Doce Londres
27 Reconciliação
Notas iniciais
Outra coisa, a história se passa entre os vinte e vinte e cinco anos de nossos personagens principais.
Boa leitura!
Depois de anoitecer, quando era aproximadamente, quatro horas da manhã, Catherine se apoiou em uma janela do vagão e começou a ver as paisagens, que era iluminada pela claridade que saia das janelas de outros vagões. Catherine simplesmente não estava conseguindo dormir, quem conseguiria dormir após saber que ela era uma descendente ao trono não assumida, e que se fosse assumida, ela e a Inglaterra inteira estavam em perigo. E o pior de tudo, apesar dos pais dela terem lhe contado a verdade no dia anterior, eles não lhe contaram tudo: Se Robert Parker era o perigo da família e Catherine não poderia ser assumida como descendente ao trono ou se casar com Michael Green — o que era, pateticamente, a mesma coisa — Por que eles estavam tentando juntar os dois? Apesar de que, durante os treze e dezesseis anos de Catherine, Michael e ela saiam para todos os lugares. Depois desses três anos, Michael não podia nem se encontrar com ela mais. Ela gostaria muito de saber o motivo da separação.
Catherine olhou em sua volta no vagão, todos pareciam estar dormindo, até Holmes. Depois, ela voltou a olhar para fora do vagão com um breve suspiro.
- Está uma bela manhã, não acha Inspetora? — disse alguém em um sussurro, e era uma voz que era reconhecia muito bem.
- Está sim, Sherlock. — respondeu a Inspetora, calmamente, e não tirando os olhos da janela.
Depois dessa resposta, ela escutou passos largos, porém silenciosos, se aproximarem dela, mas ela não tirou os olhos da janela. Ele se aproximou dela e se sentou do lado dela, olhando para a mesma janela que Catherine.
- Sinto muito por ter que fazer você passar por tudo isso. — disse Holmes, com uma pitada de remorso na voz.
- Não foi culpa sua. — respondi.
O silêncio pairou novamente.
- Meus pais — começou Catherine quebrando o silêncio. — esconderam uma coisa da gente. Provavelmente notou isso.
- Esconderam o quê, exatamente?
- Esconderam que, quando eu era jovem e saia com Michael, eles meio que deviam... Forçar nossa união.
- Eles não esconderam isso, Catherine. — respondeu Holmes deixando Catherine um pouco confusa. — Na verdade, não sei se você percebeu, mas Michael gosta de você. Desde o início, pelo o que percebo. E com a desculpa de que os pais eram amigos, vocês se encontravam sempre na casa de seus pais. E saíam para bailes, festas ou algum outro lugar juntos. Somente vocês dois iam. Certo?
- Então quer dizer que... Ele mentiu?
- Sim. Mas foi por amor.
- Mas... Ele nunca demonstrou isso para mim!
- É porque ele sempre foi um bom ator e soube esconder isso.
- Ah. — foi o máximo que ela pode responder.
O silêncio pairou entre os dois novamente.
-Cate? — chamou Holmes.
- Sim? — respondeu Catherine desviando o olhar da janela e se voltando para Holmes.
- Eu continuo sendo frio, machista, esnobe, egocêntrico e arrogante?
Catherine deu um sorriso para o nada. Ele realmente se importa com o que ela diz.
- Sinceramente, me parece que não. — respondeu Catherine voltando-se para a janela. — Além do mais, somos noivos de mentirinha, e não de verdade. Não tem por que você se importar com o que eu digo.
- Como não? Você é a pessoa mais sincera que eu já conheci, sem dúvidas. — disse. — E além do mais, além de sincera, você é linda.
Catherine corou com o elogio.
- Posso dizer o mesmo de você. — disse Catherine. — Você é um belo homem. Muito esperto, e corajoso.
- Parece que você não me odeia mais. — disse Holmes antes de dar um sorriso de orelha a orelha.
- É, parece que sim. — respondeu Catherine.
- Em toda a minha vida, nunca conheci ninguém que me odiasse tanto como você e uma pessoa cujo nome começa com a letra M.
- Quantos anos você tem? — perguntou Catherine, ainda olhando a paisagem na janela.
- Eu tenho vinte e três. — Catherine olhou para Holmes para achar aquele sorriso de orelha a orelha, e obviamente, o achou, como se tinisse para ela.
- Acho que, agora, estamos quites. — comentou Holmes, um pouco corado.
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