Doce Trapaça
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Mas um capítulo!
Kiki Amoraaaaaaaaaaaa! Te amoooooo! Brigadinha por mis um capítulo betado!
Dedico a todas travessas que já indicaram a fanfic e as que comentaram no capítulo anterior!
Boa Leitura!!!
Musica do capitulo:
http://www.youtube.com/watch?v=9OFxlN-Knro&feature=share
Rosalie e Victoria estavam aproveitando o tempo bom á beira da piscina, conversando animadamente sobre amenidades até que a ruiva tocou em seu calcanhar de Aquiles.
— O que você pensa em fazer? — Indagou Victoria bebericando de sua bebida. — Já tem algo traçado em relação à Swan?
— Não pensei em nada até o momento. — a loira sentada a sua frente batia nervosamente seus pés no chão. — Mas não vou admitir essa fedelha com meus Homens!
— James poderia nos ajudar. — Sugeriu maliciosamente.
— Como? — A loira duvidava muito se algo que viesse do James podesse ser de fato de grande utilidade. — James?
— Seduzindo-a, não conheço uma única mulher que conseguiu
resistir ao charme do James. — Rosalie gargalhou.
— Duvido muito. — Servindo-se de mais uma dose a loira prosseguiu. — Isabella esteve com os dois... Os dois! — A fúria era tamanha que não poderia ser mascarada por seu falso sorriso que veio a seguir. — Você sabe o
que isso significa? Nenhum outro será o bastante.
— Com os dois? — A incredulidade estava nítida não só nas palavras como na expressão facial da ruiva. Ela mesma nutria um forte desejo de
se submeter aos caprichos dos dois amantes da loira. Os rumores sobre a
performance dos irmãos Masen deixava-a de calcinha molhada. Diabos! Simplesmente olhá-los deixava qualquer mulher untada! — E você está esperando o quer para pô-la porta a fora?
— E quem disse que estou esperando por algo. — Indagou com desdém. — Até parece que você não me conhece Victoria, — Sorriu confiante. — Esperei-a em seu quarto e a coloquei em seu devido lugar... E para bem longe de mim e dos meus Homens! Ela já deve está distante daqui.
— Você tem certeza Rosalie? — Retrucou à ruiva.
— Lógico. — Sorriu vitoriosa. — Ameacei-a, você precisava ver, só faltou chorar, deixei bem claro que não vou abrir mão... E que eles são
meus! E você sabe como posso ser persuasiva quando eu quero ser!
— Se você assim diz. — A ruiva deitou-se fechando os olhos aproveitando a manhã que estava maravilhosa.
Victoria nunca escondeu seu fascínio pelos irmãos, até o seu próprio amante James, era consciente desse fato. E lógico ela só concordou em ajudar a Rosalie por que tinha seus próprios motivos. Burra ela nunca fora!
Victoria era consciente da espera e até mesmo da veneração que os irmãos Masen nutriam por essa tão misteriosa mulher. Uma mulher que eles não conheciam, mas tinha plena consciência que ela um dia apareceria.
Por isso a busca desenfreada havia iniciado há alguns anos atrás, porém a cada nova tentativa uma frustração.
— Um dia a nossa verdadeira companheira aparecerá. E quando isso acontecer, não haverá, mas buscas, não haverá mais jogos, porque a nossa mulher estará ao nosso lado.
As mulheres caiam aos seus pés, os gêmeos tinham tudo que
uma mortal pudesse querer. Inteligência, beleza, poder e dinheiro, e este ultimo era o que, mais atraia a atenção delas. Porém eles logo davam um ponto final na situação,
O poder e masculinidade exalavam pelos poros, dos gêmeos, esse foi o fator principal que atraia Victoria, sem falar dos rumores que circulavam, em relação aos dois, Se metade do que já ouviu fosse verdade.
Só de imagina sentia seu corpo formigar. Por diversas noites se imaginou na cama deles. Sendo amada por eles. Por isso sempre fantasiava, quando estava com o James ou qualquer outro. Ainda bem que tinha uma
imaginação fértil!
Mas já estava farta dessa situação, não queria se enganar, queria sim, ter a eles, e se para isso tivesse que se aliar a Rosalie, isso era o que iria fazer. Pelo menos até onde lhe fosse favorável.
Edward chegou à mansão na hora do almoço, surpreendendo a
todos. Rosalie e Victoria almoçavam á beira da piscina conversado
animadamente.
— Edward querido, porque não avisou que viria. — Dissimuladamente Rosalie se aproximava dele. Vestia um minúsculo biquíni vermelho. — Teria preparado algo que fosse do seu agrado. — Se aproximou tentando abraçá-lo, mas educadamente ele se esquivou.
— Agora não Rosalie. — E sem dizer mais nada seguiu seu curso.
— Tem certeza que a fedelha foi embora? — Estigou Victoria vendo-o se afastar a passos largos.
— Com toda certeza! — A loira sorriu confiante.
— E por que Edward chegou a essa hora? — Alertou — Ela não teria ligado para ele? Você conhece ó Edward Rosalie se ele realmente estiver enrabichado por ela... Você logo saíra de cena... _E eu de tabela! — Pensou
contrariada.
— Nem morta Vic. — o sorriso malicioso estampado em sua face. — Nem morta, por que antes eu acabo com ela!
— Então trate de agir, porque seus Homens estão escapando
de sua mão.
***
Edward caminhou a passos largos para seu quarto, estava louco para encontrar com Isabella. Havia cancelado o restante da agenda do dia, para poder voltar para casa e conversar com ela. Anthony estava nervoso com
receio, mas eles precisavam conversar e expor seus sentimentos.
— Mas se ela achar precipitado? — Indagou Anthony quando Edward propôs.
— Isabella nós deseja. — Falou seguramente. — Ela nos aceitou por duas vezes, e sei que você sentiu Anthony.
— Lógico, que nos deseja não podemos negar, mas será que estaria disposta a se envolver. — Fechou os olhos e respirou fundo antes de prosseguir. — Já imaginou se ela achar uma loucura.
— Não podemos esconder nada de Isabella, ela deverá conhecer nosso mundo, nossos gostos...
— Não será uma conversa fácil de se ter... Só não podemos perdê-la,
não estou disposto a abrir mão dela.
— E não vamos. — Convicto Edward prosseguiu. — Primeiro iremos conversar com a Rosalie.
— Essa será mais difícil ainda, não vai quere abrir mão de nada. — Ressaltou Anthony.
— Rosalie sempre soube, o que buscávamos, nunca escondemos nada, sabia a todo o momento que quando a nossa mulher aparecesse ela sairia de cena.
— Então esse é o momento exato. — concordou.
Depois dessa conversa Edward cancelou sua agenda e voltará para casa. Anthony chegaria depois.
Chegou ao seu quarto e não a encontrou, então deu meia volta e foi em direção ao dela. No meio do percurso encontrou seu mordomo que lhe deixou ciente que a senhorita Swan não havia requisitado seus serviços, e que a mesma não era vista desde cedo.
— Isabella saiu?
— Não, Sr Masen, creio que ela esteja em seus aposentos, se ela tivesse saído os seguranças teria avisado. Ficamos de olhos como o senhor
pediu.
— Obrigado.
Edward seguiu seu caminho, parado em frente ao quarto de Isabella. Bateu na porta e esperou por uma resposta que não veio. Insistiu novamente.
— Isabella?
Mas uma vez ficou sem resposta, impaciente tocou na maçaneta girando-a na tentativa de abri-la, porém encontrava-se trancada.
— Isabella?
Sem obter um único sinal da parte dela, ele estranhou. Negava-se a acreditar que depois dos momentos que tiveram logo cedo, da aceitação tão evidente em seus olhos e como seu corpo reagia aos toques deles, ela estivesse se escondendo.
Não! Isso não!
E como Edward Masen, conseguia tudo que queria, não seria uma porta que o impediria de falar com Isabella, nem que isso significasse colocá-la abaixo.
Isabella dormia encolhida sobre suas peças de roupa que estavam espalhadas na cama. Depois que seu pai sairá de seu quarto, havia desabado literalmente. Não conseguia se controlar por isso se permitiu chorar.
— E quando eles descobrissem como reagiriam? Conseguiriam entende seus motivos? Existira perdão? — Seus pensamentos estavam um caos.
Não se conformava com sua sorte, ou a falta dela melhor dizendo. Não encontrava uma saída. Por mais que se sentisse atraída pelos gêmeos ela jamais poderia se permitir alimentar qualquer tipo de esperança.
Porém Isabella não poderia deixar sua irmã a própria sorte. Alice sofreria demais nas mãos do Charlie. Por isso, por sua pequena irmã, ela decidira seguir em frente com esse maldito plano.
E se condenava intimamente por isso!
Chorou... Até não ter mais resistência, deixando que as lágrimas rolassem, e rogava que com elas fosse um pouco de sua dor e sofrimento.
E entre esse vendaval de emoções, terminou adormecendo.
Por isso não percebeu quando sua porta foi posta abaixo, e nem tão pouco quando Edward se aproximou. Com seus olhos de lince observando
todo o quadro que se pintava a sua frente.
Isabella estava vestida com seu roupão, deitada em posição de feto sobre uma cama desfeita e coberta por roupas. — As roupas que deveriam ser dela — Olhando ao redor, percebeu os restos do que deveria ser os botões de rosa que ele e seu irmão haviam deixado para ela.
— Algo não está certo aqui! — Travou o maxilar.
Olhando seu rosto com atenção, percebeu sua pela avermelhada, e a constatação do que aquilo significava deixou-o com os músculos tensos.
— Isabella? — carinhosamente alisou seus cabelos. — Acorde baby.
Isabella se movimentou, fazendo o roupão se abrir deixando a mostra parte de seu corpo. Edward ficou perdido admirando-a, antes de voltar a chamá-la, acariciando sua face. Ela despertou se assustou ao vê-lo tão próximo a ela.
— Quem fez isso? — Sua voz não deixava duvida do quanto estava furioso.
Isabella confusa sentou-se na cama, sua cabeça latejava.
Olhando ao redor reconheceu que se encontrava em seu quarto. As lembranças foram invadindo sua mente, fazendo-a levar a mão ao rosto.
— Quem bateu em você — Inquiriu ele impaciente. — Quem ousou fazer isso?
— Não... Eu...
— Não minta para mim. — Alertou. — Não suporto mentiras.— Edward segurou seu rosto entre suas mãos encarando-a. — Quem ousou fazer essa
atrocidade com você?
Isabella sentiu seu corpo tremer, não poderia contar, como explicaria que seu algoz era seu pai e pior ainda como justificar o motivo. Nervosa tentou se afastar, mas ele a manteve firme onde bem a queria.
— Fiz uma pergunta... Quem bateu em você? — Sua voz baixa só deixava, mas evidente sua fúria.
Edward ficou observando-a, tentando desvendar o que os olhos dela tentavam esconder. Voltou a observar a desordem do quarto, viu as roupas, os restos das flores, e Isabella estava vestida com seu roupão já que ele havia destruído sua calcinha e provavelmente sua parte superior do biquíni estaria perdido em seu quarto.
— Por que suas roupas estão espalhadas?
— Eu ia embora. — Sussurrou fechando os olhos, apreciando a suave caricia que ele fazia com seu polegar em seu machucado.
— Abra os olhos Isabella. — Ela prontamente obedeceu. — Embora? Por qual motivo?
— Eu não posso permanecer aqui. — Deveria dize-lhe que sua mulher havia lhe dado um ultimato? Pensou voltando a fecha os olhos, mas abrindo-o logo que ele intensificou seu toque.
— Quem fez isso com você Love? — Pediu acariciando-a — Não me esconda nada Isabella.
— Eu... Não...
Quem ousou tocar nela, estava a sua espera? Ou Isabella abriria sua porta? Isso deixava bem limitados as possibilidades. _ Refletiu.
— Deus! — Um pensamento assombrou-o. — Foi a Rosalie? — Seu maxilar estava travado e seu corpo tenso. — Ela fez isso a você? Por que se
foi ela... — Levantando-se Edward caminhou em direção à porta, e naquele momento Isabella viu que a mesma estava no chão e gritou alarmada chamando a atenção dele.
— O que aconteceu com a porta? — Sua voz saia entrecortada.
— Isso não tem importância. — Falou mansamente furioso. — Se foi a Rosalie que fez isso a você ela pagara.
Saiu caminhando deixando Isabella aflita. Por mais que a loira tivesse tratado-a mal, não seria justo ela leva uma culpa que não era sua. Afinal
estava defendendo seu relacionamento, e se tinha alguém culpado ali, esse alguém definitivamente não seria a Rosalie. Por isso saiu correndo atrás dele, conseguindo interceptá-lo antes do final do corredor.
— Não foi a Rosalie Edward.
Edward parou, fitando-a, seu olhar percorreu o corpo da mulher a sua frente. O roupão ainda estava aberto deixando a vista seu corpo. Ele mesmo tratou de fechá-lo.
— Não me tente desse jeito, nesse momento. — Sua voz rouca deixou-a confusa.
— Não o que?
Edward pegou-a pela mão e saiu caminhando em direção ao seu quarto.
— Para onde estamos indo?
— Pra meu quarto, de onde você não deveria ter saído. — Puxando-a de encontro ao seu corpo, abraçou-a. — Se estivesse lá, ninguém teria incomodado-a.
— Eu não poderia...
Isabella não queria dizer, que com a fúria que a loira estava não seria surpresa que ela fosse arrancá-la de lá as tapas. E bem, seu pai não faria diferente.
— Lógico que poderia... Deixei ordens que ninguém lhe incomodasse, que só aparecesse lá se fosse requisitado.
Chegando ao seu destino Edward trancou a porta e direcionou Isabella a sentar na cama.
— Agora me conte tudo que aconteceu. — Isabella iria argumentar, mas ele a interrompeu. — Não me esconda nada!
Sem saber o que fazer, ela ficou fitando-o por algum tempo. Sua mente alertava-a que ela deveria se abrir, pois encontraria nele apoio. Mas ao mesmo tempo ela se reprimia, questionando-se, e se por um acaso ele ficasse indiferente, afinal o que ele ganharia ajudando-a?
Pensou em sua irmã, e se encolheu. Só Deus saberia quais os planos que o Charlie teria para Alice. Se pudesse ser diferente, se por um milagre conseguisse a ajuda dos irmãos... Se existisse uma maneira... Desolada, Isabella começou a chorar.
— Isabella? — Edward aperto-a em seus braços, tentando confortá-la. Seja o que fosse que estivesse se passando, ele iria descobrir. Estava claro que escondia algo, só não conseguia imagina que porra seria! — Se acalme bebê.
Acalentando-a em seus braços, ficou perdido olhando-a. Isabella tinha uma apele muito clara, o que deixava evidente as marcas em seu rosto. O filho da mãe que ousou... Iria se arrepender amargamente de ter tocado em sua mulher.
Sentando-se trouxe Isabella para seu colo, e ficou acariciando seu rosto, deslizando as mãos por seus braços em uma caricia inocente. Aos poucos a respiração dela foi se acalmando, ao ponto que Edward pensou que estivesse adormecida.
— Vou descobri o que se passa com você. — Sussurrou enquanto beijava seus cabelos depois que a acomodou em sua cama.
— Não posso ficar aqui. — Sussurrou ainda de olhos fechados. — Não é certo... Não é o meu lugar... Sua mulher veio falar comigo, ela sabe que passei a noite aqui...
— Rosalie não é minha mulher... Companheira talvez, mas sempre soube que era algo passageiro, que buscávamos encontrar alguém especial,
que seria a nossa esposa, e essa mulher é você Isabella.
— Eu? Mas...
— Sim... Você, desde o momento que pisou naquela sala soubemos que era você. Não estamos de brincadeira, quando falamos que esperávamos por você. Queremos tê-la ao nosso lado, lhe mostrar o nosso mundo, cuidar de você, amá-la de todas as formas, possíveis e imaginarias... Queremos
como nunca quisermos outra antes. Isabella você nasceu para ser a senhora Masen, nossa mulher, mãe de nossos filhos, compreende o que estou lhe
falando?
Isabella acenou com a cabeça incapaz de proferir qualquer palavra.
— Compreende o quanto a queremos? E que não estamos dispostos a abrir mão de você?
— Se eu não conseguir corresponder... E for demais para mim... — Uma esperança se acendeu dentro dela.
— Você já nos corresponde, seu corpo reage ao nosso da mesma forma que o nosso responde ao seu. — Edward admirava os olhos reluzentes dela. — Fique conosco, seja nossa mulher... Case-se comigo!
Um filme em câmera lenta passou na mente dela. Casar? Constituir família, ter sua casa, seu marido e futuramente seus filhos? Seria possível? Sempre sonhara em se casar, forma uma família.
Apesar de ter a sua desestruturada, com uma mãe que as abandonou ainda quando eram muitos novas e um pai que se importava com qualquer outra coisa menos as filhas. Mesmo assim, apesar desse mau exemplo que tinha como referencia, ela sempre acreditou que poderia ser diferente.
Poderia ser feliz, se casar por amor e viver por ele, ter uma vida tranquila. Seria uma boba por sonhar? Por esperar encontrar alguém que
a amasse? E ali estava sua oportunidade. E até esse seu sonho secreto, seu pai tinha o poder de destruir.
Edward Masen estava lhe pedindo que ficasse em sua vida e não de forma banal, como um caso passageiro de uma única noite, mas como sua
mulher. Isabella tinha pleno conhecimento do que isso poderia significar.
Era uma via de mão dupla, e duplamente perigosa. Primeiro porque estava diante de um Homem poderoso, temido por muitos e que não pensava
duas vezes antes de passar por cima de quem ficasse em seu caminho, pelo menos no mundo dos negócios. Seu irmão não era diferente.
Deus! Para ficar ao seu lado, teria que ser uma mulher confiante, segura, de pulso forte. Pra lidar com todos que sempre estavam ao seu
redor. Essa mulher ela poderia ser?
Segundo, perigosamente estava dando seguimento aos planos de seu pai. Seria certo continuar? Estaria correta em aceitar está proposta deixando-o cego em relação ao que estava passando?
Uma voz interior lhe alertava. — Isabella conte a eles... Eles têm meios de lhe ajudar. — Porém covardemente não lhe deu ouvido.
— Aceita Isabella? — Indagou encarando-a com seus olhos vividos de desejo, e medo da recusa. Mas especulativamente a estudando. Definitivamente ela escondia algo, mas ele era paciente e saberia como
persuadi-la. Talvez com um pouco mais de tempo. — Será minha esposa? Aceitara ser nossa mulher?
Edward tomou seus lábios com ardor, antes que ela respondesse, correu suas mãos pelo corpo dela, puxando-a mais de encontro ao seu, deixando-a consciente de sua excitação.
— Diga que sim. — Pediu em seus lábios. — Esperamos tato tempo por você.
Como dizer não? Seria loucura? Precipitação? Não importava, seu coração batia descompassadamente. Por que não se permiti essa felicidade? Poderia dar certo, e quem sabe no final eles conseguisse compreendê-la.
A língua afoita dele invadia sua boca, explorando-a, convidando a dela a dançar um ritmo que ela nunca ousou conhecer. E estranhamente gostou da sensação que estava produzindo em seu corpo.
Por que não se permitir ser feliz?
— Sim.
Gemeu nos lábios dele, fazendo-o intensificar o beijo. Suas mãos não estavam tão inocentes agora. Seu corpo implorava por sentir o toque dela. Mas ele sabia, conhecia até aonde iam seus limites. Por isso com todo esforços conseguiu interromper o beijo.
— A partir de agora você não sai, mas dessa casa, desse quarto. — Sorriu expressando sua alegria. — Será a Senhora Masen.
— E se não conseguir corresponder as suas expectativas?
O sorriso de Edward se ampliou.
— Você tem a dois Homens, que te desejam, te amam e que farão qualquer coisa por você, para seu bem, para sua felicidade e que estarão
ao seu lado sempre! — Sorrindo ele voltou a beija-lhe.
O destino estava dando-lhe uma oportunidade?
Pensou quando já estava sozinha, deitada na enorme cama, abraçada ao travesseiro dele, sentindo a deliciosa fragrância que tinha o poder de deixá-la relaxada.
— Você tem a dois Homens, que te desejam, te amam e que farão qualquer coisa por você, para seu bem, para sua felicidade e que estarão ao seu lado sempre!
As palavras voltavam a sua mente. Poderia sim confiar neles, contando-o sobre o que o pai planejava? Sim poderia, e contaria. Esperaria uma oportunidade e abriria seu coração. Talvez quando ele voltasse. Quando estivessem os dois.
Os dois! — Um calafrio percorreu sua espinha.
Edward havia pedido que ela ficasse ali, enquanto resolveria algumas coisas. Não voltou a lhe perguntar sobre o que tinha ocorrido. E ela agradecerá intimamente por isso.
Pouco tempo depois de sua partida seu mordomo bateu na porta entregando-a uma bandeja repleta de comida com um bilhete do Edward.
Provavelmente não se alimentou, por isso aproveite, alimente-se e descanse. Ficarei fora por algumas horas, não se preocupe... Ninguém ira lhe incomodar! Tem minha palavra.
Masen
Já fazia um bom tempo que ele havia saído, estaria falando com o Anthony? Sorriu ao lembrar-se do bilhete carinhoso que ele lhe deixara. Dois Homens! Deus seria ela capaz de viver com os dois?
Lembrando-se de como eles a trataram logo cedo, sentiu seu corpo formigar. Eles lhe proporcionaram tamanho prazer em perfeita sintonia. Depois cuidaram dela de forma carinhosa, limpando-a e acariciando-a até que adormecesse.
Foram gentis e atenciosos com ela, da forma que ninguém havia sido. Há respeitavam, e a maior prova disso, era que, apesar de terem tido algum tipo de intimidade, ela seguia virgem.
OMG! Como seria?
Seu corpo formigava só com a lembrança dos momentos que tiveram juntos. Os dois foram perfeitos. Carinhosos e sempre preocupados com ela.
Não tenha medo Isabella, você pode e deve se permitir ser feliz... Com
eles.
Uma voz interior lhe apoiava a prosseguir.
— Pode dá certo. — Falou pra sim mesma confiante antes de se acomodar entre os travesseiros e lençóis da cama que ainda tinha o cheiro dos dois. Deixando-a consciente da presença deles naquele quarto.
— Vai dá certo!
E com esse ultimo pensamento esperançoso, aspirou permitindo que a flagrância a invadisse e como um efeito de um calmante aos pouco foi sentindo o peso em suas pálpebras e seu corpo relaxando.
A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe à crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança.
Notas finais
Beijão no coração travessos de todas!!!!
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