Doce Pecado

7 Obrigada por confiar sua história a mim ... Te amo meu bem


Notas iniciais
Como prometido está aí mais um capitulo obrigada a todas que leram o capitulo seis e ja comentaram vocês são rápidas não? rsrs Aproveitem o capitulo

Estevão estava sentado em sua cama enquanto esperava Maria terminar seu banho. Estevão observou Maria sair enrolada em sua toalha.

–Espero que não se importe.

Disse Maria se referindo ao fato de ter se secado com a toalha de Estevão.

–Nunca me importei antes porque me importaria agora?

Disse Estevão sorrindo e apontando para a mala que ele havia buscado no carro dela, logo depois saiu de seu quarto para dar mais privacidade à ela, Maria se vestiu e penteou os cabelos, quando saiu do quarto encontrou Estevão na sala bebendo vinho.

–Posso acompanhá-lo no vinho?

Perguntou se sentando ao lado de Estevão no sofá.

–Claro que pode.

Ele sorriu pegando a outra taça em cima da mesinha de centro e servindo o vinho para a ela, que agradeceu.

Estevão mesmo nunca tendo visto o marido de Maria sentia ódio pelo desgraçado, sentia seu sangue ferver toda vez que encarava o rosto da Morena que estava machucado pelas agressões ou então quando olhava as marcas roxas nos braços de Maria, como alguém podia ser covarde ao ponto de bater em uma mulher. Estevão já havia se decepcionado muito com Fabiola, mas em nenhum momento se quer pensou em levantar a mão para ela, isso para ele era inadmissível.

–Você ta calado hoje Estevão.

Maria disse encarando-o

–Me desculpe. Eu só estava pensando.

Disse Estevão ainda com os pensamentos perdidos.

–Me desculpe a ousadia, mas eu posso saber em que você esta pensando?

Estevão encarou Maria nos olhos antes de responder a pergunta da mulher.

–Eu queria entender como um homem tem coragem de fazer isso com uma mulher.

Disse Estevão apontando para os hematomas no corpo de Maria.

–Estevão eu...

Maria não conseguiu concluir sua frase, pois Estevão a interrompeu.

–Eu sei que você não quer falar sobre isso agora Maria e você não precisa dizer nada, pelo menos enquanto você não quiser, eu só estava respondendo sua pergunta.

Estevão disse calmo e Maria sorriu agradecida.

–Você quer comer alguma coisa?

Estevão perguntou mudando de assunto enquanto se levantava do sofá.

–Você vai cozinhar?

Maria perguntou surpresa e Estevão sorriu.

–Eu não acho que nada que eu venha a cozinhar seja saudável o suficiente para comermos, por tanto, não. Eu não vou cozinhar.

Disse Estevão sorrindo enquanto pegava o celular.

–Serve pizza?

Perguntou o Moreno ainda sorrindo, Maria retribuiu o sorriso e balançou a cabeça afirmando.

...

Os dois comiam sentados na sala enquanto conversavam sobre coisas banais.

–Sabe Maria eu to um pouco curioso sobre uma coisa.

Maria por um minuto pensou que ele fosse tocar novamente no assunto sobre as agressões de Otavio, mas ele logo tratou de explicar melhor.

–Não é sobre o que você esta pensado é sobre o seu irmão, na verdade é sobre o que ele disse sobre o que ele viu.

Ela sorriu e respirou um pouco aliviada.

–Como eu já te disse Carlos nunca gostou do meu marido Estevão, então é de se imaginar que ficar sabendo que eu o traia não iria deixá-lo irritado.

Disse Maria dando um gole em seu vinho.

–Mas o que exatamente ele disse.

Maria se lembrou das palavras de Carlos e de suas próprias palavras naquele dia, mas ela não estava disposta a contar a Estevão que estava apaixonada por ele.

–Nada demais, apenas me disse para ter cuidado.

Estevão sorriu.

–Estou começando a gostar do seu irmão.

Disse Estevão em tom de brincadeira.

–Sabe que pensando bem eu acho que vocês dois se dariam bem.

–Quem sabe.

Sorriu Estevão enquanto terminava de comer o ultimo pedaço de pizza. Maria se levantou e pegou os pratos, Estevão a observou ir até a cozinha.

–O que você vai fazer?

Perguntou enquanto se levantava e a seguia.

–Lavar nossos pratos.

Respondeu Maria como se fosse uma resposta obvia.

–Maria você é minha convidada não vai lavar nada.

Disse Estevão retirando os pratos de sua mão.

–Estevão são apenas dois pratos e alguns talheres.

Disse Maria tentando pegar os pratos de volta das mãos de Estevão.

–Exatamente e eu vou lavá-los.

–Mas Estevão...

–Sem mas, Fernandes.

A Morena sorriu involuntariamente ao ouvir seu sobrenome de solteira, o sobrenome de sua família.

–É bom ouvir isso e saber que em breve eu vou poder usar novamente o sobrenome da minha família.

Disse Maria um pouco emocionada. Estevão já não sabia mais o que pensar a um dia atrás estava determinado a acabar tudo com Maria e agora estava ela aqui, pronta para se divorciar de seu marido e livre para viver outro romance com quem quisesse e por que não com ele?

Estevão se aproximou devagar de Maria e acariciou delicadamente o rosto da morena levando sua mão até a nuca da mulher que o encarava com um olhar um pouco confuso. Estevão ignorou uma voz dentro de si que o mandava se afastar de Maria e se aproximou da morena até que seus lábios se tocassem suavemente sem pressa alguma.

A confusão de sentimentos dentro de Estevão era absurda, mas nesse momento nada mais importava para ele apenas a mulher que estava em seus braços.

O beijo antes calmo e casto tomava outras direções agora, as mãos de Estevão prendiam firmemente Maria a seu corpo enquanto suas línguas se enroscavam de forma tentadora. Estevão cessou o beijo e encarou as orbes da morena.

–Talvez não seja esse tipo de atenção que você esta precisando hoje.

Disse Estevão afastando Maria delicadamente.

–Você tem razão.

Maria disse com um sorriso fraco nos lábios.

Ela estava muito sensível e Estevão muito confuso essa não era uma boa combinação para terminar em sexo.

–O vinho ainda não acabou, vamos.

Disse Maria seguindo para a sala, Estevão respirou profundamente e passou a mão nos cabelos nervoso, talvez não fosse a hora de se afastar de Maria afinal a ela agora estava precisando de apoio.

Maria estava sentada no carpete bebendo vinho.

–Maria eu nunca te contei minha história com a Fabiola, não é mesmo?

Perguntou se aproximando de Maria e se sentando ao seu lado. Estevão de fato nunca havia entrado em detalhes com Maria sobre o que viveu com Fabiola.

–Não Estevão e você sabe que não precisa dizer nada se não quiser.

–Mas eu quero.

Maria ficou contente por ter ganhado a confiança dele.

–Meus pais tem uma das maiores fazendas do México sempre tivemos muito dinheiro e meu pai sempre teve uma amizade muito grande com um de nossos empregados, José, e também com sua esposa Calista, eles e a filha, Fabiola, sempre foram tratados como se fossem da família.

Estevão às vezes tinha o olhar perdido, mas Maria não ousava interrompe-lo.

–Eu cresci com Fabiola como se fosse uma irmã, nós éramos muito unidos até que ficamos mais velhos e eu já não a via mais como uma irmã, eu não entendia porque eu tinha tanta raiva de ver o Rodrigo com ela, até que eu entendi que eu estava apaixonado.

Estevão olhava para o chão como se as lembranças machucassem.

– Não foi fácil conseguir a permissão dos pais dela para namorarmos, eles tinham medo que meus pais pensassem que Fabiola queria se aproveitar do meu dinheiro ou que eu quisesse apenas me divertir com a filha dos empregados, depois de uma longa conversa com eles nós conseguimos convencê-los que nós realmente gostávamos um do outro e depois de um pouco mais cinco anos, assim que eu terminei a faculdade nós resolvemos noivar, mas na festa de noivado...

Estevão fechou os olhos e Maria percebeu que a parte mais difícil da historia estava por vir.

–Havia um telão na nossa festa para exibir algumas fotos nossas, mas logo depois da exibição das fotos...começou um vídeo.

Estevão respirou pesadamente antes de olhar nos olhos de Maria e terminar de contar toda a história.

–Nesse vídeo a Fabiola aparecia transando com Eduardo, um cara que eu odeio desde a adolescência, todos viram, minha família a família dela e todos os nossos amigos, depois disso obviamente acabou tudo entre a gente. Os pais dela ficaram muito envergonhados, pediram mil desculpas e também pediram demissão, eles nunca perdoaram Fabiola pelo que ela fez, os envergonhando na frente de todos e agora o relacionamento deles com a Fabiola é horrível.

Maria não sabia o que dizer a história de Estevão era realmente muito triste, ela agora sentia extrema raiva de Fabiola por ter causado tanto sofrimento em Estevão.

–Como você consegue ficar perto dela?

–No inicio não foi fácil, mas com o tempo eu aprendi a ignorar a presença dela e agora digamos que eu não seja mais uma pessoa tão agradável com ela. Na verdade tudo que eu posso fazer para irritá-la eu faço.

Estevão disse sério sem encarar Maria.

–Isso te ajuda a esquecer o que ela te fez?

–Na verdade não.

Disse ele olhando para chão.

–Então porque você não se afasta dela Estevão?

–Eu não me afasto dela por que eu quero a fazer sentir toda a dor e raiva que eu senti quando vi aquele vídeo.

Os olhos de Estevão agora estavam fixos nos de Maria e transmitiam puro ódio.

Obrigada por confiar sua história a mim Estevão.

Maria disse acariciando a mão dele.

–Foi bom poder me abrir com você.

Ele respondeu com o semblante mais tranquilo.

–Estevão se você não se importa eu queria dormir agora.

–Claro que não me importo, você já sabe onde fica o quarto então fique a vontade eu me arranjo aqui no sofá.

–De forma nenhuma eu vou te tirar da sua cama, você dorme na cama e eu durmo no sofá.

Ela disse categórica, mas Estevão parecia não se importar com as palavras dela pois continuou imóvel.

–Não seria nenhum pouco delicado da minha parte colocar você pra dormir no sofá, então não me faça te trancar naquele quarto.

Ele disse sorrindo para Maria que também sorriu.

–Ta ok Sr. San Roman eu aceito dormir na sua cama, mas eu acho que ela é espaçosa o suficiente pra nós dois.

Estevão ergueu uma sobrancelha enquanto via a mulher se direcionar para seu quarto, sua mente a todo momento o lembrando do quão perigoso poderia ser isso, não era uma boa hora para se deixar envolver por alguém, muito menos quando esse alguém também já tem seus sérios problemas. Estevão ficou de pé e depois de apagar as luzes da casa seguiu para seu quarto, encontrou Maria já deitada em um dos lados da cama vestindo apenas uma calcinha e uma camisa larga que Estevão reconheceu ser dele, respirou fundo para buscar controle e não sucumbir ao desejo de tê-la novamente.

–Você ficou muito bem com essa camisa.

Disse Estevão enquanto tirava a sua própria camisa.

–Me desculpa é que eu sai tão apressada de casa que não me lembrei de pegar uma camisola ou algo apropriado para dormir.

Ela disse se sentando na cama de frente para ele.

–Não precisa se desculpar Maria eu apenas te fiz um elogio.

Estevão disse sorrindo para ela.

–A questão é que eu praticamente invadi sua casa e agora estou me aproveitando das suas roupas.

Estevão sorriu mais abertamente agora

–Você não invadiu minha casa eu te convidei para passar a noite aqui e não ha nenhum problema em você usar minha camisa.

Estevão agora estava apenas com sua cueca boxer e depois de apagar a luz seguiu para a cama enquanto repetia um mantra mentalmente “Vocês só vão dormir na mesma cama e nada mais.”

–Obrigada por tudo Estevão.

Ela disse quando já estavam deitados na cama.

–Sempre que precisar de ajuda eu vou estar aqui Maria.

Ele disse enquanto alcançava a mão de Maria e depositava um beijo nela, depois disso o silencio tomou conta do quarto e os dois dormiram.

...

A fraca luz do amanhecer invadiu o quarto e Maria acordou um pouco assustada ao se deparar com um ambiente completamente diferente do que ela costumava acordar, mas rapidamente ela se lembrou de tudo que havia acontecido no dia anterior e lembrou-se também de onde estava. Maria olhou para o lado e não havia mais ninguém na cama ela ouviu a voz de Estevão falando baixo na sala, inicialmente Maria se assustou com a possibilidade de haver mais alguém na casa, mas depois percebeu que a única voz que ela conseguia ouvir era a de Estevão então deduziu que ele estivesse falando ao telefone.

Ela se levantou e caminhou para a porta, mas ao chegar ao pequeno corredor ouviu algo que a fez travar.

Eu te amo meu bem e também estou morrendo de saudades, beijo tchau.”

Maria não sabia o que pensar, mas sabia que não tinha direito nenhum de se sentir daquela maneira afinal ela e Estevão não tinham nada, Maria engoliu o nó que havia se formado em sua garganta e se forçou a caminhar até a sala.

–Bom dia.

Maria disse ao chegar à sala.

–Bom dia, já de pé tão cedo?

–É que eu não tenho o costume de acordar...

Antes que Maria terminasse sua frase ela e Estevão ouviram o barulho da porta sendo aberta por fora e antes que eles pudessem pensar em fazer alguma coisa Fabiola abriu a porta.

–Estevão?! Eu não imaginei que você fosse estar acordado a essa...

Fabiola entrou na sala e viu Maria parada vestindo a camisa de Estevão e visivelmente irritada gritou:

–O que você esta fazendo aqui?!

Notas finais
Ai ai ai ai ai com quem será que Estevão estava falando no telefone? posso garantir q não era com Fabiola se não era ela ... Quem era? oque vocês acham?