Doce Sangue

12 De cara com a verdade


Notas iniciais
Bom, já voltei da viajem agora vou tentar atualizar a história um pouco mais rápido bjuuuus

O Garoto ainda estava desacordado, Johnny o deixou deitado em sua cama. Eu ainda estava muito assustado, impressionado, preocupado com Sofia. Não sabia quais eram meus sentimentos, medo, tristeza ou raiva. Não vi Sam depois da festa, ele realmente pegou o frasco que estava comigo e sumiu outra vez. Fiquei olhando pela janela do quarto de Johnny os paramédicos levando Sofia para o hospital da cidade.

– Eu disse para você não ir a essa festa — Disse Johnny olhando para o garoto desacordado em sua cama

– Não ir?? Sam quase matou minha amiga, transformou esse pobre rapaz em um vampiro apenas porque eu não quis entregar aquela droga, imagina o que ele poderia ter feito se eu não fosse aquela festa — Respondi ainda parado perto da janela, estava de braços cruzados

Nesse momento o rapaz começou a despertar, se assustou quando me viu ali parado perto da janela, Johnny tentou acalma lo, mas o rapaz estava muito agitado.

– O que vocês querem comigo? — Perguntou o rapaz se encolhendo na cama

– Nada, vai ficar tudo bem — Disse Johnny ele se aproximou do rapaz na cama, ele estava segurando uma siringa escondida nas costas.

Johnny se aproximou e aplicou a injeção no pescoço do rapaz. Ele caiu em seguida no sono

– Temos que leva lo daqui me ajuda — Falou Johnny pegando o garoto pelos braços

– E pra onde o levaremos? — Perguntei pegando o garoto pelas pernas

– Para o quarto dele

– Mas ele não está?

– Morto? não só está dormindo, essa injeção que eu apliquei é uma mistura de bebida alcoólica com algumas ervas. Amanhã ele não vai se lembrar de nada que aconteceu essa noite

– Mas ele vai ser um vampiro agora, temos que ajuda lo — Falei olhando para o rapaz que estava desmaiado

– Temos problemas maiores agora Charlie, não podemos ajudar todos os vampiros desse campus.

Eu ainda achava errado deixar o pobre rapaz abandonado a própria sorte, a culpa por ter acontecido aquilo com ele foi minha. Ajudei Johnny a leva lo até seu quarto, dissemos que ele bebeu demais na festa e nós o levamos embora. Seu colega de quarto acreditou então o deixamos lá. Depois voltamos ao quarto de Johnny, mesmo sem dizer a ele eu ainda voltaria para ajudar aquele garoto, acho que é minha obrigação. Quando entramos no quarto, Johnny se virou para mim e tentou outra vez me beijar, eu desviei do rapaz outra vez.

– O dia foi estressante, não estou a fim — Respondi dando as costas e voltando ao corredor

– Tudo bem, até amanhã — Disse Johnny antes de fechar a porta, ele parecia um pouco chateado por eu não o beijar, mas eu realmente não estava a fim.

Voltei para meu quarto, quando cheguei percebi que estava sozinho, nick ainda não tinha voltado. era estranho pois a festa já tinha acabado a algum tempo, depois da confusão. eu liguei para o hospital e me informaram que Sofia estava bem, foi só um susto. Me senti aliviado e preocupado, ela pensaria que tinha sido eu que a empurrei da escada, deveria ficar preparado para qualquer acusação.

Fui até o banheiro, parei em frente a pia, joguei água na cara e fiquei me olhando no espelho, como eu me parecia tanto com Sam. Lembrei de quando o professor me deu aquele frasco, com certeza Sam pediu para o professor se passando por mim, claro que o professor entregaria a ele na festa, mas o professor me entregou antes, isso o deixou irritado. Minha cabeça estava cheia, fui até o chuveiro e tomei uma ducha, depois me sequei e sai do banheiro e deitei na minha cama. apaguei a luz e fiquei ali com meus pensamentos.

Ouvi quando a porta do quarto se abriu, eu sabia que era Nick voltando, então continuei fingindo que estava dormindo. Ouvi a voz de Nick mas ele falava baixinho com alguém, fiquei prestando atenção na conversa. eles cochichavam e riam, pareciam um pouco bebados.

– Ele está dormindo mesmo? — Escutei a outra voz, era de um rapaz, mas não a reconheci

– Sim, ele dorme cedo, vem minha cama é essa — Disse a voz de Nick, em seguida fecharam a porta devagar

– Tem certeza que ele não vai acordar e nos pegar em um momento constrangedor? — Disse o outro rapaz

– Charlie tem o sono pesado e não tem problema nenhum se ele acordar, mas vamos fazer bem baixinho tá bom? — sussurrou Nick,

Ouvi o som de quando eles começaram a se beijar, depois o som dos dois caindo na cama. Mesmo estando com Johnny tinha algo que me deixava com raiva por Nick estar transando com outro garoto bem ali na minha frente. Tudo bem ele pensava que eu estava dormindo, nós não estávamos juntos e estava escuro, mas dentro de mim algo me deixava furioso.

Eu demorei pra pegar no sono, aquele garoto gemia demais, Nick deveria ser bom mesmo de cama. Depois que o garoto foi embora, eu finalmente consegui pegar no sono, tudo ficou escuro. Acordei no dia seguinte com o sol batendo na minha cara, a janela estava aberta. Me levantei, Nick ainda estava dormindo, ele estava de cueca, estava deitado de barriga pra baixo, o lençol cobria apenas uma de suas pernas, suas roupas estavam espalhadas pelo chão. ''A noite foi boa'' Pensei

Fui em direção ao banheiro, tomei uma ducha quente, depois sai e me vesti, Nick acordou mas ficou deitado me olhando enquanto eu arrumava as coisas para a aula.

– O que está fazendo? — Perguntou Nick olhando com a cara de sono enquanto eu arrumava as minhas coisas

– Arrumando meu material pra aula — Falei com a voz seca, ainda estava chateado

– Desculpa, eu deveria ter te avisado ontem, as aulas dessa semana foram canceladas, tem algum maniaco no campus, outro garoto foi morto ontem na festa e Sofia foi empurrada de uma escada, você não ficou sabendo? eu te vi na festa ontem — Falou Nick ainda deitado

– Fui embora mais cedo, não sei o que aconteceu — Menti

– Sorte a sua. Bom, eu tinha de avisar sobre as aulas ontem mas acho que acabei me esquecendo

– claro, a noite foi ótima ontem não é mesmo? — Falei um pouco alto demais

– Você estava acordado? — Nick ficou surpreso

– E como dormir com aquele garoto fazendo escândalo?

– Desculpe Charlie, vamos encontrar outro lugar da próxima vez

– Próxima vez? Vocês estão juntos então? é isso?

– Ainda não mas talvez — Nick ficou um pouco alterado

– Então como vai aquela promessa de não desistir de mim? — Falei em voz alta

– Sinto muito Charlie, mas ontem Tedy me mostrou que eu posso amar outra pessoa, sabe eu estava sozinho a noite depois da festa, Tedy me encontrou chorando e nós ficamos bebendo juntos, transamos o que foi muito bom. Decidi que não vou cometer o mesmo erro que cometi, eu amava o Sam enquanto ele me usava, a mim e Johnny, vejo que você quer fazer o mesmo, porque você disse que está com Johnny, transou com ele, agora quer que eu corra atrás de você. Você é mesmo muito parecido com Sam, não só na aparência, mas eu não vou cometer esse erro outra vez. fique com Johnny, podemos ser amigos, ou colegas de quarto como você preferir.

Não quis falar mais nada, aquelas palavras vinda de Nick foram duras demais, mas confesso que ele tinha razão. eu tinha feito minha escolha, escolhi Johnny. Senti a verdade bater na minha cara, fiquei um tempo em silêncio, depois sai do quarto, passei pelo banheiro beber um pouco de sangue, precisava disso para não me descontrolar e me manter calmo. Depois fui até o quarto do garoto que Sam havia mordido.

Ele realmente não se lembrava de mim. A injeção que Johnny havia aplicado funcionou mesmo. Eu entrei no quarto e seu colega de quarto saiu nos deixando a sós. O Garoto era lindo, notei isso hoje estava muito preocupado a noite passada para notar. Ele era forte, tinha a pele clara, seus olhos eram azuis, seu cabelo liso e loiro caia sobre seus olhos. ele estava de regata ainda deitado com uma bolsa de gelo na cabeça

– Oi — falei me aproximando da cama

– Charlie. esse é seu nome não é? — Perguntou o garoto

– Sim.

– obrigado, por me trazer da festa ontem, não me lembrava de ter bebido tanto, mas meu colega de quarto me disse que vocês me trouxeram, você e seu amigo Johnny

– É nós encontramos você muito mal e trouxemos pra cá — Menti mais uma vez, mentir estava se tornando uma rotina pra mim

– Bom, obrigado. Meu nome é Paul — ele estendeu a mão

– Prazer Paul — aceitei o cumprimento — Como está se sentindo?

– Bom, fora a dor de cabeça, estou um pouco mal, sinto uma fome enorme já comi muita coisa mas a fome parece não passar.

– Tudo bem, beba isso — Falei entregando um copo ao garoto, eu tinha colocado sangue ali, mas não dava pra ver o copo era tampado e desenhado. Tinha um canudo no meio da tampa.

– O que é? — Perguntou Paul cismado

– Confie em mim, a fome vai passar — falei entregando o copo ao rapaz

Ele pegou ainda um pouco cismado, mas aceitou. tomou um gole bem devagar e em seguida outro, assim por diante até que acabou todo sangue do copo. Depois ele entregou a mim e deu um sorriso

– Incrível, a fome parece ter passado, mas o que era isso? — ele perguntou

Antes que eu dissesse, o garoto correu para o banheiro, ele sentiu dores fortes nos dentes. Percebi que os dentes afiados dele estavam crescendo, aconteceu comigo quando tomei sangue pela primeira vez. Eu corri até o banheiro do quarto com ele, o garoto estava assustado, olhou no espelho e me perguntou várias vezes o que era aquilo.

– Você é um vampiro — Falei sem rodeios

– O que?

– O que eu dei pra você beber, era sangue — Falei o rapaz arregalou os olhos

– Não, eu não posso acreditar, isso não existe — Falou o garoto ainda olhando no espelho, mas ele notou seus dentes, a prova estava ali

– Desculpa dar essa notícia a você — Falei

– E como você sabe?

– Ontem na festa eu vi você sendo mordido, sabia que você se transformaria em um, foi o que aconteceu comigo — Falei

– Espera, você é....

– Sim

– Ai droga, não foi você que..

– Não, eu não mordi você, não queria o mesmo destino que eu tive pra você, mas aconteceu e você precisa guardar esse segredo

– Porque?

– Porque aqui há pessoas que matam vampiros, se souberem que você é um deles, vão tentar te matar.

Paul ficou em silencio por alguns minutos

– Porque confiou em mim para contar tudo isso? Porque está me ajudando?

– Não sei... achei que deveria. E porque você não ficou tão surpreso quando eu disse que você era um vampiro, achei que você iria surtar, dizer que isso não existe, que eu sou louco, que riria de mim

– Minha família sempre me contou histórias sobre vampiros, eles acreditam que eles existem de verdade, eu nunca acreditei. Mas agora me vendo assim, claro que fiquei surpreso mas acho que finalmente começei a acreditar nas histórias dos meus avós.

Eu contei tudo a Paul. ele me perguntou tudo e eu respondi o que eu sabia, não disse quem o mordeu é claro esse assunto ele ainda não entenderia e ficaria confuso, mais do que já estava. Passei a manhã ali com ele. Depois de conversar muito, Paul me agradeçeu outra vez, por eu ter sido sincero com ele, por eu contar tudo o que eu sabia. Ele me abraçou, não era uma forma de um hétero agradeçer alguém, por isso pensei que ele também poderia ser gay e tentei o beijar, foi um momento de carência e também porque ele era muito gato

– Desculpa, eu não curto homens — Disse Paul se afastando

– Foi mal — falei um pouco envergonhado depois Me levantei e sai correndo do quarto dele

– Espera — Ouvi ele dizer, mas não olhei para trás

Corri pelo corredor e trombei com Johnny que estava me procurando

– Ei onde você estava? — ele perguntou segurando em meus ombros

– Andando por ai, refrescando a cabeça — Falei suspirando muito ofegante

– Venha, tem alguém no meu quarto que quer falar com você — Ele disse e eu o acompanhei até seu quarto

Quando entrei, não pude acreditar. Lá estava ele, Sam sentado em uma poltrona sorrindo irônico, suas roupas sempre com aquele mesmo estilo. Ele estava segurando uma maça, deu uma mordida assim que eu entrei no quarto.

– Nos encontramos de novo — Sam falou irônico com um sorriso de canto

– Estou com medo de olhar para vocês dois juntos, é inacreditável — Disse Johnny que estava de olhos arregalados olhando para nós dois. Eu e Sam no mesmo lugar, era assustador como éramos parecidos.

– O que você quer Sam? — Perguntei ainda atordoado

– Está fazendo as perguntas erradas — Ele falou se levantando e andando devagar em minha direção