Doce Londres
21 Descoberta
Notas iniciais
Catherine acordou com três leves batidas na porta. Levantou-se e foi até a porta para abrir.
– Bom dia! — exclamou Holmes, sorrindo torto.
– Hã... Bom dia. — respondeu Catherine um pouco sonolenta.
– Nosso café da manhã acabou de chegar. Gostaria de se alimentar um pouco?
O estômago de Catherine roncou.
– Acho uma excelente idéia. — respondeu Catherine sorridente.
Catherine foi ao cômodo do trem em que ficaram a maior parte na noite passada e se sentou ao lado de Holmes antes de pegar um biscoito que estava em cima da mesinha, acompanhado com um chá, café, água e alguns pães.
– E então, Inspetora, dormiu bem? — perguntou Watson, puxando assunto.
– Dormi sim. — respondeu Catherine sorridente. — Estou me perguntando se vocês dormiram também.
– Pelo menos, eu sim. — respondeu Watson olhando para Holmes.
– Eu fiquei aqui sentado, tentando descobrir se você realmente é descendente do trono. — respondeu Holmes ao olhar de Watson.
– E conseguiu? — perguntou Catherine pegando um pouco de chá.
– Não.
– Isso me deixou intrigada. Como você conseguiria descobrir se eu sou realmente uma descendente do trono? — perguntou Catherine bebericando seu chá.
– Um bom mágico não revela seus truques. — respondeu Holmes sorridente.
Watson apenas observava os dois..
– Watson? — Catherine chamou o interrompendo de seus pensamentos. — Você sabe quando chegaremos a Manchester?
– Chegaremos esta tarde. Sem dúvidas. Já passamos da metade do caminho, que é a cidade de Birmingham. — respondeu Watson.
– Será que, quando chegássemos lá, poderíamos ir até Liverpool juntos? — sugestionou Catherine. — Lá, podemos descobrir se eu sou descendente do trono.
– Tem certeza que devemos ir? Talvez, isso só poderia atrasar a investigação. — perguntou Watson.
– Não, Watson. Tenho quase certeza de que Catherine Parker é descendente do trono britânico. — interveio Holmes. — Mas pelo o que parece, ela confia demais nos pais dela que lhe esconderam essa probabilidade.
– Holmes, se meus pais nunca me disseram, é porque eu não sou nenhuma descendente. — disse Catherine.
– Além de ser confiante demais, é incrivelmente teimosa. — comentou Holmes.
– Teimosa por que? — perguntou Catherine arqueando uma sobrancelha.
– Já te falei para me chamar apenas com o meu primeiro nome. — respondeu Holmes.
Watson agora tinha um por cento de certeza sobre o que estava pensando. O silêncio pairou momentaneamente.
– Creio que no momento seja melhor nos prepararmos para desembarcarmos em Manchester. — disse Catherine mudando de assunto. — Com licença. — após dizer isso, se levantou e foi para o seu quarto em silêncio.
No quarto, ela viu que tinha uma bola de papel no chão, e ela não se lembrava de ter deixado isso no chão. Ela se sentou no chão de frente para o papel e o leu.
"Procure por Michael Ludwhite."
Ela se levantou e foi mostrar o papel para Holmes.
– Holmes... Por um acaso conhece algum Michael Ludwhite? — perguntou Catherine com o papel na mão.
Holmes pegou o papel e o leu.
– Michael Ludwhite.– respondeu. — Sim, conheço. Já investiguei um caso para ele. Ele é outro descendente ao trono.
Catherine olhou para Watson, que deu um suspiro e perguntou:
– O que está escrito no papel, Holmes?
– "Procure por Michael Ludwhite.". — respondeu Sherlock Holmes. — Não se preocupem, porque isso não vai atrasar a investigação. Ele tem uma residência em Liverpool.
– Esperem... Michael Ludwhite... Mike Ludwhite! — exclamou Catherine.
– Qual é a relação? — perguntou Watson para Catherine.
– Ele era o filho de uns amigos de meus pais. Eles insistiam que a gente fizesse amizade. Até nos fez ir a vários bailes. — respondeu Catherine.
– Bingo! — exclamou Holmes. — Inspetora, a senhorita é uma descendente do trono. Os pais de Michael e os seus davam um empurrãozinho para que vocês ficassem juntos para mais tarde poderem declará-los como descendentes do trono e fazendo uma mudança política na Inglaterra inteira.
Catherine ficou em boquiaberta, como um ato de confirmação com tudo o que Holmes dissera.
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