Doce Pecado

3 Doce encontro ... Doce Proposta


Notas iniciais
Olá gente .. vocês devem está perguntando pq a demora, e eu respondo: meu pulso deu problema kkk .. sim e eu estou me recuperando então não me matem e desfrutem desse capitulo Las Quiero.

Maria acordou extremamente disposta para mais um dia de trabalho. Otavio já não estava mais na cama, como sempre, ela se levantou e foi para o banheiro tomar seu banho frio como de costume pelas manhãs. Saiu do banho e foi até o closet, pegou sua melhor roupa de trabalho. Sempre passava uma maquiagem leve para ir ao trabalho. Ouviu a porta do quarto ser aberta e logo a voz suave de Sarah invadiu o ambiente.

–Bom dia Sra. Fernandes

–Bom dia Sarah, Otavio já saiu para o trabalho?

Perguntou Maria terminando de passar seu batom.

–Sim, ele saiu há pouco tempo.

–Ótimo, não quero estragar minha manhã.

Disse seguindo para fora do quarto enquanto Sarah a seguia até seu escritório onde estava sua pasta.

–A Senhora não vai tomar seu café?

–Não Sarah, quero chegar mais cedo ao trabalho hoje.

Disse descendo as escadas.

–Mais cedo? Mas já são sete e quarenta.

–O que? Mas eu sempre acordo no horário nunca precisei de despertador.

–Por isso mesmo que não a acordei, achei que iria chegar um pouco mais tarde hoje.

Maria pegava serviço às oito horas da manhã e nunca conseguiria chegar no horário ao escritório. Maria correu para o carro ela não poderia atrasar logo hoje que teria uma reunião importante.

–Mas a senhora não pode sair sem comer.

Sarah disse preocupada correndo atrás de Maria.

–Não se preocupe Sarah eu peço à secretaria que me compre um cappuccino.

Disse ela saindo apressada pela porta principal.

–Então tenha um bom dia Senhora!

Sarah disse sorrindo.

–Obrigada Sarah.

Disse se aproximando de seu carro e pegando as chaves em sua bolsa.

O dia estava lindo e apesar de estar atrasada para o trabalho Maria sentia-se feliz como já não acontecia há meses, tudo cooperava para que o dia continuasse perfeito, o clima, o fato de não ter visto Otavio antes de sair de casa e até mesmo o transito que fluía naturalmente.

Estacionou o carro no estacionamento da empresa e caminhou para o prédio apressada, olhou para o relógio em seu pulso e este marcava oito e vinte cinco estava quase meia hora atrasada.

Quando chegou a porta do escritório de Geraldo, Lupita a secretaria dele veio atendê-la, uma mulher muito bonita com cabelos longos e negros.

–Bom dia Sra. Fernandes, esta um pouco atrasada.

Disse ela sorrindo.

–Eu sei, acordei mais tarde do que devia hoje, pode me anunciar por favor.

Pediu Maria à secretaria.

–Teve sorte que não foi a única a se atrasar, o Sr. Salgado chegou há uns cinco minutos.

Maria respirou aliviada ao ouvir aquilo.

–Já vou anunciá-la.

Disse pegando o telefone e comunicando-se com Geraldo.

–A Senhora já pode entrar.

–Obrigada.

Lupita sorriu em resposta e Maria entrou.

–Perdoem-me pelo atraso, mas é que....

A frase morreu em sua boca quando os lhos de Maria encontraram os olhos de um certo Moreno muito atraente e sedutor que a encarava com diversão.

Estevão de fato se divertiu ao ver a expressão estampada no rosto de Maria, mas tentou disfarçar para que ela não percebesse, pois ela já parecia bastante surpresa por vê-lo ali.

Maria sentiu todos os olhares nela e só então percebeu que ficara tempo demais em pé em silencio.

–Sente-se Maria, você não foi a única que teve um pequeno atraso hoje, eu também dormi demais.

Disse Geraldo apontando uma cadeira para que Maria se sentasse. Maria respirou fundo e caminhou até a cadeira que Geraldo lhe apontou, cadeira que por sinal ficava em frente à cadeira do San Roman.

–Como eu estava dizendo Já que vocês parecem tão animados para começarem logo eu não vou tomar muito tempo de vocês, primeiramente eu queria que cada um de vocês se apresentasse, eu sei que alguns de vocês já foram apresentados na festa, mas estávamos todos muito "felizes" e com um alto teor de álcool no sangue.

Geraldo disse arrancando risos dos presentes com exceção de Maria que fingia mexer em alguma coisa em sua bolsa para evitar o olhar de Estevão. Logo depois um por um eles foram ficando de pé e se apresentando.

–Bom, como todos vocês já foram informados que as Empresas Newton que nos trás o que há de mais inovador no mercado quando o assunto é eletrônicos, esta mudando sua sede aqui para Londres e nós da Linear Engenharia e Arquitetura fomos os sortudos de sermos escolhidos para cuidar de tudo. O que foi pedido por eles é que os projetos fossem inovadores e que fujam aos padrões e pensando nisso foi que eu separei as equipes.

Geraldo disse sem enrolação indo direto ao ponto como sempre fazia.

–As equipes foram distribuídas pensando na mistura de idéias e gêneros. Já que nós recebemos novos membros em nossa equipe vindos de Manhattan com idéias inovadoras resolvi misturar os novos e os antigos funcionários.

Ele completou pegando um dos papéis que estava a sua frente e começou a ler.

– Rodrigo e Fabiola trabalharão com Daniela e já que Maria ficou responsável pelo projeto principal sozinha ela trabalhará com Estevão que é arquiteto, tudo bem pra vocês?

Ele perguntou tranqüilo, mas ninguém ousou questionar.

"Por que ele tem que trabalhar comigo meu Deus por quê?"

Pensou Maria tentando conter suas emoções.

–Maria e Daniela as salas de vocês não serão mais as mesmas, agora vocês dividirão suas salas com seus respectivos membros de equipe, quando saírem peçam a Lupita que informem a vocês a localização das novas salas.

Maria não esperava ter que dividir a mesma sala com Estevão isso a pegou desprevenida. Estevão a encarava com um sorriso fraco nos lábios fartos e estava muito satisfeito com a divisão das equipes.

–Vocês tem alguma duvida?

Todos negaram e Geraldo os liberou da reunião. Maria saiu da sala antes que os outros, passou pela mesa de Lupita e ela a entregou um papel com o andar e o numero de sua nova sala, os outros ainda estavam conversando com Lupita quando Maria saiu em direção ao elevador que a levou até o andar de sua antiga sala.

–Arrume suas coisas Ana Rosa, minha sala não será mais essa.

Disse mal humorada ao passar por sua secretaria.

–Arrume suas coisas e vá para esse lugar.

Disse entregando a ela o papel onde estava o andar e numero de sua nova sala.

–Sim senhora.

Maria entrou em sua sala e pegou uma caixa de papelão no armário, colocou suas coisas pessoais nela, uma fotografia com o irmão mais novo em uma festa, uma outra de sua mãe e alguns outros objetos. Quando saiu novamente de sua antiga sala Ana Rosa já não estava mais lá e seus objetos também não. Maria seguiu para o décimo andar onde seria sua nova sala. Ao sair do elevador deparou-se com Estevão conversando animadamente com Ana Rosa que ria alto e praticamente se jogava sobre ele, ao ver Maria se aproximar Ana Rosa parou de sorrir e se sentou em sua cadeira recobrando a postura, Estevão apenas deu de ombros e entrou na sala.

–Ana Rosa por favor providencie um cappuccino para mim.

Disse Maria enquanto abria a porta com um pouco de dificuldade graças à caixa que segurava.

–Sim senhora.

ela disse enquanto Maria entrava na nova sala. A sala tinha mais que o dobro do tamanho da antiga, tinha duas mesas cada uma num extremo da sala e uma de frente para a outra, Estevão estava parado no meio da sala com os braços cruzados.

–Qual mesa vai querer?

Ele perguntou tranqüilo.

–Tanto faz eu não me importo.

Ele deu de ombros e se direcionou para uma das mesas enquanto Maria se direcionava para a outra.

–Lupita me entregou um documento com algumas exigências dos Newton para o prédio principal, ela disse que você passou tão rápido que ela até esqueceu de te entregar.

Disse Estevão se aproximando da mesa de Maria e colocando o documento nela.

–Obrigada é que eu estava com um pouco de pressa pra esvaziar minha antiga sala.

Ela disse passando os olhos pelas linhas do papel sem lê-las.

–Você não gostou muito de ter que dividir a sala comigo, estou certo?

Ele disse apoiando as duas mãos na mesa da morena e se inclinando para a frente.

–Sinceramente. Não!

Disse Maria ainda sem encará-lo, mas Estevão estava se divertindo com toda aquela situação.

Estevão ergueu o rosto da morena até que seus olhares se encontrassem.

–Por que você evita olhar nos meus olhos quando fala comigo.

Estevão perguntou com a voz baixa que mexeu com a intimidade de Maria.

–Eu...eu não faço isso.

Disse Maria se desvencilhando da mão de Estevão e voltando a olhar para o papel em suas mãos.

–Eu não vou insistir afinal estamos em nosso local de trabalho.

Ele disse voltando para sua mesa

–Maria.

Ele a chamou assim que se sentou em sua cadeira.

–Sim.

Disse Maria recobrando a postura.

–É que eu não me lembro de ter ouvido Sr. Salgado nos falando o nosso prazo de entrega e também não encontro o prazo nesses documentos que me entregaram.

Maria analisou os papéis e constatou que realmente não haviam prazos de entrega.

–Você esta certo, isso deve ter acabado passando despercebido por Geraldo isso geralmente não acontece eu vou pedir a Ana Rosa que verifique isso pra mim.

Antes que Maria pegasse o telefone Ana Rosa entrou na sala com seu cappuccino.

–Aqui esta seu cappuccino Sra. Fernandez

Ela disse cruzando a sala até a mesa de Maria.

–Obrigada Ana Rosa, agora eu quero que você entre em contato com Lupita e pergunte a ela o prazo de entrega do projeto dos Newton.

–Agora mesmo.

Ela disse se virando e indo até a porta, mas antes que ela a atravessasse parou e se virou para Estevão.

–Deseja alguma coisa Estevão.

Ela disse usando uma voz tão sensual que chegava a ser engraçado.

–Obrigado Querida, mas por enquanto eu não quero nada.

Ele disse galante e ela saiu, Maria não pode deixar de rir daquela cena e acabou chamando atenção de Estevão.

–O que é tão engraçado?

Ele perguntou a encarando com um ar divertido.

–A forma descarada como ela esta se jogando em cima de você.

–Pois é Maria ainda esta para nascer mulher que vai resistir a mim.

Ele disse sorrindo de lado, a forma como Estevão sorriu fez Maria perder os eixos, ele conseguia mexer com ela apenas com o sorriso. Maria se levantou e seguiu para a porta, pois precisava colocar a cabeça no lugar, porque esse insano estava tirando toda sua atenção. Antes que Maria chegasse à porta viu Estevão se levantar de sua cadeira e rapidamente prensar seu corpo na parede.

Estevão desejava aquela mulher da forma que nunca desejou alguém antes, precisava sentir sua boca novamente e não pensou duas vezes ao ver Maria se levantar, agarrou-a o mais rápido que pode.

–O que você pensa que...

Antes que Maria concluísse sua frase Estevão pousou o dedo em seus lábios a impedindo de continuar a falar.

–Só me escuta, ta bom.

Ele sussurrou em seu ouvido fazendo Maria arrepiar involuntariamente e fechar os olhos enquanto seu hálito quente colidia com sua pele.

–A noite de sábado ainda não saiu da minha mente e eu gostaria muito que ela se repetisse.

Estevão disse enquanto suas mãos desciam para os quadris de Maria e se direcionavam para o traseiro farto da morena, aquilo fez o sexo de Maria pulsar em resposta, mas antes que um gemido escapasse de seus lábios ela buscou forças dentro de si para afastá-lo.

–Já disse que isso não acontecerá novamente.

Disse Maria afastando as mãos dele de seu corpo mesmo que isso estivesse a deixando louca. Maria se afastou do corpo másculo e viril de Estevão enquanto ele a encarava com um sorriso safado.

–Ok, então diga que não gostou de transar comigo.

Disse Estevão sorrindo divertido, mas Maria não sabia o que dizer, ela não mentiria dizendo que não gostou, afinal foi a melhor noite de sexo da sua vida, mas também não iria inflar o ego de Estevão dizendo que havia gostado de transar com ele.

Estevão encarou o silencio de Maria de forma positiva.

–Viu, você assume que gostou, então por que não repetir a dose?!

Estevão se aproximou de Maria colando seus corpos novamente.

–Esse é meu local de trabalho e eu gostaria muito que você o respeitasse.

Disse Maria tentando se acalmar para que seus batimentos cardíacos voltassem ao normal, ele deu de ombros e voltou a sua mesa, enquanto Maria saia da sala ainda incomodada com tamanha ousadia daquele moreno que apesar de tudo conseguiu fazer com que seu sexo pulsasse de desejo apenas por ficar tão próximo a ela.

–Maria aqui esta o prazo que pediu que eu conseguisse.

A voz de Ana Rosa a trouxe de seus devaneios.

–Obrigada Ana entregue-o a Estevão.

–Claro.

Ela disse sorrindo animada pelo fato de poder ficar sozinha com Estevão de novo.

Maria seguiu para a sacada do hall na tentativa de se acalmar e colocar a cabeça no lugar, sentiu o celular vibrando no bolso lateral de seu blazer, ela pegou o aparelho para desligá-lo, pois não costumava atender a ligações pessoais quando estava no trabalho, mas o nome no visor a fez desistir de desligar e atender o celular.

–Carlos!

Disse ela animada, há meses não via seu irmão que nunca parava em um só lugar, vivia a desfrutar dos prazeres da vida como ele mesmo dizia.

"Mary, há quanto tempo não te vejo mana."

A voz calma de seu irmão a acalmou e a saudade que ela sentia dele gritou em seu peito.

–Pois é você resolveu abandonar sua irmã.

"Claro que não Mary eu apenas não estava aguentando mais viver preso nessa cidade."

–Sei.

Disse Maria divertida se lembrando da ultima visita que seu irmão a fez.

"Eu tenho novidades Mary, estou voltando para passar um tempo em Londres."

Ouvir aquilo fez o coração dela saltar de alegria em seu peito.

–Isso é ótimo Carlos. Quando é que você chega?

"Provavelmente em algumas semanas estarei ai."

–Que bom eu já estava sentindo sua falta.

"E como está Dona Consuelo?"

–Eu não sei Carlos já faz um tempo que não a vejo.

A felicidade que sentiu por saber que o irmão estaria de volta logo foi embora ao lembrar-se de sua mãe e da ultima briga que tiveram.

"Vocês ainda não voltaram às boas?"

A voz de Carlos tinha um tom preocupado que só era possível ouvir quando o assunto era sua família, pois ele sempre levou a vida como se fosse um parque de diversões onde o objetivo principal era se divertir.

–Ela esta irredutível e eu não vou dar o braço a torcer.

"Otavio não ousou tocar em você de novo, ousou?

A ultima vez que Carlos viu um hematoma no belo rosto de Maria e ela o dissera que Otavio havia batido nela, ele voou para cima de Otavio dando-lhe vários socos e o ameaçou dizendo que se ele tocasse em sua irmã novamente ele o mataria sem pensar duas vezes, mas Otavio por sua vez esperou que Carlos fosse embora e descontou toda sua raiva e frustração em Maria e disse que caso ela contasse a Carlos mais uma vez sobre as agressões ele mandaria matá-lo.

–Não.

Mentiu Maria temendo pela vida de seu irmão.

"Eu não entendo como a mamãe pode ser contra seu divorcio com esse troglodita."

–Você sabe muito bem que para ela o casamento é algo para toda a vida, ela esta apenas seguindo o que foi passado a ela desde criança.

"Ela deveria é abrir os olhos e ver o que você teve que passar no seu casamento."

Havia indignação na voz de Carlos.

–Olha Carlos eu não quero mais falar nisso tudo bem.

Disse ela cansada de debater esses mesmos termos com sua mãe e esse assunto já trazia muita dor de cabeça para ela.

"Olha Mary eu só liguei pra te dizer isso mesmo, então até breve."

–Até breve Carlos.

Disse ela se despedindo do irmão, guardou o celular no mesmo bolso e entrou novamente indo para sua sala.

–O prazo de entrega esta na sua mesa.

Disse Estevão assim que Maria entrou na sala.

–Fiz alguns esboços do designer do prédio principal estão na pasta ao lado do seu telefone, de uma olhada e diga o que achou.

Ele disse enquanto analisava alguns outros papéis,Maria pegou a pasta e nela haviam dois desenhos eram apenas esboços e por isso não eram muito detalhados, mas Maria os achou muito bons.

O resto do dia se seguiu sem muitas emoções, Estevão simplesmente ignorou Maria e mostrou ser realmente muito competente no que fazia, Maria havia dado inicio às plantas baixas da sede dos Newton e estava ficando muito satisfeita com os resultados, Estevão tinha boas idéias e em conjunto com as idéias de Maria o resultado ficaria ótimo e agradaria ao cliente.

Estevão saiu sem dizer nada quando o horário do expediente acabou e quando Maria chegou ao estacionamento ele já havia ido embora. Maria não se importou afinal era isso que ela queria, que Estevão parece de pegar no seu pé. O caminho até em casa não foi tão prazeroso como a ida para o trabalho de manhã, Maria sabia que veria Otavio quando chegasse em casa e o transito estava a estressando. Quando Maria cruzou os portões de sua casa, sua cabeça estava a ponto de explodir, mas quando entrou em casa sentiu o sangue ferver em suas veias. Otavio estava com uma loira no bar que havia em sua sala a mulher acariciava seu rosto enquanto ele olhava sem nenhum pudor para seus seios. Maria não sentia nada por Otavio, mas não seria feita de trouxa em sua própria casa, isso era humilhá-la diante dos empregados e ela não permitiria isso.

–Então essa é a vagabunda de hoje?

Disse nervosa se aproximando deles, a mulher olhou-a com ódio, mas Maria apenas sorriu sentindo a raiva crescer dentro de si.

–Seu gosto por mulheres já foi melhor a vagabunda de ontem era muito mais bonita.

Disse Maria cruzando os braços enquanto a loira ficava de pé e seguia para a porta em silencio, Otavio não tentou impedi-la de sair e assim que ela cruzou a porta Maria seguiu para seu quarto, mas assim que entrou no closet ouviu a porta do quarto bater e ser trancada.

–Por que fez aquilo?

A voz de Otavio demonstrava o quanto ele estava nervoso.

–Não me importo que passe a noite fora ou que fique com outras mulheres, mas não admito que traga mulheres para casa.

Gritou enquanto saia do closet, os olhos de Otavio transbordavam de ódio e um arrepio involuntário percorreu o corpo de Maria, ela sabia o que ele faria com ela por ter expulsado sua convidada, mas Maria não se arrependia ele tinha que saber que ela não aceitaria suas vagabundas debaixo do mesmo teto que ela. Ele deu um passo em sua direção, e Maria tentou se afastar, mas as mãos de Otavio a seguraram com força causando dor em seus braços.

–Você nunca mais fará novamente o que fez hoje.

Ele disse baixo, mas sua voz era ameaçadora.

–Se você trouxer mais uma de suas putas pra casa eu não hesitarei em repetir o que eu fiz hoje.

Disse Maria o enfrentando ou então Otavio nunca entenderia que ela tinha que ter voz em casa, ele a atirou no chão e pegou-a pelos cabelos.

–Se você me satisfizesse na cama eu não precisaria de vagabunda nenhuma para refazer o serviço mal feito que você faz.

Ele disse a soltando e dando as costas a ela e seguiu para a porta.

–Procurarei também um qualquer que me satisfaça, coisa que você nunca fez.

Ao ouvir o que Maria disse Otavio parou e virou-se para a morena novamente com fúria no olhar se aproximou dela devagar e puxou-a pelo braço a fazendo ficar de pé e logo depois sua mão começou a apertar o delicado pescoço de Maria enquanto ele a prensava na parede do quarto.

–Se algum dia eu descobrir que você me traiu eu vou até inferno atrás de você e do desgraçado e mato os dois, você me ouviu?

Maria já não conseguia mais respirar e a mão de seu marido apertava cada vez mais seu pescoço, Ela balançou a cabeça mostrando que havia entendido o recado e ele a soltou, Maria puxou o ar com tanta força para seus pulmões que eles doeram.

–E não ouse tocar nesse assunto nunca mais ou farei muito pior com você.

Disse Otavio saindo do quarto e batendo a porta com força. As lagrimas vieram com força e rolaram pelo rosto de Maria, aquele não era o homem com quem ela havia se casado, lembranças da época de seu namoro surgiram em sua mente.

Otavio era carinhoso e prestativo o namorado perfeito, o namoro não durou muito, ela estava apaixonada por ele e o desejo das famílias de unir os negócios através da união das famílias acelerou ainda mais o casamento, mas depois de casados Otavio mudou muito e estava irreconhecível, as famílias estavam felizes com a fusão das empresas, mas pouco tempo depois o pai de Maria morreu, Carlos que é o irmão mais velho assumiu os negócios, mas Carlos não gostava muito disso e vendeu metade das ações de sua família para o sogro de Maria tornando assim a família de Otavio os sócios majoritários o que sobrou das ações de sua família sua mãe administrava com um advogado. A primeira vez que Otavio a agrediu Carlos estava na cidade e veio visitar-la ao ver sua irmã com o rosto vermelho e manchas roxas pelo corpo ele acabou descobrindo a agressão.

Flash back

Já era noite quando Sarah entrou em seu quarto anunciando a chegada se Carlos, Maria não sabia o que fazer, não daria para esconder os machucados de Carlos e Maria o conhecia muito bem ele não reagiria bem com isso. Ela estava confusa e com medo, o homem que até então ela amava deixou marcas vermelhas em seu corpo e Maria não queria que as coisas piorassem. Maria vestiu uma blusa de mangas compridas que escondesse as marcas vermelhas em seus braços e desceu para a sala ao encontro do irmão.

–Carlos.

Disse abraçando-o.

–Maria porque blusa de mangas compridas esta o maior calor.

Ela disse se afastando de Maria para olhá-la direito.

–Por que seu rosto esta vermelho?

Carlos perguntou erguendo o rosto da irmã com uma das mãos para observar melhor.

–Não é nada Carlos.

Disse retirando a mão do irmão de seu rosto e o abaixando para que Carlos não visse os hematomas.

–Como assim não é nada?

Ele perguntou dando sinais de irritação.

–Senta aqui e me explica isso direito.

Ele disse puxando Maria pelo braço para que se sentasse com ele, mas Carlos acabou pegando em cima de um hematoma que havia no braço da irmã.

–Aii.

Carlos olhou-a sem entender nada e ergueu sua blusa revelando outros hematomas no braço da irmã.

–To esperando a explicação.

Carlos disse sério e dessa vez muito nervoso.

–Eu...eu cai...da escada.

Maria procurou uma desculpa que convencesse o irmão, mas acabou saindo a desculpa mais clichê de todas.

–Não precisa falar mais nada só confirma se eu estiver certo.

Carlos disse erguendo novamente o rosto da irmã.

–Foi o seu marido que fez isso?

Maria hesitou por um momento, mas sabia que Carlos não desistiria de encontrar respostas então apenas assentiu com a cabeça. O corpo de Carlos começou a tremer e ele subiu as escadas correndo, Otavio estava em seu escritório como sempre e Maria sabia que Carlos estava indo pra lá. Ela subiu as escadas correndo atrás do irmão a ponto de vê-lo retirar Otavio de sua cadeira e acertar um soco em seu rosto e logo depois outro enquanto uma de suas mãos segurava Otavio pelo colarinho de sua camisa a outra desferia-lhe outros socos.

–Carlos não!!

Maria gritou enquanto tentava puxá-lo para longe de Otavio.

–Escuta aqui seu covarde, se você encostar a mão na minha irmã mais uma vez eu acabo com essa sua cara engomada, eu te mato seu desgraçado!!

Carlos o ameaçou enquanto eu o afastava.

Flash Back off.

Maria tomou um banho demorado de banheira e permitiu que todas as suas tristezas fossem para bem longe, pois hoje ela queria ter uma noite de sono tranqüila e ao que parecia Otavio não dormiria em casa e ela poderia descansar.

Saiu do banho, vestiu uma camisola e se deitou em sua cama, mas antes que pegasse no sono ouviu o celular tocar, Maria pensou em não atender, mas o barulho incessante do aparelho a fez se levantar e atendê-lo, ela não conhecia o numero, mas atendeu mesmo assim.

–Alô.

"Achei que não ia atender."

Disse uma voz rouca do outro lado da linha e Maria suspeitou de que sabia quem era o dono da voz.

–Quem te deu o meu numero?

Perguntou irritada.

"Ana Rosa."

Ele respondeu tranqüilo, mas Maria não gostou nem um pouco.

–Ela não poderia ter feito isso, eu disse que só estava dando o numero a ela para caso houvesse uma emergência ela me ligar.

"Mas é uma emergência!"

Disse Estevão divertido do outro lado da linha.

–Então me diga qual é a emergência.

Maria já estava perdendo a paciência com ele.

"Aceita jantar comigo hoje?"

Maria não respondeu ficou em silencio por um tempo.

"Eu prometo me comportar, eu só quero te conhecer melhor, afinal nós trabalhamos juntos."

Maria não queria que ele se comportasse queria que ele a possuísse da mesma forma que ele fez no banheiro da mansão de Geraldo

"Maria, ainda esta ai?"

–Estou sim, eu aceito jantar com você hoje.

Otavio não era o único que podia se divertir, Maria também ia procurar diversão.

"Então me passa o seu endereço que eu passo ai pra te pegar."

–Acho melhor não, você conhece o restaurante The Real Greek?

"Não, mas eu posso achá-lo."

–Ótimo me encontre lá da que há uma hora, tudo bem pra você?

"Claro."

–Então até mais.

"Até mais."

Despediram-se e Maria permitiu-se sorrir, talvez sua noite não tivesse que ser tão ruim.

Notas finais
Quero agradecer a todas que comentam... obrigada amo o carinho de vocês Ah hoje vocês escolhem oque vai ser desse jantar. 1- Maria vira a sobremesa 2- Apenas um jantar e nada mais A opção que for mais votada será oque vai acontecer no capitulo 4.