatamente em minha direção.
A piscina estava pouco iluminada, porém havia algumas luzes em sua borda o que me permitia ver o reflexo escuro.
Havia muitos outros corpos refletidos, no entanto aquele parecia imóvel, ombros largos, quadril simétrico, pernas ligeiramente abertas, as mãos estendidas ao lado... Subi minha visão para a face do indivíduo.
Jacob encarava-me com malícia e de maneira descarada, seu sorriso ladino estremeceu-me, seus olhos em fenda me prenderam de tal forma que me custou voltar atenção a Paul.
––– Poderíamos fazer não é?
Merda! Merda! Merda!
Poderíamos o que?
Traguei a saliva forçadamente para em seguida tomar um grande gole do champanhe. Respirei fundo de forma tênue, esbocei o meu melhor sorriso doce e respondi, dissimulando um receio.
––– Sim, poderíamos.
Meu coração estava acelerado. Eu só esperava que não fosse algo grave. Apesar de que Paul me amava, não me levaria ao mau caminho.
––– Que ótimo minha linda, o que mais desejaria? ––– ele respondeu sorridente, sorvendo de seu drink em seguida.
Puta que pariu! Pra que tantas perguntas? ––– Engoli as palavras que chegaram à ponta da minha língua e repeti o ritual anterior.
––– O que quiser amor está bom pra mim. ––– falei amena e sorri.
Paul pareceu não constatar minha evasiva, ao contrário seus olhos acenderam mais que as linhas prateadas adornando os galhos do jardim ao nosso redor.
––– Bem, nesse caso preciso dizer: Pensei em nos casarmos de dia, já que faremos na praia, assim aproveitamos o por do sol e depois a noite será só nossa. ––– ele concluiu maravilhado.
Eu? Esbugalhei os olhos e disfarcei uma exclamação, nada satisfeita.
O QUÊ? Ele falava de casamento?
Quando a conversa havia se inclinado nesta drástica direção? Minha cabeça estava revirando e revirando, minha boca secou e sem qualquer elegância acabei com o liquido espumante que preenchia a metade da taça.
––– Por que não pensamos melhor sobre isso mais a frente? ––– sugeri, com a taça na altura de meu rosto, tentando ocultar minha face de surpresa.
Pareceu funcionar!
Paul soltou um riso, permaneceu condescendente e inclinou-se até beijar de forma casta meus lábios.
––– É inevitável não pensar sobre isso, mesmo sendo tão cedo minha linda. ––– retrucou naquele tom meloso que eu detestava, não combinava com o homem robusto que ele era ––– Mas torno a dizer tudo deve ser como você quiser, eu só quero me casar. ––– Ele concluiu tranquilo.
Eu ansiei desesperada por um cigarro ou uma bebida bem forte. Vodca. Eu precisava de vodca. Teriam aquilo ali? Um drink talvez? E brandy? Sim, brandy eles teriam.
Casamento?
Quando Paul mencionou aquilo na conversa? Não falávamos sobre montanhas?
De qualquer maneira sorri e assenti, aceitando suas carícias à proporção que rodeávamos a piscina e íamos até as mesas e em seguida nos sentamos.
Ficamos de frente para a orquestra tocando uma música animada, porém tranquila. Anos 80, eu sorri e me balancei levemente com olhos fechados a fim de me acalmar.
E de repente me recordei de Jacob a beira da piscina, imediatamente meus olhos sondaram a área e nada.
Onde aquele traste havia se metido?
E me importa? ––– me repreendi mentalmente e bufei em contrariedade comigo mesma.
––– Algum problema querida? ––– Paul perguntou solicito e neguei com um balançar de cabeça.
––– Acho que só preciso de uma bebida. ––– informei me levantando.
––– Pego para você amor. ––– meu namorado ofereceu já querendo se levantar, todavia o interceptei.
––– Não amor, eu mesma pego, aproveito para dar mais uma volta, não demoro. ––– rebati e Paul aparentemente entendeu, pois voltou a sentar-se e decidiu admirar os músicos a sua frente.
Andei apressada até o bar, era quase na entrada da casa.
Tomaria umas duas doses de Brandy e voltaria para Paul carregando um vinho branco, isso!
Eu tinha a boca seca, não podia acreditar ainda no que uma conversa sobre dias nas montanhas havia se transformado em casamento na praia.
Eca! Coisa brega, eu precisava tirar aquilo da cabeça do Paul! Comecei a pensar, desesperadamente.
Iniciou-se um pânico em mim.
O meu plano ia de vento e poupa, aquilo era uma prova. Contudo, meu peito se apertava, meu coração estava desenfreado e só vinha em minha mente:
Flores, praia, sol, um vestido branco e Paul no altar.
Não sei por que tal pensamento lembrava-me uma pintura destoada, sem sentido. A imagem se assemelhava a um recorte mal feito.
Eu balancei a cabeça em negativa me encostando ao balcão delineado por margaridas.
Deveria ser a bendita praia! Eu arrancaria aquela ideia da cabeça do Paul. Ah sim, eu ia. Decidi enfaticamente em pensamento antes de pedir uma dose ao barman e esse assentiu.
No mesmo segundo senti um calor em minha lateral e ouvi a voz de Jacob em meu ouvido:
––– Me encontra às 23h59min, atrás do jardim. ––– afirmou Jake segundo antes de se desencostar do balcão e se dirigir a porta.
Um pouco perplexa pela convicção dele, levei um segundo para raciocinar ––– ou não ––– e apenas gritei:
––– Como?
Que merda de pergunta era aquela? ––– me censurei de imediato.
O que eu estava pensando? Não iria a parte alguma com Jacob.
––– Saberá. ––– respondeu ele no mesmo tom que o meu, sem virar-se para mim, ultrapassando a porta de vidro e sumindo em meio os convidados no salão.
Eu não acreditava naquela proposta! Proposta não, ultimato! Quem ele pensa que é?
––– Ordinário, cafajeste, petulante...
Eu profanava enquanto virava duas vezes o copo de conhaque na boca acabando com o líquido.
––– Idiota. Quem pensa que é? Não irei. ––– murmurei para mim mesma à medida que o barman me servia o segundo copo.
~*~*~*~*~
Acho que quando estava no oitavo copo, ou era nono? Sue, a mãe de Leah veio ao meu encontro e me cumprimentou. Já eu me encabulei.
Será que ela viu minha ligeira bebedeira?
No primeiro minuto temi que sim, logo após a conversa se tornou tão agradável, eu ainda estava bastante consciente, portanto julguei que ela não tivesse visto nada.
Sue Clearwater era muito simpática, me convidava naquele momento para uma recepção em sua casa.
Algo como o clube da Luluzinha, como ela mesma disse entre risos. Prometi pensar, e era verdade, eu gostaria de ir.
Eu e Sua fomos caminhando de volta para as mesas e então Paul conversava com um amigo, onde o deixei. Voltei a me sentar a seu lado e apreciar a uma apresentação de covers.
As horas foram se passando. Houve cover do Sinatra, Lionel Rich e Elton John.
Foi divertida, de repente aquela área da piscina estava cheia. A banda e orquestra voltaram a tocar de novo por volta das 23h30min ao fitar o relógio enorme de pulso de um senhor a meu lado, um frio me subiu a espinha.
Meu coração trotou absurdamente.
Aquilo agora seria um hábito? Ou eu começava a sofrer de enfarte?
Passei a ficar inquieta, Paul havia saído há dois minutos e ainda não havia retornado. Foi quando realmente eu achei que enfartaria.
––– Bom, galera agora sim, falta um minuto apenas para o novo ano! ––– anunciou o vocalista da banda antes de tornar a entoar umas notas agitadas.
Todos aplaudiram e eu permaneci ––– inexplicavelmente ––– confusa.
Ir ou não ir?
Não, Jacob é um babaca.
Sim, precisava dizer umas verdades para ele e esclarecer as coisas.
Não, não iria. Não vou dar esse gosto a ele.
Sim, quero saber o que tem a me dizer.
Não, preciso manter distância.
Decisões, decisões.
Eu meditava conforme andava me desviando de toda a gente.
~*~*~*~
Eu mantinha a aparência de menina dócil, inocente e tímida, acanhada no canto ao lado da orquestra, não sei se alguém me notava.
Eu estava na frente de uma pilastra de flores brancas, foi nesse momento que começou a contagem:
––– 10, 9...
Apenas senti quando fui puxada para trás, e sendo rapidamente arrastada para fora da área de adornos, chegando a uma parte totalmente verde e pouco iluminada.
––– Jacob você é louco? ––– perguntei furiosa com Jake, esse ordinário apenas ria do meu desespero me guiando para mais adiante.
–––... 6,5...
––– Você é muito presun... ––– eu brigava com Jake pelo ato quando fui calada por um caloroso beijo do mesmo.
Uma de suas mãos prendeu minha cintura me aproximando de seu corpo cheio de músculos, sua outra mão adentrou em meio meus cabelos me prendendo em sua boca que sorvia da minha.
Jake forçou sua língua a entrar em minha boca. Aquele seu pedaço de carne era morno e levemente áspero, estava com gosto de vinho.
O sabor ligeiramente ácido me entorpeceu e não tive escapatória a não ser buscar mais daquele gosto excitante.
Entrelacei minhas mãos na nuca de Jake a acariciando sem pressa.
Os fogos e a gritaria de onde nos encontrávamos era nítida, mas nem por isso desgrudamos nossas bocas.
Quando toda a euforia dos presentes na festa virou murmúrios e risadas, nos soltamos aos poucos, nossa respiração era ofegante em meio à brisa e sob o sereno da noite.
Quando por fim abri meus olhos, ainda respirando com dificuldade observei o clarão sobre nós e fitei o céu. Fogos coloridos vindo da mansão e de casas vizinhas reluziam na imensidão negra, Jake mantinha suas mãos em minha cintura, entretanto sem força.
Eu apoiava as mãos nos ombros largos de Jake, desci a vista para seu rosto, achando que o encontraria admirando a bela paleta de cores ao céu, como eu. Todavia me enganei.
Jacob encarava-me um tanto travesso, divertido e... Um brilho a mais, nunca soube o que era. O moreno, então me deu um sorriso inocente e finalmente olhou o céu, e só ai reparei o quanto Jacob gostava de observar a explosão colorida que acontecia.
––– Você é louco sabia? ––– disse também contemplando a queima de fogos.
––– Mas você gosta. ––– Jake respondeu descendo uma de suas mãos até minha nádega a apertando conforme baixava seu olhar até o meu.
––– Quem disse? ––– rebati erguendo uma sobrancelha com arrogância e simultaneamente me desprendendo dos braços dele.
––– Eu estou falando, pois eu sei. ––– explicou Jake se aproximando novamente.
––– Está sabendo muito não? ––– usei um tom sarcástico e divertido enquanto me rendia e rodeava suas costas com meus braços.
––– Você está linda, Nessie. ––– Jacob declarou de repente me fitando da cabeça aos pés.
A princípio seu olhar era de pura admiração, todavia ao fitar meus olhos novamente observei seus orbes adotarem um brilho mais intenso e luxurioso.
––– Não está nada mal. ––– retruquei fazendo caso de sua expressão maliciosa.
Na verdade Jacob estava um pecado.
Sua camisa branca de linho só tinha metade dos botões fechados me deixando a perfeita visão da definição de seu peitoral, aquele desenho imaculado, delineado extraordinariamente. Vestia também uma bermuda branca e tênis.
Ele estava fora do padrão da festa, contudo se estivesse não seria Jacob. Sua barba devia estar uns três dias para fazer, pois tanto o ralo bigode como o queixo retangular possuía uma pelagem negra extremamente atraente o deixando ainda mais sedutor.
Arrancando-me das minhas meditações sobre seu físico Jacob beijou lentamente o meu pescoço e em seguida saiu me puxando pela mão para mais longe da mansão.
––– Jake para onde está me levando? ––– sondei, vendo-o nos meter entre gramas bem mais altas do que as anteriores e os sussurros da festa eram nada mais que um zumbido longínquo.
Os fogos já cessavam, contudo em segundos alternados um clarão de cores distintas nos iluminava em um caminho ––– para mim ––– desconhecido.
––– Espera e verá. ––– disse Jake confiante.
A vegetação pela qual passávamos estava um pouco molhada devido ao sereno, o meu salto afundava na terra fofa e meu vestido por certo não tinha mais a mesma brancura, pensar naquilo me fez ranger os dentes.
––– Jacob Black para onde vamos? ––– Exigi saber, batendo o pé e cruzando os braços libertando-me de meu guia que reduziu os passos e até dois metros, só então reparei que Jacob estava escorado em um tronco de árvore.
––– Para o que pretendo aqui tá bom. ––– disse ele tranquilamente fazendo menção de se aproximar.
Os fogos não eram tão fortes, olhei para cima e a grande arvore atrás de Jacob com seus galhos e folhas impediam muito da claridade dos fogos chegar até nós dois, nos deixando em uma parcial escuridão.
Se não fosse a lua seria um breu total, pois eu não via mais a mansão ou qualquer iluminação que viesse dela.
Meu cunhado realmente pretendia se aproximar.
Ah! Eu já sei o que ele queria. Mas não ia ter!
Deliberei e avancei a fim de lhe dizer isso face a face, com pretensão.
No entanto, a natureza resolveu me sacanear e eu acabei tropeçando em uma alta raiz e caí.
Perfeito!
Eu rolei de costas para a relva úmida e gargalhei. Foi um tombo ridículo.
Jacob também me acompanhou na risada e abaixou-se ficando de joelhos com uma perna de cada lado sobre mim.
––– Não levanta Nessie ––– me pediu com a voz rouca dando beijos molhados no meu pescoço ––– Fica assim. ––– disse pondo um das mãos em meu seio.
Jake por fim selou nossos lábios.
As mãos do meu cunhado passeavam pelo meu corpo com urgência e calorz. Eu podia sentir a quentura de suas palmas através do fino tecido.
Coloquei minhas mãos por dentro da blusa de Jake passando minhas unhas nas costas dele, apreciando seu movimento de arrastar os lábios por minha mandíbula, queixo e chegar ao meu pescoço o lambendo em seguida.
O membro de Jake já estava ficando enrijecido, eu conseguia senti-lo bem perto do meu centro. Não pude conter um gemido de excitação ao sentir aquelas mãos dos infernos levantar o meu vestido.
Ao contrário do que pensei, ele não deixou o tecido em minha cintura, ergueu o tecido o bastante para expor meus seios.
––– Hmmm. ––– gemi envolvendo seu corpo com minhas pernas.
Sufocada pelo vestido, por fim o tirei ferozmente e o deixei ao lado sentindo Jacob beijar todo meu abdome, e sem delongas partir para meus mamilos.
Ele abocanhou um e apertou o outro. Notei minha pequena calcinha empapar, uma vez que meu centro inundava a cada carícia, a cada toque de Jacob. A língua dele circundando minha aureola foi o estopim, eu fechei meus olhos e joguei a cabeça para traz.
Sua língua febril parecia arder meu seio, meus gemidos eram incontidos à medida que Jake sugava minha carne. Passei a roçar meu corpo contra o dele, todavia Jacob ainda tinha suas roupas intactas.
Eu protestei, ou ao menos tentei no meio dos gemidos, minhas mãos nervosas tentaram desabotoar a maldita bermuda.
Com um risinho, o ordinário retirou as calças e arrancou a blusa, ficando totalmente nu.
Ao ver aquele pênis despido e duro, lambi os lábios me sentando e apoiando o corpo com as mãos ao chão.
Mordi o lábio inferior de tesão. Fitei o dono daquele órgão largo e extenso. Eu estava faminta por ele e tenho certeza que o homem via isso em meus olhos.
O Adônis do meu cunhado me lançou um sorriso enviesado e perverso, assim como seu olhar. Por um momento me arrepiei pensando no que viria.
Eu queria senti-lo. Sentir em minha boca, eu gostava do seu falo rijo e pulsante em minha boca, adorava deslizar minha língua por sua grande extensão.
Minha boca salivava por eu pensar, entretanto Jake ajoelhou-se ficando da minha altura e mordeu a minha orelha.
––– Deita! ––– falou com um tom mandão, como um líder de guerra ordena a seus soldados.
Sua voz era tão rouca, endiabrada e sensual.
Pestanejei, e entreabri os lábios, estava a ponto de desobedecê-lo e apanhar aquele membro endurecido nas mãos, todavia Jacob foi mais rápido pegando o próprio pênis na mão e deslizando-a nele tal como eu queria que meus lábios fizessem.
––– Você quer não é? ––– perguntou presunçoso e puta merda, senti minha excitação escorrer pelas pernas.
Ele continuava a se tocar e meus olhos pedintes, diziam tudo o que aquele safado queria saber.
––– Deite-se. ––– ele demandou sereno, rouco e excitante.
Sua face era tranquila, mas o tom de autoridade também estava ali. Como ele fazia aquilo eu não sei, meu corpo era vacilante demais perto dele.
Apenas me senti deitar na grama outra vez para prontamente minhas pernas se abrirem ao máximo que podiam.
E se possível, Jacob pegou em minhas coxas e tentou abri-las mais, prontamente jogou minhas panturrilhas em seus ombros e eu arqueei meu corpo dando um gemido sôfrego.
Jacob retirou minha tanga e sem qualquer postergação lentamente acariciou os meus grandes lábios para depois afastá-los com as próprias mãos e enfim beijou minha intimidade com voracidade me arrancando gritos.
Seu dedão concentrou-se em meu clitóris em seguida ele o mordeu me fazendo gritar de forma ensurdecedora.
Jacob continuou chupado aquele montículo de nervos me levando a me contorcer literalmente. O moreno desceu mais um pouco e meteu sua língua em meu interior, em resposta apenas cruzei os tornozelos em volta de seu pescoço.
Jacob passou a me penetrar com sua carne úmida e quente, ora a girava lá dentro, ora a socava como se sua língua fosse seu pênis.
Meu corpo trepidava e eu sentia o orgasmo vindo, meus olhos não se mantinham abertos, meu corpo se arqueava por vontade própria, e nesse momento Jacob retirou a língua e passou a dar mordiscadas no meu clitóris o que contribuiu para que a explosão iminente viesse violentamente.
Antes mesmo que eu recuperasse a consciência senti a oca de Jacob e sua língua na minha me fazendo sentir meu próprio gosto em sua boca através do beijo lascivo que me dava.
Eu por estar louca para senti-lo dentro de mim, troquei de posição com ele e fiquei sentada em seu abdômen, o seu membro ereto me cutucava e eu adulava aquele peitoral divino e definido enquanto minha respiração normalizava.
Quando me senti mais composta comecei a beijar sua boca desenhada e vermelha, mas sem colocar a língua, apenas encostando meus lábios aos dele e mordendo-os vez ou outra, bem levemente.
Logo fui para as orelhas dele onde rocei meus dentes e beijei fazendo o membro de Jake se enrijecer mais.
Vendo todo o tesão do meu cunhado eu resvalei meus lábios por sua pele cálida e iniciei uma sessão de beijos e chupões em seu pescoço, mas não deixando marcas, Jake por sua vez alisava minhas coxas com devoção e certa força, impedindo que eu segurasse alguns gemidos sentindo o seu toque.
Jacob subiu suas mãos à proporção que eu desci meus beijos, meus lábios chegaram a seu dorso maravilhoso quando eu senti seus dedos habilidosos circundarem meus seios e suas palmas em seguida achata-los com força.
––– Hum, Jake. ––– eu gemi de dor e prazer.
Nossas roupas ––– brancas ––– jogadas na grama fria –––, o calor crescente nos fazia suar, a brisa fresca da noite nada adiante diante nosso fogo.
Minha entrada estava empapada, chorando por ele, seu falo cada vez mais ereto latejava em minhas nádegas.
Arrumei meu corpo ao ponto de poder sentar naquele monumento, e me encher com seu membro.
Um som gutural e erótico saiu de nossas bocas em simultâneo, as mãos grossas de Jacob aferraram em meu quadril e eu joguei minha cabeça para trás sentindo aquele membro grosso adentrar mais fundo em mim, me preenchendo completamente.
Eu apoiei minhas mãos nos ombros de Jake e iniciei um ritmo de reboladas violentas, Jacob levou suas mãos as minhas nádegas e as apertou com vontade ditando um ritmo mais frenético.
Arquejos deixavam nossas bocas a cada segundo, respirar era missão impossível com aquele homem jogando o quadril contra o meu, era um frenesi ter Jake dentro de mim.
Através de minhas pestanas ––– tendo minhas pálpebras parcialmente abaixadas ––– eu podia ver toda a face de prazer de Jacob. O jogar da cabeça pra trás, a mordida nos lábios a fim de conter os gemidos, o fechar dos olhos e o abrir revelando um ônix esplendoroso.
Eu arfei só de ver como seu rosto se tencionava de prazer enquanto ele rosnava.
Céus! Aquilo me dava prazer.
Eu subia e descia em Jake, alucinada buscando por mais, suando assim como ele, enquanto em meus pensamentos me dava conta do quanto dar prazer a Jake era prazeroso.
Era o meu nome que ele gemia, meu nome ele rosnava. Meu ego inflou.
Suas mãos pegaram em meus quadris, forçando-me a quicar com mais velocidade sobre ele.
Foi mais do que eu podia suportar. Não segurei os gritos que vieram. Jacob tão pouco gemia baixo. Olhei para ele seus olhos reviravam e meu nome saia na forma de um rosnado me enlouquecendo mesmo sendo desconexas as palavras seguintes.
Transar com Jacob estava se tornando algo além de uma necessidade carnal, além de físico, eu me sentia plena quando ele estava dentro de mim, quando gemia por mim, era tudo tão certo. Eu nunca tive tanto prazer com alguém como tinha com Jake.
Ele era bom, muito bom!
Quando me dei conta, estava com as costas na grama fria, os 85 quilos de músculos sobre mim, e aquele homem dos infernos me invadindo com ferocidade e rapidez, suas mãos presas as minhas ––– ao lado da minha cabeça –––, seu corpo colado ao meu, causando espirais violentos em meu ventre.
E em seguida conforme eu ouvia o gemido ensurdecedor de Jake me vieram os espasmos, o formigamento violento, a sensação de alívio e inércia, por um momento achei que não me encontrava mais ali, que estava em outro mundo, no mundo dos prazeres talvez.
––– Nessie ––– ouvi Jacob cantarolar ao longe.
Minhas pálpebras estavam preguiçosas, meu corpo ainda trêmulo.
Eu reconheci um leve peso perto do umbigo e levei um segundo para processar que eram os dedos de Jacob fazendo círculos ali.
––– Ness?
Abri os olhos e o fitei.
Estava suado, com os curtos cabelos caídos na testa. O sorriso levado e o olhar divertido.
––– Desmaiou? ––– ele zombou e franzi o cenho.
Logo ouvi sua gargalhada e recebi um beijo na bochecha.
––– Melhoramos a cada dia. ––– comentou deitando-se a meu lado e me levando para seus braços.
Eu sabia que tudo estava mal, cheguei a respirar pesado na hora. Eu deveria frar aquilo. Eu e Jake, ao contrário do que eu sentia durante o sexo, eu sabia o quanto era errado.
Jacob não era um cara qualquer, afinal. Ele era irmão do Paul, o cara com quem eu pretendia me casar; e esse relacionamento compulsivo com Jake, arriscava meus planos.
Entretanto, devido a preguiça e do meu estado languido, imaginei, eu me permiti deitar em seu peito. Minha respiração ainda não estava normal assim como a dele, seu peito subia e descia rápido embaixo de mim.
Acompanhei Jacob na observação do seu azulado visto entre as folhagens escuras e os galhos da árvore acima de nós.
Os galhos e suas folhas balançavam suavemente devido a leve brisa, me entreti ali e tão cedo ouvi a voz normal de Jacob dizer:
––– Feliz ano novo, Nessie.
Um silêncio formou-se.
Talvez eu tenha levado um minuto para responder. Nosso ato ainda se reproduzia em minha mente, suas caretas de deleite preenchiam meu consciente. Eu tinha ciência de cada parte dele encostada a mim, me causando ardor e relaxamento, como uma manta.
Dei-me conta naquele instante que me livrar de Jacob seria um desafio maior que conquistar seu irmão.
Finalmente respirei fundo e amenamente respondi:
––– Feliz ano novo, Jake.
E depois eu sucumbi ao sono.
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