Doce Trapaça

12 Capítulo Dez


Notas iniciais
olá flores. Aqui está mais um capitulo. Espero que gostem. Não respondi todos o reviews, ainda! Mas aos poucos vou responder a todos, sim? beijinhooos. Boa leitura


PV Renesmee

Quando despertei sentindo um frio vigoroso. Encolhi-me pela brisa fria e não senti minhas roupas, apenas braços fortes e musculosos ––– naquele momento frios ––– me abraçarem.

Abri os olhos e me deparei com a escuridão, eu podia ouvir a respiração de Jacob e o balançar das folhagens da árvore sobre nós. Tentei me erguer um pouco, mas apenas consegui levantar o mínimo da cabeça e vi nossos sapatos próximos a raiz da árvore e sua bermuda a nossos pés, eu reparei que meu vestido e sua camisa estavam embaixo de nós.

Ah não! Meu vestido caro.

Que merda!

Eu comecei a resmungar mentalmente e inutilmente tentei me libertar do meu cunhado.

––– Jake. ––– sussurrei o chamando, entretanto o homem se quer se mexeu.

––– Jacob. ––– chamei alto.

Ele resmungou.

Passei a me revirar sem tomar cuidados para não machucá-lo e acabei por exercer força demais sobre meu cotovelo direcionado em seu abdômen.

––– Porra Nessie, quer me matar? ––– Jacob sentou em um salto pondo a mão no estomago e fazendo cara de dor.

––– Achei que não fosse levantar nunca. ––– reclamei me pondo de pé e logo pegando meu vestido–––- ou o que restou dele –––. É hora de irmos. ––– finalizei me vestindo.

Eu entrei com toda cautela possível, a mansão parecia vazia, mas não estava.

Jacob já havia entrado e seguido para seu quarto. Havia uns poucos homens conversando na sala de jogos, eu podia ouvir os murmúrios. E com certeza alguém dormia em outros cômodos da casa. Contudo ao adentrar o quarto do meu namorado, mordi a língua e meu coração acelerou.

Paul estava deitado na cama king size perfeitamente feita, suas feições estavam tensas, sua roupa impecavelmente branca se destacavam no lençol azul marinho.

Sua respiração era pesada, o que me levava a crer que se caso ele tivesse pegado no sono, isso não teria muito tempo e eu estava fodida.

Com um estalo em minha cabeça, rumei correndo para o banheiro e joguei o vestido ––– imundo ––– no sexto branco que havia no canto.

Mal liguei o chuveiro sentindo a água morna me larvar e ouvi a porta do banheiro da suíte ser aberta.

––– Renesmee? ––– sua voz áspera fazia jus a sua carranca possessa.

––– Sim. ––– cantarolei dissimulando meu pavor.

Ai merda é hoje que meu namoro acaba. Pensei.

––– Onde você estava? ––– A voz de Paul não era macia ou romântica, ele estava furioso.

Paul abriu a porta do box sem cerimonia e me encarou exigindo uma resposta.

––– Na mansão. ––– Respondi e me enfiei mais em baixo d’agua.

––– Não estava mesmo, te procurei em todos os cantos. ––– ele grunhiu?

Ele nunca tinha feito isso comigo.

––– E porque só entrou agora? ––– Paul falou com um suspiro, imagino que ele pretendia suavizar a face. Não funcionou, ainda havia um v na junção de suas sobrancelhas apesar do tom mais calmo.

––– Como assim amor? Cheguei há bastante tempo, você estava dormindo como bebê, eu vim tomar um banho e perdi a hora, meus dedos devem até estar enrugados. ––– menti, ensaboando os braços.

––– Renesmee. ––– seu tom soou como advertência.

––– Amor porque mentiria?

––– Porque sumiu a noite toda?

––– Estava assistindo a apresentação, comecei a andar e me perdi. Perdoa-me?

––– Isso tá muito estranho. ––– falou para si mesmo enquanto eu me enxaguava.

––– Se quiser confirmar pergunte ao Jacob, ele e a amiga dele me ajudaram a voltar para cá, mas não te achei então subi. ––– argumentei sem encará-lo.

––– Jacob? ––– a voz de Paul era pra lá de desconfiada, gerou um gelo em minha espinha.

––– Sim, ele estava lá fora e me ajudou a voltar. ––– expliquei.

Eu sabia que Paul nunca iria procurar Jacob para saber de nada.

Ainda desconfiado, porém com a face mais leve ele deixou o banheiro e eu respirei de alivio podendo verdadeiramente relaxar sob aquela água reconfortante.

~*~*~*~*~*~*~

Alguns meses mais e eu voltava às aulas. Claire estava trabalhando na loja de Quil, a pedido de Jacob. Baby e Emily estavam separados, como eu havia previsto e eu por fim tirei aquela ideia estupida de praia da cabeça do Paul.

No dia seguinte ao ano novo, ele logo ficou bem e fomos à praia, portanto o expliquei todo o glamour de um salão e as desvantagens de uma tarde com ventania e maresia na praia.

Sinceramente, eu precisava me afastar de Jacob e foi o que fiz nesses três meses que se seguiram no novo ano.

Eu não queria perder a boa reputação construída com os Blacks, muito menos Paul, eu necessitava dele. Jacob apesar de me servir muito bem na cama, não servia em meus planos.

Eu precisava eliminá-lo.

Fora a área sexual e vingativa da minha vida, as outras iam bem. Okay, talvez nem tanto.

Há algumas semanas Hayley começou a ter febres contínuas, deixando Rachel e todas nós muito preocupadas.

Já eram dois dias em que eu acompanhava Rachel em mais um dia desgastante com consultas médicas, pelo menos um exame rigoroso estava sendo feito.

Era um dia nublado, porém quente. Eu aproveitei que naquele dia não havia consultas e dormi até tarde me atrasando para a aula. E a tarde quando finalmente a senhora Grady fechou a matraca, eu poderia descansar outra vez, pois eu havia combinado de ir a inauguração da nova boate com as meninas.

No entanto eu não estava com tanta sorte, eu já saía dos portões da faculdade quando Paul me ligou pedindo que passasse na casa dele, pois queria me levar para sair.

Okay, havia tempo que não saíamos para jantar, mas porra eu precisava de descanso.

Justo hoje Paul tinha que sair mais cedo?

Mesmo contrariada, me agarrei ao fato reconfortante de que eu vestia um vestidinho solto azul e sapatilhas, ou seja, eu não precisaria passar em casa para mudar de roupa.

Cumpriria meu papel e quem sabe a noite eu não teria gás para uma noitada? Pensei nisso enquanto o táxi se encaminhava para a mansão dos Blacks.

~*~*~*~*~*~

Quando cheguei, me permitiram entrar com facilidade pelo portão automatico que levava o brasão da família.

Uma das empregadas abriu a porta para mim e eu fiquei naquele salão cor de pessêgo enorme, cheio de flores ao redor.

Estava tudo muito calmo. Sem um murmúrio, sem passos ou risadas, parecia até que (inclusive) os empregados não estavam.

Como, se era quinta-feira ainda?

Estranhando aquela calmaria incomum, me sentei no sofá macio de camurça e enquanto repousava meu traseiro no assento eu ouvi assobios e me virei para aquela enorme escada que levava ao próximo patamar.

Jacob descia em saltos, pulando de dois em dois degraus. Vestia uma camiseta verde clara ––– amostrando seus músculos perfeitos –––, e um short de malhar branco e um tênis cinza.

––– Ora, ora o que temos aqui... ––– ele falou risonho e malicioso acabando de pular os últimos degraus e lentamente foi indo até mim.

Respirei fundo e me senti estranha com a proximidade de Jacob.

Ele veio com aquele puta sorriso, largo, brilhoso, quente... Lambi meus lábios e bati as pestanas, ele estava com a barba para fazer e isso lhe dava um ar cafajeste que me fazia molhar a calcinha.

Jacob sentou-se ao meu lado e me abraçou depositando um beijo no canto da minha boca.

––– Cadê seu irmão?

Resolvi ignorá-lo. Eu fazia isso ultimamente, ou procurava fazer.

––– Me deixa ver ––– ele checou os bolsos do short. ––– Aqui não está.

E ficou sério.

Botei meus olhos em branco e me apartei de seu corpo.

Para minha desgraça, Jacob tornou a se mexer, dessa vez colando sua lateral a minha.

Evitei olhá-lo e me atentei a enorme foto de Sarah e Billy em cima da lareira.

––– Então vai me contar? ––– Jacob sondou com uma voz amena e aveludada.

De soslaio o percebi apoiar um tornozelo no joelho da outra perna, e relaxar um braço atrás de mim sobre meus ombros, aparentemente e contemplava o mesmo ponto da sala que eu.

––– Contar o que? ––– retruquei cansada.

Eu já sabia o que era.

––– Por que namora meu irmão? ––– ele manteve seu tom.

––– Ainda isso Jacob? ––– rebati levemente irritadiça me virando um pouco para fitá-lo.

––– Reformulando... ––– cantarolou sorrindo e me encarando, por fim. ––– Porque quer se casar com um homem rico como o Paul? Porque o Paul? ––– perguntou no mesmo tom especulativo que sua face e seus olhos em fenda que estudavam o meu mínimo movimento.

––– Porque gosto dele. ––– respondi impaciente e me virei outra vez para frente.

E era verdade, Paul era muito legal, quando não estava meloso, claro.

––– Sei... ––– ele falou e ouvi seu sorriso de escárnio. ––– Pois eu duvido e aposto o meu dinheiro Renesmee que se eu fosse o presidente da empresa e liderasse toda a rede seria a mim que você enganaria, estou errado? ––– ele proferiu e quando ligeiramente sobressaltada o encarei ele fitou meus olhos com intensidade como se fosse capaz de desvendar todos os meus segredos só por olhá-los.

Ai merda, porque Jacob tinha olhos tão negros e profundos?

Por um lapso me deixei mergulhar naquela bola de bilhar negra e cintilante. Ele estava ávido por uma resposta e eu louca por me livrar dele.

E foi o que fiz.

Levantei intempestivamente e subi as escadas, seguindo pelo corredor do segundo andar da mansão, fugindo de Jake que tentava me alcançar de qualquer jeito.

Ele estava em meu encalço, no entanto eu ignorei.

––– Quem não deve não teme. ––– comentou de forma cadenciada adentrando a sala intima atrás de mim.

––– Me deixe em paz Jacob. ––– falei andando de costas até o sofá, entretanto acabei calculando o espaço errado e cai de bunda no tapete branco felpudo na frente do sofá que formava um semicírculo na sala mediana.

Imediatamente senti o peso do corpo e calor de Jacob vir sobre mim.

––– Só me responde por quê? Então te deixarei em paz. ––– suas mãos prenderam meus pulsos ao lado do meu corpo.

Eu ainda estava sentada e joguei-lhe as palavras:

––– Você só falou merda até agora.

––– Então porque fugiu?

––– Porque me senti acuada. ––– contestei. Merda. ––– Me solta, caralho.

Jacob me deitou no chão e continuou bloqueando meus movimentos.

––– Porque eu tenho razão. ––– afirmou e me deu um sorriso ladino que odiei no momento.

––– Não, porque é um filho da puta. ––– Eu tentei tirar suas mãos dos meus pulsos, mas cada vez em que eu fazia força, mas o babaca me apertava.

––– Vamos Ness, confesse o que te atrai é nossa situação financeira abundante. ––– brincou ele.

Jacob ria descaradamente.

Estava claro que ele brincava e queria que eu caísse na brincadeira, todavia aquilo me deu náuseas.

Parecia que alguém tinha me dado socos no estomago.

A porra da situação financeira dele estava assim por que a minha família estava falida. Pensar naquilo me doeu profundamente.

Eu notei lágrimas sendo formada no fundo dos meus olhos, eu só via minha família sendo indiretamente jogada para fora de suas casas, sendo depostas de seu prestigio e nossos sentimentos dilacerados.

Por alguma razão Jacob saiu de cima de mim, me possibilitando sentar naquele tapete aconchegante.

––– O que foi Nessie? ––– ele indagou, seu tom era preocupado conforme se sentava ao meu lado.

––– Me deixa em paz. ––– me levantei abruptamente.

––– O que houve? Você ficou estranha, parece machucada, se sente mal? ––– meu cunhado disparava as palavras de forma angustiada e por um momento me distraí realmente da dor e me atentei ao fato de que Jacob além de observador ––– eu não tinha esquecido aquele comentário dos meus olhos ––– ele era atencioso.

Minha boca formou um bico de peixe e eu não sabia ao certo como responder a isso, pois estava perplexa.

––– Renesmee o que há? –––- mantinha-se perturbado.

Ele se aproximou de mim, sem maldade ou malicia, havia somente preocupação em seus olhos. Ele abaixou um pouco a cabeça e recolheu meu rosto em suas mãos me fitando com fervor e profunda inquietude.

Aquilo me comoveu. Melhor me derreteu. Meu coração deu um solavanco.

Que droga, ele não devia me olhar daquele jeito. Mas fazia e minhas pernas viraram gelatinas na hora.

––– O que eu falei pra você ficar tão mal, Nessie? ––– ele murmurou e encarei seus olhos de novo e havia uma chama, suas mãos esquentaram em meu rosto. ––– Falei a verdade? ––– embora seu tom fosse ameno e sua face não houvesse um resquício, uma fagulha de sarcasmo eu tive uma certeza.

Ele estava brincando comigo.

Meus olhos ficaram em fendas para ele, e ai sim eu fiquei com raiva.

––– Já mandei me deixar em paz. ––– gritei furiosa e tirei suas mãos de mim.

––– Você ficou magoada com algo, me desculpe. ––– falou antes que eu chegasse à porta me impedindo, pegando em minha mão. ––– Eu só queria conversar, juro. Eu só quero entender. –––- ele desabafou sério e levemente irritado.

Ali, eu não estava entendendo.

––– Entender o que?

––– Essa merda toda. ––– Exasperou pondo as mãos no quadril. ––– Por que o Paul? ––– ele grunhiu.

Eu suspirei, fadigada já daquela conversa.

––– Gosto do Paul.

––– Mentira. ––– rebateu veemente se aconchegando e me encurralando na parede marfim. ––– me conta a verdade. ––– seus olhos brilhavam e eram curiosos, sem tom não era alto ––– Eu prometo que vou entender. ––– eu diria até que sua voz soou doce.

Ele afirmou com tanto afinco que duvidei ser impossível.

Será? Eu ponderei enquanto mordia os lábios, indecisa. Meus olhos estavam presos ao dele e não vi nada que dissesse ao contrário de suas palavras.

––– Me diz... ––– ele sussurrou pedinte.

Coloquei as mãos no peitoral dele, ele estava muito perto. Eu podia sentir seu calor irradiar e atingir minha pele através do tecido de nossas roupas.

Minha boca se abriu, eu não tinha certeza do que falaria, mas eu diria alguma coisa. Os olhos negros do meu cunhado me impeliam a falar, seu calor me queimava, e talvez também queimasse meus miolos.

Pois eu estava prestes a dizer a verdade.

––– Nessie?

A voz grossa e macia soou ao longe, contudo foi o suficiente para Jacob praguejar e eu me desfazer do encantamento em que estava.

––– Nessie. ––– Paul chamou novamente e ouvi passos nas escadas.

Somente percebi que Jacob tinha deixado a sala quando ouvi o baque da porta e mais alguns segundos Paul entrou em meu campo de visão.

Paul tinha uma expressão cansada, todavia ao colocar os olhos em mim um sorriso fácil se formou em seus belos lábios e eu correspondi e dei alguns passos até ele.

––– Olá meu amor, chegou há muito tempo? ––– cumprimentou Paul, alargando o sorriso conforme caminhava de mãos dadas comigo até o sofá grafite.

––– Não, eu cheguei faz pouco tempo. ––– respondi simpaticamente e dócil, um sorriso terno e carinhoso eu deixei congelado em minha face.

––– Me disseram que você havia entrado. Perdoe-me por fazê-la esperar. Não há muitos empregados hoje, mamãe os dispensou, não sei por quê. ––– Paul justificou.

––– Tudo bem, Jacob esteve comigo por uns minutos. ––– falei sem pensar muito até onde aquilo iria.

Na verdade eu só tinha a imagem de um minuto atrás quando estava estupidamente rendida a Jake.

––– O vagabundo está em casa, é? ––– perguntou Paul impaciente

––– Deve esta no quarto. ––– eu disse sem demonstrar muito interesse.

~*~*~*~*~*~

Acabava de soar seis horas da tarde quando eu e Paul fomos jantar, seria rápido, segundo ele apenas para matar as saudades. Em algumas horas, passeamos no shopping e Paul me comprou um lindo colar de cristais e corrente dourada.

Eu amei a peça e já próximo às onze da noite, retornamos a mansão para namorar.

É brega, concordo. Por outro lado Paul costumava me tratar como boneca, como aleguei ter teste no dia seguinte, ele logo desistiu da ideia de irmos para um hotel.

Passar mais um tempinho em sua casa era uma decisão mais viável, até mesmo porque lá em casa havia muita gente.

Sendo assim, mal chegamos e Paul me jogou no sofá do salão principal, mesmo me contendo não reclamei, se ele queria ser selvagem, eu não iria argumentar.

Não obstante, sentimos ou eu senti um perfume deleitável e masculino preenchendo todo o lugar. O aroma me fez ficar relaxada, era suave e penetrante ao mesmo tempo, parecia um neutralizante para meus sentidos. Daí eu me atentei aos passos os quais acompanhavam o cheiro inebriante e logo abri meus olhos.

Estava no colo de Paul com uma perna de cada lado, meu namorado com a camisa aberta e meu vestido estava amassado e aglomerado no quadril.

E meu cunhado... Bem esse tinha o olhar cravado em mim. Não era debochado como de costume. Parecia... Frustrado. Jacob havia se tornado uma incógnita para mim.

Ele tinha uma camisa social de manga curta azul com os botões fechados só até a metade, sua calça era um jeans escuro e um pouco justo realçando suas nádegas e majestosas pernas, seu sapato era de um marrom escuro.

Após algumas alfinetadas com o irmão, Jacob saiu e nos deixou ali.

Mais tarde Paul me deixava em casa.

~*~~*~*~*~

As meninas já se arrumavam, tratei logo de seguir para o chuveiro.

Parecia que um trem havia passado em cima de mim. Eu estava cansada, com a mente desgastada, e um pouco mal-humorada.

Contudo eu não seria eu, caso dispensasse a inauguração de uma casa noturna tão esperada como essa.

Após longos minutos, saímos de casa.

Candice com um vestido preto de pouco comprimento ––– indo até o meio de suas coxas ––– um leve V na frente enfatizando seus seios e um salto fino Christian Louboutin também preto e muito sensual; Claire tinha uma blusa de alças finas rosa de seda, com um generoso decote e uma saia justa, curta e branca com uma sandália de salto agulha em branco.

Já Eu ––– como elas ––– tinha meus cabelos soltos com poucos cachos, meu vestido vermelho curto estava aderido a minhas curvas, era de seda e bastante decotado, minha sandália era Christian Louboutin de salto fino e dourada, em meu rosto, eu deixei apenas os lábios vermelhos e carreguei meus cílios com um pouco de rímel.

Modesta a parte eu não tinha necessidade de tanta maquiagem.

Assim que chegamos fomos para a pista. Eu não perdi tempo, já rebolava meus quadris.

No entanto, eu não fiquei supressa quando grossas mãos me agarram e um corpo musculoso e quente se roçou em minhas nádegas.

––– Porque será que sempre te encontro assim, mexendo esse delicioso traseiro em público? ––– Jacob falou rouco em meu ouvido e eu me virei sem deixar de dançar.

Ele não tinha a mesma carranca que tinha quando saiu de casa.

Estava risonho e provavelmente quase bêbado. Jacob também se embalava no ritmo, não estava tão quente, ainda. Eu havia acabado de chegar, estava com fôlego, precisava aproveitar antes que meu corpo sentisse o cansaço da semana.

Ignorei o fato de que era Jacob dançando atrás de mim.

E tão cedo fiquei morta de sede indo até o bar para pedir uma long neck.

Jacob veio atrás de mim e pediu uma vodca.

––– Está tudo bem? ––– perguntou ele cauteloso antes de levar a bebida à boca.

––– Tudo ótimo, por quê? ––– o imitei.

––– Você estava chateada. ––– ele respondeu, sério demais para o meu gosto e sorveu outra vez do liquido destilado.

––– Não. ––– repliquei.

––– Não vai me dizer, não é? ––– ele pareceu cansado.

––– Porque quer tanto saber?

––– Pra te entender. ––– falou franzindo o cenho, como se aquilo fosse obvio.

––– E por quê? ––– sondei o fitando e outra vez a escuridão estrelada de seus olhos me abateu. Desviei-me antes de cair no mesmo pecado daquela tarde.

––– Não sei Nessie, só quero entender porque o Paul é tão importante pra você. ––– esmiuçou e logo acabou com o conteúdo do copo e tornou a enchê-lo.

––– Se eu falar que é porque gosto realmente do Paul, você acreditaria?

––– Não, sei que está mentindo.

––– Bem, se você não acredita, não posso fazer nada. ––– finalizei e saí com minha bebida o deixando lá, furioso provavelmente.

PV Jacob

Eu não sabia o que me deixava mais puto, se era o namoro ridículo que Renesmee mantinha com Paul, ou eu não saber o porquê dele.

Eu só sabia que queria entender.

Olhar para Renesmee era como olhar para uma charada, deveria me propor a decifrá-la. Ela não era a menina doce que se mostrava a minha família, tampouco era tão mesquinha como queria ser.

Okay, Nessie era mimada e frívola. Porém, os olhos dela eram tão calorosos, tão cintilantes. Desde que os descobri era impossível olhá-la e não me prender naqueles reflexos verdes de sua íris.

Renesmee era um enigma. E eu queria desvendá-lo.

À tarde em casa, eu vi algo em seus olhos que me deixou uma pista.

Fosse qual fosse o motivo de Renesmee está com meu irmão, lhe causava dor. Mas o que?

Eu estava ali, sentado a beira do bar sem qualquer maldita resposta. Bufei por ter ficado naquela situação.

Renesmee não gostava de Paul, somente ele não via isso. Contudo, eu teria de arrumar outra tática para descobrir a verdade.

~*~*~*~*~

O domingo estava uma merda.

Eu havia acabado de subir para tomar um banho, iria sair.

Não sei por que estava tão irritado. O que aconteceu demais? Nada.

Apenas houve o almoço para celebrar o noivado de Paul.

––– Saco! ––– soquei a parede do banheiro enquanto a água fria molhava minha nuca e escorria por minhas costas.

Sacudi a cabeça, tentando apartar as imagens da comemoração da minha cabeça.

Cheguei logo após o brinde.

Estavam lá minha mãe, meu pai, Paul e Nessie.

Renesmee assim que me viu entrar na sala de jantar, hesitou antes de levar a taça de champanhe à medida que seus olhos pousavam ––– temerosos ––– em mim.

Ela vestia um longo vestido lilás de tecido fino, os cabelos soltos estavam perfeitamente lisos. Seu rosto como o de uma menina, sem ironia, deboche ou provocação.

Aquela não era a Renesmee que eu conhecia. E eu não gostava dessa. Era falsa, ardilosa, mesmo com todos os aparatos para ser uma princesa, olhando para Renesmee ali ––– ao lado do meu irmão, com uma grossa aliança no anelar esquerdo–––, ela parecia uma víbora.

Estava casando por qualquer motivo, menos por amor. Se ela realmente fosse boa pessoa, não faria isso.

Ignorei seu olhar de repreensão e adentrei na sala. Paul fechou a cara na hora.

Foda-se.

Após uma explicação da minha mãe sobre o que estava acontecendo. Subi e fiquei no quarto pensando e pensando.

A mão de Paul ao redor da cintura dela ––– eu vi isso a todo o tempo em que estive na sala de jantar ––– me enervava. Eu somente me lembrava das vezes em que peguei naquela cintura com força ––– fosse para sentá-la em meu pau ou provoca-la colando a mim–––. Aquela cintura não foi feita para ser pega com tanta destreza. Não mesmo.

Fitei Renesmee por segundos e me pareceu pensar o mesmo. Ela não esboçava um sorriso sequer.

Rolei na cama por estar incomodado com aquilo.

Merda! O que eu tenho com isso. Quem iria se foder era Paul. Corno! Renesmee não o traía só comigo, eu não tinha certeza que sim, mas de certo eu não iria negar.

Havia quanto tempo desde a última vez que transamos?

Quatro? Cinco meses?

Só da nossa ultima conversa séria, naquela tarde foi quase dois meses.

Eu ansiava estar com ela a cada vez que a via. A cada vez que nos falávamos. Mas ela me evitava.

––– Maldita seja! ––– exasperei me levantando e marcando com alguns amigos para sair.

E lá estava eu, horas depois.

Na porra do camarote de uma boate, comendo uma mulher que nada tinha a ver com aquela que eu queria estar.

A mulher sentada no meu colo e cavalgando no meu pau, tinha o vestido amontoado e amassado ao redor do quadril e era uma asiática. Gostosa, com belas curvas, no entanto o prazer não era tão elevado quanto como era com Nessie.

Ah ela não tinha o rebolado da minha cunhada, as palavras sujas ou o olhar felino e endiabrado.

––– Que merda. ––– assoprei por comparar as duas no meio do ato.

––– O que... Foi gatinho? ––– a mulher no meu colo perguntou em um gemido.

––– Nada, continue. ––– disse baixo decidindo aproveitar o que ela podia me dar.

No fim das contas acabei escorado no parapeito do camarote, ignorando os casais ––– como eu há uma hora ––– se comendo nos pontos escuros da área.

E então minha visão focou em uma parte iluminada e fumacenta. Onde um largo quadril abaixo de uma cintura fina, metido em um vestido meio rodado na saia em cor púrpura e costas nuas se encontravam remexendo sem dificuldades.

Ah aquelas costas.

A dona dos longos cabelos castanhos subiu a cabeleira e eu sorri tão safado como nunca.

Foda-se se Renesmee me evitava ou não, eu precisava dela. Tinha a maldita necessidade de aplacar o fogo que já subia por meu corpo e descia deixando meu pau apertado na cueca.

Terminei o brandy que bebia, e desci decidido a matar aquela vontade de Renesmee.

Hoje ela não me escaparia.

Notas finais
E então oq acharam??? Como jádisse em algums respostas, a fic vai virar um pouquinho rsrs Renesmee vai se enrolar cada vez mais. E Jacob? O que vocês acham sobre essa curiosidade louca? rsrsrs Em breve farei um PV Narrador para mostrar a parte do PAul e alguns outros pontos q na visão de Jake e Nessie não da p mostrar bem. beijinhooos e não esqueçam de comentar, se eu não ver comentarios fica dificil postar, né? Muack ;*