Doce Londres
32 O Fim
Notas iniciais
Mas, um amigo leitor me insistiu bastante para poder fazer mais um epílogo, então, farei esse final de semana sem falta.
Espero que tenham gostado da minha história. Apesar dos erros de ortografia.
E, além do mais, fiz esse capítulo com carinho. Não me crucifiquem caso houver algum erro.
- Isto já foi a gota d'água! — exclamou o próprio Robert Parker, entrando na igreja lotada de gente.
O padre deixou a bíblia que estava segurando cair no chão.
Catherine deu um passo para frente para ir até seu tio, mas foi impedida por Sherlock Holmes, que lhe respondeu com um olhar suplicante.
- Você — apontou para Catherine — Está estragando todos os meus planos Catherine Parker!
- Com certeza, Parker. Arruinamos seus planos e acabamos de te fazer de bobo. — respondeu Holmes, aumentando o tom de voz. — Eu não sou Robert Green. Eu sou Sherlock Holmes.
Watson e Robert Green correram para fechar as portas da igreja.
Todos, menos Robert, ficaram admirados com a revelação e soltaram um leve coro de "Oh!", mas Robert Parker arregalou os olhos e arqueou uma sobrancelha.
- Você só queria tomar a Inglaterra e mudá-la completamente. — disse Holmes se dirigindo para Parker em um tom de desafio — Vejam com seus próprios olhos o causador da morte de James Denovam!
Todos os convidados soltaram mais um coro de "Oh!".
- Gostaria que apontasse os erros caso eu cometer. — começou Holmes, novamente, com um sorriso sombrio no rosto — Você só queria se tornar rei da Inglaterra, mas ia fazer isso em segredo. E só James Denovam sabia disso, e ele queria salvar a Inglaterra de um tirano como você. Contudo, você o matou. E como você está unido com uma máfia, quer destruir a Inglaterra. Mas nós não deixaremos isso acontecer.
Para o espanto de todos, Robert Parker estava com um sorriso sombrio no rosto e aplaudindo devagar.
- Parabéns. Vocês me surpreenderam em tão pouco tempo. — disse Robert Parker parando de aplaudir. — E você, Catezinha? Quer saber onde seus pais estão?
Catherine apenas se aproximou de Robert.
- Cate, espere Catherine! — exclamou Holmes, tentando barrá-la da aproximação, mas foi uma tentativa em vão.
- Foi você quem sequestrou meus pais, não foi? — perguntou Catherine. — O que você pretende fazer com eles?
- Hm... Vejamos... — começou Robert Parker, fingindo estar pensativo. — Quero fazer negócios.
- Que tipo de negócio? — perguntou Catherine novamente.
- Eu quero governar a Inglaterra e que esse seu casamentinho seja anulado. — respondeu Robert Parker, olhando para Holmes.
Os parlamentares ficaram de pé, esperando pela resposta da Inspetora. Os parlamentares, obviamente, não queriam tornar a Inglaterra um império. Isso só acarretaria problemas graves.
Catherine olhou ao seu redor, todos esperavam por uma resposta dela ansiosos.
- Catherine, isso é só um jogo falso. — interveio Holmes, se aproximando da Inspetora e de Holmes. — Seus pais estão mortos. Ele só quer te matar. Não caia nesse jogo! Faça a escolha certa!
- Eu posso jurar que eles estão vivos. — respondeu Robert.
- Pois guarde este juramento para você. Não precisamos de mais mentiras. — respondeu Holmes, secamente.
- Eu... Eu... — respondeu Catherine começando a pensar.
De repente, ela se lembrou de quando era criança, quando recebeu uma lupa vermelha da mãe de Natal escondido do pai. Ela adorava aquela lupa. Era um dos objetos que ela mais zelava. De repente, veio na sua cabeça, sua adolescência, atormentada por rapazes tentando lhe roubar um beijo no clímax de seus casos que resolvia particularmente. E, de repente, a realidade lhe invadiu, exigindo-lhe uma resposta. Aquela era uma questão de vida ou morte, um jogo de verdade e mentira e naquele momento, não havia em quem ela pudesse confiar a não ser em si mesma.
- Onde. Eles. Estão? — perguntou Catherine, saindo do transe e dizendo cada palavra com um intervalo.
- Eles estão na ponte, juntamente com a minha máfia. — respondeu Robert, pouco se importando com Catherine. — Mesmo que você vá lá salvá-los, não vai dar tempo de você chegar lá e a minha máfia é cheia de integrantes. Apenas escolha.
Catherine olhou desafiadora para Robert e começou a sair da igreja correndo.
- Catherine, espere! Isso é uma encruzilhada! — exclamou Holmes.
Tarde demais. Ela já se fora.
Robert Parker soltara um sorriso.
Holmes olhou para Robert Parker e começou a bater em seu queixo, até ele desmaiar e perder muito sangue, antes de sair atrás de Catherine.
~*~
Catherine corria descontroladamente entre as ruas de Londres. Virava esquinas e corria entre atalhos sem parar nem um segundo para descansar.
Quando finalmente avistou a ponte, vira que lá de cima da "torre", podia enxergar algumas pessoas e mais pessoas fiscalizando ao redor da ponte. Catherine ergueu um pouco as saias do vestido e tirou de sua meia-calça as pistolas carregadas e saiu correndo para chegar ao alto da "torre", matando vários mafiosos.
Quando ela finalmente chegara lá em cima — o que realmente demorou — Ela viu que seus pais estavam na ponta da "torre" e um mafioso atrás de cada um deles. Seus pais tentavam dizer alguma coisa, mas o que saia eram apenas sons incompreensíveis, pois havia um pano amarrado na cabeça deles, com o intuito de impedir que eles falem. Mas, de repente, percebeu que um deles não era um mafioso...
- Michael? O que você está fazendo aqui? — perguntou Catherine um tanto surpresa.
Michael deu um suspiro pesado e se aproximou de Catherine.
- Eu estou fazendo isso por causa de você, Catherine. — respondeu Michael.
- Mas... O que eu fiz? — perguntou Catherine, um tanto confusa.
- Eu era apaixonado por você, Catherine. Não eram nossos pais que tentavam nos juntar, era eu. Eu te amava mais do que tudo, Cate. E ainda amo. — respondeu Michael com lágrimas nos olhos, mas que ele não as deixava escorrerem para parecer forte. — E eu quero me vingar de você por ter arrancado o meu coração de mim, o ter destruído e ainda, ter picado os pedaços em milhões de pedacinhos. E eu vou fazer isso de um jeito só meu. — e voltou a se aproximar dos pais de Catherine.
- Mas Michael... Você é o meu melhor amigo! — implorou Catherine.
- Era. Parece que você está trocando as coisas. — respondeu Michael, secamente.
Catherine não teve escolha, levantou uma arma em direção de Michael e do outro mafioso não querendo e derrubando uma lágrima.
- Se quiser, pode atirar. Eu vou morrer satisfeito. — comentou Michael levantando os braços.
- Eu não queria ter que fazer isso, Michael. Você foi como um irmão para mim, e eu não queria que tudo acabasse desse jeito.
Catherine deu um suspiro.
- Eu troco a minha vida pela deles. — respondeu Catherine abaixando a arma.
Os gritos dos pais de Catherine começaram a ficar mais compreensíveis e mais audíveis.
Contudo, o mafioso e Michael soltaram Sebastien e Laurence e colocaram no lugar deles Catherine.
- Diga suas últimas palavras, Catherine Dobrev Parker. — disse Michael.
~*~
- Agora, Watson! — exclamou Holmes.
Watson esfregou um fósforo no canto de suas caixinhas e o palito pegou fogo. Watson fez isso com a ponte inteira, enquanto Holmes ficava aguardando Catherine cair em uma janela, com o intuito de pegá-la. Apesar de ser um plano um pouco impossível, ele confiava naquele plano.
De repente, parece que toda a vida dele dependia de que ela vivesse. Ele precisava dela, assim como ela precisava dele, de alguma forma.
O amor nasceu entre o ódio. A flor nasceu entre as pedras.
Holmes sabia que estava apaixonado pela Inspetora, e para alguém tão frio como Holmes, aceitara isso de uma forma tão pacífica. Ele realmente admitia que estava apaixonado por ela, e dessa vez, ele não ia desistir dela.
~*~
Catherine fechou os olhos para o chão. Ela estava caindo.
Uma espécie de contagem regressiva para a morte, sem sussurros, sem números. Somente a espera para a morte impiedosa.
Ela agora estava desapontada com si mesma. Ela deixara tudo sem uma resposta. Ela deixara tudo sem um final feliz, como nos contos de fadas.
De repente, duas barras segura seus braços e a puxa para cima. Será um milagre? Catherine abre os olhos, e vê Holmes a puxando para dentro da torre.
- Vamos, Cate! Eu sei que você consegue! — exclamou Holmes, a puxando.
Aos poucos, Holmes conseguiu puxar Catherine para dentro da torre.
- Onde estão meus pais? Eles estão bem? — perguntava Catherine, desesperada e deitada no chão.
- Seus pais estão saindo daqui com Watson e estão bem. — respondeu Holmes. Vamos! Temos que sair daqui para dar um jeito em Robert Parker!
Holmes pegou Catherine pelo colo e começou a sair da "torre". Catherine, apesar de detestar atitudes deste tipo, não disse nada. Apenas viu fogo em todas as direções e em todos os lugares que ia.
Depois de muitas tentativas frustradas de sair da torre, finalmente conseguiriam. Mas, mesmo assim, na ponte, encontraram Robert Parker, os esperando.
- Não ouse se aproximar dela, Parker! — exclamou Holmes entrando na frente de Catherine.
- Eu tenho assuntos pendentes e particulares para resolver com ela, retire-se da frente dela, por favor! — dizendo isso, Robert empurrou Holmes com força o suficiente para fazer ele perder o equilíbrio e começar a cambalear até a borda da ponte e cair.
- Não! — exclamou Catherine chorando.
Agora, ela sentia seu peito apertado. Ela sentia seu coração estar sendo arrebentado.
Ela, naquele momento, se viu perdidamente apaixonada por um detetive esnobe, egoísta, egocêntrico e incrivelmente inteligente.
- Agora é uma luta de vida ou morte, Cate. — comentou Robert Parker. — Espero que saiba lutar bem.
- Eu não quero matar você,Robert. — respondeu Catherine.
- Pois então lute para sobreviver! — e a atacou com um tapa.
E então, a luta começou. Robert a atacava com tudo o que lhe era alcançável, e seu vestido branco acabou ficando sujo de sangue e sujeira. Catherine, sempre tentava se defender dos ataques do tio, mas nunca o atacava.
Catherine se lembrou que ainda tinha o canivete na meia-calça, mas não gostaria de matá-lo, de machucá-lo a ponto de sair sangue.
Catherine sabia que ia morrer. Ela estava esperando por isso. Mas, ela não estava mais aguentando ser atacada, e o objetivo de Robert era matá-la. De repente, uma adaga atinge o peito de Robert, que automaticamente, cai no rio, já morto.
Catherine vai até Holmes, que estava sentado na beira da ponte correndo. Quando chega perto dele, se senta do lado dele e segura seu rosto com as duas mãos.
- Desculpe por não ter insistido mais. Eu precisava de tempo para pegar aquela adaga que tinha caído do meu bolso... — disse Holmes. – E, desculpe por ter me enganado em relação aos seus pais.
- Obrigada. — respondeu Catherine.
- Pelo o que? — perguntou Holmes, confuso.
- Por estar vivo e por ter me salvado. — respondeu Catherine, dando um sorriso.
De repente, Holmes tomou coragem e com um impulso, selou seus lábios com os de Catherine em um beijo.
FIM
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