Doce Emily
20 Capítulo 21
Notas iniciais
Bom, eu quero avisar que esse capítulo está muito estranho, eu não sei se irão gostar. O proximo está um pouco melhor (eu acho)
Eu tenho que agradecer a Mindy pela linda recomendação. Foi totalmente inesperado, eu nunca em séculos imaginaria receber uma recomendação tão perfeita *-* Obrigado ^^
E também, Nicka Nicks, mais uma vez, obrigada pelos riviews maravilhosos! ^^ Vocês são demais! *o* kkkk
Agora chega de falar, boa leitura e nos vemos lá em baixo! ^^
– Me devolve — Mandei, cruzando meus braços sobre o peito com os punhos fechados — Agora. — Exigi.
Derek me ignorou e escondeu meu caderno atrás das costas.
Filho da puta! Vou arrancar suas mãos!
– Sabe Amy, eu não te entendo,- Ele começou a me provocar com um sorriso zombeteiro — Você é tão estranha, tão diferente da sua irmã. Porque voc...- O interrompi.
– Primeiro, seu idiota retardado: nunca mais me chame de Amy, Segundo: me devolva meu caderno, e tereceiro: FORA DO MEU QURTO! — Gritei furiosa.
Sabe, acho que sou uma pessoa que se irrita facilmente. E quando eu fico irritada, coisas acontecem. Coisas muito, muito ruins...
Derek estava preste a descobrir isso.
– Nossa, calma, bonequinha. — disse — Eu só estou curioso sobre você. — Ele continuava com aquele sorriso debochado nos lábios. Idiota!
– A curiosidade matou o gato, já te disseram? — perguntei sorrindo sombriamente.- E não me chame de bonequinha.
– Então eu sou o seu gatinho curioso, Morgana.- Uma piscadela. Sorrizinho de lado. — Eu disse Morgana? Ops! Bonequinha. — E o retardo riu.
Sério? Eu mereço isso? Argh!
– Tudo bem, eu vou soletrar pra vê se você entende: F-O-R-A-! Fora!
– Claro, — disse ele sorrindo — assim que você responder minhas perguntas. — Se sentou na cama e deu palmadinhas no lugar para mim me sentar a seu lado.
Folgado. Ele precisa aprender onde é o seu lugar.
– Meu pai sabe que você está aqui? — perguntei a ele e no mesmo instante seu sorriso sumiu . — Me importunando.- Gostei de usar essa palavra. ''Importunando ao invés do típico ''enchendo o saco'' . Mesmo eu não tendo saco. Nossa, que sem graça.
– Não. E eu não estou te importunando. — Está sim, pensei em dizer, mas me calei. Quero ver até onde esse idiota vai.
– Precisava saber para quem estou trabalhando.- ficou sério de repente e me olhou nos olhos — Vi o jeito como seu pai te tratou lá no escritório. Por quê ele te trata assim? O que você fez de tão grave? — Ele perguntou.
Resposta: Nasci. E a verdade não doi. Não pra mim. Já estou acustumada.
John queria um filho homem. Aí eu nasci! Imagino sua decepção quando percebeu que eu não era seu tão esperado herdeiro, nem ao menos uma menininha doce. Só a imprestável Emily.
Balancei minha cabeça com esse pensamento tosco. O que eu estou pensando?
Sério, meus pensamentos andam tão depressivos quanto os de um suicida.Tenho que parar com isso. Não sou imprestável, ainda sou boa em...em...Tentei me lembrar de alguma abilidade minha. Ah, sim! Em matar pessoas! Só preciso praticar um pouco e logo eu voltarei a ser a Emily desumana e cruel de sempre. É isso. Perfeito. Como andar de bicicleta. Pode ficar um tem sem praticar, mas nunca se esquece como se anda.
Voltei minha atenção a Derek que ainda me encarava, esperando minha resposta.
– Olha, se está assim tão preocupado, porque não se demite?.- Sugeri na maior cara dura — Simples, não acha? — sorri debochada.
Sei, estou sendo malvada com ele. Mas o que posso fazer? O que ele esperava que eu disesse? Oh, querido, Derekzinho! Não fique magoado, meu amor! Eu te amo! Claro. Até parece. É mais fácil eu abraçar o John e chama-lo de ''papai maravilha'' do que dizer isso. Não mesmo. Nunca.
Derek parecia chateado. Muito chateado.Que pena. Coitadinho. Ou, não. Prefiro o '' bem feito!''
– Você é impressionante! — Se levantou da cama e parou na minha frente — Sério, porque me odeia tanto? O que eu te fiz pra me tratar assim? — Derek perguntou e parecia realmente chateado.
Eu deveria dizer alguma coisa para conforta-lo? Nem em sonhos!
O garoto entra no meu quarto, pega meu diário, sem falar que graças a ele agora não posso sair de casa. O odeio só por respirar.
– Eu não te odeio, Derek.- eu disse — Nem te conheço, como posso odia-lo? — E o prêmio de sinismo do ano vai para...Emily Mitchell! Com a frase: ''Eu não te odeio Derek!''
– Não é o que parece. — Ee parecia magoado — Tento ser legal e te entender, mas você parece querer me fazer enxergar o total desprezo que sente por mim em cada palavra que sai da sua boca — Esse garoto é bipolar?
Sério, uma hora ele parece o Ms. convecido provocador e no instante seguinte vira o adolescentezinho magoado pela garota que gosta.
Idiota. E porque ele continua a me encarar com expectativa, esperando que eu diga alguma coisa para convece-lo de que não o odeio?
Isso tem que parar. Agora.
– Olha, eu não quero ser rude, mas já sendo, se você não sair agora do meu quarto eu vou chutar o seu traseiro até você chorar feito uma garotinha. — O ameacei sorrindo perversamente.
Um brilho de divertimento passou por seus olhos azuis, mas logo foi substituído por ressentimento.
– Mas você ainda nem respondeu as minhas perguntas, bonequinha.- Levantou o diário em suas mãos.- Não quer que eu leia todos os seus segredos, não é? Acho que seu pai não ficará nada feliz com...- Abriu o diário justamente na página onde havia o desenho de mim seguranda a cabeça da Lizzy.
Primeiro Derek pareceu assustado, depois fascinado, e por último convecido e eu sabia que ele usaria aquilo contra mim.
– Vejo que você tem talento com desehos.- Derek tocou meu rosto na folha — Engraçado, essa garotinha tem os mesmos olhos que você, Emily. — Ele usará de chantagem contra mim. Sinto isso no ar.
– É, e eu também desenhei um dêmonio macabro que se parece muito com você. — Tomara que ele tenha percebido a irritação em minha voz — Diga logo o que você quer.
– Só quero saber mais sobre você e sua família. — respondeu ele sorrindo.
Droga! Eu não podia me recusar a responder suas perguntas, senão ele entregaria o desenho a John, que seria a prova perfeita para ele me jogar de volta em um hospício.
Mas se eu contasse a Derek tudo que eu já sofri, toda a história podre da famiília Mitchell, ele sentiria pena de mim.
Ou quem sabe, ele ache que sou uma maniaca assassina e fuja correndo com o rabinho entre as pernas . Mais e se isso não funcionar?
Talves eu possa meter a porrada nele até ele me delvolver o caderno. Sorri com a idéia.
Mas como eu explicaria isso a John? ''Ei papai, o Derek tropeçou, caiu da escada e quebrou o pescoço?'' ''Estava brincando de tiro ao alvo quando acidentalmente a flecha acertou seu coração.''? Acho que John não entenderia.
É, a minha única opção é responder as perguntas desse demente manipulador.
– Tudo bem, o que quer saber? — Perguntei finalmente.
– Bem, vamos começar por seus pais. Porque são tão frios com você, bonequinha? — perguntou sorrindo divertido. Tudo pra ele é engraçado? Vamos ver quando eu quebrar seus dentes.Vamos ver.
– Pare com essa merda de bonequinha. — Ordenei irritada.
– Responda a pergunta, e pensarei em um novo apelido. — Ele disse sorrindo. Babaca! Idiota! Idiota! Mil vezes idiota! Argh!
Respirei fundo me acalmando,e depois de um tempo me controlando para não mata-lo, respondi:
– Ok. Hã,.... acho que meus pais não são frios comigo — Imagina! Eles só odeiam o fato de eu ter nascido. Claro, eu não disse isso a ele.
– Na mairoria das vezes eles estão estressados e preocupados com seus trabalhos. Por isso as vezes parecem indiferentes comigo, mas eles me amam.- Nossa, acho que depois disso nunca mais vou precisar mentir na vida.
Essas mentiras que acabei de dizer me levarão em alta classe direto pro inferno!
– Está mentindo. — Derek falou cruzando os braços por detrás da cabeça, se sentando e recostando na cabeceira da minha cama, com um sorriso de quem diz : ''Posso ficar aqui pra sempre''
Apenas lhe contemplei. Seu sorriso se alargou. Droga. Podia mesmo ficar ali pra sempre.Vi isso em seus olhos. É obstinado. E malditamente lindo.
– Fale a verdade. Diga o que você realmente pensa deles. — pediu sorrindo pra mim.
Argh! Que saco! Porque esse garoto fica me analisando, tentando decifrar minhas expressões? Que ódio! E o pior é que ele acaba descobrindo quando estou mentindo.
Continua...
Notas finais
Beijos...
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