Doce Destino
1 Sonhos
" A estrada estava em silêncio, quase não havia carros. Allyson Madson e Mayck, seu pai, estavam indo passar o verão em Warm Springs.
–Querida, coloque uma música.Ela sorriu, sabia exatamente o que colocar. Trocou o disco e apertou o Play. Quando a melodia começou, Ally pode perceber que um sorriso brotava na face de seu pai enquanto seus lábios se abriam para acompanhar a música."So, so you think you can tellHeaven from hell?Blue skies from pain?Can you tell a green field"– Vamos querida, cante comigo.Mayck aumentou o volume e olhou para a garotinha encolhida ao seu lado. Seus cabelos loiros balançavam com o vento. Seus olhos azuis expressavam um grande mistério.Como a sua mãe, ele pensou.– Cante comigo- pediu de novo. E ela cantou."Did thay get you to tradeYour heroes for ghosts?Hot ashes for treesHot air for a cool breeze?Cold comfort for change..."Um carro bateu no Cadillac antigo seu pai, ele parou e desceu para ir de encontro ao homem que se aproximava. Ela ficou onde estava esperando ansiosamente para chegar à casa de verão. Mas aquele paraíso estava se transformando rapidamente em um inferno. Mayck foi empurrado enquanto o estranho com quem conversava tirava algo do bolso. " How I wishHow I wish you were hereWe're just two lost soul"O barulho seguinte trouxe à tona o desespero. Allyson não conseguia falar, nem se mexer. O homem havia atirado e agora seu pai caía lentamente. "Swimming in a fish bowlYear after yearRunnig over The same old ground"– Papai!- ela gritou através da janela."What have we foundThe same old fears"Os soluços se tornaram altos, o homem caminhava em sua direção. Ela chorava, confusa, com medo. Ele abriu a porta, as mãos frias e sujas de sangue tocaram-na. – shiu, vai ficar tudo bem queridinha, ele era um homem mau. "Wish you were here..."E tudo foi consumido pelo silêncio"***Acordei ofegante, novamente perseguida por pesadelos recorrentes aquela tarde. O vento derrubou algumas coisas na mesa de centro, embora me lembrasse claramente de ter fechado a janela. Olho para o relógio. 04:35. Verifico o celular. Uma chamada perdida, era Blair. Nós éramos melhores amigas desde a terceira série. Blair era morena com olhos da cor esmeralda, embora fosse do tipo intelectual chamava atenção por onde passava. Ela era a inteligente e, eu a típica patricinha de Highway Federation. Decidi que retornaria mais tarde. Caminho solenemente em direção a janela. Um pressentimento ruim invade minha mente fazendo meu corpo estremecer. O vento balança a copa das árvores e causa ruídos estranhos, mas esse é o único som que consigo ouvir, é o único som que se propagava naquele silêncio absoluto. Dali, posso ver o prédio em que todas as aulas são feitas e cada movimento do Campus é perceptível por minha localização. Posso ver também a sacada do dormitório de Blair. Uma gota de suor atravessa minha bochecha. Um banho não seria nada mal, penso. A festa do baile de formatura seria dali algumas horas, e como a futura rainha do baile, eu deveria estar apresentável. A água quente bate no meu corpo com força e sinto-me aliviada pela pressão. Quando desligo o chuveiro já se passou uma hora. O uniforme da Highway é simples, saia preta, meia 3x4 branca...o típico uniforme de um colégio interno. Disco o numero de Blair. – Meu Deus Ally, te liguei umas vinte vezes hoje de manhã. A reunião pra receber os novos alunos é as 7:00, e se quer ser mesmo a rainha do baile você precisa estar lá! – Droga, me esqueci completamente dessa reunião. – Não me diga! Vai pro refeitório as 6:30. Blair tinha um jeito mandão, eu tinha que admitir. – Ok — concordo. – E Allyson? – O que? – Por favor, não vá se atrasar. Espero a linha ficar muda e saio em direção ao refeitório. Existem quatro prédios na Highway, dois dormitórios, um masculino e um feminino, um com todas as salas de aula e o outro com o nosso refeitório, e algumas salas de interação. Blair está parada ao lado da porta e sorri ao olhar no relógio. – Não está atrasada — debocha — Os alunos acabaram de chegar, a diretora Clary vai reuni-los no auditório principal, é bom que esteja lá antes deles começarem a entrar. – Já sabe do Johan? — Pergunto, enquanto começamos a andar. – Só por mensagem...ele tem estado muito ocupado desde que entrou na faculdade. E seus avós ?Desde o incidente, moro com meus avós paternos. Eles são legais, embora ainda me culpem pela morte dos meus pais. Quando completei 6 anos, vovó achou que eu precisava de uma educação melhor do que as histórias em quadrinhos, nos mudamos para Stanford e eles mudaram a rotina, para que eu pudesse ser matriculada na melhor escola, a Highway.Blair e eu éramos da mesma turma, mas estava longe de sermos amigas. Na segunda série, umas meninas estavam zoando a Blair. Eu a defendi, é claro, e não nos desgrudamos desde então.
– Não falei com eles ainda.Alguns alunos estavam arrumando a decoração que deu errado, testando musicas, verificando se comida a comida era o suficiente. Blair e eu ficamos com a escolha dos pares e a apresentação dos novatos.Alguém empurra meu ombro, fazendo as folhas do meu fabuloso discurso caírem espalhadas pelo chão. – O que você pensa que está...Perco o foco. Oh não, penso. Não. Não. Não.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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