Doce Londres
7 Quem é Stanley Green? - Parte 1.
Notas iniciais
Catherine só parou de segui-los quando eles entraram em um coche que eles, provavelmente, conheciam e foram embora. Naquele mesmo instante, o relógio deu seis badaladas, ou seja, seis horas da manhã. Catherine olhou o sol nascendo, que começou faz tempo, e começou a andar para a mansão dos Denovam, pois ainda estava no meio do caminho.
Ela ficou pensando tanto sobre o caso que estava resolvendo que nem percebeu que já tinha chegado à mansão dos Denovam. Para ela, a sua chegada na mansão fora em cinco minutos.
Ela parou em frente da mansão, na esperança de que algum empregado fosse vê-la e abrir o portão para ela, pois no jardim da frente, havia alguns jardineiros cuidando das plantas do jardim. Catherine ficou esperando, e nada desses jardineiros enxergarem-la, então, ela chamou um dos empregados.
– Com licença, sou a Inspetora Parker, e a Senhora Denovam me contratou. Poderiam abrir o portão, por gentileza? — perguntou, em um tom de voz considerável para que os jardineiros ouvissem.
Os jardineiros olhavam para Catherine e se entreolhavam, e isso estava deixando Catherine impaciente. De repente, um deles vai até o portão e decide abrir o portão para Catherine, mas fez isso silenciosamente, apenas reparando e estudando Catherine.
Dentro da casa, ela foi direto para a sala de estar e se sentou no sofá, á espera de Elisa Denovam, que aos poucos, estava indo em direção á sala de estar.
– Oh! Inspetora Parker! O que houve com você? Você está toda suja e seu vestido está rasgado! — perguntou Elisa levando uma mão na boca, sinalizando estar espantada com Catherine.
Foi então que Catherine começou a olhar para seu vestido e para seu corpo. Seu vestido estava todo sujo e rasgado nas bordas. Mas, não era somente o vestido que estava todo sujo, era ela inteira.
– Perdão, Senhora Denovam, tivemos um...
– Mandarei prepararem um banho quente para você. — disse Elisa interrompendo Catherine, que estava se explicando. — CLAIRE! PREPARE UM BANHO QUENTE, POR FAVOR!
Catherine não podia fazer nada. Ela se sentiu como uma criança, naquele momento, pois não pode fazer ou dizer nada.
– Bem, Senhora Denovam, como eu estava explicando, nós tivemos alguns problemas de madrugada durante a investigação. — retomou Catherine. — Foi por isso que Sherlock Holmes e John Watson não chegaram comigo.
– E não chegaram mesmo. — respondeu Elisa. — Eles chegaram mais cedo. O Sr. Holmes me pediu para dizer-lhe que ficasse aqui, para você não se machucar, pois o que ele vai fazer é extremamente perigoso.
Catherine deu um suspiro e revirou os olhos, ao mesmo tempo.
– Para onde ele foi? — perguntou Catherine.
– Ele me disse que sabia que você perguntaria isso. Eu também não sei, Inspetora. Ele apenas me disse para informá-la para ficar.
Uma empregada, de repente, chegou.
– Seu banho está pronto, milady. — informou a empregada saindo.
– Oh! Claire! Espere um segundinho! — pediu Elisa. — O banho era para a Inspetora Parker. — e apontou para Catherine, que ficou sem graça momentaneamente. — Gostaria que fizessem uma refeição reforçada e arrumassem trajes para ela vestir.
– É para já! — respondeu obediente a empregada saindo.
Elisa olhou para Catherine como se esperasse algo dela. Catherine se levantou.
– Onde eu vou tomar o banho? — perguntou Catherine.
– Você deve seguir Claire. — respondeu Elisa.
Catherine, imediatamente, começou a procurar pela empregada, que subia as escadas para uma espécie de lugar da casa que só há quarto de hóspedes.
Catherine estava pensando que a empregada, provavelmente, não gostara dela, pois se ela gostasse, estaria a guiando até o banheiro, mas para isso, ela teria que esperar por Catherine, é óbvio.
A Inspetora virou alguns corredores e encontrou a empregada parada na frente da porta do quarto, automaticamente, começou a andar em direção á ela.
A empregada não estava com feições nada boas.
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