Notas iniciais
Olá, queridas leitoras! Bem, primeiramente eu quero pedir mil desculpas pelo meu atraso em atualizar a fic. Minha vida está bem corrida e isso faz com o que eu, não tenha tempo de escrever. Mas vou tentar ser mais rápida possível.
Quero agradecer vocês que estão acompanhando a fic, isso me deixa muito feliz!!
Bem, vamos lá ;3

Não havia ninguém na minha casa. Minha mãe ainda estava no trabalho,e só chegaria ás sete da noite.

Larguei minha mochila em um canto da sala e fui em direção a cozinha, comecei a preparar o meu almoço. Não fazia a mínima idéia do que fazer para almoçar, então decidi fazer um miojo.

Quando terminei de comer, fui para o meu quarto afim de fazer algo para passar o tempo. Comecei a desenhar mas desisti, não sou muito bom nisso; Então optei por escrever, escrever poemas ou talvez musicas.

Passou-se dez minutos e nada. Nada me veio a mente do que escrever, eu estava sem criatividade. Então o que eu irei fazer até as sete horas da noite? Não tem absolutamente nada para que eu possa fazer pra passar o tempo. Levantei da minha cama e desci as escadas para ir até a sala. Já que não sei desenhar e não tenho criatividade para escrever uma musica, então vou assistir TV.

Comecei a passar pelos canais para ver se tinha algo de interessante para que eu possa assistir. Nada, não tinha nada passando de bom na TV. Coloquei então em um daqueles canais de filmes, estava passando um filme de um homem, que havia perdido a sua mulher em um acidente de carro. O filme era extremamente chato, mas não tinha nada melhor para assistir, logo peguei no sono.

*Gerard Pov*

Eram-se duas e meia da tarde, eu tinha que ir até o mercado para comprar as coisas da surpresa que eu iria preparar para Frank.

Eu ia pedir Frank em namoro, então tenho que fazer uma surpresa bem especial; algo bem romântico, algo que irá surpreende-lo.

Tomei um banho e vesti-me para ir ao mercado. Penteei o meu cabelo e fui até o quarto da minha avó, para avisá-la que iria sair.

- Vovó, a senhora está ai? – Bati na porta antes de entrar.

- Sim querido, entre!

- Olá vovó! – Ela estava deitada em sua cama lendo uma revista.

- Olá querido! Deseja alguma coisa?

- Eu só vim avisar a senhora que, eu vou ao mercado. – Falei fazendo movimentos com as mãos.

- Ir ao mercado? Mas não precisamos comprar nada por enquanto. – Falou minha avó, que me lançou um olhar de desconfiança.

- É que... vai ter uma...é.... uma festa. Isso uma festa, que o meu amigo vai fazer e ele me pediu para comprar... comprar algumas coisas. – Falei gaguejando, é isso que acontece quando eu minto. Mas eu não podia, simplesmente falar para a minha avó que eu iria ao mercado, para compra algumas coisas para fazer um piquenique romântico pro meu “quase” namorado.

Eu pretendia, sim, falar para a minha avó sobre o Frank; Mas não agora, está muito cedo para contar. Também eu nem sei se ele vai aceitar o meu pedido de namoro.

Minha avó me fitava desconfiada, como se eu estivesse mentindo para ela; E eu realmente estava .

- E você pode me falar que tipo de coisa, o seu amigo pediu para você comprar? – Agora sim ela me pegou!! Calma Gerard. Mantenha a calma, você consegue inventar algo.

- Er... Ah a senhora sabe é... refrigerante é... salgadinhos. Sabe essas coisas de festas. – Falei, novamente gaguejando e fazendo gestos com as mãos.

- Ah sim entendo. Bem, pode ir querido mas não chegue muito tarde, quando você terminar de comprar as coisas para essa “festa”. – Disse minha avó, fazendo um sinal de aspas na palavra “festa”.

- Er... Okay então, tchau vovó até mais tarde! – Disse saindo o mais rápido possível do quarto. Eu não iria agüentar muito tempo ficar inventando mentiras para a minha avó.

Peguei as chaves do carro e fui em direção ao veículo , que encontrava-se do outro lado da rua. Antes de começar a dirigir, decidi ligar para Frank; Queria saber se estava tudo bem, além do que pelo o que o Frank havia me contado, o padrasto dele tem problemas com álcool. E quando ele está alcoolizado é capaz de agredi-lo, eu não queria que nada acontecesse com o meu baixinho.

Liguei para Frank, mas o mesmo não atendeu. Bem, ele devia estar dormindo ou algo do tipo.

Vinte minutos depois eu havia chegado ao mercado, que por sinal estava lotado. A minha vontade naquele momento, era a de dar meia volta e ir embora. Mas eu não podia fazer isso, eu precisava comprar os alimentos para o piquenique que irei fazer com o Frank.

Passei quase meia hora tentando achar uma vaga, para estacionar o carro. Quando, finalmente, achei uma vaga já eram três e meia da tarde. Eu não podia demorar muito, minha avó ficaria ainda mais desconfiada.

Estacionei o carro, e peguei um carrinho para colocar as compras. Eu não fazia idéia do que comprar; Afinal o que se compra para um piquenique noturno?

Resolvi pegar algumas frutas como morangos, uvas entres outras. Peguei também sucos, água, vários doces especialmente chocolate, pois sei que o Frank gosta bastante.

Terminei de pegar o que precisava para o piquenique, e fui até o caixa para pagar a compra.

Depois de ter pagado tudo fui até o estacionamento do mercado. Fiquei andando por dez minutos até, finalmente, achar o meu carro.

Na viagem de volta para minha casa, o trânsito estava congestionado. Olhei no meu relógio e já eram-se quatro e meia da tarde.

“Nossa! O tempo passou voando!!” – Falei comigo mesmo. Justo hoje que eu não poderia demorar, acaba tudo dando errado; E para piorar a situação o trânsito está muito congestionado.

O que eu irei falar para a minha avó agora? Bem, eu posso até dizer a verdade. Posso dizer que o mercado estava muito cheio, e o trânsito estava “parado”, e que essa foi a causa da minha demora; e realmente foi!

Senti algo vibrando no bolso da minha calça. Peguei o meu celular e olhei na tela, era minha avó.

“Calma Gerard. Você consegue!” – Falei para mim mesmo, já estava escolhendo as palavras exatas que irei falar.

- Er... alô? – Disse atendendo o celular.

- Oi querido sou eu! Aonde você está?

- É... eu estou voltando para casa. É que talvez eu demore um pouco, porque o trânsito está bastante congestionado. Então vou demorar um pouquinho. – Desta vez eu não fiquei nervoso, na verdade eu estava bem calmo. Acho que estou ficando bom nisso.

- Ah sim, tudo bem querido. Só tome cuidado, okay! – Disse minha avó que pareceu acreditar no que eu disse.

- Okay! Tchau vovó!

- Tchau querido, até mais tarde. – Disse, desligando em seguida.

Logo o trânsito foi “liberado”, não demorou muito e eu já estava em minha casa.

*Frank Pov*

Acordei assustado, eu havia tido o mesmo sonho. O mesmo sonho em que Gerard havia morrido; Ainda não conseguia entender qual era a finalidade, o significado daquele sonho que me perturbava.

Levantei da cama e fui em direção ao banheiro. Eu precisava de um banho, precisava como sempre me acalmar.

Tomei um banho calmo e demorado, não parava de pensar em Gerard em nenhum minuto.

Como ele me fazia tão bem! Quando eu estava com Gerard, o meu mundo ganhava cor; agora eu tinha uma razão para viver, tinha uma razão para acreditar em minha vida tão cheias de tristeza . Encontrei uma razão para mim, e está razão é e sempre será Gerard Way.

Olhei para o relógio, já eram-se seis e quarenta e cinco da tarde. Logo minha mãe já chegaria, e nós teríamos que dar inicio, novamente aquela conversa.

Ouvi uma musica vindo do criado-mudo ao lado da cama, tirando-me de meus devaneios. Meu celular estava tocando freneticamente; Fui em direção ao criado-mudo e olhei para tela do celular. Era minha mãe. Hesitei no momento, mas logo atendi.

- Alô...? – Disse bem apreensivo.

- Frank? Sou eu sua mãe.

- Oi mãe.

- Aonde você está Frank? – Disse, com um tom de preocupação em sua voz.

- Eu estou em casa. Porque a pergunta?

- Por nada, eu só queria saber. Er... daqui a pouco estarei chegando em casa, para nós conversarmos. Okay?

- Er... okay

- Ótimo. Então tchau querido.

- Tchau mãe. – Disse desligando o celular logo em seguida.

Minha mãe estava estranha. Ela falava como se estivesse se divertindo ou algo do tipo. Devo admitir que fiquei um pouco com “medo” quando ela me perguntou aonde eu estava. Desde quando minha mãe preocupava-se, em saber aonde eu estava? Isso era muito estranho.

Liguei a TV e comecei a passar pelos canais, novamente não havia nada de bom para assistir. Fiquei assistindo um documentário sobre as Torres Gêmeas, aquele ataque terrorista que matou milhares de pessoas. Der repente ouso um barulho na porta, logo avistei minha mãe e Robert se beijando. Aquela cena fez-me embrulhar o estômago, só de pensar que aquele homem repugnante já encostou em minha mãe, me faz passar mal.

Não agüentei ver aquela cena. Levante-me do sofá e imediatamente puxei minha mãe para perto de mim. Robert me olhava com um olhar mortal, já minha mãe não entendia o porque do meu ato.

-Frank? Porque você fez isso? – Perguntou ela indignada.

- Quando você estiver na rua ou em qualquer outro lugar que seja, você pode fazer o que quiser. Mas quando você estiver aqui nesta casa, tenha pelo menos respeito. – Falei entre dentes, eu estava visivelmente nervoso. Não admitia tal comportamento naquela casa que já foi de meu pai. Sei que não tenho autoridade alguma para mandar em minha mãe, mas aquilo foi muita falta de respeito.

- E quem é você para me dizer se eu devo ou não ter “respeito”? — Perguntou fazendo o sinal de aspas na palavra “respeito”. Aproximei-me de minha mãe, e senti um cheiro de cerveja e de outras bebidas alcoólicas. Ela estava embriagada. Minha mãe bebia raramente, nunca em hipótese alguma ela beberia mais de uma cerveja.

Eu estava inconformado. Com certeza ela foi influenciada por aquele desgraçado; Robert ria descontroladamente da situação, aquilo me fez ficar com mais raiva ainda.

- Qual é a graça? – Falei praticamente gritando.

- Você querendo dar uma de adulto, falando para ela ter “respeito nesta casa” – Falou entre as risadas histéricas, fazendo uma voz feminina ao pronunciar as minhas falas. – Você só passa de um pirralho que não sabe de nada.

Naquele momento um ódio mortal dominou-me. Eu estava fazendo o possível para me controlar, mas isto estava sendo inevitável.

- SAI DAQUI AGORA!! – Gritei apontando para porta.

- E se eu não quiser o que fará? – Perguntou desafiando-me. Naquele momento não tinha mais controle sobre mim. Por impulso, avancei em Robert dando-lhe um soco no olho direito, o mesmo me pegou pelos braços me prensando há parede. Robert começou a dar-me vários socos na barriga, fazendo-me contorcer inteiro.

Minha mãe, que assistia a cena, gritava descontroladamente para que Robert parasse de me agredir. O mesmo só parou de dar-me socos, quando minha mãe começou a puxá-lo. Quando Robert soltou-me, cai no chão gemendo de dor. Minha visão estava abafada por conta das lágrimas, insistentes, que formavam-se em meus olhos. Consegui visualizar, com dificuldade, Robert segurando minha mãe pelos os braços e fitando-a com agressividade.

Depois disso, Robert saiu pela porta que ainda encontrava-se aberta. Senti algo acariciar meu rosto; Minha mãe chorava em cima de mim, as lágrimas que caiam do rosto dela escorregavam até a minha camiseta.

- Ma... mãe?! – Falei com dificuldade.

- Frank me perdoe? Eu não queria que isso acontecesse, o Robert perdeu a cabeça e... – Ela não conseguiu terminar há frase, pois o choro a dominava.

- Não... se preocupe mãe. A... culpa não foi...não foi sua! Não sinta-se culpada por aquele....aquele...filho da puta! – Falei com mais dificuldade. Não estava conseguindo respirar muito bem.

Minha mãe não falou nada, só mexeu a cabeça positivamente. Nós ainda estávamos no chão da sala, ficamos assim por cinco minutos, até que minha mãe se levantou saindo de cima de mim. Ela ajudou-me a levantar, me dando apoio até as escadas me levando até ao meu quarto.

Abriu a porta dando-me passagem, para que eu pudesse entrar na frente. Deitei em minha cama, eu estava com uma terrível dor no abdômen, graças aos socos que Robert havia me dado.

Minha mãe aproximou-se de mim, me dando um beijo na testa. Ela já não chorava mais, mas estava visivelmente abalada. Apesar da nossa relação ser baseada em discussões e conflitos, eu detestava ver minha mãe deste jeito. Apesar de tudo eu a amo, ela é a minha mãe e sempre irei amá-la independentemente do que aconteça.

- Mãe depois nós conversamos. – Disse após alguns minutos de silêncio.

- Tudo bem! Não precisa ter pressa.

- Mãe, não fique assim por favor! A culpa não foi sua, foi do Robert. Não se sinta culpada pelo o que ele fez.

- Não é isso Frank. – Disse ela. Pude ver que as lágrimas invadiam os seus olhos novamente.

- Então me explique o que é! — Falei calmamente.

- Robert, pode ser tudo. Pode ser drogado, alcoólatra, agressivo enfim pode ser a pior pessoa do mundo. Mas eu me apaixonei por ele. – Ela deu um longo suspiro e logo prosseguiu. – Quando o seu pai morreu eu me via-me perdida, eu estava muito mal como nunca antes. A morte do seu pai me deixou uma grande ferida em meu coração Frank. Eu o amava demais, na verdade ainda amo. – Ela enxugou algumas lágrimas de seu rosto.

Eu nunca havia visto minha mãe falar do meu pai desta maneira. Eu pensava que ela nem se importava com o fato de ele ter morrido. Mas eu estava errado. Minha mãe ama meu pai também, assim como eu.

- Bem, o fato é que quando eu estava muito abalada pela perda de seu pai, eu conheci o Robert. Ele me fez sentir-me bem, ele era romântico, sensível, compreensivo. Ele não era assim, e quando eu vi ele te batendo daquela forma; eu... eu senti um aperto no meu coração. Como se aquela ferida que estava quase se cicatrizando, se reabrisse novamente.

- Mãe, você não precisa do Robert. Sei que você encontrará uma pessoa melhor que ele, e que irá te fazer feliz. Sei que você está sofrendo eu a compreendo, mas você não merece o Robert.

- Eu sei querido, mas não se esquece uma pessoa de um dia para o outro.

- Sim, claro. Mas pelo menos tente mãe. Tente por mim, tente por você.

- Vou tentar!

- Promete?

- Prometo. Agora vá tomar um banho e relaxar, você precisa filho! – Disse se levantando da minha cama.

- Eu vou daqui a pouco.

- Okay. Boa Noite querido tenha bons sonhos.

- Boa noite mãe. – Minha mãe deu-me um beijo na testa e virou-se indo em direção há porta. – Mãe?!

- Sim...? – Disse virando-se para me olhar.

- Eu te amo, nunca se esqueça disto. – Ela deu um sorriso encantador.

- Também te amo muito querido! Nunca se esqueça disto. – Minha mãe lançou-me um beijo e logo saiu do meu quarto, fechando a porta.

Aquela, talvez, tenha sido há melhor conversa que eu havia tido com a minha mãe. Foi sincero, foi muito bom.

Meu celular começou a tocar. Quando visualizei o numero atendi no exato momento.

- Alô Gee...? – Falei assim que atendi o celular.

- Oi Fran! Tá tudo bem?

- É mais ou menos.

- O que aconteceu? – Perguntou Gerard preocupado.

- História longa, depois eu lhe explico melhor.

- Okay.

- Gee, cadê a surpresa que você falou que ia fazer para mim em? Cadê?

- Espere, você ainda vai ter a sua surpresa.

- Quando?

- Ainda hoje.

- Mas como? – Olhei no relógio – Já são quase nove horas da noite. Como você ira fazer uma surpresa neste horário?

-Espere e verá... – Disse Gerard fazendo um suspense.

- Não sei se consigo esperar. – Disse fazendo birra.

- Ó sei birra se não, não terá surpresa.

- Você é mal Gee!

- Maldade é o meu segundo nome. – Disse Gerard fazendo uma risada maligna.

- Ai que medo!

- Deveria ter mesmo!

- Hum, Gee eu vou desligar vou tomar banho.

- Okay. Até daqui a pouco...

- Até tchau! – Disse desligando o celular.

O que Gerard estaria tramando?

Continua...

Notas finais
Eu tive que separar este capitulo em duas partes, se não ficaria muiiito e grande e cansativo para ler.
Vou tentar ser o mais rápida possível com o próximo capitulo.
Tchau! ;3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.