Doce Sangue
19 Instinto Natural
Notas iniciais
Alguns dos alunos que estavam ali no momento ficaram apavorados, a mulher misteriosa continuava encarando Sam e seus amigos.
— Depois de tantos anos conseguimos nossa liberdade, você não pode nos prender outra vez — Gritou Tara
— Prender vocês foi um grande erro, eu deveria ter matado todos vocês — Gritou a mulher
— Mas você não conseguiu não foi mamãe? — Disse Noah dessa vez, o garoto se levantou da mesa e ficou encarando a mulher de frente
— Sinto muito Filho, vocês foram um erro e eu tenho que concertar — Disse a mulher outra vez, agora alisando o cabelo de Noah
Eu fiquei pasmo, assim como Tedy Nick e Paul. Aquela mulher era mãe de Tara e Noah e também era uma bruxa a mesma bruxa que havia prendido Tara e Noah, seus próprios filhos naquele caixão. Eu sabia que algo agora não acabaria bem, o céu começou a se escurecer, os alunos começaram a sair de suas salas de aula e correr para perto da lanchonete. Parecia o começo do fim, agora o segredo seria revelado a todos.
Noah pulou tentando atacar a sua mãe, mas ela conseguia sumir de um lugar e aparecer em outro, mais rápido do que qualquer coisa que eu já tinha visto antes. Os flash dos celulares começaram a acender, todos os alunos e professores estavam espantados com a cena que estavam presenciando, alguns estavam tirando fotos outros filmando.
— Agora você vai pagar por todo sofrimento — Gritou Sofia em seguida ergueu as mãos para o alto criando uma bola azul, ela atirou essa bola em direção da mulher, mas outra vez ela desapareceu, a bola então atingiu uma parte do prédio criando uma explosão.
Agora tudo era correria, alguns alunos ficaram feridos atingidos por tijolos e outras coisas que voaram com a explosão.
— Eu quero ordem, todos parados agora — Gritou o diretor que em seguida foi atingido por um raio lançado pela mulher
— Precisamos fazer alguma coisa — Falei para Paul que estava logo atrás de mim, nós estávamos escondidos atrás de algumas mesas que estavam pelo chão.
— Não podemos, somos apenas vampiros, não temos superpoderes, um desses raios e nós viraríamos cinzas — Disse Paul
— Mas...
— Nada, deixe eles Charlie, eles mataram Jhonny, espero que essa mulher acabe com eles — Gritou Nick que estava escondido também um pouco mais atrás de nós.
O Diretor caiu no chão paralisado, ainda restavam alguns alunos por ali, a maioria curiosos, outros filhos de fundadores que estavam registrando o momento.
— Eu vou fazer algo que eu deveria ter feito a séculos — Gritou a mulher
Ela lançou outros poderes contra o grupo de Sam, eles não tiveram a menos chance, aquela mulher parecia ser muito poderosa, mesmo Sofia sendo uma bruxa não conseguiu derrota la. Todos eles estavam caidos no chão depois de serem atingidos por um feitiço da mulher. Ela então se aproximou de Sam, que estava mais próximo.
Sam estava assustado olhando para a mulher, enquanto ela sorria
— Então é assim que acaba — Disse Sam com a voz fraca
— Ora Sam, perdeu sua ironia? Onde está o grande Samuel, o habilidoso, o mais temido dos vampiros?
— Eu não vou implorar pela minha Kitanna, a séculos atrás você prendeu seus filhos em caixões, apenas porque nós amávamos, sim eu sempre fui irônico, cruel as vezes, mas sempre fiz isso porque precisei, eu precisava ser assim para sobreviver. Não tenho nenhum arrependimento, tudo o que fiz foi para libertar Noah daquele lugar, pensei que você já estivesse morta depois de tantos anos, pensei que teríamos oportunidade de sermos felizes juntos, não consegui, mas não vou implorar para que você me deixe viver, se você vai ficar mais feliz me matando vá em frente — Disse Sam, com sua voz irônica de sempre. Ele virou o rosto e fechou os olhos e sorriu
— Não, por favor mamãe não — Noah implorava, ele estava caído um pouco mais distante de Sam
Nesse momento Nick pegou uma perna quebrada de uma madeira e jogou para Kitanna, a mulher sorriu agradecendo Nick
— Porque você fez isso? — Gritei
— Ora Charlie, você não vai ficar com pena de Sam logo agora não é? Ele matou Jhonny tá lembrado? ele foi cruel — Disse Nick
— Eu também já matei pessoas Nick, Jhonny sempre me perdoou e me ajudou, sei que o que Sam fez foi cruel, ele merecia um castigo, mas ele fez aquilo por alguém que ele amava, isso significa que ele também ama, ele sabe o que é o amor e merece uma chance. — Falei
Nesse momento Kitanna ergueu o pedaço de madeira que estava em suas mãos e depois com toda força enfiou no peito de Sam. Nesse momento eu senti como se algo atravessasse também meu peito, olhei para baixo e vi minha camisa manchada, estava escorrendo sangue do meu peito assim como o de Sam. Eu cai logo em seguida nos braços de Paul que ficou desesperado ao me ver cheio de sangue.
— Charlie não... Charlie — Gritava Paul
— Se Sam morrer, ele também morre, estão ligados — Disse uma voz conhecida, não pude ver quem era, pois minha visão começou a ficar embaçada.
Eu me lembro de ver Paul pulando no pescoço da mulher, ela não estava esperando isso então não teve reação. Logo em seguida Sofia e Tara seguraram a mulher pelo braço, Paul arrancou a cabeça da mulher depois de rasgar seu pescoço com os dentes. Foi a última coisa que eu me lembro de ter visto.
Quando retomei a consiência eu estava deitado no banco de trás de um carro. Paul estava do meu lado, Sofia e Tara também, estávamos apertados encolhidos no banco.
— O que aconteceu? — Perguntei olhando para Paul
— Fica tranquilo, vamos te levar pra casa — Falou Sofia
— Casa?
— Bom, depois de tudo o que aconteceu no campus, a história se espalhou, estão nos procurando e o primeiro lugar que vão te procurar é na sua casa, vamos lá pra você se despedir de sua mãe, depois vamos para outro lugar, um lugar seguro pra nós.
— Como assim, porque estamos junto com vocês? onde está Nick e Tedy? — Perguntei
— Calma Charlie, Nick e Tedy também fugiram, Tedy levou Nick para um lugar distante, a lua cheia está chegando e ele se transformará pela primeira vez, Tedy vai cuidar dele. eles não quiseram vir com a gente, Nick ainda tem muita raiva de Sam, também ficou chateado por ter quase te matado. — Paul explicou
— Nunca pensei que acabaríamos juntos — Falei alto
— Relaxa Charlie, você raramente pensa em algo — Riu Sam do banco da frente do lado do passageiro, Noah é quem estava dirigindo
— Sam.. — Disse Paul
— Desculpa, é que ainda não me acostumei a ser legal, mas vou aprender — Ele disse outra vez agora rindo
— Charlie, eu sei que trai sua amizade, fiz tudo pra conseguir trazer Tara de volta, mas eu realmente nunca quis te fazer nenhum mal, mesmo depois de tudo e mesmo tudo ter sido uma farsa, eu gostei de ter sua amizade, e vou reconquista la, eu prometo — Disse Sara ela parecia estar sendo sincera dessa vez
— Bom, eu ainda não conheço você, mas já conheço Sam e vocês são iguais então — Disse Tara todos riram
Eu ainda não estava acostumado a idéia de me juntar com o bando de Sam, mas pra falar a verdade eu estava me sentindo bem melhor agora, ainda tinha raiva pelo que aconteceu a Jhonny, mas eu não poderia julgar Sam, eu mesmo matei pessoas quando estava fora de controle, eu também tinha o mal dentro de mim, mas Paul estava lá pra me ajudar então eu sabia que ficaria bem.
Quando cheguei em casa, a despedida foi bem demorara, eu não visitava minha mãe des de que fui para o campus, meus amigos não sairam do carro, ela não poderia ver Sam ou seria uma confusão. Eu disse a ela que precisávamos viajar por um tempo, não disse onde iríamos até porque eu não sabia, Sam disse que tinha um lugar perfeito para nos esconder.
Eu fui até meu quarto pegar algumas coisas, eu me lembrei de que tinha algo dentro do quarto de minha mãe, era um diário e eu o queria muito. Quando me aproximei da porta do quarto, percebi que minha mãe estava falando no celular. Eu fiquei quieto e ouvindo, a porta estava um pouco aberta.
— Desculpa, não posso segura lo aqui ou ele saberia, o campus já era eles estão fugindo para outro lugar, para o norte, descubra algo depois me avise — Disse minha mãe e em seguida desligou.
Eu fingi que não ouvi e corri para a sala. Pedi meu diário para minha mãe, ele foi buscar em seu quarto e eu me despedi outra vez. Depois corri para o carro. Ela sabia de algo e estava escondendo o tempo todo. Não sei o que minha mãe sabia e não podia contar a eles, ainda não confiava muito na gangue do Sam, eles poderiam querer matar minha mãe sei lá. Eu fingi que não tinha ouvido nada, nós seguimos viajem. Eu continuei nos braços de Paul, ele me deu um beijo assim que pegamos a estrada novamente, não sei para onde iríamos mas sabia que estava seguro com ele.
Sam então esticou o braço e ligou o rádio procurando uma estação de músicas, foi quando ouvimos a noticia
'' AQUI É MARTA ROUT DO JORNAL DA TARDE. HOJE O CAMPUS DA CIDADE FOI ATACADO POR CRIATURAS QUE DIZEM EXISTIR A MILHARES DE ANOS, VIDEOS AMADORES MOSTRAM ALGUMAS DAS PESSOAS QUE ESTÃO SENDO PROCURADAS — TARA E NOAH IRMÃOS RECÉM CHEGADOS NA CIDADE, PAUL E SOFIA DOIS ALUNOS EXEMPLARES QUE ESCONDIAM O SEGREDO DO QUE REALMENTE ERAM. E FINALMENTE CHARLIE E SAM, DOIS ASSASSINOS FRIOS E MANIPULADORES, CHARLIE ASSASSINOU UM DOS ALUNOS E SAM FORJOU SUA PRÓPRIA MORTE PARA QUE ASSIM PUDESSE FUGIR. FORÇAS ESTÃO SENDO RECRUTADAS PARA CAPTURAR ESSE GRUPO, QUEM OS VIR POR FAVOR DENUNCIE, SÃO MONSTROS E PERIGOSOS, PRECISAMOS DETE LOS.
— Não acredito... somos celebridades — Sam falou e todos no carro riram, menos eu e Paul, nós nos olhamos e entendemos um ao outro, nós não éramos como eles, nós não escolhemos viver assim, mas agora essa era nossa vida e teríamos que aceitar, teríamos que fugir.
O caminho era distante, tudo ainda estava confuso na minha cabeça, mas agora eu precisava pensar como Sam e seus amigos, Chega de ser o Charlie, a partir de agora meu nome era Chad, eu era um vampiro, eu sobreviveria, não deixaria que nenhum humano me matasse, sim há muito tempo eu deixei de ser humano eu era um vampiro e tinha de aceitar isso, e defender minha raça e a mim mesmo. Paramos em um posto no caminho abastecer, claro que não pagamos a conta, Sam mordeu o atendente. eu fui até a loja do posto comprar algo para comer, meu dinheiro estava quase acabando foi quando Paul fez sinal com a cabeça, eu me aproximei do balcão e o atendente chegou mais perto.
— Você... é o cara da foto, o assassino — Disse o atendente
— Sinto muito por fazer isso — Falei antes de pular no pescoço do homem, Paul me ajudou para que ele não corresse pela porta.
Depois de morder o homem, Paul se aproximou de mim e nos beijamos ali, mesmo com a boca cheia de sangue. Depois voltamos para o carro. Sam e os outros ficaram felizes ao ver que nós estávamos seguindo nossos instintos e finalmente estávamos sendo vampiros.
— Vamos... o caminho ainda é longo — Disse Noah
Todos nós entramos no carro deixando mais mortes por onde passamos. era horrível a sencassão de matar alguém isso ainda não tinha mudado, mas agora era preciso, não tinha mais escolhas, não podia me esconder ou ser amigo de alguém, essa era minha vida agora, eu sabia que com o tempo eu me acostumaria com isso...
FIM
CONTINUA...
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