Doce Encanto

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Oiee pessoal! *esperando as pedradas pela demora*
Perdão mesmo pela demora e mais perdão ainda por quebrar minha promessa de postar uma vez ao mês e hoje a desfaço pois não terei como cumpri-la :( Como estou terminando o meu curso já estou me preparando para o mestrado hehe Então tempo, peraí o que é tempo mesmo? XD tá difícil o bendito time viu :>D Mas como é o dia do trabalhador e feriado nacional aproveitei (desde segunda é claro) para fazer um capítulo para vcs, o finalizei hoje graças a Deus! :3 O fiz beem grande, não muito XD, para vcs não me abandonarem Buaaaa Y-Y
Espero que gostem! Boa leitura!!

Horas depois...

Na cama, sobre o tecido de seda azul marinho um corpo pequeno e adormecido descansava solene, coberto por um sono tão doce e em uma plenitude tão intensa que satisfazia por completo o ser de belíssimos olhos dourados que o mirava encantado. Os longos cabelos castanhos estavam espalhados sobre a ligeira elevação sob o pescoço fino, o peito elevava-se singelo com a força feita pela calma respiração, Sesshoumaru observou a menina mexer-se mudando a posição, Rin abraçou o travesseiro com um dos braços enquanto puxava o manto com a outra mão. -Não, Sesshy...não.. o curto muxoxo seguido de uma breve risada da morena arrancou um sorriso de canto do youkai que provocadoramente aproximou-se do ouvido da mulher. -Não, o que minha pequena? passou a língua pelo lóbulo delicado -Você diz não, a isso? mordeu a pele macia do pescoço -Não Seshy.. não vista essa fantasia de coelhinho.. e gargalhou sonambulamente, Sesshoumaru deixou o que fazia e mirou-a surpreso, talvez inacreditado com o rumo que sua tentativa de sedução havia tomado, como assim fantasia de coelhinho? Que droga de sonho essa humana estava a ter? -Rin, sua pequena pervertida. disse entre rosnados, o youkai levou uma das mãos aos cabelos supostamente ajeitando-os, fantasia de coelhinho? Realmente, só lhe faltava mais essa! -Eu te disse Sesshy...esse pompom.. não combina com vc.. e novamente a morena falara e dessa vez o rosnado se fez mais alto e extremamente irritado, POMPOM, RIN?! Onde carga d’águas estaria este pompom? Cerrou a mão em punho,-Rin, Rin, o que esta a imaginar?- sibilou ferino ao mesmo tempo em que um gemido saiu da boca feminina, os dedos finos da humana apertaram-se contra o tecido sedoso e novos gemidos, baixos e prazerosos, deixaram os lábios joviais, o corpo pequeno começou a mover-se inquieto, apreendendo ainda mais a atenção de Sesshoumaru que a olhou aturdido, Rin realmente o enlouqueceria, sem sombras de duvidas, suspirou resignado enquanto entrecerrava os orbes ambares, “droga, droga, droga Sesshoumaru, não olhe, não olhe!” proferiu mentalmente a si mesmo, rosnou irado pela falta de controle e observou-a por mais alguns segundos para logo desviar contrariado o olhar para longe daquele corpo, precisava controlar-se para não ataca-la, mas aquele mar dourado que tomava-lhe as íris insistia em voltar-se para aquele ser, soltou o ar desesperado, as garras cravaram-se na carne macia da palma da mão em busca de sanidade através da dor, mas se a mesma continuasse com o que fazia certamente sua tentativa seria um fracasso e a taxa de sucesso beiraria a zero ou mesmo abaixo do mesmo, rosnou em agonia, mas quão súbito o começo dos gemidos os mesmos cessaram e como que se não houvesse mais surpresas por aquela noite Sesshoumaru permitiu-se gargalhar, em desespero e pela inusitada noite que estava a ter, aquela mulher era realmente um mistério, mirou-a novamente, mas amaldiçou-se por tê-lo feito, maldita a hora que voltara seus olhos para a mulher em sua cama, as cenas anteriores mesclaram-se às cenas do corredor e como um forte afrodisíaco, a luxuria espalhou-se por suas veias surtindo efeito sobre o corpo masculino, rosnou irritado, desde quando passara a não ter mais controle sobre seus pensamentos e corpo? Observou o membro desperto e reprimiu a vontade de girar os olhos, “Sesshoumaru, Sesshoumaru, esta se tornando no sentido literal da palavra um pervertido!” e antes que seus instintos mais primitivos o impusessem a fazer uma besteira, o youkai levantou-se agonizado e rumou para o chuveiro a passos rápidos, necessitava de um bom banho, de preferencia bem gelado e longo, aqueles gemidos, a pele suada e ainda completamente adornada com o cheiro excitado de Rin estava o deixando insano. Algum tempo depois o youkai retornou ao quarto, as longas madeixas prateadas encontravam-se molhadas e coladas à pele alvescente, os olhos dourados estavam mais intensos, as pernas malhadas moviam-se imponentes pelo quarto em busca de uma peça de roupa para se cobrir, as costas largas delineavam músculos a cada vez que um de seus membros superiores movia-se atrás de algo na gaveta de madeira nobre, o bumbum redondo e firme era digno a tamanha beleza, nada naquele corpo era fora do lugar, tudo seguia um rígido padrão que atormentava qualquer mente feminina que um dia tivesse a oportunidade de pousar seu olhar sobre magnifica criatura, Sesshoumaru era a personificação da beleza, o macho alfa que possivelmente nunca seria rejeitado por fêmea alguma, mas naquele momento nenhuma outra o importava mais do que a que se encontrava sobre sua cama, sobre o sue território, não uma youkai, mas uma reles humana que o arrebatara, suspirou derrotado, não havia mais negações, era aquela fêmea que o atormentava e era a mesma que queria para si com todas as forças de seu corpo e com todo seu instinto youkai.

Sesshoumaru mal saíra do banho e o cheiro de Rin infiltrara-se de modo atordoante em suas narinas o tirando a sanidade, sua única alternativa para livrar-se de tal aroma, já que a mesma dormia profundamente e não acordaria tão cedo para se limpar, seria ele mesmo realizar o temido serviço, com uma pequena toalha e um lavabo cheio de agua o youkai passou a limpar o corpo feminino com certo receio, deslizava com pressa e delicadeza o tecido por toda extensão daquela maciez alva, rogando aos deuses que não cedesse à tentação de acorda-la para saciar-lhe a carne e foi com essa determinação que Sesshoumaru terminou a higiene custosa no corpo delicado de sua fêmea a cobrindo com uma de suas camisas, soltou o ar há tempos preso em seus pulmões e socou de leve a parede contendo sua frustração, só ele sabia o tormento que passara enquanto deslizava o tecido pela pele macia da humana, cada parte de proporções perfeitas inconscientemente clamava por mais atenção, o corpo de Rin mesmo adormecido respondia fortemente ao seu toque e isso o torturava, suspirou cansado, ajeitou-a na cama em uma posição mais confortável à mesma e passou a observar os traços infantis que cobriam a face rosada, sentiu o sangue ferver e rumou novamente em uma fuga desesperada para o chuveiro de aguas geladas. Por hoje dormiria na sala.

Despertador? Pensou enquanto espreguiçava, os olhos ainda estavam fechados e preguiçosos em abrirem-se à luz fraca que sentia alcançar-lhe através das pálpebras cansadas, aquele som, não, não era o de um despertador, suspirou, certamente era uma canção de chamada em algum celular por perto, lançou o braço ao redor em busca do objeto que enlouquecido atinava-lhe os ouvidos, nada, abriu os orbes lentamente e buscou localizar o espaço onde se encontrava e onde poderia estar o aparelho que gritava estrondosamente próximo ao si, sondou tudo ao redor, o som calou-se, as cortinas esvoaçantes através da canção fria que o vento que passava por elas embalava, os moveis em madeira, nada daquilo a pertencia, suspirou inquieta, piscou várias vezes e esfregou os olhos, mirou tudo novamente, aquele quarto não era o seu, claro, isso já tinha percebido, mas já tivera nele alguma vez, esticou-se sobre a cama, abriu ao braços e as pernas ocupando quase toda a extensão daquele móvel que docemente aceitava seu corpo para um descanso, observou o teto, ah o celular, lembrou-se de repente, suspirou descrente, àquele momento o telefone parara de tocar e só se ouvia o barulho de agua caindo no chão em algum lugar dentro de onde estava, moveu-se novamente sobre a cama e afundou a cabeça no travesseiro macio e aspirou o ar com força para dentro dos pulmões enquanto tentava organizar os fatos em sua cabeça, ao puxar o oxigênio algo mais veio junto, o cheiro másculo e inebriante de uma colônia cara e evidentemente masculina e sabia a quem pertencia, sorriu, Sesshoumaru, e foi ao lembrar daquele nome que cenas da noite no corredor assaltaram-lhe a mente de forma perturbadora, os gemidos, as arremetidas, os rosnados de Sesshoumaru, o êxtase que pensou não ter fim nos braços do youkai, suspirou deleitosa, Sesshoumaru era realmente um amante admirável, apesar de não ter tido outro para comparar, gargalhou levemente, apertou parte do lençol entre os dedos, ainda podia senti-lo dentro de si, o calor tomando-a, a vontade de perder-se para sempre naquelas sensações, sorriu enquanto mirava ocasionalmente o criado mudo ao lado e foi neste mesmo momento que o celular voltou a tocar, Rin observou o aparelho vibrar e cantarolar vivazmente, viu que não era o seu, pensou em chamar por Sesshoumaru, talvez pudesse ser algo importante, sobre o trabalho ou sua família, mirou o visor, numero desconhecido, pensou em gritá-lo, mas as paredes junto ao som da agua que torrencialmente caia certamente abafaria o som da sua voz, apesar que o youkai possuía uma audição apurada, mas não queria atrapalhá-lo, então achou melhor atender e anotar o recado que passaria a ele após a ducha que tomava.

-Bom dia, quem fala?- a voz saiu meio sonolenta, ouvia a respiração do outro lado da linha e o silencio que se seguia após suas palavras. — Alô? Por favor, quem fala?- novamente o silêncio, que pouco depois foi quebrado pela voz do outro lado.

-Oi. Eu que pergunto. Quem fala? Certamente não é o Sesshy, mas tenho absoluta certeza de tê-lo telefonado. – o tom feminino recheado de irritação que destilava aquelas palavras a pegaram de surpresa e obviamente lhe tirava um pouco de esperança que tinha de que pudesse ser alguém da família ou mesmo do trabalho. “Sesshy..?” Então a mulher que ligara possuía tal intimidade com o youkai a ponto de chama-lo de Sesshy?!

-Rin.- Não se viu na obrigação mesmo que por educação em dizer-lhe seu sobrenome. Algo a estava queimando por dentro, raiva, ira, talvez decepção? Mas não colocaria a carroça à frente dos bois, contou até dez ou quase lá.

-Huh, Rin? É secretária ou mais uma das mulheres de Sesshoumaru?- perguntou irônica, a voz pronunciou lhe o nome com nojo.

-Como?- a mão que Rin segurava o celular começou a tremer, seria de raiva? Da mulher? Ou de Sesshoumaru?

Ouviu a mulher rir do outro lado da linha com a interrogativa da morena.

-Preste atenção, para ser mais exata, eu perguntei se esta esquentando a cama de Sesshoumaru. – a mulher estava jogando consigo, atinando-lhe a raiva, destilando seu veneno para cima dela com a mesma destreza que uma víbora em sumo ataque, seria a mesma uma amante de Sesshouamru? Duvidas e mais duvidas assaltavam-lhe os pensamentos, será que o youkai usaria qualquer mulher que estivesse à sua frente? Claro! Era homem, qualquer pedaço de carne lhe serviria, rosnou irritada, os olhos começaram a marejar, não fora isso que ouvira de algumas garotas na faculdade, porque que com o youkai seria diferente?

-E se o tiver? Primeiramente creio não te dizer respeito, mas como a educação fala mais alto, sinto a necessidade de responder-lhe a pergunta, — riu desafiante assim como sua voz entonava o mesmo desafio, se a voz ao telefone queria jogar ela também estaria pronta para tal — Não só a cama, mas o corredor, a mesa, o carpete, o sofá, a porta, a parede, acho que já está bom de lugares, não é mesmo? -ouviu a mulher segurar a respiração e momentos depois bufar raivosa. — Quer saber algo mais? Ou lugares a mais, onde fizemos amor?- perguntou irônica, a mesma ironia usada pela outra.

-Sua vadia! Quem você acha que é para falar comigo nesse tom?!- a voz saiu envenenada, cheia de ira incontida. –Como se Sesshoumaru fosse me trocar por uma vadiazinha qualquer. — sibilou vitoriosa ao notar que a mulher prendera a respiração do outro lado. Rin que até agora tentava a todo custo manter as esperanças de que aquela com quem conversava não seria amante do youkai, viu-se estremecer, então Sesshoumaru já tinha alguém...mesmo que isso se confirmasse, Rin não se daria por vencida, tinha seu orgulho e aquela mulher não iria pisar assim e sair ilesa.

- Pois é, e não é que ele te trocou.- riu debochada- E como assim que eu sou? Não lhe disse que sou a mulher que esquenta a cama de Sesshoumaru, em todos os lugares que você possa imaginar? E também não foi o que me disse? Ou queria que eu negasse tal fato? – gargalhou, toda a tristeza dando vazão à ira e raiva, mas que Rin sabia muito bem encobrir em suas palavras.

-Cadela, vaca imun..- a youkai sibilava feroz até ser cortada pela voz doce da morena que calmamente lhe respondia apenas aumentando a raiva da outra.

-Oh, que engraçado! Cadela, né? Sesshoumaru me chamou com este mesmo adjetivo enquanto fazíamos amor. - Rin deu uma risada satisfeita- Mas como você sabia? Não me diga que você andou nos espiando?!- o tom surpreso da morena enfurecia cada vez mais a outra- Sua pervertida!- o tom brincalhão se misturava à raiva que tentava a todo custo encobrir, mas que a tomava a cada segundo que trocava palavras com aquela mulher- Mas se sua intenção era me atingir, não se sinta ofendida por isso, mas não conseguiu. - ditou firme.

-Ele o chamou de... cadela?!- Rin ouviu a mulher pronunciar atônita. Nunca, em nenhuma das vezes que fizeram sexo o youkai a chamara com qualquer termo, imagine este! Ele mal lhe direcionava palavras! Chama-la de cadela significava a submissão do youkai macho à sua fêmea, e o mesmo só o fazia quando a aceitava como sua companheira pelo resto da vida. Quando Sesshoumaru vinha encontra-la eles apenas faziam sexo e o mesmo deixava seu apartamento voltando apenas quando lhe convinha, rosnou irada.

-Não o disse que sim?!- Rin fez uma cara de descrença, mesmo que a outra não pudesse ver, já estava perdendo a paciência.

-Não acredito em nada do que me diz!- urrou furiosa. — Em nada!

-Sinta-se em seu direito em acreditar ou não. — Rin levou a mão livre aos cabelos em um ato de impaciência e alinhou-os, ajeitou a franja e passou os dedos pelo tecido fino que cobria seu corpo, a camisa de Sesshoumaru, sentiu o coração apertar, Sesshoumaru tinha outra...

- Cachorra! Chame Sesshoumaru!- gritou.

-Ele não pode atendê-la no momento. – Rin afastou o aparelho do ouvido com o grito repentino da mulher e recusou-se a absorver suas ultimas palavras — E, por favor, fale mais baixo, não sou surda e Sesshoumaru não poderá te ouvir nem se gritar mais alto que isso. - repreendeu-a, aumentando ainda mais a raiva da youkai do outro lado da linha.

– Sua..Meu assunto é com ele e não com uma vadiazinha qualquer que o satisfaz na falta de melhores. – urrou em deboche e apenas recebeu um suspiro de cansaço da morena o que fez aumentar sua ira. Rin estava se forçando a ouvi-la, não desceria ao nível da mesma, estava cansada de toda aquela conversa e queria o mais rápido possível finalizar o assunto e voltar para sua casa.

-Certo, certo, faça o seguinte, agora ele não pode infelizmente mesmo te atender. -sibilou irônica -Mas liga mais tarde, sim? Certamente Sesshoumaru ficara extremamente contente com sua ligação, fica combinado assim?- as palavras que Rin proferia cortava-lhe o intimo, mas já estava sem espirito para dar continuidade a algo assim, queria esquecer este espisodio e sumir daquele lugar.

-Maldita! Ligar mais tarde, ligar mais tarde!– proferiu raivosa entre rosnados, aquela conversa não estava a lhe render lucros, passou a mão livre nervosamente pelos cabelos, tinha que se acalmar, era necessário ou certamente perderia o jogo, então sua ultima jogada seria deixa-la saber de um fato não tão bom ao youkai ou mesmo a ela, um sorriso maligno cobriu-lhe os lábios femininos– Certo, certo, chegou de escândalos por hoje. Apenas me faça um favor? Sim? – suspirou numa falsa irritação e apenas continuou quando escutou uma leve confirmação da outra voz em fazer-lhe o que diria — Diga a Sesshoumaru que me ligue, tenho que agradecê-lo pela noite que tivemos. — pronunciou-se de forma maliciosa, provocando a morena — De fato maravilhosa como certamente você já tenha experimentado. – riu debochada — Ele estava fabuloso como sempre e diga também que ele esqueceu em meu apartamento alguns documentos referentes ao seu escritório. – Rin já não ouvia mais nada, um vazio mórbido tomara-lhe o ser, então suas suspeitas foram confirmadas? Sesshoumaru realmente tinha outra pessoa... Rin somente voltou a si quando ao termino daquelas palavras vindas pelo telefone outras novas surgiram, mais perto, poderosas e extremamente imponentes.

Sesshoumaru deixara o banheiro com apenas uma toalha a lhe cobrir a cintura, o esplendoroso corpo se encontrava ligeiramente úmido, uma das mãos estavam nos cabelos novamente molhados, os dedos longos infiltravam-se sofregamente pelos fios sacudindo-os em uma sensualidade nata àquele ser, o abdômen malhado sem exageros, os ombros largos que moviam imponentes com o andar das longas pernas do homem, atribuía ao youkai uma beleza quase mortífera, como um deus sobre a Terra. E aquela imagem seminua de Sesshoumaru estava arrancando o fôlego da morena que o admirava estonteada do outro lado do cômodo, Sesshoumaru ao notar o efeito de seu corpo sobre a humana um sorriso de canto extremamente malicioso cobriu-lhe os lábios, mas todo o encanto não passara de alguns segundos e ao ver a jovem voltar a si e uma raiva quase palpável deixar os orbes chocolates com ardor o sorriso morrera, o corpo feminino tremia de ira, e essa mescla de sentimentos que exalava pelos poros da menina deixara Sesshoumaru aturdido.

-Rin?- chamou-a preocupado – O que está acontecendo?- e foi neste momento que reparou nos dedos delicados que seguravam algo contra a orelha pequena, a mulher nada o respondeu apenas mirou-o debochada, o que estava havendo com aquela fêmea? Um leve arqueio tomou-lhe uma das sobrancelhas.

– Humana.. — a voz timbrou grave e imponente como o ser que a portava, arrepiando todos os pelos do corpo da morena, mas ao escuta-lo Rin apenas soltou um riso irônico o que fez com que Sesshoumaru semicerrasse os reluzentes orbes ambares em resposta ao ato da jovem – Rin. – repreendeu-a friamente — O que fazes — mirou o aparelho- com o meu celular?- o youkai mal pronunciara tais palavras e a voz que deixou o aparelho que a menina segurava adentraram lhe os ouvidos como uma lança perfurante “Droga! Só lhe faltava essa agora! O destino realmente conspirava contra em todos os assuntos que envolvia Rin.” Um riso amargurado deixou-lhe a boca, depois de Kagura tinha que ser outra fêmea que se envolvera por causa daquela humana para atrapalhar lhe os planos.

-Algo simples Sesshy, — soltou o ar buscando calma — atendendo a ligação da sua mulher. – sibilou irônica, a voz melodiosa tirara o youkai de seus devaneios principalmente ao notar o tom da mesma — Mas, mil desculpas por atendê-la sem seu consentimento, — mirou os orbes dourados com raiva- mas como estava no banho e a droga deste telefone não parava de tocar, tive que atender. — as palavras saíram entremeadas de ira e sarcasmo e foi com estes sentimentos que o aparelho voou em direção ao youkai que o agarrou com destreza e o levou ao ouvido para ouvir quem falava do outro lado da linha, - Quem fala?- um segundo de silencio- Sim, só um minuto. - ao ver a calma com que Sesshoumaru lidava com toda a situação a raiva que Rin mantinha guardada da mulher resolveu voltar-se com toda força contra ele. – Idiota, idiota, seu idiota pervertido. — Rin levantou-se da cama com rapidez e rumou em direção à porta do quarto, mas fracassou em sua fuga, pois mal dera alguns passos e uma mão grande envolveu-lhe um dos braços e a puxou com força para trás, a única coisa que sentiu foi o colchão macio novamente sob suas costas delineadas.

-Onde você pensava em ir?- os olhos dourados encontravam-se perigosamente entreabertos e a miravam com seriedade.

-Creio não ser de seu interesse. — disparou ferina, se remexendo com agonia para livrar-se da mão do youkai em seu braço.

-Rin.- repreendeu-a, mas a mesma não o ouvia, então só tinha uma alternativa para mantê-la quieta, forçar seu corpo contra o dela. Com maestria Sesshoumaru a puxou para o centro da cama, subiu sobre a mulher e sentou sobre a cintura delgada da morena- E agora, vai ficar quieta ou terei que tomar outros métodos para fazê-la?- riu malicioso.

Rin agora apenas o mirava desnorteada, a raiva se esvaindo e o desejo começando a toma-la, droga, droga, porque Sesshoumaru era tão insuportavelmente desejável? Tão insuportavelmente sensual, gostoso e tudo de bom que haveria sobre a Terra? Gemeu deploravelmente, aquele youkai a deixaria louca. Não, não, não! Tinha que manter sua cabeça em foco, Sesshoumaru tinha outra e suas ações não mudariam o fato, queria ir embora e tentaria de todo jeito consegui-lo, chega de sofrer por algo que queria, mas não poderia pertencer-lhe. E novamente começou a remexer-se agonizada contra a cintura do youkai, sairia dali de qualquer jeito, mesmo que tenha que fazer algo que poderia causar dor ao youkai que a mantinha sob si.

-Rin, Rin.- censurou-a, se a morena continuasse com estes movimentos seus desejos tornariam-se irrepreensíveis e teria que resolver aquela situação somente depois de a possuir com todo ardor que desde horas atrás o consumia, rosnou irritado, trataria de falar logo com a pessoa do outro lado e finalizar o assunto com Rin. E mais uma vez fora tirado de seus pensamentos ao ouvir o grito raivoso da mulher que se movia loucamente buscando um jeito de se soltar.

-O quê Sesshoumaru?!- gritou irada e observou os olhos do youkai se abrirem surpresos, esquecera que o mesmo tinha uma audição invejável então abaixou o tom- O que tem Rin, Rin? Eu quero sair! – suplicou desesperada ao youkai.

-Pare de se mover e não grite novamente. – ditou de modo frio à morena. Do outro lado da linha uma youkai bufava raivosa apenas ouvindo trechos da conversa, não tivera a coragem de desligar o aparelho, principalmente depois de ouvir a voz de Sesshoumaru.

-Certo.- deu-se por suposto vencida- Perdão Sesshy, mas vai deixar sua “mulher” – frisou o termo- esperando do outro lado da linha?- mirou-o irônica, um riso debochado tomando-lhe os lábios rosados- Ela ligou para agradecer-lhe pelo sexo e também avisar que deixou alguns documentos em seu apartamento. – destilou as palavras de modo irritado. Rin observou os lábios finos do youkai curvarem-se em um meio sorriso audaciosamente divertido.

-Sério?- Sesshoumaru aproximou sua face à da morena, seus lábios a alguns centímetros dos dela – E o que eu deveria dizer a ela? – passou a narina pela pele macia do pescoço, deslizando a ponta delgada por toda extensão fazendo com que a morena prendesse o ar em seus pulmões- Um não tem de que? Ou vamos repetir a dose?- sugeriu provocador.

-Maldição! Diga o que quiser, não sou eu que vou me deitar com ela. — vomitou as palavras com desprezo e raiva. Sesshoumaru apenas observava a humana se corroendo de ciúmes, se divertindo com a sinceridade expressada em seu rosto angelical, tão diferente de suas palavras, sorriu de lado.

-Certo. – disse decidido, esperando a reação da jovem embaixo de seu corpo.

- Certo?- perguntou incerta. — Certo o que, Sesshy?- as palavras deixaram sua boca de modo temeroso.

-Vou fazer o que me disse, a convidarei para a minha cama. — mirou a morena com seriedade- Darei a ela uma noite que jamais esquecerá. — o tom firme utilizado e o olhar que Sesshoumaru lançou a morena que não deixava transparecer duvidas qualquer a desnortearam, uma tristeza quase sem fim nublou lhe a visão e a estraçalhou por dentro.

-Me solta Sesshoumaru! Me solta! Deixe-me ir, por favor..- e toda raiva que sentia contra o youkai converteu-se em lágrimas, estas escorriam pelas bochechas delicadas limpando-lhe a pele do sofrimento. – Por favor, me largue...- o corpo tremia pelos soluços, pela força em findar aquele choro, mas quanto mais se forçava mas forte ele vinha. Sesshoumaru sentiu o peito apertar, sua brincadeira fora longe demais, terminaria o dialogo com a mulher na linha e esclareceria as coisas com Rin.

-Só um segundo Rin. – Sesshoumaru diminuiu a força que aplicava para manter a humana sob seu domínio, saiu de cima da jovem e foi atender ao telefone, mal sabia ele que essa deixa foi a salvação daquele coração machucado. Rin criou forças e rumou em disparada em direção á porta, mas mal sabia ela que o youkai estava ciente de seus movimentos e em milésimos de segundo a capturou pela cintura delgada e a jogou contra a parede, prensou-a com o seu corpo, desceu a face até a altura dos seios e deslizou a língua cálida pela base do pescoço até os lábios da morena.

-Você me pertence pequena. — selou os lábios da morena com os seus em um beijo rápido. As lágrimas ainda desciam pelo rosto feminino. — E não deixarei que fujas para longe de mim.

-Porque ligou Hana?- a voz fria adentrou o ouvido da youkai.

-Bem, liguei para agradecer pe..-

-Melhor, não me interessa. - cortou-a de modo áspero. - E espero que isso não se repita. — disse enquanto mirava os orbes chocolates densamente marejados, o obrigando a oferecer a morena o que podia naquele momento, um sorriso, não um sorriso provocador, malicioso, levado, mas um totalmente diferente, um sorriso apaixonado, já não adiantava mais tentar fugir, o destino lhe pregara essa peça e teria que aceita-la — E para finalizarmos essa conversa que já perdurou mais que o necessário, minha fêmea disse que deixei alguns papeis em seu apartamento, mandarei que Jacken passe aí para pega-los — acariciou a cabeça de Rin carinhosamente. – Se era este o assunto de sua ligação dê-se por encerrado e não ligue novamente, não é um pedido, mas uma ordem que espero que acate. — sibilou entre rosnados- Desligarei. — o ultimo som vindo pelo telefone foi o do fim de chamada desligada de modo raivoso. – E agora minha fêmea, esta satisfeita?- apertou-a contra seu corpo e descansou seu queixo no topo da cabeça da humana- Ou ira tentar uma nova fuga? Pois se é isso que lhe toma a mente agora, terei que ficar atento para captura-la.

-Minha fêmea...- o sussurro foi tão baixo que nem mesmo com sua boa audição o youkai a entendera.

-O que disse pequena? — perguntou enquanto passava a língua provocadoramente pelo lóbulo macio da orelha, arrancando gemidos da humana e espalhando tremores por todo o corpo da mesma.

-Sou sua fêmea? Foi isso que disse àquela mulher...- estava com receio de que tudo fosse produto de sua imaginação.

-Sim, mas eu já não o disse antes? Porque a duvida minha coelhinha?- Sesshoumaru começara a desabotoar a camisa alva que a morena usava, desejava-a intensamente.

-Sim, mas-

-Maldição Rin!- rosnou irritado, largando o que anteriormente fazia, será que ela não percebia o que estava sentindo? Socou a parede frustrado. — Será que não percebe Rin?- mirou-a decepcionado- É tão difícil assim?-os orbes dourados estavam em agonia, depois de fazerem amor no corredor ele havia percebido que o que sentia pela humana era mais que desejo, suspirou resignado, ele a queria para si e foi com este pensamento que seu orgulho cedeu lugar ao sentimento e o youkai com toda sua frieza proferiu de uma só vez o que a humana desejava escutar- Será que não consegue entender que eu te amo! Caramba Rin!

Notas finais
Bom pessoal é isso! :D Espero que tenham gostado e por favor aguardem o próximo capitulo! Beijokinhas da Quish pra todos! Ah mais uma coisa, me respondam por favor, vcs querem que eu escolha o melhor cometário? Antes eu não escolhia porque achava que seria um falta de consideração com meus leitores que tiram um tempo para comentar minha fic, mas se caso vcs quiserem me avisem que eu o farei! Deixem suas respostas nos reviews, sim?:)
E para quem ler Lótus estou finalizando o 3 capitulo depois de anos luz hehe mas creio que em 2 semanas no máximo eu postarei eles para que vcs possam ler! Bem, é isso! Até a próxima! Aaaah e mais uma coisinha, responderei os comentários à medida que forem postados, não os deixarei até o proximo capitulo! XD
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.