Doce Pecado
5 Tempo...
Notas iniciais
Ela caminha até a porta, Estevão se desespera e sai silenciosamente sem que Maria perceba. Ela abre a porta bem devagar e não avista ninguém, ficou confusa, pois tinha certeza que acabara de ouvir algo...
M:_Acho que aquele pouquinho de vinho deu efeito. –Sorriu baixinho e entrou novamente em seu quarto, trancando a porta.
Sua mente se perdia dentre os acontecimentos, talvez Estevão poderia estar querendo algo além daquele vinho, mas seu medo foi maior, ela não sentia nada alem de... um desejo bobo que surgiu assim do nada. Pegou seu hidratante e guardou, logo se vestiu e se pôs a dormir.
Estevão voltou á biblioteca, não conseguia parar de pensar naquelas mãos deslizando por aquele corpo, babava como um adolescente, seu pensamento literalmente voava e uma excitação surgia, não poderia conter-se nem com aquele pensamento, aquele beijo mexeu com ele de tal forma, ele serviu mais um pouco de vinho e bebia lentamente enquanto continuava lá. Samantha adentra a biblioteca silenciosamente, que nem Estevão havia percebido, ao observar que havia duas taças Samantha o chama, fazendo-o despertar de seus pensamentos:
S:_Meu amor? Quem estava aqui com você? –Perguntava séria.
E:_Ah, oi Samantha, não tinha lhe visto! O que perguntas?
S:_Quem estava aqui com você?
E:_Ninguém Sam, porque?
S:_Tem duas taças aqui, uma inclusive com um leve batom rosado, olhe! –Disse pegando a taça mostrando á Estevão.
Como ele diria que estava bebendo vinho com sua nova empregada?
E:_Era tia Carmen, ela estava comigo aqui! Ah, nem deveria lhe dar explicações né Samantha! –Diz exaltando-se.
S:_Ah é... –Foi lentamente se aproximando, sentando no colo de Estevão, o olhou levando seus lábios até o dele.
Um caloroso beijo se formou, as mãos de Estevão desceram até as coxas de Samantha, Estevão estava com Samantha porem seus pensamentos não saiam de Maria, queria matar sua vontade, Maria havia deixado-o louco apenas com aquele beijo. Deitou Samantha no sofá e foi subindo seus beijos, despindo cada peça que se encontrava pelo caminho, aquilo para ela poderia ser A OPORTUNIDADE, para o tão sonhado filho que queria e tinha o objetivo de ter de Estevão. Seus corpos se amavam lentamente naquele escritório, dentre beijos e caricias, após maravilhosos minutos ambos chegam ao ápice...
S:_Ay meu amor... –Deitada sobre Estevão lhe dava beijinhos e ele mantinha-se serio. – Só você... sabe como se desculpar.
E:_Ow Samantha... –Iniciou outro beijo, a ajeitando e logo levantando-se. –Vamos...
S:_Para onde? –Diz espantando-se.
E:_Precisamos descansar e... eu tenho que ir para a empresa logo cedo Samantha! –Diz vestindo-se.
S:_Ah é? Pra você sou quase uma esposa-objeto né? Só devo servir pra satisfazer seus desejos! –Diz esbravejando.
E:_Não Samantha, só não estou muito bem, acho que bebi demais! –Diz saindo em direção á porta. – Boa Noite!
*Pensamento Samantha on*
“Ay, eu já estou me cansando... Se não fosse essa paixão estranha e o dinheiro eu nem estava aqui!”
Estevão após chegar ao quarto mal consegue se encaminhar ao banho, vai em direção á cama e cai em um sono profundo, Samantha chega uns minutos depois, se põe ao lado de Estevão e vira-se, olhando direto a seu rosto, mil pensamentos vinham em sua mente, ela mesma de tal modo não sabia como havia se metido naquela vida “infeliz”, porem com tudo á sua disposição, fizera aquilo por dinheiro, mas por até um pouco de sentimento, logo adormeceu.
~ Dia seguinte ~
Estevão desperta primeiro com o clarear do sol que incomodava seus olhos, sua primeira visão era Samantha, que dormia calma ao seu lado, em sua cabeça vem recordações da noite passada, um rosto insatisfeito vem após perceber que havia transado com Samantha, ah que mal tinha, ela era sua mulher! Mas aquilo foi impensável, ou digamos que totalmente “pensável”, mas em outra pessoa. Ele resolve levantar indo em direção ao box, se despia durante o caminho, após seu banho tomado se vestia calmamente e olhava Samantha naquela cama, e lhe vinha um vazio inexplicável. Após pronto ele sai do quarto sem acorda-la, descendo as escadas se depara com Maria, que lhe da um sorriso tímido e sobe em direção ao quarto de Vicky, ele á chama.
E:_Maria!
M:_Diga senhor!
E:_Eh... Bom Dia, gostaria de saber se... o café já está na mesa!
M:_Sim senhor, já está servido!
E:_Chame Victória, senão ela pode se atrasar! –Diz sorrindo baixo!
M:_Eu já iria fazer isto, com licença!
Maria continuou a subir os degraus e Estevão não pode deixar de observar seus atributos traseiros, respirando fundo foi até á mesa, Alba já se encontrava logo cedo acordada.
E:_Bom dia Tia Alba!
A:_Bom dia Estevão, onde está a cobra?
E:_Tia, por favor agora não! E ela é minha esposa, respeite!
A:_E eu sua tia, ela nunca me respeita mesmo! Mas não quero lhe irritar logo tão cedo! Então cadê Vicky?
E:_Deve estar se arrumando, pedi á Maria para chama-la!
*Quarto Vicky*
Maria bate na porta e não recebe nenhuma resposta, então vai entrando devagar, observa que Vicky estava na janela e era possível ouvir soluços.
M:_Com licença Vicky...
V:_Maria...
M:_O que houve pequena?
V:_Nada, nada! –Diz virando-se e limpando suas lágrimas.
Maria sem saber qual foi o problema a abraça, Victória por tal momento se pergunta “Porque ela esta assim, me abraçando?”, e por outro momento sentiu-se protegida e acabou retribuindo o abraço. Maria diz:
M:_Podes contar comigo para o que queiras! –Sorriu ternamente.
V:_Eh... obrigada senhora, eu... bom, deixa pra lá! –Diz soltando-se. –Tenho que terminar de me arrumar, e avise ao papai que já irei descer!
M:_Okay Vicky, vou avisa-lo. –Diz indo em direção á porta.
V:_Eh... Espere Maria!
M:_Sim Vicky, diga!
V:_Eu... Obrigada! Eu precisava de um abraço assim, como um de mãe! Obrigada! –Sorriu ternamente para Maria.
M:_Ay pequena, estarei aqui pro que precisar! –Sorriu e logo saiu.
Desceu com um sorriso sem igual, ela desde o primeiro momento havia lhe visto como uma filha e assim cuidaria dela, foi como ter novamente sua filha consigo, ela ainda lamentava a morte de sua filha, porem havia conseguido seguir em frente com aquela incurável dor.
E:_Maria, e Vicky?
M:_Eh, ela já está vindo senhor, estava procurando algo no quarto e já descerá!
E:_Obrigado!
O dia normalmente passava, assim como o decorrer da semana, 2 meses se passaram, Maria á cada dia conseguia a confiança de Vicky, o amor de Estevão e a desconfiança de Alba. Mas tudo continuara em plena harmonia, seu trabalho era admirado, e cada dia se dedicava mais, não deixara de perceber os olhares de Estevão enquanto fazia algo, ao decorrer muitos vinhos foram bebidos, mas sem os beijos desta vez ela se controlava ao máximo, não queria repetir aquele ocorrido, desde aquele dia ele lhe despertava algo, numa quinta feira daquele mês ele tomara uma atitude, que nem ela esperava...
9/03/2005
Já passara de meia-noite, Maria havia pegado sua folga naquela terça e saído com uma amiga, ela vinha da festa já num estado meio alterado, Estevão estava no escritório ao ouvir um barulho na cozinha. Foi andando e ouviu umas risadas, ao ligar a luz se surpreende com Maria.
M:_Oiii senhoorr –Diz um pouco embriagada se segurando na bancada.
E:_Maria, onde estavas? –Diz se preocupando e a ajuda a caminhar.
M:_Ahh, eu fui aproveitar... hahaha –Disse escorando-se em seu peito. –Me desculpa estar assim, imagina, o senhor ver sua empregada chegar assim em sua casa. –O abraça.
E:_Não precisa me chamar de senhor, me chame só de Estevão!
Um clima toma conta daquela cozinha, seus rostos se aproximam devagar e ele á cola mais em seu corpo lhe dando um beijo desesperado, sua boca sentia saudades de sentir o sabor dos de Maria, já nem ligaria se os pegasse lá, Maria se entregou totalmente á aquele beijo, ele foi á levando em direção ao quarto dela...
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