Doce Tentação
8 I'll never forgive you
Notas iniciais
—Bay, bay -Disse Charlie sorrindo para Adam
—Onde você vai? –Perguntou o menino ao entrar em casa, e a ruiva apenas jogar a mochila la dentro, porém, continuar do lado de fora.
—Vou na casa do Gabe.
O semblante de Adam fechou.
—Ah. De novo na casa do Gabe.
Charlie riu e puxou o menino para o lado de fora.
—Eu não disse que você não iria.
Adam sorriu e abraçou a menina de lado, indo com ela até o outro lado da rua.
Quando tocaram a campainha e ninguém respondeu, eles ficaram confusos. A ruiva deu a volta na varando, não vendo ninguém.
—Hum..Lie? –Chamou Adam.
Charlie foi até o loiro, que apenas deu um empurrão na porta, e ela abriu.
—Tia Bela esqueceu-se de trancar a porta? –Estranhou Charlie entrando.
—GABE! –Chamou a ruiva
—Charlie? – Os meninos escutaram uma voz abafada chamando. Rapidamente os dois subiram a escada, e se depararam com Gabriel sentado, encostado na porta do banheiro, com lágrimas manchando o rosto.
—Gabe!? –Perguntou Charlie, ajoelhando-se ao lado do amigo. Adam ficou em pé, olhando em volta.
—Oque aconteceu aqui? –Perguntou o menino, percebendo a mochila de Gabriel jogada no pé da escada, uma lamparina derrubada, e a mochila de...
—Cass! –Exclamou Adam – Onde ele esta?
—Ele... –Gabriel respirou fundo – Ele não quer sair do banheiro, Adam. Não sei oque ele esta fazendo.
—Merda –Cuspiu Adam batendo na porta branca, que estava trancada. –CASS! –Gritou Adam batendo com o punho na porta. – CASS! ABRA A PORTA, VAMOS!
—Não...não adianta, ele não responde...estou nisso á uma hora.
—Chama a Meg! Ela sempre acalma ele!
—Ela foi no terapeuta com Lúcifer...a consulta é demorada.
Adam fechou os olhos, pensou por um momento, e não viu alternativa.
—Chama o Dean.
Gabriel levantou a cabeça e exclamou:
—ELE É A CAUSA DISSO, EU NÃ...
—Gabe –Disse Charlie –Dean é o único que pode tira-lo deste banheiro. Por bem ou por mal.
Gabriel respirou fundo, e acenou com a cabeça.
—Rápido. Ele tem de entrar e sair rápido. As vezes a consulta é rápida...e se Lúcifer voltar e ver Dean aqui...
—Eu sei. Dean também sabe. – Disse Adam ligando para o irmão, que não atendeu.
—Adam, deixa eu falar com ele – Disse Charlie
—Ele não atende.
—Porque ele não quer – Disse Charlie irritada, pegando o celular e mandando uma mensagem para Dean, que depois de alguns segundos, visualizou.
Uns dois minutos depois, Dean estava no andar de cima da casa.
—CASS! –Chamou o maior esmurrando a porta. Nenhum sinal de movimento lá dentro. Dean bufou e se afastou da porta ,prestes a derruba-la.
Gabriel correu e ficou na frente. Dean olhou para o menor como se ele tivesse problemas.
—E se ele estiver atrás da porta desmaiada, seu idiota? –Exclamou Gabriel exaltado.
Dean soltou um riso e virou-se de costas, e depois agarrou a gola da camisa de Gabriel, prensando-o contra a parede.
—Chama o Sam –Sussurrou Charlie – Ele esta la fora. Agora.
Adam mandou uma mensagem para Sam.
—Vamos parar com essa sua arrogância idiota, ao contrário de você, EU ESTOU TENTANDO FAZER ALGO PARA TIRA-LO DE LA, SEU MERDINHA. – Dean Berrou na cara de Gabriel.
Gabriel arregalou os olhos, e empurrou Dean
—Você, ACHA que se importa mais com ele do que eu? Ele é MEU irmão! E EU NÃO O ESPANCO!
—EU NUNCA FIZ ISSO! –Berrou Dean fora de controle
—VOCÊ VÊ, SEMPRE VÊ, E QUEM VOCÊ AJUDA? A VADIA DA SUA NAMORADA OU SEU AMIGO? HEIN, WINCHESTER? NEM SEI POR QUE DEIXEI TRAZEREM VOCÊ, SAIA DAQUI. AGORA!
Dean empurrou Gabriel com força contra a parede, totalmente fora de controle, o menino soltou um gemido de dor.
Dean levantou o braço para dar um soco em Gabriel, Adam foi tentar intervir, mas um braço forte puxou Dean para trás, e lhe deu um soco, fazendo-o cambalear, e se apoiar na madeira da escada.
Quando Dean conseguiu abrir um dos olhos que não estava roxo, ele pode ver Sam na frente de Gabriel, com o rosto vermelho de raiva.
—Sammy? –Perguntou Dean, confuso. Sam se adiantou e empurrou Dean para a escada.
—Nunca mais, o machuque, entendeu? Nunca, Dean Winchester.
No exato momento, o celular de Dean tocou, e o loiro o atendeu, vendo que era de Castiel.
—Cass? –Perguntou o loiro animado.
—Dean...
—Você está bem!? Abra a porta!
—Dean, e..
—Vamos, Cass, abra a porta.
—DEAN! –Gritou o moreno do outro lado da linha, e Dean pode escutar um soluço antes de Castiel falar – Saia daqui...Eu nunca mais vou te perdoar, Dean. Vá embora.
A porta se abriu lentamente, revelando um Castiel com o cabelo preto bagunçado, e os olhos azuis inchados.
—Cass... –Dean sussurrou quando viu o rosto do menor. Seu olho esquerdo estava roxo e inchado. Seu lábio inferior tinha um corte, e ainda sangrava um pouco. Seus braços tinhas alguns hematomas, que estavam bem roxos.
Gabriel, Sam, Adam e Charlie arregalaram os olhos.
—Dean.. –Sam passou a mãos nos cabelos-Dean, saia agora daqui.
Dean só conseguia olhar nos olhos do menor, que insistiam em olhar para todos os lugares menos para ele, e ver as lágrimas escorrendo daqueles olhos cristalinos.
O loiro deu um passo na direção do menor, que arregalou os olho, e recou, se encolhendo.
Dean parou no mesmo lugar....Castiel estava com medo...dele? Dean sentiu uma mão fina em seu antebraço, conduzindo-o escada abaixo, porém, o menino não conseguia desviar o olhar de Castiel. Sentiu seus olhos começarem a queimar, e soube que não conseguiria segurar as lágrimas por mais muito tempo.
—Dean – O garoto escutou a voz de Charlie, parecendo que vinha de muito longe. Seus ouvidos zuniam. – Dean!
Dean desviou os olhos para Charlie. A menina estava com a testa franzida.
—Dean. Eles falaram sério. Vá embora. Por favor.
—Lie...e-eu.. –Dean deixou as primeiras lágrimas descerem.
Charlie colocou as mãos no rosto de Dean, limpando as lágrimas dele com os polegares.
—Eu,sei Dean. Mas você devia te sentido isso antes...agora é tarde demais.
Charlie ficou na ponta dos pés, e abraçou Dean, que deixou todas as lágrimas que tinha segurado caírem.
—Lie...
—Shh – Falou a menina triste –Vá para casa Dean; Vá cuidar deste olho.
—Lie...cuide dele, tá?
—Ok. –Concordou a ruiva, virando-se e entrando na casa.
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—Você esta bem? –Perguntou Sam preocupado a Gabriel.
Gabriel sorriu, e sentou ao lado de Sam em sua cama.
—É...vou ficar.
Sam sorriu, e passou um de seus braços ao redor dos ombros de Gabriel. O mais novo corou e Gabriel disse:
—É, definitivamente eu estou melhor agora, sweet.
Gabriel riu de novo quando o mais novo ficou mais e mais vermelho.
Adam estava no quarto com Castiel, colocando gelo nos machucados do amigo.
—Cass..me desculpe pel...
—Só....não fale dele, ok? –Pediu Castiel, de olhos baixos.
—Ok. –Concordou Adam, continuando a passar gelo e pomadas nos braços e no olho roxo de Castiel.
Charlie entrou no quarto, e Castiel olhou para ela, e instintivamente, ficou olhando para a porta, esperando ele entrar, quando isso não aconteceu, o moreno voltou a sua antiga posição, de olhos fechados, tentando interromper as lágrimas.
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—Mary...talvez...talvez...possamos fazer outro exame, não sabemos ao certo se...
—John –A loira passou a mão no rosto do marido, debulhado em lágrimas.
—Já fizemos três exames, não tem como evitar....
—Eu não posso perder você, Mary, não posso!
—John..-Mary tentou conter as lágrimas.
—Vamos para Seattle fazer seu tratamento.
—Mas John, Charlie...os meninos...têm uma vida aqui.
—Eles acharam a vida em Seattle com a mãe, entendeu?
Mary suspirou.
—Vamos contar a eles o motivo?
John suspirou e disse:
—Não. Eles vão se desesperar... é melhor dizermos que é a trabalho, e então, vamos fazer seu tratamento escondido, e quando ficar melhor, eles não suspeitarão de nada, e voltaremos para cá.

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