Doce Química
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Alguém sentiu saudade? Não eu sei
Bem este capitulo está um pouco confuso, e eu não sei se está bom.
Okay vamos lá!
Gerard estava estacionando o carro na garagem de sua casa. Eu estava um tanto desconfortável por estar ali, sei que foi Gerard que se ofereceu a me ajudar, mas mesmo assim sei que eu estava sendo um incômodo para ele.
- Gee, eu não quero lhe incomodar ficando aqui na sua casa-Falei, enquanto Gerard abria a porta para que pudéssemos entrar.
- Fran eu já disse que não é incomodo algum, além disso, sou eu quem quero que você fique aqui.
- Mas e os seus pais? Eles não iram falar alguma coisa?
- Os meus pais morreram — Falou Gerard um tanto apreensivo, não havia dor em sua voz , mas sim raiva. Fitei Gerard com curiosidade e ele continuou a falar – E eu moro com a minha avó e meu irmão.Vamos eu lhe explico melhor quando entrarmos. – Acompanhei Gerard e entrei em sua casa.
Era uma casa simples mas confortável; a sala era branca com alguns quadros de pintura abstrata na parede, os moveis eram de tons claros e havia uma mesa pequena no centro. Fiquei observando o local por alguns minutos quando uma criança correu até Gerard e pulou em seus braços.
- Oi Gee, você voltou! – O menino era magro, tinha olhos castanhos-esverdiados e cabelos castanho escuro,e aparentava ter uns 6 anos de idade. Ele me fitava com o olhar de curiosidade, obviamente deveria ser pelos pircings que eu possuía no canto da boca e no nariz e pela maquiagem escura que eu usava.
- Mikey, esse é o Frank ele vai ficar com a gente hoje. – Falou Gerard colocando a criança no chão. – Frank, esse é Mikey o meu irmãozinho.
- Oi, Mikey tudo bem? – falei, com a intenção de me aproximar de Mikey. Queria fazer amizade com ele, além disso eu adoro crianças.
- Fala oi pro Frank, Mikey – falou Gerard incentivando-o a falar comigo, Mikey estava bem tímido e se escondia atrás de Gerard .
- Ele é estranho Gee — Que ótimo! Até uma criança me acha estranho. Afinal o que a de errado em mim?
- Mikey, isso não se fala! – Disse Gerard, dando uma bronca em Mikey.
- Tá tudo bem Gee – Falei sem jeito, a minha vontade era de sumir.
- Vai lá brincar Mikey – disse Gerard levando Mikey até a mesa aonde havia vários desenhos. – Vem, Fran vou te mostrar a casa. – falou subindo as escadas, eu estava o acompanhando logo atrás.
Quando chegamos ao andar de cima, Gerard me fitava com a expressão um tanto culpada.
- Frank... me desculpe pelo Mikey, ele só é uma criança e não sabe o que fala e...
- Tudo bem Gee, eu não fiquei mal com isso e você não precisa se desculpar por nada. – Falei dando o meu melhor sorriso; Gerard se aproximou de mim, colocando a sua mão em meu ombro,por impulso me inclinei um pouco o aproximando ainda mais de mim. Quando estava sentindo o ar de sua boca bater sobre meu rosto, ele se afastou abrindo a porta de algum quarto.
- Er... deixa eu lhe mostrar o meu quarto – falou
O que foi aquilo? Foi uma tentativa de um possível beijo? Será que Gerard tentou mesmo me beijar? Não é possível, Gerard só me via como um amigo e nada mais, além disso ele já deve ter algum relacionamento ou algo do tipo, e pelo o que eu sei ele não é homossexual nem bissexual, e mesmo que fosse ele nunca iria quer algo a mais comigo.
- Frank? Você vai ficar parado ai no corredor? – disse Gerard interrompendo os meus pensamentos. Foi então que eu me toquei, que ainda estava parado bem no meio do corredor.
- Uh?
- Vem, vou lhe mostrar o meu quarto – Gerard me puxava para dentro do seu quarto, e logo em seguida fechou a porta.
Espere um minuto,por que ele havia fechado a porta? Ele só ia me mostrar o quarto, precisava fechar a porta para isso?
Eu estava apavorado. Mas ele ter fechado a porta não deve significar nada, ele só fechou para nós termos um pouco de privacidade para conversarmos. Isso conversarmos nada a mais.
Mas eu não devia ficar apavorado com essa situação, tudo o que eu mais queria era ficar com o Gerard a sós, e quando finalmente isso acontece eu fico apavorado desse jeito? Não Frank, não se apavora fica calmo.
- Frank? Frank você está me ouvindo? – Gerard estava estralando os dedos na frente do meu rosto.
- Uh?... Ah estou sim eu só.... estava pensando na vida, só isso! – disse sem jeito, eu era péssimo para mentir.
- Okay, mas vê se não fica babando, enquanto pensa na vida. – Disse Gerard rindo e me dando um lenço. Só então que percebi que estava babando mesmo; Que droga, eu tenho que parar de babar em enquanto eu penso.
- Er... obrigado — corei
- Então, como eu havia dito, mas provavelmente você não me escutou, este é o meu quarto. Não repara na bagunça, eu não tive tempo para arrumar ainda.
O quarto de Gerard era todo em tons escuros, só a parede que tinha a cor branca, a cama era preta com o edredom preto com letras em japonês na cor branca, o armário era marrom escuro, e a penteadeira também era marrom, havia uma escrivaninha preta com um computador e vários papéis e lápis.
- Nossa, que quarto escuro.
- é eu também acho, mas eu gosto assim – Falou Gerard rindo e avaliando o ambiente.
Fui até a escrivaninha e olhei alguns desenhos que estavam ali. Havia um desenho de uma rosa, e este me chamou a atenção.
— Foi você que fez? – o olhei surpreso
- Sim, mas não está muito bom.
- É claro que esta bom, você desenha muito bem!
- Você gostou do desenho? – Disse Gerard se aproximando de mim.
- Er... sim, é muito bonito! – Falei um pouco tímido por causa da aproximação.
- Então, pode ficar pra você.
- Não, eu não posso aceitar é seu desenho e...
- Fran, pode ficar eu estou te dando, e não se recusa um presente – Gerard pegou o desenho, dobrou e deu para mim de volta. Peguei o papel e guardei na mochila.
O silêncio dominava o local, eu estava completamente perdido naqueles olhos verdes encantadores; Gerard me fazia muito bem, ele me fazia sentir-me vivo, fazia me sentir especial.
- Então Fran, você pode me explicar agora o que aconteceu lá na sua casa hoje? – Eu estava tão fascinado por Gerard que tinha até me esquecido do que havia ocorrido hoje.
- Ah sim! – falei.
Expliquei exatamente o que aconteceu, falei da conversa que minha mãe havia feito comigo, e que no final gerou toda aquela confusão, também contei o que Robert havia feito comigo noite anterior. Gerard me ouvia com atenção e fazia algumas perguntas em relação ao ocorrido. Enquanto falava tudo para Gerard, não pude conter as lágrimas que se formavam em meus olhos, me lembrar de tudo me fazia muito mal, eu sentia um aperto no coração e me questionava o porque de ainda estar vivendo? Não havia motivo para eu ainda continuar a minha vida; Tudo em minha volta é tão horrível, eu me via completamente perdido em meio a uma escuridão, e nunca havia um sinal de luz, de esperança; Aquela escuridão nunca iria embora. Em meio daqueles pensamentos tão horríveis, mas realista de minha vida, eu me lembro da única pessoa em que eu realmente posso confiar a minha vida inteira, e essa pessoa é Gerard Way.
Finalmente, eu encontrei um motivo para continuar a viver. Eu conhecia Gerard não fazia nem uma semana, mas já sentia como se eu o conhecesse a minha vida inteira. Ele não me abandonou, quando Zack me deixou todo machucado no chão, pelo ao contrário ele cuidou de mim, se preocupou comigo, e fez isso de uma forma que ninguém fizera antes.
Eu não posso mais negar, eu estou perdidamente e incondicionalmente apaixonado por Gerard.
- Frank, saiba que eu sempre estarei aqui com você, eu nunca o deixarei. – Falou Gerard, que só então agora, que percebi que estava me abraçando de um jeito tão doce e reconfortante.Eu poderia permanecer ali em seus braços para sempre.
- Muito obrigado Gee, por tudo o que você esta fazendo por mim. Ninguém nunca se importou comigo, e eu me sinto tão sozinho, e só você pode mudar isso. – Aquilo saiu da minha boca sem eu querer, e agora estava com medo da sua reação. – Me desculpe se eu fui muito desrespeitoso ao falar isso mas.... é a mais pura verdade. Gerard só você pode me tirar desta solidão. – Nossa aquilo me pareceu mais brega do que eu pensei, mas não me importava só queria saber de sua resposta.
Gerard me fitou por dois minutos, com a expressão um tanto confusa. Pensei em sair daquele quarto, mas quando me levantei Gerard me puxou pelo braço e juntou os nossos lábios, formando assim um beijo calmo, só me separei de Gerard quando precisei de ar.
- Não foi nem um pouco desrespeitoso o que você me disse, ninguém nunca disse essas coisas maravilhosas para mim antes. – Naquele momento, só o que consegui fazer foi beijá-lo outra vez, aquela sensação de ter-lo em meus lábios era, deveras muito boa. Nos separei, novamente em busca de ar, Gerard agora estava de pé, me puxando para que também ficasse, e me conduziu até a porta.
- Vamos comer alguma coisa. – Falou Gerard abrindo a porta de seu quarto.
Descemos as escadas de mãos dadas, indo em direção a cozinha.
O dia passou bem rápido, eu e Gerard assistimos filmes, conversamos sobre diversos assuntos, e é claro trocamos vários carinhos um ao outro. Quando percebi que já era noite levei um susto, o tempo passava muito rápido quando eu estava com Gerard.
- Gee, eu preciso ir. – Falei enquanto Gerard acariciava os meus cabelos.
- Mas já?! – disse com um tom de decepção em sua voz.
- Sim, quero estar em casa quando a minha mãe chegar. Não quero falar com ela, então quero estar em casa primeiro. – Falei lhe dando um selinho e saindo de seu colo.
- Então eu vou te levar até a sua casa.
- Gee não precisa eu....
- Fran, não insista eu vou te levar – Disse Gerard me interrompendo.
- Okay, já que falar com você não adianta!
- Perfeito, então eu vou te levar. – Disse me dando um beijo em seguida.
- Mikey.... – Gerard foi até Mikey que ainda estava desenhando. – Mikey eu vou levar o Frank na casa dele e já volto. Se comporte, e se a vovó chegar fala pra ela que já volto. Okay? – Disse Gerard que deu um abraço no irmão.
- Tudo bem Gee mas não demora tá?
- Okay! – disse Gerard dando um beijo na testa de Mikey e pegou as chaves do carro.
Já no caminho para a minha casa, uma duvida veio a minha mente. Aonde estava a avó de Gerard? Já eram sete horas da noite e ela não estava na casa do Gerard.
- Gee, aonde está a sua avó? – Perguntei, a minha curiosidade era muita.
- Porque a pergunta?
- Porque a sua avó não esteve na sua casa o dia inteiro! – falei como se fosse obvio.
- hahaha a minha avó pode ter 60 anos, mas é uma senhora bem ativa. Agora ela deve estar no bingo com os amigos dela, e ela esteve fora o dia todo porque ela teve várias consultas ao médico. – Agora sim tudo parecia claro. Mas me senti um pouco constrangido por ter feito aquela pergunta.
- ah entendi! – Disse e Gerard deu risada. Ficamos o caminho todo quietos até chegar a minha casa. Gerard parou o carro e segurou em minha mão.
- Hoje o dia foi incrível Frank, você me fez sentir-me completo. – Gerard se aproximou de mim para um beijo, e que claro eu correspondi.
- Você também me fez sentir completo, e eu quero sentir isso todos os dias com você! – falei selando os nossos lábios novamente. Eu nunca me canso de beijar Gerard, a sensação é muito boa.
- Nos vemos amanhã? Durante e depois da escola?
- Com certeza! – falei lhe dando um selinho – Tchau Gee! Até amanhã.
- Até amanhã! – Sai do carro e fui até a porta da minha casa, acenei para Gerard e ele fez o mesmo e foi embora.
Quando entrei em casa não encontrei ninguém. Ótimo assim eu posso ir para o meu quarto e me trancar lá, e ficar a noite inteira pensando em Gerard.
Notas finais
Beijos até o próximo capitulo ♥
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