Doce Red
27 Congelado, Carlos
Notas iniciais
Solto o ar, vendo uma nuvem de fumaça subir. Frio, muito frio, a casa está gélida. O piso marrom sem cor, paredes cinzas foscas, a porta aberta, pegadas. Arregalo os olhos, Red fugiu. O entendimento me atinge, cambaleio, apoiando-me na parede, inspiro.
Não.
Não.
Ela não fez isso.
E corro para fora, meu corpo arrefecido, mãos tremendo. Expiro. Olho em volta, disparando em direção à estrada mais próxima, sou mais rápido, a alcanço em questão de minutos, agarro seu corpo pela cintura, ela se debate, grita, chuta e empurra tudo pela frente.
A jogo da sala para o chão, Red me encara, horrorizada, balançando a cabeça e as mãos e se arrastando pelo chão, me irrito, agarrando-a pelos cabelos e arrastando para o estúdio, não ligo as luzes, apenas uma fresta vinda da porta ilumina o cômodo.
Prenso-a contra o piso, agarrando seus braços acima da cabeça com uma das mãos, separando as pernas com o corpo, me pondo entre ela, que luta contra, chuta a lateral de meu corpo, bufo, o rosto agora quente embora exposto à temperaturas tão frias, tateio elevações, mesas, prateleiras, pego um vaso, uma mão se livra e me atinge, o vaso cai se quebrando.
Fale com o autor