Doce Pecado
1 Se Conhecendo ... E Caindo em Tentação!
Notas iniciais
"Me provoque. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso!"
Clarice Lispector
O rosto de Maria ainda doía em certos pontos, a maquiagem poderia esconder as marcas vermelhas em seu rosto causadas pela ultima briga com Otavio, mas ela não camuflava as dores que sentia no rosto e no orgulho.
–Você sabe que eu não quero que vá a essa festa.
A voz grave Otavio de penetrou no quarto causando certo desconforto em Maria. Ele era violento e ir contra sua vontade chegava a ser perigoso, mas ela estava disposta a enfrentá-lo ao menos dessa vez, seu emprego era demasiado importante para ela.
–Você sabe que eu preciso comparecer a festa e eu já te disse que não ficarei lá por muito tempo. Disse enquanto terminava de esconder as marcas da briga em seu maxilar com um pouco de maquiagem.
–Você tem que me obedecer eu sou seu marido. Ele disse aumentando perigosamente a voz enquanto cruzava o quarto e a segurava pelo braço, seus dedos apertavam com tanta força o braço de Maria que se ele não o largasse logo ficariam marcas vermelhas.
–Por favor Otavio eu já disse que tenho que ir a festa. O Sr. Salgado disse que é muito importante que eu vá. Ela disse na tentativa de que ele permitisse que ela saísse logo dali. A raiva dele era palpável e estava em máxima potencia. Maria temia que ele tivesse outro acesso de raiva como o de alguns dias atrás e que ela acabasse sendo mais uma vez seu objeto para descarregar a raiva.
–Mas por que eu não posso ir a essa festa?Eu sou seu marido! Ele disse nervoso, a encarando, seus olhos estavam ameaçadores e causando um arrepio de medo na mulher a sua frente.
–A festa é fechada para funcionários Otavio eu já te expliquei isso cem vezes. Ela disse sentindo o aperto no braço se afrouxar e logo depois o viu se direcionar para a cama e se sentar nela.
–Se eu descobrir que você esta mentindo farei outras marcas como essa no seu rosto, esta me ouvindo?!
A Morena engoliu o nó que estava se formando em sua garganta e apenas assentiu com a cabeça, ele nunca poderia descobrir que ela estava mentindo, ela poderia levá-lo se quisesse, mas sabendo como ele era com certeza teria uma de suas crises de ciúme doentio e como sempre sobraria para ela.
Maria ajeitou os cabelos de uma forma que eles tapavam um pouco a área inchada de seu rosto, passou um batom vermelho que combinava muito bem com o tom da sua pele e se levantou pronta para sair o mais rápido possível de casa, mas antes que saísse do quarto sentiu a mão de Otavio mais uma vez em seu braço a puxando em direção ao corpo forte do dele.
–Você esta linda com esse vestido. Ele disse percorrendo as costas da mulher com suas mãos grandes, causando-lhe um certo tremor pelo medo do homem violento que estava a tocando, suas mãos atrevidas deixaram suas costas e desceram para seu traseiro o apertando com rudez fazendo Maria encolher em seus braços que a prendiam a seu corpo.
–É um belo vestido, mas eu particularmente prefiro você sem ele. Ele disse quase num sussurro enterrando seu rosto na curva do pescoço de Maria aspirando seu perfume.
–Esse perfume sem duvidas foi um dos melhores presentes que dei a você, adoro senti-lo na sua pele a fragrância dele combina muito bem com o perfume natural do seu corpo. Ele disse ainda com o rosto escondido no pescoço dela enquanto seu hálito esquentava o mesmo.
–Otavio eu preciso ir. Ela disse tentando afastá-lo, mas foi inútil, Otavio era grande, forte e até mesmo bonito, com certeza desejado por muitas mulheres da cidade, mas Maria o conhecia muito bem e sabia que o que esse homem tinha de bonito tinha de violento. Ele a soltou bruscamente fazendo-a ter que segurar na parede para não cair no chão devido à altura do salto que ela usava.
–Só não demore, te esperarei acordado para termos nossa festinha partícular, vê-la tão bem arrumada assim me excita ao extremo. Ele disse enquanto saía do quarto. Marria respirou pesadamente, ouvi-lo dizer aquilo não era muito prazeroso, o sexo com Otavio depois do casamento nunca a dera prazer, pois apenas ele se satisfazia e nunca se importou em dar-lhe prazer. Ela deu uma ultima olhada no espelho se certificando de que estava tudo no seu devido lugar e saiu pelo corredor, ainda pode ver Otavio em seu escritório onde ele passava quase todo o dia trancado cuidando de suas finanças. Desceu as escadas se deparando com Sarah a governanta.
–Esta muito bela Sra. Fernandes Ela disse sorrindo sempre doce, Sarah era além de governanta uma grande amiga de Maria, ela já trabalhava para a família de Otavio quando Maria se casou com ele e sempre foi muito prestativa e atenciosa com ela, sempre a ajudando em tudo que ela precisava.
–Obrigada Sarah. Respondeu Maria lhe devolvendo o sorriso.
–O carro já chegou para buscá-la. Disse Sarah.
–Ótimo, até mais tarde Sarah. Despediu-se Cruzando a enorme sala se direcionando para a porta de saída, o carro a aguardava no fim da escada, o motorista deu a volta no veiculo para abrir a porta para a Maria entrar e logo depois deu partida no carro e saiu.
(...) A festa seria na grande mansão do Sr. Salgado patrão de Maria.
–Maria
Ouviu a voz de Daniela a chamá-la assim que entrou na bela mansão.
–Olá Daniela Cumprimentou-a sorrido.
–Esta divina neste vestido. Ela disse analisando Maria dos pés a cabeça.
–Obrigada, você também esta muito bonita. respondeu admirando seu belo vestido verde escuro.
–O vestido foi um presente de seu marido? Ela perguntou sorrindo, mas tocar no assunto "marido" sempre era complicado para Maria, pois acabava com todo seu bom humor.
–Não, este fui eu mesma que comprei. Ela disse disfarçando um sorriso e tentando agir naturalmente.
–Não sei como ainda insiste em trabalhar mesmo sendo casada com um homem tão rico.
–Gosto do que faço Daniela e gosto de ganhar meu próprio dinheiro, mas não vamos falar só de mim, como anda o noivado? Maria perguntou querendo mudar de assunto.
–Demetrio quer se casar logo, mas eu ainda acho que devemos esperar um pouco mais.
–Esta enrolando o coitado? Perguntou divertida. –Só acho que estou passando por um ótimo momento no trabalho e talvez me casar agora possa atrapalhar isso.
–Atrapalhar o que? Demetrio chegou a abraçando por trás.
–Nada meu amor, assunto de mulher. Ela disse piscando um olho para Maria que apenas sorriu.
–Não quero atrapalhar o casal então até mais. Disse se afastando e indo para o grande bar que havia sido montado no grande salão de festas da mansão.
–Um Dry Martini por favor. Maria pediu ao garçom que olhava descaradamente para o seu decote, parecia querer pular dentro dele, ele se afastou e voltou logo com um taça na mão, Maria pegou-a e se afastou do bar indo para um local mais reservado.
–Sra. Fernandes vejo que mais uma vez veio desacompanhada a um evento da empresa. Geraldo Salgado disse se aproximando.
–Como esta Sr. Salgado? Disse estendendo a mão.
–Sempre com tanta formalidade, já perdi a conta de quantas vezes te pedi para me chamar apenas de Geraldo. Disse simpático.
–Ora Sr. Salgado já disse que não acho ético tratá-lo com tanta intimidade, afinal de contas o Senhor é meu patrão. Disse dando um pequeno gole em sua bebida.
–Como queira, mas eu imaginei que seu marido a acompanharia.
–Otavio anda muito ocupado resolvendo alguns problemas de seus negócios. –Sempre ocupado eu entendo. Ele disse sorrindo.
–Onde esta a nova equipe que você disse que estaria na festa?
–Eles ainda não chegaram, mas assim que chegarem eu apresento eles a você, agora com licença por que eu tenho que dar atenção aos outros convidados.
–Claro à vontade. Disse e logo depois saiu. A festa seguia normal todos os convidados conversavam e alguns poucos dançavam na pista de dança, Maria passou mais uma vez no bar, mas dessa vez pediu uma taça de vinho branco e se afastou novamente da multidão, seguiu para a grande sacada um local mais reservado que nem todos conheciam. A vista da cidade era linda pela noite, era hipnotizante de tão bela, as pequenas luzes espalhadas pelas ruas se confundiam as inúmeras estrelas que brilhavam forte no céu que estava totalmente iluminado por uma lua prateada e extremamente redonda.
–Londres é uma bela cidade. Ouviu uma voz rouca dizer, mas não se deu ao trabalho de olhar para trás para saber de quem ela provinha, apenas completou a frase do desconhecido.
–E essa é uma vista privilegiada. Disse sem se importar em parecer grosseira por não ter se virado.
–Posso te garantir que a minha visão é mais privilegiada que a sua. O homem disse analisando as curvas da bela mulher a sua frente. Maria virou-se para ver quem era o abusado e deparou-se com um homem muito bem vestido e com uma beleza singular, o terno muito bem alinhado não escondia os braços grossos e musculosos, sua pele era de um tom claro que lembrava bastante o seu próprio tom de pele, os cabelos levemente desalinhados contrastando com o resto de seu visual minuciosamente arrumado, sua grande altura apenas evidenciava sua forte presença, os olhos eram verdes intensos que chegava a brilhar de forma esmagadora.
–De frente é ainda mais linda que de costas. Ele disse galante admirando agora a boca carnuda da mulher que estava enfeitada com um batom vermelho que a deixava muito sexy.
–Não vai dizer mais nada? Perguntou sorrindo ao perceber que a mulher o analisava. Maria se recompôs e sentiu suas bochechas esquentarem, havia passado muito tempo apenas o analisando dos pés a cabeça. Ele a encarava com um sorriso travesso a brincar nos lábios carnudos e convidativos, Maria não foi capaz de formular uma frase coerente e preferiu ficar calada.
–Pena que é casada. O homem disse olhando para a grossa aliança que ela carregava no dedo, fazendo-a levantar levemente a mão para observar aquele símbolo de tanto desgosto que tinha que carregar, a aliança naquele momento pesou mais de cem quilos e a vontade de Maria era de arremessá-la pela sacada, mas infelizmente esse gesto não resolveria seu problema.
–Isso é um verdadeiro desperdício. Seu marido é um homem de muita sorte. As lembranças de sua ultima briga com Otavio dominaram seus pensamentos, mas ela logo as afastou da mente.
–O gato comeu sua língua Sra... Ele disse esperando que ela completasse a frase. –Fernandes, Sra Fernandes.
–Resolveu dizer algo então. Ele disse divertido encostando-se à parede próxima a ele.
–Não disse nada antes, pois não vi necessidade de engatar uma conversa com um desconhecido. Disse ríspida, a beleza dele a incomodava, a forma como ele a deixou sem palavras fazia ela se sentir uma completa idiota. –Mas isso pode ser resolvido agora mesmo. Ele disse se aproximando dela ainda com um sorriso nos lábios.
–Prazer! Sou Estevão San Roman.
Disse ele pegando a mão da morena e beijando-a. A sua aproximação e o vento cooperaram para que Maria pudesse sentir o cheiro amadeirado que vinha de Estevão, não sabia se aquele era apenas mais uma fragrância de um perfume caro ou se era apenas o perfume natural de seu belo corpo.
–Agora não sou mais um desconhecido e se me permite dizer Sra. Fernandes, esta divina neste vestido ele realça bem suas belas curvas.
Ele disse mirando o belo decote de seu vestido e aquilo a incomodou, ela mal conhecia aquele sujeito e ele já se aproximava com toda aquela intimidade.
–Mas que ousadia! Maria disse passando por ele e caminhando para a porta, mas antes mesmo que ela a cruzasse sentiu a mão dele segurando seu pulso com certa força, não doía, mas impedia-lhe de continuar andando.
–Me perdoe se fui abusado, mas é a minha opinião. Ele disse a encarando sério com aqueles olhos verdes que pareciam hipnotizar Maria.
–Guarde sua opinião para você Sr. San Roman Disse desviando seu olhar e se soltando da mão de Estevão.
–Mulheres difíceis são as melhores, costumam ser as mais selvagens na cama. Ele disse alcançando-a e rodeando sua cintura com um de seus braços fortes.
–Você é louco? Ela disse tentando se soltar dos braços de Estevão com dificuldade e sentindo seu sangue ferver com tamanha ousadia.
–Sei que você é casada, mas devo admitir que sua beleza me tira do sério meu bem. Ele disse solvendo um pouco do whisky que estava em sua outra mão. O sangue de Maria já fervia em suas veias, mas ela já não sabia mais se era pela ousadia de Estevão ou por sua proximidade, Maria sempre teve ódio de homens convencidos e acostumados a ter tudo que sempre quiseram, mas ela não podia negar que a beleza de Estevão a deixava sem palavras o homem exalava masculinidade e só com o olhar ele conseguia deixá-la desconsertada.
–Olha aqui Sr. San Roman eu não sou seu bem e agora com licença porque eu tenho mais o que fazer. Ela disse tentando mais uma vez afastar-se dele, mas mais uma vez não conseguiu.
–Desculpe a insistência, mas se eu permitir que você saia daqui agora você nunca vai saber o que esta perdendo. Estevão disse depositando sua bebida em uma pequena mesa redonda que estava próxima a parede e enlaçando a cintura de Maria com as duas mãos, ela sorriu irônica.
–Sinceramente eu não acho que esteja perdendo nada. Ele sorriu divertido. –Onde esta seu marido? Ele perguntou mudando de assunto.
–Ele...ele esta com alguns amigos no salão principal. Ela disse colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha
–Porque eu tenho a impressão de que você esta mentindo.
–Eu não estou mentindo. Maria disse disfarçando um sorriso, mas não teve muito sucesso.
–Caso seu marido realmente esteja na festa eu espero que ele não apareça por aqui agora, ele não vai gostar de ver isso.
–Não vai gostar de ver o q.... Maria foi interrompida pelos lábios macios de Estevão que cobriram seus lábios num beijo calmo. Estevão sabia que estava se arriscando demais, de fato Maria poderia estar falando a verdade quando disse que seu marido estava na festa, mas a julgar pela forma como ela havia ficado nervosa na hora que respondeu ele realmente acreditava que ela estava mentindo.
Uma das mãos de Estevão subiu até o pescoço de Maria que até então resistia ao beijo, mas ele insistia embrenhando seus dedos nos cabelos sedosos dela. Maria resistia, mas era quase impossível não se render ao homem que a beijava, o perfume que exalava de seu corpo a entorpecia, perfume amadeirado que se misturava a fragrância de sândalos dando um toque selvagem o tornando mais irresistível ainda, não havia motivos para ela resistir a ele, ela sentia um desejo crescente por aquele homem que ela só sabia o nome, mas que a estava deixando louca. Sem mais resistir ela se rendeu a ele, devolvendo o beijo com desejo. Estevão animou-se ao perceber que Maria respondia ao beijo com vigor, sua mão deslizava pelas costas dela enquanto suas línguas dançava numa sincronia perfeita explorando cada ponto de suas bocas, sorriu faceiro ao sentir as pequenas mãos dela o puxando para mais perto dela como se fosse possível já que a distancia entre eles era quase nula.
O desejo crescia entre eles, Estevão deixou a boca de Maria e rumou para seu pescoço que exalava um perfume único e maravilhoso, mas ela estava completamente entregue e ele percebeu que aquilo iria muito mais longe.
–Você não acha que talvez seja melhor ir para um lugar mais reservado? Estevão disse enquanto inalava o perfume exótico da morena, mas ao ouvir aquelas palavras Maria despertou e percebeu o que estava fazendo, Estevão continuava a acariciar suas costas enquanto traçava uma linha quente de beijos no pescoço dela, mas as mãos de Maria que antes o puxavam pra mais perto o afastaram com brusquidão, Estevão encarou-a sem entender muito bem.
–Algum problema? Ele perguntou com uma expressão confusa, mas Maria não encontrava as palavras.
–Desculpe-me, mas eu não entendi. Ele tentou mais uma vez arrancar alguma palavra dela.
–Sou casada. Ela disse respirando com dificuldade.
–Já sei que é casada e sei também que você me deseja tanto quanto eu te desejo. Maria o desejava, Deus como ela o desejava, nunca antes sentiu tanto desejo por alguém,mas apesar de saber que Otavio a traia, ela nunca quis fazer o mesmo e se igualar a ele, ela era superior a ele e não se rebaixaria a altura de Otavio somente para vingar-se, mas dessa vez estava sendo diferente ela queria aquele homem seu corpo gritava chamando por ele.
–Sei que deve estar pensando que sou um conquistador barato que sai a noite em busca de mulheres, mas acredite não sou assim, você é que mexeu comigo. Maria não ligava se ele era ou não um conquistador, dane-se ela o queria e nunca antes se sentiu tão desejada como agora, ela também tinha o direito de se satisfazer, já que seu marido nunca o fez questão.
–Você tem razão. Maria disse recuperando a postura.
–Em que exatamente eu tenho razão? Estevão perguntou um pouco confuso. –Deveríamos ir para um lugar mais reservado. Um sorriso faceiro brotou nos fartos lábios de Estevão antes que este agarrasse novamente a mulher que estava em sua frente.
–Conhece a casa? Maria perguntou enquanto sentia a boca de Estevão em seu pescoço. Ele apenas negou com a cabeça.
–Então me siga. Ela disse o afastando com delicadeza, e saiu pela porta tomando um caminho diferente do que a levou até ali, seguiu para um corredor com algumas portas e entrou em uma delas.
Mal cruzou a porta e sentiu os braços de Estevão a rodeá-la novamente, mas dessa vez com mais força, mais vigor que antes. Ela permanecia de costas pra ele dando todo acesso às mãos de Estevão que percorriam cada centímetro daquele belo corpo. Estevão sentia o tecido fino do vestido de Maria, mas suas mãos ansiavam por sentir a pele da Morena que estava por baixo do vestido. Estevão não era de fato um conquistador e nunca foi do tipo de homem que sai para "caçar" mulheres, essa não foi a criação que recebeu, mas essa mulher em especial chamou sua atenção, Maria era uma bela mulher, cabelos medios, lisos e extremamente negros, seus olhos eram um castanho bem claro, chegavam a ser verdes, mas eram muito atraentes assim como sua boca, os lábios fartos e ao mesmo tempo delicados, eram quase um convite a ele que ansiava pelo contato de suas bocas.
Estevão girou-a a colocando de frente para ele, analisou cada parte do rosto de Maria com as mãos em sua nuca. Perfeita, essa era a palavra para descrevê-la, aproximou sua boca da dela e permitiu-se sentir o sabor daqueles lábios, não da forma como Maria esperava, ele foi calmo e sem pressa nenhuma, apenas saboreando sua boca de forma irresistível e tentadora, suas mãos procuraram o fecho do vestido de Maria e devagar ele o abriu fazendo o vestido deslizar até o chão, causando certo arrepio nela ao sentir as mãos quentes de Estevão sobre sua pele nua.
Estevão retirou suas mãos do corpo de Maria apenas para livrar-se do paletó, ficando apenas com a camisa branca de baixo. Maria não esperou nem um segundo e começou a desabotoar os botões da camisa de Estevão, ela queria poder admirar o corpo dele. Ao terminar de abrir todos os botões da camisa ela se perdeu naquele abdômen perfeito e definido, sentiu as mãos quentes de Estevão novamente em seu corpo mais precisamente em sua cintura a puxando para seu corpo másculo. Suas bocas se encontraram novamente num beijo que exalava luxuria e desejo.
Os seios nus de Maria roçavam na pele quente de Estevão enquanto as mãos dele apertavam seu traseiro com desejo, fazendo-a se sentir cada vez mais molhada e ansiar cada vez mais por ser preenchida por aquele homem que estava tirando seu mundo de orbita, sua vida sempre tão programada e correta estava saindo dos eixos e ela estava adorando aquilo. Estevão não sabia o que estava acontecendo com ele, sempre foi muito controlado e apesar de ser muito assediado por varias mulheres ele não tinha o costume de transar com desconhecidas, mas havia muito prazer em estar com aquela mulher em especial. Maria parecia um vulcão pronto para explodir e ele não via a hora disso acontecer. Havia naquele banheiro uma bancada de mármore que fazia parte da pia, Estevão ergueu sem dificuldade Maria do chão e a depositou sentada na bancada, Maria vestia apenas a calcinha, o vestido estava esquecido no chão e ela não estava usando sutiã. Seus seios não eram grandes nem pequenos, eram médios e pareciam ter sido feitos para as mãos e boca de Estevão que não perdeu muito tempo olhando para eles, apesar de ser uma bela visão, ele queria saboreá-los e sentir a textura de seus duros mamilos.
Maria deixou escapar um gemido quando sentiu os dentes de Estevão arranhando a pele de seu seio e beliscando seu mamilo, aquilo era muito prazeroso, aquele desconhecido mesmo não tendo a penetrado ainda, estava dando a ela mais prazer do que sentiu toda sua vida de casada com Otavio, o simples olhar que Estevão a direcionava enquanto sugava com vigor seu seio e massageava o outro a fazia enlouquecer, ele queria dar prazer a ela não apenas satisfazer-se como seu marido fazia e isso a fazia entregar-se cada vez mais a ele.
–Você é muito gostosa, Sra. Fernandes.
–Maria Me chame de Maria! Ela disse enquanto levava a mão até o pênis ainda coberto de Estevão, fazendo-o retroceder e sorrir de lado para ela.
–Eu controlo as coisas aqui, ok?! Ele disse levando a mão ao traseiro farto de Maria. Ela apenas assentiu enquanto ele retirava sua calcinha com voracidade fazendo-a se assustar com seu ato. O banheiro cheirava a sexo, cheirava a homem e ela estava perdida entre as sensações que Estevão provocava em seu corpo, quando o sentiu penetrá-la com dois dedos, teve que reprimir um gemido mais alto que se formou em sua garganta, pois alguém poderia acabar ouvindo.
–Você gosta disso Maria? Estevão sussurrou em seu ouvido enquanto seus dedos entravam e saiam da Morena, mas ela custou a reunir forças para responder a pergunta.
–Sim, por favor, não pare!! Disse se controlando enquanto ele continuava seus movimentos que foram ficando cada vez mais rápidos. Estevão ciente de que Maria logo gozaria aumentou a velocidade de seus dedos, logo Maria se derramara em um orgasmo longo e delicioso.
Estevão achou realmente encantador a forma como ela se entregou por inteiro a aquele momento. Livrou-se de sua calça e da boxer preta que usava. Maria ainda tentava se recuperar do belo orgasmo que sentira ainda a pouco quando sentiu seu corpo ser erguido por Estevão, enlaçou as pernas nele, mas quando ela achou que seria penetrada viu que a expressão de Estevão mudou.
–O que foi? Aconteceu alguma coisa? Maria perguntou confusa, Estevão apenas a encarou e respondeu.
–Eu não tenho preservativo aqui. Lamentou-se Estevão, Maria sorriu de forma tentadora.
–Eu tomo pílula. Disse sorrindo e arrancando sorrisos também de Estevão. Sentiu o membro rijo de Estevão roçar seu sexo que pulsava de desejo, as mãos dele sustentavam Maria pelo traseiro, sua boca foi em busca da boca dela, suas línguas dançavam em completa sincronia quando Estevão permitiu que Maria escorregasse por seu membro se enterrando fundo nela. Maria estava extremamente molhada e era muito apertada, os gemidos de ambos eram abafados pelas bocas que não se desgrudaram. Estevão se afundava cada vez mais em Maria que se sentia sendo preenchida de uma forma que nunca fora antes. Era impossível não compará-lo com seu marido que nunca lhe dera nem metade de todo o prazer que ela estava sentido nos braços desse estranho.
Estevão aumentou o ritmo das investidas e Maria arranhava as costas de Estevão com suas unhas o deixando cada vez mais louco, Estevão sentiu seu membro ser apertado pelo sexo de Maria e soube que ela logo gozaria novamente, ele também não estava longe do ápice do prazer. Maria sentia o membro de Estevão ir cada vez mais fundo e rápido e sentia que o prazer se aproximava, quando sentiu Estevão apertar seu traseiro foi presenteada com um belo orgasmo, a morena afundou o rosto na curva do pescoço de Estevão enquanto o sentia investir cada vez mais rápido e logo depois sentiu Estevão gozar. As respirações aceleradas e os corações batendo descontrolados, Estevão saiu do corpo de Maria e a colocou no chão novamente, ela se apoiou na bancada respirando com dificuldade.
–Isso foi realmente incrível. Ela disse dando as costas a Estevão enquanto abria a torneira da pia e jogava um pouco de água na nuca, Estevão se abaixou e pegou suas roupas que estavam no chão e pegou também a minúscula calcinha que Maria estava usando e também seu vestido que estava perdido no canto do banheiro.
–Era isso que você perderia caso eu tivesse permitido que você saísse da sacada agora a pouco. Ele disse entregando a ela sua calcinha e seu vestido.
–Suponho que devo agradecê-lo então. Maria disse sorrindo enquanto se vestia.
–Não é preciso. Estevão disse divertido enquanto terminava de abotoar sua camisa.
–Quer ajuda? Disse vendo a dificuldade dela em fechar o fecho do vestido.
–Não obrigada, não prec... Ele não esperou que ela terminasse de falar e fechou o vestido pra ela.
–Prontinho. Disse beijando a nuca da morena que arrepiou.
–Obrigada. Maria se olhou no grande espelho e se assegurou de que tudo estava no seu devido lugar. Destrancou a porta do banheiro, mas antes que conseguisse sair Estevão a segurou impedindo-a.
–Não vai me dar nem o numero de seu telefone e se eu quiser vê-la novamente? Maria sorriu.
–Não, não vou lhe dar o número do meu telefone, pois eu sei que isso que aconteceu aqui não acontecerá de novo e será melhor para nós dois que não nos encontremos novamente. Maria disse se desvencilhando da mão de Estevão e saindo rumo à saída da casa, ela não teria cabeça para continuar nesse lugar encarando Estevão San Roman.
***
–Ai esta você Sr. San Roman. Te procurei em todos os lugares para apresentar vocês a nossa melhor engenheira da Linear, mas não o encontrei. Disse Geraldo Salgado enquanto se aproximava dele e de seus colegas.
–Por onde andou Estevão? Perguntou seu irmão mais novo Rodrigo que tinha do lado Fabiola, que o encarava com frieza no olhar.
–Estive apenas admirando a paisagem Sr. Salgado, o Senhor Tem uma bela casa. Disse simpático, nesse momento uma mulher apareceu e disse algo para Geraldo.
–É realmente uma pena que não possam conhecer Mari hoje, Daniela acabou de me avisar que Maria pediu desculpas, mas teve que ir embora. Estevão achou ter ouvido errado o que Geraldo acabara de te dizer.
–Maria? Seria Maria Fernandes?
–Sim, já a conhece? Geraldo perguntou sorrindo.
–Ah...não, não a conheço apenas ouvi algumas pessoas comentando sobre ela agora a pouco. Mentiu tentando ser convincente.
–Ela é uma ótima profissional, na verdade é nossa melhor engenheira, vocês terão a sorte de trabalhar com ela, mas infelizmente só vão conhecê-la na segunda-feira, agora com licença. Disse Geraldo desaparecendo no meio da multidão. Para Estevão essa era sem duvidas a melhor noticia da noite, ele trabalharia com Maria e ela ainda nem sabia disso, sem duvidas as coisas estavam melhorando para ele...
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