Doce Trapaça

2 Capítulo Um


Notas iniciais
Olá, amores. - Tive sugestões de uma amiga nesse capitulo e sinceramente gostei muito de como ficou. - Espero que gostem. - beijos, boa leitura.

P.V Renesmee

Eu notei uma fina camada de suor em minha face, estava esgotada de tanto dançar na pista lotada daquela boate. Eu adorava as boates de Las Vegas, diferentes daquelas que havia em Manhattan, ali as pessoas eram mais bonitas, mais alegres e mais libertinas também. Definitivamente aquele era o lugar perfeito para mim.

Mas naquela noite estava um calor dos infernos, tocava uma música eletrônica que devia estar em volume máximo e havia tanta gente que todo mundo junto naquela pista estava gerando um ar cálido insuportável.

Diminuí meus movimentos gradativamente, passava as mãos por meu rosto enquanto parava a minha dança. Constatado. Eu suava demais, precisava sair daquele forno que se tornara a grande pista.

Decidi então que iria juntar-me as minhas amigas na mesa do segundo andar.

Chegar até o segundo patamar seria complicado, mas eu habilidosamente serpenteava entre as pessoas. Meu vestido anil de seda refletia as luzes fluorescentes que perambulavam no ambiente, eu o adorava, havia um decote em V generoso deixando uma porção dos meus seios à amostra, mas não o julgava vulgar, apenas provocante.

Apesar da fumaça e multidão, olhos masculinos não deixavam de perceber o corpo curvilíneo e magistral balançando sensualmente, como uma dançarina do ventre ao subir a escada e esse corpo era meu, pensei.

Sorri presunçosamente com esse pensamento enquanto sentia olhares em meu corpo e comentários desvirtuosos, mas era isso que aumentava meu ego.

Vaidade e luxúria? Talvez.

De fato eu possuía uma segurança própria invejável.

Sabia o quanto o meu vestido frente única estava revelando minha pele alva. Não era tonta, tinha consciência do quanto aquilo despertava os desejos masculinos e a ira feminina, e era exatamente isso que me divertia.

Saber que estava acima, no topo das atenções e o sentimento de superioridade que isto me trazia era o que acalentava meu âmago egocêntrico.

Avistei minhas duas amigas também descansando em uma mesa ao lado oposto do Open Bar, ali não estava tão cheio quanto lá embaixo, mas havia gente o suficiente no grande espaço para continuar meu exibicionismo.

Movendo meus quadris nada sutis graciosamente, eu apreciava os olhares femininos fulminantes em mim, o sorriso fátuo e sensual não abandonava meus lábios, nem mesmo quando me sentei à mesa com as meninas a fim de aproveitar o tempo para contar meus avanços sobre minha árdua tarefa: Conquistar Paul Black.

Já na mesa as meninas me olhavam incrédulas enquanto eu sorria sapeca.

__Nessie não creio que você fez isso com o Paul. ––– Candice ironizou, com um sorriso brejeiro nos lábios.

Eu amava compartilhar minhas aventuras com a Candy, ela era tão louca ou mais que eu, tinha um sorriso travesso que, mesmo sem intenção revelava sua ousadia extrema.

__Sim, eu fiz mesmo. ––– Reafirmei. ––– Ele não estava querendo me comer? Pois bem, darei o que ele quer e conseguirei o que eu quero no final! ––– Deliberei com uma típica posse altiva.

__Ah, não, você além de ficar com ele sem vontade, ainda vai ter coragem de casar com ele? ––– Claire perguntou verdadeiramente assombrada e arregalou os olhos azuis.

A Claire era mais nova e mais delicada tenho que admitir, mas não era santa, um pouco sonsa, eu diria. O fato era que Claire gritava por carinho em sua face; cuidados e agradava-me poder zelar por minha amada amiga.

__Vou sim Claire, ele já disse que quer compromisso sério comigo, então... Ele terá. ––– Vangloriei-me jogando meus longos cabelos para trás, já que aqueles fios úmidos causavam-me mais calor.

Há semanas eu enrolava para passar uma noite inteira com Paul, queria conquistá-lo fazendo-o crer que eu seria diferente das outras, ou seja, uma recatada e virtuosa, almejando um relacionamento sólido. E, tudo indicava que na noite anterior eu tinha alcançado a primeira etapa de meus planos.

__Ai, Nessie que coisa horrível, se você não gosta dele. ––– Claire comentou franzindo os lábios em descontentamento pela minha atitude.

__Claire deixa de ser boba. O que tem de mais? Ele gosta dela e tem dinheiro, nada mal ela extorquir um pouquinho. ––– Candice retrucou caindo na gargalhada.

__É isso aí Candy, bate aqui. ––– Ovacionei estendendo a mão para Candice que logo aceitou batendo as nossas palmas ruidosamente.

__Nossa estou espantada com vocês. ––– Claire disse falsamente indignada.

__ Ah, Claire eu sei, que você tem uma certa queda pelo Paul, pode falar, eu não ligo. ––– Gracejei abraçando-a, ela virou-se para mim na defensiva, repreendendo-me com o olhar.

Eu sabia que Claire jamais ousaria tentar conquistar o Paul, ele era antiquado demais para ela, no entanto, que ela suspirava fortemente a cada vez que o via em uma revista ou até mesmo indo levar-me em casa, era evidente.

__Eu? Claro que não, o acho atraente, nada demais. ––– Disse indiferente, fitando as pessoas no andar de baixo por cima de meus ombros.

__Sei.

Ergui uma das sobrancelhas demonstrando minha descrença enquanto virava a garrafa de vodca no copo de Candice que ela acabara de esvaziar, então prossegui à medida que o líquido transparente preenchia o copo.

__Vou fingir que acredito para não perder a amizade.

Virei o conteúdo todo do copo na boca e pisquei malandramente para a dona do copo, que estreitou os olhos, contrariada, jogando seu olhar mortal em minha direção.

__Ah, deixa de ser palhaça Nessie, eu estou falando sério. ––– Replicou Claire, também enchendo seu copo.

__Eu sei que você está falando sério. ––– Respondi revirando os olhos, entediada. ––– Eu também falo sério quando digo que ficarei definitivamente com o Paul, e se você quiser pode ficar também, não me importa. ––– Completei tranquilamente balançando ligeiramente os ombros logo virando uma porção de álcool em minha boca mais uma vez.

Candice ainda sentada, apenas ria do que ouvia enquanto agitava discretamente o corpo ouvindo a música eletrônica tocando alta no ambiente.

__Eu pegar resto? Você está é louca Cullen. ––– Claire defendeu em alta voz por causa da bebida, porém ainda sorrindo e acrescentou fazendo bico. ––– Depois que você secar o dinheiro dele todo vem passar pra mim? Aí eu não quero mais.

Candice e eu arregalamos os olhos e, mantivemos os corpos parados observando Claire levantar e rebolar ligeiramente seu traseiro ao som da música à proporção que tragava toda a bebida de seu copo de uma só vez.

__Claire você está bem? ––– Perguntei levantando-me e teatralmente coloquei a mão em sua testa.

__Tem certeza que você está bem? Acho que já bebeu demais ou tinha drogas aqui. ––– Candice brincou cheirando a bebida de Claire.

__Gente eu estou bem. ––– Claire gargalhava sem parar o rebolado.

__Como bem? Você acabou de dizer que não queria o Paul sem dinheiro, achei que fosse adepta a bondade da Madre Tereza de Calcutá. ––– Disse sarcasticamente com um sorriso brincando em meus lábios.

__Bem, eu era uma boa pessoa no começo, mas o convívio com vocês está me corrompendo. ––– Declarou Claire, risonha.

Definitivamente a bebida estava em alta em seu organismo.

__A gente? ––– Candice e eu dissemos em uníssono.

__Sim, vocês que estão me fazendo mal, colocando essas ideias maliciosas na minha cabecinha. ––– Contestou falsamente inocente.

Continuamos na divertida conversa logo passando para os comentários maldosos sobre os homens que passavam por ali e vou dizer: um mais gostoso que o outro, eu já havia marcado uns três os quais eram candidatos a me levarem para casa hoje.

Qual é? Eu tinha apenas 23 anos recém-completos, apesar da minha aparência orgulhosamente conservada, eu era jovem e não era porque pretendia "amarrar-me" ao Black que faria voto de castidade, até porque isso seria minha morte na certa.

Voltando as delícias que passavam diante de nossos olhos indo em direção ao bar, nós não comentávamos baixo e tampouco discretamente, com isso tirando de alguns o sorriso maroto ou a cantada de volta.

E, eu amava esse poder que não era possuído apenas por mim, tinha a consciência que Claire e Candice eram absurdamente lindas e muitos homens também arrastavam-se por elas.

Eu e minhas amigas preferiríamos ficar ali, presa em nossa dança particular a ficar ciscando entre as pessoas, acreditava ser mais notório aquietar-me em um lugar a ficar zanzando por aí.

__Na próxima é você, Nessie. ––– Candice assinalou enchendo os copos com as bebidas pondo-os em nossas mãos e juntando-se a nós em uma dança exótica, libidinosa aos olhos masculinos.

De fato não demoramos a consumir os líquidos alcoólicos postos sobre a mesa, até porque àquela altura do campeonato estávamos suadas e com nossas pernas pedindo arrego, inclusive as minhas, pois das três quem tinha o salto mais alto era eu e confesso que estavam começando a me incomodar.

__Vamos ao banheiro? ––– Sugeri sem deixar de mover meus quadris.

__Sim, eu preciso parar, estou ficando cansada. ––– Claire reclamou já parando de dançar e levando seu copo à boca novamente.

__Eu também estou com minhas pernas bambas, mas não desistirei. ––– Candice gracejou virando-se para o anteparo que estava atrás de nós e contemplou toda gente naquela pista infernal.

__Então você fica? ––– Indaguei pegando minha bolsa de mãos.

__Claro que não, irei também. ––– Candice imitou meus movimentos e saiu da mesa seguindo meus passos.

Até que foi rápido chegar ao banheiro e por incrível que pareça não estava tão cheio quanto imaginei. Logo pudemos entrar e fazer nossas necessidades, aproveitamos para retocar nossa maquiagem também.

Claire, Candice e eu tínhamos isso em comum, não pintávamos nada mais que os olhos e a boca. Eu então era mais que as outras, não que eu precisasse de cosméticos para ser estonteante, mas saber que havia um contorno fortemente preto marcando meus olhos achocolatados contribuía para minha segurança. Já os lábios, nós sempre optávamos por gloss incolor ou cor natural, raramente eu escolhia um vermelho, dessa vez, por exemplo, era tão rosado quanto meus lábios ao natural.

Voltamos à mesa do mesmo jeito que nos apartamos. Não a mesma, mas uma mais a direita. Agradeci aos céus pela ocupação de nossa mesa anterior, pois a vista agora era muito melhor, levamos um tempo para nos recuperarmos e pedimos mais bebidas então voltamos a levar nossos corpos no ritmo sensual da música que tocava.

__Nessie aquele cara lá, não para de olhar pra você. ––– Claire berrou para mim, eu dançava despreocupadamente com o olhar na multidão lá em baixo.

Após o comunicado de Claire virei-me podendo contemplar o moreno musculoso que me fitava sem pestanejar ou disfarçar.

Meu ego inflou com o olhar faminto do homem sobre mim, meus olhos foram cativos pelos orbes negros e intensos olhando-me com luxúria, e de tal forma que me causou arrepios em todos os pêlos que possuía além do ardor vindo de cada extremo do meu corpo, se concentrando entre minhas pernas.

O moreno de postura ereta e máscula que estava metido em uma camisa de botões preta e um jeans escuros prendia-me apenas com o olhar impudico.

Eu senti as pernas amolecerem e automaticamente umedeci os lábios lentamente com a língua, e prazerosamente vi o mentor de minha excitação trincar a mandíbula, causando-me ainda mais arrepios.

Senti-me umedecer ao perceber a forma libertina que aquele deus da beleza riscou-me com o olhar. Virei-me novamente e segurei a bainha do meu vestido subindo-o dois centímetros com a intenção de provocar o moreno que eu esperava que ainda estivesse com seus olhos em minha dança.

Contando com isso, subi minhas mãos arrastando meus cabelos juntos, deixando minhas costas nuas e nuca à amostra.

__Nessie, ele está te secando direto e é lindo. ––– Claire disse de boca aberta admirada com a beleza exótica e forma safada que o moreno olhava para mim.

__Deixa ele olhar, não arrancará pedaço. ––– Desdenhei continuando minha dança agora exclusiva para provocar o moreno do bar.

__Ai, gente peraí, eu não estou vendo ele. ––– Candice reclamou tentando vê-lo no meio de tanta gente.

__Ali, Candy, na direção da Nessie, no bar. ––– Claire explicou apontando nada discreta para o homem.

Candy por fim conseguiu avistá-lo.

__Hum... O que está com ele é melhor. ––– Comentou Candice e eu que estava alheia ao olhar deles me virei para reparar.

Notei o sorriso maroto do homem ao lado do meu alvo para a noite. Pois ele era, teria que ser ele àquela noite.Sorri internamente diabólica com meu próprio pensamento.

O cara que estava ao lado do moreno sensual era mais baixo que ele e sua pele mulata parecia ser recém-bronzeada, ao contrário do mau caminho a seu lado que tinha seu tom caramelo claramente natural.

Mas não demorei e plantei meu olhar sobre os do moreno escultural tendo novamente uma pontada de excitação fazendo minhas mãos formigarem, foi impossível não gemer ao ver o moreno passar a língua lentamente entre os lábios, incitando-me.

__Mas esse cara é muito descarado mesmo. ––– Constat ei satisfeita maneando a cabeça negativamente. ––– Descarado e gostoso. ––– Concluí baixo antes de morder fortemente os lábios sem tirar os olhos daquele pedaço de carne nem por um segundo.

Acabei rindo, pois um sorriso maroto brincava nos lábios carnudos que eu desejava desesperadamente beijar com ardor, logo praguejando, pois as pessoas que passavam e a distância não me permitia uma visão mais completa do moreno que tentava seduzir.

Foi então que repentinamente ocorreu-me algo e eu sorri tão malandramente que não precisava de espelho para saber o quão malicioso meu sorriso aberto estava.

Ajeitei meu vestido, mais por costume que por necessidade e sem aviso fui caminhando na direção do homem terrivelmente excitante, ignorando os chamados e especulações de minhas amigas, tampouco pensei muito, não era de meu feitio ponderar quando algo corria-me à ideia.

Limitei-me a agir obedecendo ao chamado de meu corpo que oscilava quando se detinha ao olhar impertinente daquele mau caminho, atingindo-me com labaredas de fogo, esquentando meu baixo ventre.

Eu não seria Renesmee Cullen se deixasse um homem daquele apenas fitar-me quando minha minúscula calcinha já estava ensopada apenas por mirá-lo.

P.V Jacob

Eu estava puto, mas muito puto mesmo.

Havia chegado há 12 horas de viagem e como sou recebido em casa? Aos sermões do Senhor e Senhora Black.

Onde eu estava? Não importava, porra.

Eu pago das minhas cuecas as minhas viagens com meu dinheiro, porque devo explicar onde passei o mês?

Se ainda resido naquela casa, é comodismo meu e isso eu reconheço.

Eu verdadeiramente gostaria de viver em paz com minha família, mas parece que só o Paul é digno de estar na impecável família Black.

Meu sangue fervia ao pensar que Paul era tão ordinário quanto eu, a única diferença entre nós dois era que eu assumia minhas merdas e não escondia meus desejos sujos enquanto o fodido do meu irmão fazia-se de bom samaritano para conquistar a Deus, e a todos.

Passei por entre as pessoas da boate sem cuidado algum, estava enfezado e aposto que minha cara estava para assustador a qualquer um, mas não estava me importando.

A recepção calorosa, eu pensei com ironia, fazia-me remoer minha mágoa latente.

Cheguei ao bar onde sabia que Quil iria me encontrar e não disfarcei meu estresse quando me enfiei entre as pessoas que lotavam o balcão.

Eu tentava ignorar os olhares devassos que recebia de algumas mulheres, porém eu era um libertino e olhar maliciosamente as pernas nuas daquelas que me miravam com desejo era incontrolável.

Atentando-me ao fato de que acabara de pegar uma loira falsa e estava nada satisfeito, precisaria me acalmar e achar alguém para aliviar minha tensão.

Logo me virei para o garçom atrás do balcão e impaciente pedi um Brandy.

__E aí cara, como foi? ––– Quil perguntou-me ao meu lado.

Fiz uma careta desgostosa torcendo o nariz, peguei a bebida da mão do garçom ainda sem fitá-lo.

__Que cara é essa Jacob? Cara de quem comeu e não gostou. ––– Quil comentou rindo da minha cara de consternação.

__Pois é. Eu comi e não gostei. ––– Respondi ainda emburrado.

Quil ria ainda mais, mostrando seu largo sorriso zombeteiro enquanto sorvia a bebida.

__Está rindo do quê? ––– Perguntei com o rosto sereno e minhas sobrancelhas erguidas arrogantemente.

__De você meu amigo, que pega, pega, pega e nunca se tá satisfeito, já pensou que o problema possa ser você? ––– Quil comentou sério, mas logo deixando uma gargalhada ruidosa escapulir de seus lábios, deixando sua face ruborizada.

__Vai se ferrar Quil. ––– Demandei virando-me de costas para o bar podendo ter uma visão privilegiadas das mesas a beira do parapeito do patamar.

__Fala sério, aquela loira que você pegou foi a mais gostosa que vi aqui hoje e você me diz que não gostou.

Quil tinha um sorriso descrente, imitando-me se virou para as pessoas que ali passavam.

__Pode até ser, mas nessa boate acho que não encontrarei a mulher que me satisfaça. ––– Disse convicto virando o último gole de minha bebida sentindo o álcool queimar minha garganta enquanto vasculhava o lugar por cima do copo em minha boca.

Nessa hora Quil nem prestava muita a atenção em mim, pois passaram três exuberantes mulheres em sua frente, que estavam retornando do banheiro entre risos altos e alterados e mesmo com toda bebedeira evidente nenhuma delas vacilava o andar seleto.

__Jake, Jake, olha aquilo ali, é o paraíso. ––– Quil disse puxando-me para o lado fazendo assim com que eu pudesse olhá-las enquanto ele mesmo não desgrudava os olhos das três amigas.

__Que é porra? ––– Perguntei rude, sem prestar atenção no alvo do olhar cativo de Quil, eu havia visto as mulheres, mas havia tantas outras ao redor, e cacete, eu estava irritado com a noite que somente começava.

__Olha aquilo, cara, deveria ser proibido elas saírem à rua de tão gostosas que são. ––– Quil ignorou o meu mau humor babando nas mulheres que estavam sentadas ironicamente em uma mesa exatamente na direção em que ele estava.

Por fim olhei sem vontade, e fiquei reparando nas curvas das três pelo menos o quanto era possível já que estavam corretamente sentadas.

Logo ordinariamente comecei a entortar o pescoço para poder ver em vários ângulos, já que tinha gente na frente estava um pouco difícil fazer uma análise mais completa, porém não podia negar que Quil tinha razão.

As mulheres do lado oposto eram endiabradamente atraentes fazendo um calor repentino concentrar-se entre minhas pernas.

__Vai dizer que não são gostosas? ––– Quil perguntou sem deixar de reparar a morena que aparentemente era a que ria mais descaradamente parecendo estar terrivelmente bêbada.

__E como. ––– Disse baixo e meio lerdo logo mordendo meus lábios enquanto secava com o olhar o bumbum da morena do vestido azul de seda, que havia acabado de se levantar.

Maldito vestido! O tecido fino e justo deixava os seus glúteos convidativos a meus olhos famintos, eu imaginei-me desferindo minhas palmas naquele traseiro.

Incitava-me tanto que senti um volume começar a ser formado em minhas calças.

__Ei, acorda Don Juan, ei. ––– Quil chamou-me estalando os dedos diante de meus olhos.

__Hã? ––– Respondi voltando a fitá-lo assim que a dona do miserável vestido foi ocultada por um grupo de moleques que passavam a nossa frente.

__Você não falou que não tinha nenhuma mulher boa o suficiente para você nessa boate? ––– O infeliz disse irônico debochando de mim, é claro.

__Isso eu preciso verificar, não me custará nada. ––– Afirmei malicioso estreitando meus olhos negros, fincando-os na mesma mulher que me perturbou anteriormente, mas dessa vez ela rebolava sensualmente deixando-me com acesso livre para medi-la da cabeça aos pés.

E quando se virou para mim sustentei meu olhar cálido e desvirtuoso sobre ela que me fitou da cabeça aos pés sem disfarçar, segurei um riso altivo, aquela seria minha eu tive a certeza.

Não dissimulei, mantive meus pensamentos promíscuos estampados em meus olhos enquanto lutava para permanecer com meus olhos em seu libidinoso rebolado ou em seu rosto tentador que continha olhos profundos e chamuscando de desejo.

Sua boca rosada pedia para ser beijada e quando a língua saliente passou por aqueles lábios, senti uma fisgada em meu membro e apertei os dentes para não gemer diante daquele furacão.

Para não ajudar em meu escasso autocontrole, a danada autora do rebolado perspicaz e envolvente virou-se, e subiu as mãos pelo vestido, permitindo-me ver mais de suas grossas coxas e desejar adentrar com minhas mãos naquela porra de vestido.

A diaba escorregou as mãos nos cabelos detendo-os acima da nuca deixando-me entorpecido com a visão das costas nuas daquela maldita mulher.

Quil somente riu da minha postura rígida adotada, suponho. Pois eu não pestanejava ao fitar a dança erótica daquela mulher que tinha a total noção que estava excitando-me ali.

__Jake, você viu o que eu vi? ––– Perguntou Quil abismado com a conduta da mulher, imaginei.

__E como vi... ––– Sussurrei dissimulando uma expressão séria e consertando minha postura.

__É impressão minha, ou ela está mesmo interessada? ––– Especulou Quil ao vê-la com o olhar indiscreto cravado em mim outra vez.

Por outro lado, nada respondi apenas continuei a fitá-la com um almejo que resplandecia em meus orbes, pois eu podia dolorosamente sentir em meu pau apertado em minha calça, tanto que foi involuntário o movimento das minhas mãos sobre a região volumosa assim como o breve aperto que dei por lá.

Então ao ver que meu alvo mesmo não parando de dançar estava com o olhar flamejando de excitação cativo ao meu, varri com meu olhar lascivo o corpo dela de cima a baixo propositalmente voltando o olhar ensandecido para os olhos chocolates dela enquanto um sorriso malicioso brincava em meus lábios.

Eu estava a fim de instigá-la.

Sua boca impelia-me e minha boca secou por sede dela, pedindo por aquele pedaço de carne esculpido e majestoso, não contive minha língua ao umedecer meus lábios desejando simultaneamente que fosse sua língua a passear por minha carne.

Arfei ligeiramente ao vê-la movendo aqueles desejosos quadris em minha direção e quando fitei em seu rosto encantador lá estavam seus olhos, emanando luxúria e notei outra vez meu pênis reclamar por estar preso na calça jeans.

Eu apenas a segui com os olhos curiosos enquanto a mesma se debruçava em cima do balcão ao meu lado, fingindo estar alheia a minha presença e a meu olhar carnal em cima dela. A danada virou-se e fitou-me libidinosamente de forma rápida antes de desviar o olhar propositalmente.

Eu por outro lado só a observava, era ainda mais bonita, a pele branca e aparentemente delicada, minhas mãos coçaram por tocar aquela pele e aquele corpo que exalava luxúria.

Perturbei-me com os olhos atraentes e quentes como chocolate assim como a cor, varri lentamente o olhar ansioso na face faceira daquela...

Bem, ela parecia uma menina se olhasse bem profundamente, porém era tão atrevida. Seus poros exalavam tanta sensualidade que duvidei ser apenas uma garota rebelde a fim de confusão.

Encantei-me, o rosto traquina e jovial estava sincronizado com o olhar que, faiscava desejo e impelia à luxúria, deixando-me tonto por não poder tocá-la e sentir aquela carne pecaminosa ali mesmo.

P.V Renesmee

Pedi uma sangria ainda ignorando aquele homem do pecado ao meu lado e esse rapidamente pediu outra da mesma bebida chamando assim o meu olhar para ele.

Peguei o copo colocado em cima do balcão e comecei a tomar pelo canudo de forma excitante deixando a calça dele ainda mais apertada pelo volume crescente que eu havia notado antes mesmo de prostrar-me a seu lado.

Propositalmente eu colocava a boca na base do canudinho bem devagar o fazendo ter um vislumbre perfeito de meus lábios consequentemente aflorando ainda mais seu desejo por mim.

Notei quando o moreno chegou um pouco mais perto me fazendo sentir o calor que emanava do corpo másculo dele e acabei tomando um gole maior da bebida.

O perfume daquele pecado em forma de gente era erótico, pois tinha uma essência afrodisíaca e era forte, masculina.

Arrepiei-me quando o causador de minha excitação inclinou a cabeça para meu lado deixando-me ter uma visão privilegiada do abdômen definido, já que a camisa dele não estava totalmente fechada e com o movimento fez-se um vão entre o tecido e seu corpo (agora) desavergonhadamente contemplado por mim.

__Você está de brincadeira, não está? ––– Provocou baixo, com a voz rouca em meu ouvido.

Senti meus pêlos eriçarem com aquela voz inebriante ao meu ouvido, por Deus, aquele homem por completo exalava sensualidade, os olhos, a pele, o cheiro, o corpo e agora a voz fodidamente sexy.

Contive um tremor que varreu meu corpo e parou entre minhas pernas aumentando em um grande grau o calor que eu já sentia, e a vontade de jogar-me naqueles braços fortes estava a um fio de ser incontrolável.

__Não. ––– Respondi também ao pé do ouvido dele.

Esse cerrou os olhos e o notei endurecer por ouvir minha voz provocante em seu ouvido e apertou as mãos em punhos quando eu sem pudor algum mordi o lóbulo de sua orelha fazendo faíscas de desejo transpassar em seus olhos os quais contemplei por apenas segundos.

__Você está? ––– Perguntei lambendo a orelha do moreno que não pensou ou titubeou, logo lançou as mãos graúdas e quentes em minha cintura apertando-a e sentindo-a tremer em suas mãos.

Eu estava agora literalmente em chamas.

Sustentei meu copo no balcão e espalmei minhas mãos no peitoral daquela escultura monumental que subia e descia, sem deixar de fitá-lo. O desgraçado curvou-se um pouco por ser mais alto que eu e fungou em meu pescoço.

Sem delongas o moreno colou-me em seu corpo fulgente e manteve seus lábios a milímetros do meu, era possível sentir a respiração forte e pesada em meus lábios e até isso causou uma fisgada violenta em meu sexo.

__Cansei de jogar com você. ––– Disse ele, firme e gutural sobre os meus lábios antes de tomá-los em um beijo ávido e sem cuidado.

Não tive tempo nem de deleitar-me em sua voz máscula e excitante, tampouco me deliciei do toque quente e prazeroso de seus lábios, pois tão cedo aquele pecado de homem adentrou com sua língua em minha boca sendo bem recebido enquanto suas mãos saíam de onde estavam.

Uma arrastou-se por minhas costas nuas fazendo-me constatar que labaredas de fogo eram serpenteadas por onde aquelas delirantes mãos passavam até que chegaram a meus cabelos, onde se embrenharam os dedos do moreno sem preocupar-se com a força que fazia levando o beijo a uma intensidade bem maior.

Sua outra mão sem castidade ou permissão desceu ao meu glúteo apertando-o e me deixou torpe por poder sentir sua grande excitação.

Tomei ciência da inundação em meu sexo por causa da quentura das mãos grossas daquele homem passeando em meu corpo.

Eu correspondia ao beijo no mesmo nível, meus lábios eram esmagados por sua boca furiosa que ordenava um ritmo acelerado e vigoroso, minhas mãos agarraram-se aos cabelos negros do moreno, aquele jeito impetuoso dele estava deixando-me ensandecida.

Aquele homem erótico levava o beijo com severidade movendo sua língua com maestria e força, fazendo as minhas pernas fraquejarem e não tive escolha a não ser apoiar-me em seu corpo rígido sentindo ainda mais sua excitação nos quadris.

Não contive um gemido entre o beijo ao sentir o membro rígido e quente em minha coxa, mordisquei o lábio inferior dele a fim de pegar um pouco de fôlego para aproveitar aqueles lábios carnudos e habilidosos mais uma vez.

Meus olhos antes cerrados agora estavam abertos e cativos naquela imensidão negra e luxuriosa, senti-me nua diante daquele olhar e verdadeiramente eu queria estar.

Notas finais
Então, gostaram?? - Espero os reviews de vocês. - Beijooos ;)