Doce Trapaça

5 Capítulo Quatro


PV Renesmee

Despedi-me de Paul em frente à porta.

Ele olhou-me como um cachorrinho sem dono.

Ownt. Fiquei com pena por uns segundos e sorri, ele parecia um menino quando clareava os olhos e os intensificava sobre minha face demonstrando o que sentia.

Ele não queria que eu entrasse... Queria ficar comigo por toda a noite.

Entretanto, meus planos não eram esses. Com um longo beijo nos lábios e com a promessa de nos vermos no dia seguinte para o almoço em um restaurante de sua escolha Paul partiu e sem demora entrei.

––– Anda Emy vem logo... ––– ouvi Claire inquieta no meio da sala esperando Emily junto a Candice, desconfiei que fossem para balada.

Claire estava com um vestido preto estilo surplice, sem mangas, com elástico no centro moldando sua cintura e chegando até o meio de suas coxas e Candice com um preto básico, porém muito justo, ambas de salto alto e Claire estava muito linda com cachos ––– feitos com bobe ––– no cabelo.

––– Ai como a Emily é enrolada ––– reclamou Candice. ––– Anda logo. ––– gritou e eu me aproximei.

––– Aonde vão? ––– perguntei sentando no sofá.

––– Se a Emy demorar mais um pouquinho... Ficar em casa. ––– retrucou Claire azeda sentando-se ao meu lado.

––– Vocês estão lindas. ––– elogiei com um sorriso nos lábios.

––– Porque não vem? ––– Candy indagou com o cenho franzido.

––– Talvez eu vá... ––– respondi refletindo.

Eu estava mesmo afim, porém me sentia um pouquinho cansada.

––– Oh lembrei. ––– Claire disse em um salto assustando a mim e a Candy. ––– Como foi lá com os pais do Paul? ––– perguntou ansiosa.

Soltei o ar com brusquidão e fiquei meditando um pouco, repassando os fatos e pensando sobre eles voltando ao meu receio anterior. Jacob. O irônico foi o sorriso que brotou sem permissão dos meus lábios quando me lembrei de seu jeito faceiro durante o jantar e como estava gostoso ao sair de casa.

––– Hum, pela sua cara aconteceu alguma coisa muito boa. ––– comentou Candy.

––– Fala o que houve lá? A casa é bonita? Como são os pais dele? Eles gostaram de você? ––– conjecturava Claire aflita e com a curiosidade saltando de seus olhos.

––– Calma mulher, uma pergunta de cada vez. ––– eu disse rindo do seu jeito afobado.

Resfoleguei e me prontifiquei a contar.

––– Bom, os pais do Paul são maravilhosos... ––– deixei um sorriso terno enfeitar meus lábios. ––– A casa é linda e enorme, a Sarah tem muito bom gosto e eu acho que eles gostaram de mim então creio que deu tudo certo. ––– disse entusiasmada com um sorriso travesso brincando em meus lábios.

––– Nossa Nessie, mas pra que todo esse entusiasmo pra falar da família do Paul se nem gostar dele você gosta. ––– Claire comentou sem me entender, claro.

––– Não sei como explicar... ––– eu estava decidindo se contava sobre o moreno delicioso, ou não.

Eram minhas amigas e de certa forma elas poderiam me ajudar a resolver meu dilema interno, sei lá. Encarei as duas, eu estava entre elas no sofá e as duas fitando-me apreensivas.

––– Lembram-se da boate da semana passada?

––– Claro, um cara ficou te secando até você ir lá... e depois você saiu com ele.... ––– Claire respondeu.

––– Isso mesmo Claire. ––– eu disse com um sorriso enigmático.

––– Tá, mas o que tem isso a ver com o Paul e a família dele? ––– Candy estranhou o rumo da conversa. ––– Está louca Nessie? ––– me avaliou ligeiramente assustada.

Ignorei o rosto retorcido em confusão das duas.

––– Cheguei a comentar que o Paul não se dá muito bem com o irmão mais novo?

As meninas pareceram pensar e Claire contestou calmamente:

––– Você disse que ele sempre sai de casa quando o irmão chega. Parece que não se entendem muito bem.

––– Hoje reparei que não se suportam, Paul recrimina ele em tudo que faz... ––– eu comentava, mas Candice me interrompeu.

––– E o que isso tem haver com a boate e o cara? ––– sua expressão era de puro desentendimento. ––– Jacob o nome dele não é?

––– Jacob Black, o nome dele. ––– respondi pausadamente levando ambas a abrirem a boca deixando o queixo cair denotando o tamanho da surpresa.

––– Como assim Nessie? Está dizendo que o Paul é irmão do gato do Jacob? ––– Candy inquiriu sobressaltada.

––– Isso mesmo. ––– afirmei com um jeito despreocupado enquanto Claire permanecia estática. Processando a informação eu imaginei.

––– Como será agora? ––– Candy indagou em tom glacial.

Suspirei pesadamente e me levantei.

––– Tudo continuará como estava e vou torcer para que o Jacob não dê com a língua nos dentes. ––– falei realmente preocupada, cruzei meus braços e mordi os lábios; apreensiva.

Apesar de Jacob ser displicente e brejeiro, e aparentemente nos darmos bem eu tinha medo de que ele melasse meus planos. Não que eu acreditasse que ele contaria, mas eu tinha quase certeza de suas intenções.

Jacob me tentaria até eu estar na cama dele outra vez. Vi isso em seus olhos durante toda a noite, ele parecia divertidamente pensativo.

Eu teria que educar meu corpo safado. Ou não. Dei de ombros resolvendo deixar essa questão para depois.

Foi nesse momento que o ruído dos saltos agulha de Emily açoitou nossos ouvidos. Virei-me e logo a contemplei quando saiu no corredor e chegou a nossas vistas.

Emily estava tão... Chamativa. Não consegui achar um termo melhor para descrevê-la. Não estava linda e sim chamativa. Ela era uma morena de traços indígenas e bonita, no entanto naquele dia ela exagerou no visual.

Seus lábios selvagens estavam com um batom escarlate assim como seu vestido sem alças e curto. Seus cabelos revoltos e jogados propositalmente, ela queria realmente os holofotes em si esta noite, pensei sarcástica e meu sorriso revelou meus pensamentos.

––– Vai matar a quem Emy? ––– questionei debochada e ela sorriu presunçosa.

––– Se é sua forma de dizer que estou arrasando, obrigada Nessie. ––– retrucou vindo até mim e me dando um beijo na bochecha.

Somente dei meu olhar irônico para ela que ignorou.

Já disse que a Emily é desprovida de senso e modesta? Pois é, não a julgo porque também não ignoro minhas qualidades, mas francamente falando, ela se achava demais do que era. Porém ainda era minha amiga e, além disso, de certa forma ela estava mesmo arrasando.

––– Vamos? ––– Emy perguntou inocente juntando as mãos frente ao corpo com os braços esticados ao longo de seu cumprimento.

Reparei Claire soltar uma risadinha, acreditei ser pelo jeito faceiro de Emy, Claire se surpreendia com facilidade. Já Candice apenas ergueu um olhar em arrogância enquanto ia até a porta.

Candy não estava com raiva nem nada, mas não gostava de inflar o ego de Emily que já era fora do permitido e, sobretudo elas nunca foram as melhores amigas.

Despedi-me das três e fiquei tentada a ir até onde elas estariam, pois Claire animada fez questão de me informar.

––– Humpf. Essa saia está me incomodando. ––– murmurei de repente e fui até o quarto deixando aquela peça desconfortável sobre a minha cama.

Fiquei apenas de calcinha e a blusa. Liguei o som, e decidia a me divertir de verdade, fui escolhendo uma roupa para sair enquanto dançava.

*****

Quando cheguei à boate, essa estava lotada! Primeiro fiquei uns estressantes 30 minutos na porra da fila, e depois finalmente entrei.

Fui esgueirando-me até o bar. Comprei uma bebida e saí embalando meu corpo leve e fresco. Metido em uma minissaia preta brilhosa e uma blusa de tecido leve branca, minha maquilagem estava como eu gostava ––– os olhos marcados pelo delineador e minha boca rosada pelo gloss –––. Só o cabelo que deixei liso perfeito, eu preferia o ondulado natural das pontas, entretanto eu não teria tempo de enrolá-los.

Eu rebolava meus quadris e jogava sedutoramente minhas pernas sustentadas pelo salto alto. Foi quando trombei em Candice e Claire próximas ao toalete.

––– Achei que não viesse... ––– Claire comentou sorridente a me ver.

––– Eu precisava relaxar. ––– repliquei virando minha bebida na boca e vasculhando o local com meu olhar por cima da garrafa pequena.

––– Estamos procurando a Emy. Já olhamos por toda a parte, estamos ficando preocupadas... ––– Candy contava quando eu a interceptei por ver um vestido vermelho sendo amassado por mãos masculinas nada gentis há um metro de nós, atrás das meninas.

––– Gente aquela não é a Emy? ––– Perguntei indo em direção à parede onde Emili parecia estar, pois havia uma boa quantidade de gente até lá.

Contudo minha visão não iria me enganar. O vestido de Emily era extravagante demais para ser confundido. Claire e Candice finalmente viraram parao paredão em questão e me seguiram.

––– Espera aí. Quem é aquele ali que está com ela? ––– indagou Claire ao chegarmos mais perto e conseguirmos ver de perfil Emy em beijos quentes com um homem.

Sem pestanejar, fomos chegando perto da suposta Emy e seu acompanhante até que tivemos certeza da identidade dos dois.

––– Emy? ––– questionou Candy espantada ––– Seth?

Minha amiga estava boquiaberta e eu podia apostar que no intimo se encontrava chorosa também.

Na mesma hora o casal se desprendeu subitamente.

––– Seth, o que você está fazendo aqui? ––– Claire o interrogou perplexa.

–––Eu saí mais cedo e resolvi vir aqui. O que tem demais? ––– Explicou Seth com um sorriso cínico nos lábios.

Candice e Claire estavam visivelmente chateadas. Hum, Candy eu imaginava porque, até eu que não era apaixonada pelo Seth achei esquisito ele está aos beijos com Emy, mas Claire? Ela nunca se zangava.

––– Ah foi? Você saiu mais cedo? ––– O tom de Claire era dócil ––– Não foi bem isso que disse quando te chamamos para sair. ––– minha amiga explodiu vociferando para ele.

––– Claire deixa de ser chata e sensível, eu só queria saí pra me divertir. – replicou Seth calmamente abraçando Emy pela cintura.

––– Não pode fazer isso com suas amigas? ––– Claire argumentou outra vez pondo as mãos nos quadris.

––– Com você e a Candy eu não poderia curtir a Emy tranquilamente. ––– o tom de Baby era duro.

Eu percebi em suas sobrancelhas juntas e olhos escuros que ele estava irritado com a insistência da bronca de Claire. Reparei também que aquele encontro era marcado.

Fitei outra vez as mãos de Baby ao redor de Emily.

Eu estava de queixo caído. Emily e Seth? Como aconteceu?

––– Se divertir com essa aí? ––– Candy mostrou-se indignada.

Suspeitei de que o caldo engrossaria mais.

––– Essa aí? ––– Emily sobressaltou-se e pareceu furiosa. ––– Eu tenho nome... Oxigenada!

Não disse que pioraria?

––– Antes oxigenada a ser uma morena sem sal como você. ––– revidou Candy.

Reparei a boca de Seth meio aberta e seus olhos ambíguos. Ele estava aturdido diante à discussão.

––– Okay, meninas não adianta discutirem, podemos parar, por favor? ––– eu censurei as duas. ––– O importante é a Emy estar aqui e bem, independente com quem esteja... ––– eu puxei o ar com força.

A fim de desfazer o clima pesado instaurado sobre nós, eu disse cadenciadamente.

––– A gente já a encontrou, então podemos parar com a infantilidade, agora? ––– eu fitei duramente de uma para outra.

Não era que eu concordasse com a Emily, pois eu não queria o Baby nas garras dela justamente porque sua fama não era das melhores. Por outro lado morávamos juntas e eu não iria tomar partido, não por hora.

––– Concordo com a Nessie não adianta vocês ficarem nessa imaturidade. A Emy está com o Seth consequentemente está bem. Basta irmos nos divertir também, certo? ––– Claire disse amavelmente, tentando amenizar a situação.

Agradeci-lhe com o olhar e logo passei meu braço no braço de Candy.

––– Vem, vamos nos divertir... ––– sugeri com um sorriso amigável.

––– Okay.

Antes de sairmos eu vi Emy dando um selinho em Seth. Revirei os olhos e me grudei mais a Candy que se corroía pelo ciúme.

Mas também, que casalzinho impertinente. Humpf!

Com o tempo Candice voltou a sorrir e nos embalávamos ao som animado. Claire em sua dança distraída particular, ao menos emprestava atenção nos homens que a cobiçava. Eu e Candice nos engenhamos em uma coreografia improvisada nos tocando as mãos e as costas vez e outra.

Já nos divertíamos alheia ao redor. Entretanto em uma das vezes que fiquei de frente para Candice reparei bem perto de onde estávamos. Emy dançando provocantemente com o Baby, bem agarradinhos.

De fato, o ritmo que tocava era bem excitante e Emy de costas para ele rebolava muito, até demais. Todavia eu percebi seu olhar rodar o perímetro. Ela não deixava de examinar os homens a sua volta.

Infelizmente não consegui deter Candice por muito tempo de frente para mim, logo ela colocou os olhos neles.

––– Como o Seth sendo assim tão inteligente, legal, bonito, pode gostar de uma grossa, antipática e arrogante como a Emy? ––– perguntou-me sem parar de dançar, porém sem deixar de encará-los. ––– Queria tanto que o Seth tivesse atenção em mim... ––– dizia ela pra si mesma cabisbaixa e com um sorriso triste.

Eu me comovi com a tristeza no olhar de Candy. Eu nunca provei o amor não correspondido, alias nunca provei do amor verdadeiro por um homem, no entanto eu sabia que ele existia para algumas pessoas e quando não havia reciprocidade as consequências eram catastróficas e eu vi isso no olhar de Candy aquela noite.

Com delicadeza a virei de frente para mim, segurando em seu braço nos forçando a pausar a dança e disse suavemente:

––– Gatinha num fica assim não, mais cedo ou mais tarde ele vai perceber a mulher incrível que você é e vai deixar a Emy. Ela só quer passar tempo com ele, Seth vai perceber que merece coisa melhor.

Eu pisquei para ela após minha observação. Candy soltou uma breve risada e fiquei confusa.

––– O que foi?

––– Você falar assim achei que Emily fosse sua amiga.

Sorri complacente e suspirei:

––– Bom, ela pode ser minha amiga e eu gostar muito dela, mas reconheço que ela e eu temos pontos em comum... ––– admiti reflexiva e Candice ergueu uma sobrancelha para mim, em desafio ––– Portanto, creio que o Seth merece uma mulher mais séria e que dê valor a ele. ––– assinalei em tom divertido.

Só então nos voltamos para onde o casal recém-descoberto estava e já não se encontravam mais, eu sorri de alívio por Candy.

––– Meninas ficarão por aqui? ––– Claire quis saber com ar escasso e um leve suor em seu rosto.

––– Eu pretendo ficar, quero dançar muito essa noite. ––– respondi já balançando meus quadris habilidosamente no ritmo da música latina que tocava.

––– Eu quero procurar uma mesa e me sentar, descansar um pouco. ––– informou Claire.

––– Eu vou contigo, mas vou beber alguma coisa antes. ––– Candy mencionou. ––– Vai ficar Nessie?

––– Sim, eu encontro vocês daqui a alguns minutos.

Não vi quando se apartaram. Eu gostava de balançar o meu corpo conforme a melodia contagiante entrava em meus ouvidos. Eu fechei os olhos e joguei a cabeça pra trás à medida que meus quadris jogavam-se involuntariamente e meus braços iam ao ar seguindo o ritmo.

Com meus braços ao alto e minhas mãos unidas acima da cabeça, eu senti mãos grossas e firmes em minha cintura me segurando por trás. Mãos inesquecíveis e quentes.

O perfume vindo do corpo musculoso que se grudou ao meu foi o mesmo que eu sentira a poucas horas. Antes que eu terminasse de sorver aquele cheiro inebriante a voz ––– grossa, sexy, e enlouquecedora do homem ––– chegou como sussurro calmo em meu ouvido:

––– Quer dizer que é aqui que a minha cunhada estuda?

Estremeci ao ouvir a voz levemente sarcástica de Jake, simplesmente me virei para ele, e em automático recoloquei as mãos de Jake em mim. Mas dessa vez as mãos dele escorregaram e se firmaram em meu quadril.

Com um sorriso perverso em meus lábios, fitando seus olhos concupiscentes, envolvi meus braços no pescoço de Jacob e logo o respondi com a mesma ironia de sua pergunta:

––– O que meu cunhadinho veio fazer aqui, no meu local de estudo?

No entanto eu salpiquei uma sedução em minha voz. Notei Jake se arrepiar com minha evasiva.

Eu sei, deveria afastá-lo. Mas o calor que irradiava de seu corpo deixava-me torpe, meu quadril não parou de se lançar de um lado a outro com sua presença. Ao contrário percebi minha temperatura subir e meu sexo umedecer por reconhecer o corpo daquele Adônis.

––– Talvez testar seus conhecimentos... Cunhadinha ––– disse com seu tom mais rouco e ainda mais excitante.

Minha calcinha estava molhando-se por eu ouvir aquele homem e senti um roçar de barba proposital em minha bochecha em seguida.

––– Acho que isso não estaria certo... É meu cunhado agora, lembra? ––– repliquei dissimulando prepotência.

Eu tentei ficar séria depois disso. Parei de dançar e cruzei os braços. Aquele jogo não poderia continuar, eu estaria burlando as regras duas vezes.

Quebrando meu protocolo Apenas uma noite e arriscando meu melindroso plano.

Senti Jake cravar suas mãos em meu quadril novamente colando nossos corpos já em erupção.

––– O que me leva a pergunta mestre da noite... ––– proferiu antes de morder minha orelha.

Eu cerrei meus olhos e mordi levemente os lábios, eu não queria gemer.

––– O que você quer com o Paul? ––– Indagou sério, livrando-me de suas mãos.

Fitei seus olhos. Estavam enegrecidos, cintilantes e eu vi o seu desejo ainda ali, mas seu semblante era inexpressivo, sem um risinho nem nada.

E nossa como aquela posse de durão estava sexy. Mordi meus lábios outra vez e senti minha intimidade palpitar. De novo.

––– Como o que eu quero? É meu namorado e pronto. — respondi despretensiosa virando-me de costas para ele voltando a rebolar.

––– Ele não faz seu tipo e você não faz o tipo dele, como isso funciona? ––– ele inquiriu virando-me para ele e erguendo uma sobrancelha em arrogância e eu quis bater nele pela petulância.

Mas ele também estava tão fodidamente sexy que nada fiz além de umedecer meus lábios e respirar fundo controlando minha excitação.

Espalmando minhas mãos em seu abdômen, próximo ao umbigo eu respondi:

__ Paul tem seus encantos e digamos que eu precise de um namorado, além do mais seu irmão não precisa me conhecer cem porcento... Isso tira a graça dos relacionamentos, é sempre bom ter algumas novidades para contar. ––– retruquei em rouquidão ao seu ouvido à proporção que minhas mãos chegavam a seus ombros.

Jacob dessa vez enlaçou minha cintura com força, fazendo-me notar sua excitação levando-me a um gemido curto.

––– Nesse caso, pulamos a regra apenas uma noite, cunhadinha. ––– pontuou antes de abocanhar meu pescoço e embrenhar uma de suas mãos em meus cabelos enquanto a outra apertava meu bumbum me deixando mais ciente da sua excitação crescente.

––– Não pularemos mais regras Jake... ––– falei manhosa sentindo meu sexo chorar por ele, porém eu precisava manter o controle.

––– Bom, acho que meu maninho vai ter que saber onde sua namorada estuda. ––– citou elevando os ombros e desviando seu olhar para o redor. Fingindo não mais dar atenção a minha presença.

––– Isso é uma chantagem? ––– perguntei com uma sobrancelha curvada e elevada.

Meus braços cruzaram-se sobre os seios e apesar da minha frase insolente, por dentro eu dei uma tremida pelo receio do caminho seguido por aquela conversa.

––– Só se você quiser que seja... ––– respondeu Jake com os lábios colados aos meus, quase me beijando.

Hiperventilei. Então era isso? Eu dava pra ele e ele ficava quieto?

Golpe baixo. Jogo Sujo. Perfeito. Não seria tão difícil assim, pensei. Aliás, eu já estava encostando meus lábios sobre os dele e enrolando meus braços em sua nuca apertando-me mais a ele.

Se isso era a condição para sua cooperação, que assim fosse. Principalmente porque assim ele encerrou o interrogatório.

O moreno sedutor introduziu sua língua vagarosamente em minha boca e fez movimentos leves e calmos, deslizando suas mãos em minhas costas, me fazendo ter mais de seu calor e amolecer minhas pernas.

Eu segui os movimentos da língua de Jake e baguncei seus cabelos com minhas mãos nervosas, eu precisava sorver mais de seu gosto.

Minhas pernas estavam bambas, o beijo foi ficando mais urgente e eu notei ser guiada em meio às pessoas para logo abrir meus olhos enquanto pegávamos ar.

Percebi que nem estávamos mais na pista. Encontrávamo-nos em um canto escuro perto do bar, no entanto ali estava muito mal iluminado.

Jacob me encolheu na parede, segurou-me com uma mão na cintura ––– apertando-a com força –––, e a outra estava posta em cima dos meus seios já completamente enrijecidos.

Eu por minha vez nem ligava com o que o pecado em pessoa fazia, estava ocupada apertando a bunda dele com força o fazendo ficar ainda mais grudado em mim. Enlouquecia-me seu membro ereto em meu ventre, abri um pouco as pernas e deixei uma delas flexionada e enroscada em uma das pernas dele.

Imediatamente Jacob tirou a mão de minha cintura e levou ao meu centro choroso apalpando-o por cima da calcinha. O ouvi rosnar algo indecifrável e sorri.

Simultaneamente a suas caricias por cima da minha calcinha ––– coisa que deveria ser para me torturar –––, Jake dava beijos molhados em meu pescoço fazendo-me tremer e falava coisas completamente sem nexo ao meu ouvido.

Quando ele penetrou um dedo em mim eu mordi meus lábios para mão gemer e aferrei minhas unhas em seu ombro.

O moreno estava com a voz falha e a respiração ofegante. Eu beijava sua orelha e a mordia de forma que o corpo dele vibrava. Eu adorava as reações imediatas que eu causava nele, enchiam meu ego absurdamente.

Os lábios do homem impetuoso voltaram aos meus com fome e eu o correspondi. Nossas mãos se uniram em algum momento e se apertavam assim como nossos lábios e línguas briguentas prendiam nossos gemidos.

Minha lubrificação já escorria em minhas coxas. Eu precisava dele dentro de mim.

Em ímpeto Jake se colocou atrás de mim, segurando-me com força e guiou-me até o estacionamento. Reconheci seu carro e foi lá que ele encostou minhas costas.

O Adônis ergueu uma das minhas pernas até sua cintura, nossos sexos se encontraram e ambos gememos por sentir o calor latente um do outro. Estávamos sobre o capô do Audi, eu soltei um gemido que foi cortado pelo beijo voluptuoso que Jacob visivelmente ensandecido me deu.

Com uma mão eu descabelava Jake, e com a outra arranhava as costas do mesmo por baixo da camisa. Aquele homem totalmente afoito e sem deixar meus lábios ou interromper a dança de sua língua em minha boca, levantou minha blusa e estava a ponto de tirá-la completamente quando eu interrompi o beijo e o freei:

––– Ah não Jake, aqui não. ––– disse com a respiração entrecortada.

Foi naquele momento que vi ao redor com mais clareza e raciocinei sentando-me e ajeitando-me.

––– Hum, o que houve? ––– Jake inquiriu ofegando, sem entender.

––– Eu não quero que ninguém nos veja, vamos para outro lugar. ––– pedi com a voz um pouco falha. Eu notava minhas bochechas quentes, deveriam estar coradas.

Jacob encarava-me faminto. Seus cabelos desalinhados ––– os meus não deveriam estar diferentes –––, alguns fiapos caíam em sua face e seus lábios apetitosos estavam grandiosamente vermelhos. Chamando-me. Aquele quadro era erótico e minha carne tremia por excitação.

O morenoestava um pouco inconformado, seus olhos em segundos estavam em fendas e sem delongas me levou para dentro do carro dele. Como a película era bastante escura ninguém nos veria lá dentro.

Ao entrarmos na parte de passageiros, Jake foi tirando a própria blusa em uma velocidade surpreendente fazendo-me rir. Eu estava sentada no banco e logo Jacob ajeitou-se entre minhas pernas deitando-me no estofado.

Passei a arranhar os músculos de suas costas. Como eu apreciava aquele desenho contraído sobre mim. Jacob chupava meu pescoço sem o menor pudor, o sugando levemente.

Eu não podia mais controlar e gemi baixinho prendendo-o em mim com minhas pernas ao redor de seu quadril.

Na mesma velocidade que tirara sua blusa, o moreno arrancou a minha quase a rasgando. Jake primeiramente beijou meus seios empinados para ele e em seguida começou a mamá-los.

Suspiros de prazer saíam de minha garganta por sua cavidade quente envolver minha pele sensível. Eu já estava suada assim como ele. Jacob deixou-me apenas de calcinha ––– que era um fio –––, e ficou somente dando beijinhos por cima do tecido ensopado.

Fiquei sentada lá observando o Deus da beleza livrar-se das próprias roupas ––– da calça, meia e da boxer branca –––. Eu literalmente babava em seu corpo de Adônis e me roía de vontade de provar aquele pênis suculento a minha vista.

Sem postergar o dono do corpo esculpido deitou-me no banco deitando-se por cima. Ele roçou seu membro em minha entrada por cima daquele tecido inoportuno que me cobria, e eu pirei.

––– Porra Jake... ––– gemi arqueando-me para ele.

Ele começou a fazer movimentos como se estivesse penetrando-me. Eu apertei a bunda de Jake para ver se assim ele entrava de vez em minha gruta encharcada por ele.

Foi então que aquele homem habilidoso arrancou minha calcinha e retirou a camisinha de dentro de sua carteira, e ergueu o pacote para mim ostentando seu sorriso levado e malicioso que eu adorava.

––– Coloca pra mim. ––– demandou já me entregando a proteção, com olhar safado.

Sem tirar meus olhos cingidos de luxuria de cima de seus orbes ardentes de desejo me ergui e peguei o pacotinho conforme Jake se deitava no banco. Eu sentei em suas pernas e fui pondo a camisinha com a boca vagarosamente. E no segundo seguinte Jake sentou-se no banco, e pegou brutalmente em meu quadril encaixando-me em seu falo ereto.

Transamos como loucos aquela vez. Prendia minhas mãos no respaldo do banco atrás de Jake e rebolava com força enquanto aquela escultura de homem guiava-me o tempo todo, levantando-me e abaixando-me em seu membro. A cada vez que eu sentava em seu membro e o sentia rasgar minha gruta com sua largura, eu dava um grito de dor e prazer.

Notei o corpo másculo embaixo de mim, tremer. Jacob soltava rosnado a cada vez que eu o abrigava e rebolava gostosamente em seu pau.

As janelas embaçadas, nossas respirações ao arquejo eram altas e nossos corpos completamente molhados de suor.

Eu já estava no meu limite quando Jacob me levantou de vez e me jogou de costas no banco, prontamente ele colocou-se entre minhas pernas e entrou apenas com a cabecinha em minha gruta.

––– Jake... ––– choraminguei jogando minha cabeça para trás.

Ele apertou meus seios fazendo-me erguer o corpo querendo mais contato.

––– Jake. ––– eu rosnei rebolando e apreciei a visão de Jacob lançando a cabeça para trás e deixando sua glande escorregar para dentro de mim.

––– Adoro ouvir você chamar por mim. ––– gemeu sofregamente retirando-se de mim novamente.

Eu atirei mais uma vez minha pélvis contra a dele e fitei seus olhos. Eles eram duas bolas incandescentes por lascívia e causavam-me torpor, presa ali naquele delírio particular senti o membro de Jake irromper minha gruta e se abrigar no meu interior.

Berrei causando escassez do meu ar, enlacei o corpo de Jake com meus braços e pernas. Ele se enterrava em mim com força e rapidez. Ouvia-o gemer meu nome, ele suspendeu meu corpo colando-me mais a ele.

Minha cabeça estava enterrada no pescoço de Jake, e eu o mordia na região ensandecida pelo prazer daquele homem me açoitando com sua carne dura e impetuosa.

O orgasmo veio em espiral, queimando minhas extremidades e eu cravei meus dentes nele enquanto sentia a explosão dentro de mim, tirando-me a sanidade por completo. Jacob gemeu rouco e relaxou sobre mim mantendo seu peso em meu corpo assim como seu falo que ele tardou a retirar.

Nossas respirações eram custosas, meu peito subia e descia assim como o dele, e logo ouvi seu riso maroto em meu ouvido.

Ele fazia carinho em minha barriga, e tinha os olhos fechados. Após uns poucos minutos nos separamos e nos arrumamos.

****

Passaram-se quatro semanas desde o ocorrido. Como combinado Jacob nada mencionou com Paul. Eu imaginei que ele não faria, não ganharia nada com a informação.

Por outro lado ele estava ganhando com a barganha. Corrigindo-me, ganhávamos. Eu nunca tive tanto prazer como com o Jacob. Ele sabia exatamente como tocar, fazer, torturar. Aquele pecado em forma de gente me fazia implorar por ele às vezes. E eu o fazia, meu sexo doía se não fosse preenchido por ele.

Por lembrar-me de nossas transas loucas ––– no seu quarto ou em algum hotel ––– meu centro untava e eu mordia os lábios para não reclamar de frustação por não ter aquele delírio de homem por perto.

Com Paul as coisas andavam bem. Almoçávamos juntos quase todos os dias, nos falávamos quase todas as horas ––– isso me enjoava ocasionalmente pela falta de assunto ––– e nos fins de semanas viajámos para alguma casa de veraneio de sua família ou alugávamos hotéis em locais turísticos.

E só de pensar que parte daquela fortuna foi tirada dos negócios da minha família, causava-me repulsa por estar ali. Todavia eu não desmanchava meu sorriso em nenhum momento. Mesmo cansada de caminhar na orla da praia ouvindo os devaneios de Paul ou irada por seus novos contratos eu nunca deixava de afagar lhe a face e beijar-lhe carinhosamente os lábios.

À noite ele era um excelente amante e eu gemia seu nome, sempre. Mas era impossível não sentir a falta de toda a intensidade e sensualidade de Jacob. Com Paul era tudo muito bom e deleitante. Com Jacob era impetuoso e carnal, me tirava da órbita, era como um frenesi.

Eu não deveria pensar em Jacob enquanto estava deitada ––– nua ––– sobre o corpo despido do meu namorado, sobre os lençóis de seda, todavia o sexo com o moreno libidinoso era surreal demais e eu nunca cansava, ao contrário, em um relapso eu estava viciando naqueles atos insanos e prazerosos cometidos sempre que eu e Jacob nos encontrávamos.

Notas finais
E ai amores? Gostaram? O que acharam? Eu quero comentários hein... Não leva tanto tempo assim ;) beijos