Doce Red
22 Escória
Notas iniciais
— Quantas ditas luas de mel tiveram?
— Duas. A primeira terminando de forma fatídica, quem diria que um dos rebotalhos da sociedade acabaria sem três dedos das mãos. — Dou de ombros apenas, não evito o sorriso de satisfação.
— O senhor os cortou assim que ele entrou. — Não respondo.
— Não entra na casa de um homem para roubar sua mulher em plena luz do dia. Não podia aceitar algo assim. Claro que Red não ficou exatamente feliz com a descoberta que seu novo... "Amigo" — Faço aspas com os dedos pelo ar. — Não voltaria mais. Nunca mais. Red era só minha novamente. Assim voltamos para casa. Se passou um bom tempo e Red começou a se distanciar. Ela queria... Fazer coisas... Estudar... Conhecer mais pessoas. — Reviro os olhos ante a lembrança das serigaitas horrendas que se aglomeravam ao redor de Red. Seres vis. — Não demorou muito para que decidisse o melhor para nós, uma segunda lua de mel...
— Sequestro — Interrompe, fitando fixamente meu rosto.
— Lua de mel — Enfatizo — Como Red estava mais arisca, com a tal liberdade— Estico o pescoço para o lado, de repente incômodo — Tive de acorrentar, amordaçar, ser mais... Incisivo...
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