Doce Londres

9 Quem é Stanley Green? - Parte 3


Notas iniciais
Bem, como eu não sei até quando Holmes viveu (preguiça de pesquisar!), coloquei uma data qualquer.
Então... Boa Leitura!

Mas ela não respondeu. Ele insistiu batendo três vezes na porta novamente. Mas ela nada respondeu novamente. Ele entrou e percebeu que o ar estava úmido e cheirando a jasmim e escutou uma linda voz cantarolando uma canção. Provavelmente, Catherine estaria tomando banho. Holmes se sentou em uma poltrona, em que em cima havia um envelope branco.

Sherlock Holmes franziu o cenho.

De repente, ele escuta alguns passos vindos de um lugar próximo e já fica em alerta, pois pensa que pode ser alguém tentando o matar. Por isso, esconde o envelope no bolso da sua calça.

Uma porta é aberta, e passos vêm em direção dele. Mas, ele, por um instante, estava tentando identificar em qual direção estavam vindo os passos.

– Senhor Holmes? O que está fazendo aqui? — perguntou Catherine, atrás de Holmes.

– Ah, os passos estavam vindos do Norte. — disse Holmes se virando. — Oh, perdão, Inspetora Parker. Estava á sua espera.

Catherine estava com um vestido azul, com detalhes dourados. O vestido que detalhava suas curvas. Seu cabelo estava em uma trança lateral.

– Que bom. Também estava á sua espera. — respondeu Catherine.

– Você, por um acaso, viu isso? — perguntou Holmes tirando o envelope dos bolsos.

– Não. Você já o abriu? — perguntou Catherine se sentando ao lado de Holmes.

– Não.

– Poderia abrir?

Sherlock Holmes abriu o envelope e depois o deu para a Inspetora, que começou a analisar o envelope.

– É um envelope francês. Não tem nenhuma palavra ou pista aqui. — concluiu Catherine enquanto Holmes lia a carta com os olhos.

Quando Holmes terminou, deu a carta na mão de Catherine. Ela achou estranho de início, pois ele poderia ler em voz alta. Catherine pegou a carta e olhou para o olhar de súplica de Holmes, e depois, começou a ler a carta silenciosamente.

"Londres, 17 de agosto de 1975

Caro Sr. Holmes e Srta. Parker,

Gostaria que vocês fossem comigo ao baile que terá essa noite, ás seis horas. Sei que estão ocupados investigando secretamente sobre a misteriosa morte de James Denovam, mas o que eu tenho para tratar com vocês é sobre esse mesmo assunto. Vocês precisam de algumas informações sobre Denovam que talvez possa ajudá-los a fecharem o caso.

Estarei na mesa próxima a uma janela. Espero que vocês aceitem o convite.

Ah, esqueci de citar uma coisa: se trouxerem mais alguém ou contarem a alguém sobre a vinda de vocês a este baile, terão consequencias muito ruins o mais brevemente possível. "

– Inspetora? Vamos ao baile? — perguntou Holmes.

– Vamos. – respondeu Catherine. — Mas e a investigação? Isso só vai atrasar!

– Muito pelo contrário. Vamos arrancar informações dele. Muito mais do que ele pensa. — respondeu Holmes. — Ele deve ser uma pessoa desta casa ou que esteja nos espionando...

Catherine se lembrou do que a empregada rabugenta lhe dissera: "Fique longe, muito longe de Stanley Green. Não pretendo avisar novamente.".

– Holmes! Acho que sei quem nos mandou essa carta! – exclamou Catherine.

– Quem você acha? Lembre-se, ainda é muito cedo para as hipóteses.

– Eu sei, mas... Uma empregada me guiou até este quarto. Ela me ameaçou dizendo que era para eu ficar longe de Stanley Green.

– E você acha que esse homem é Stanley Green?

– Acho, mas ele é apenas uma possibilidade. Você não acha a mesma coisa?

– Bem, apesar de ser uma hipótese, é bem provável. — concordou Holmes. — Vamos começar a investigar.

Eles se levantaram.

– Ah, e tem outra coisa, senhorita Parker! — exclamou Holmes. — Por favor, me chame somente de Sherlock.

– Mas isso seria uma...

– Não importa. Estou lhe dando esta liberdade. — disse Holmes, ríspido, interrompendo a Inspetora.

Catherine sorriu, forçadamente. Ela já estava começando a ter intimidades com ele, e isso não é nada bom. Pelo menos para ela, que odiava Sherlock Holmes por vários fatores.

Então, eles saíram do quarto e acharam Elisa Denovam dando umas voltas pelo seu jardim.

– Senhora Denovam, gostaríamos de fazer uma pergunt...

– Oh! Como você está fabulosa com este vestido, Srta. Parker! — exclamou Elisa, interrompendo Catherine, que corou com o elogio.

– Senhora Denovam, gostaríamos de fazer uma pergunta. — retomou Holmes, com um tom de voz mais forte.

– Oh, perdão, perguntem. — disse Elisa.

– Por um acaso, você conhece Stanley Green? — perguntou Holmes.

E então, a expressão sorridente de Elisa se transformou em uma expressão surpresa.

Notas finais
Gostaram? Até o próximo cap!