Doce Emily
15 Capítulo 16 Sempre foi uma menina maldosa
– O que quer?- perguntei a Glória que estava parada em frente porta do meu quarto. — Fala logo. — Exigi sem paciência.
– O Senhor John a está chamando em seu escritório. — falou ela.
– O que ele quer?- perguntei a ela.
– Não sei, senhorita.- ela respondeu com arrogância.
– Diga a ele que já vou. — mandei a olhando com desprezo.
– Sim, senhorita — disse e me deu as costas, indo embora.
O que esse maldito queria comigo? Já não era bastante me manter presa nessa porra de casa?
Droga! Bom, pelo menos consegui algum resultado noite passada quando levei Lizzy para beber feito louca e chegar em casa daquela forma patética. Lizzy apanhou até o braço de John dá mal jeito e ter que parar para recuperar o folêgo. Deve ser cansativo espancar a própria filha.
Deus, ou provavelmente Satã, sabe como me senti depois que a vi desmaiar no chão sujo com seu próprio sangue.
Estou definitivamente satisfeita. Pelo menos por enquanto.
Claro que não esqueci a forma como achei ter me sentido quando John começou a espanca-la. E tenho uma explicação óbvia para isso, fora está bêbada é claro. Eu me senti no lugar de Lizzy.
Por um instante eu me vi sendo espancada por John.
Foi só isso, tenho certeza. Eu jamais me comoveria com nada relacionado aos Mitchell,s.
Bom, é claro que eu ainda preciso dar o próximo passo para a destruição deles. Mas como me livrar da intrometida Glória? Sim, por que eu não poderia fazer nada com essa vaca no meu pé.
Definitivamente, eu vou me livrar da Glória.
Só preciso encontrar uma forma de elimina-la sem parecer que foi eu que o fiz.
De qualquer forma poderei pensar nisso depois de ver o que John quer comigo.
Hoje é domingo e eu não teria que ir ao colégio. Glória!
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– Entre, Emily .- disse John, abrindo a porta de seu escritório. — Quero falar com você. É importante.
Senti meu coração no peito quase parar de bater.
John havia descoberto que eu havia entrado em seu escritório, roubado o dinheiro, pego a chave de sua Mercedes, e levado Lizzy aquela boate induzido-a a encher a cara?
Não, não podia. Lizzy não havia dito nada ontem.
Claro por que estava tão tonta que não conseguiu nem se levantar para ir para seu quarto. Quanto mais contar alguma coisa contra mim.
Então o quê John queria falar comigo?
– Sente-se — Ordenou John indicando uma cadeira em frente a sua mesa.
Obedeci sem dizer nada. Não conseguia me livrar de seu olhar inspector.
– Sabe, eu nunca pensei que Lizzy me afrontaria daquela forma. — começou ele — Acho que esperava isso de você, Emily.- confessou ele pensativo.- Me decepcionei com minhas duas filhas. — deu uma pausa me olhando desafiador — Quando você era pequena costumava aprontar, por isso eu lhe castigava. — e sorriu, seu olhar se perdeu muito além de mim, como se relembrasse boas memórias.
As imagens das surras que levava de John quando era pequena me vieram a mente involuntariamente.
Maldito! Eu era apenas uma criança travessa! Não era justo apanhar daquela maneira. Feito um cachorro.
Tudo bem que as coisas que eu aprontava não eram apenas brincadeira de criança, mas mesmo assim, até eu com meu jeito obscuro de ver as coisas, sei que não se deve espancar uma criança como John fazia comigo. Era doentio.
Lembro-me o dia em que tentei afogar Lizzy na piscina que ela ganhou de Elizabeth em seu aniversário de 07 anos.
Ela parecia tão feliz nadando feito uma sereia na água.
Não parecia certo para mim Lizzy sempre ganhar presentes por ser como John dizia mesmo? Assim! ''Uma boa menina''.
Me joguei na piscina e a agarrei pelos cabelos.
Afundei sua cabeça na água até não resistir mais.
Pensei que a havia matado. Mais não.
Elizabeth chegou e viu que Lizzy não reagia a seus chamados.
Então olhou para mim e soube no mesmo instante o que eu havia feito. Ela tirou Lizzy da água e a levou correndo para John.
No final Lizzy estava viva e eu apanhei até os ossos de minhas costas ficarem visíveis.
Ainda tenho as marcas.
– Você merecia, querida.- voltou a falar John, como se lesse meus pensamentos.- Sempre foi uma menina maldosa. — ele sorriu debochado.
Isso era verdade. E continuo sendo papai.
Você não sabe o quanto.
– O senhor não me chamou aqui para me lembrar as surras que eu levava quando era criança, não é? — deixei transparecer em minha voz, toda minha raiva.
– Eu até poderia. — disse ele ainda sorrindo — Quem sabe isso lhe refrescasse a memória de como se deve respeitar seu pai.
John parecia se divertir me provocando.
– Mas não, eu não lhe chamei aqui para isso. — ficou sério — Vou direto ao ponto: Não quero que Lizzy fique como você.- despachou ele.
– Lizzy com certeza nunca será como eu papai.- Afirmei.
– Não quero arriscar. — ele disse — Por isso quero que ela e você estejam sempre sobre o meu olhar.
– O que quer dizer com isso? Vai pôr camêras em nossos quartos? Por que eu já estou prisioneira. — Ironizei amarga.
– Cuidado com o que diz, Emily. Eu ainda sou capaz de lhe castigar.- agora isso foi uma ameaça — Veja o que fiz com sua irmã ontem. — John sorriu.
E eu farei bem pior com o senhor papai, acredite.
– Desculpe, papai.- falei fingindo respeito.
– Muito bem.- Assentiu com a cabeça — Como eu estava dizendo. Quero que vocês sejam vigiadas. Mas não porei camêras em seus quartos.
John deu uma risadinha e continuou:
– Hoje Joseph veio me pedir que empregasse seu sobrinho. Conversei com o rapaz e decidi que precisava de alguém para cuidar da segurança de minhas filhas. E o rapaz parecia perfeito para isso.
– O quê?! — me levantei furiosa. — Não pode está falando sério! Você já me mantém sobe a vigilância daquela vaca gorda! — Sim, estou me referindo a Glória.
Jon se levantou da sua cadeira e agarrou meu rosto com força.
– CALE A BOCA! — gritou ele — Eu deveria......!- levantou uma das mãos como se fosse me dar um tapa — Nunca mais levante a voz para mim Emily. — ele avisou furioso.
Eu sabia que ele estava prestes a me esbofetear.
Maldito! Bastardo filho de uma puta!
– Me perdoe papai.- falei. John me soltou e voltou a se sentar em sua cadeira. Respirou fundo e sorriu.
– Eu decidi isso e não voltarei atrás na minha decisão. Glória já cuida da casa e dos empregados, Emily. Veja o que aconteceu ontem. Lizzy saiu e ela nem se deu conta. Está decidido a partir de hoje você e Lizzy estarão sobre a vigilância de Derek.
Derek? Não, isso não pode está acontecendo.
Me virei quando ouvi a porta se abrir e tive a certeza.
Era o mesmo Derek que me salvara ontem a noite.
Continua...........
Notas finais
Beijos e até...........
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