Doce Assassino
5 Decisões
Notas iniciais
Natsu andou pelo longo corredor ainda pensando no que deveria fazer. Matar Lucy era sua missão, sempre fora. Mas agora sentia-se confuso.
Uma parte de si desejava fazer isso e acabar com possíveis conflitos que poderiam surgir no futuro e outra se questionava o motivo de tê-la trazido para a Fairy Tail. Jamais pensara que ela lhe daria tantas brechas em tão pouco tempo. E ainda, que ele se apegaria tanto a ela como estava. A verdade é que sentia-se fascinado por ela. Pela bipolaridade que via nela e que sabia que também possuía.
Pensou por uma última vez. Iria fazê-lo. Sem hesitar e sem dar tempo para se arrepender antes mesmo de completar seu trabalho. Se encaminhou para o bar do local. Iria matá-la, o quanto antes...
[...]
– Tudo bem com você? — ele chamara a atenção da garota escorada no balcão.
– Sim — sorriu — Obrigada por perguntar. Gray, né?
– Isso mesmo — puxou um banco e sentou — Então o que achou daqui?
– É diferente do que eu imaginava, não se ofenda mais vocês são... — pendeu a cabeça para o lado de maneira acusadora.
– Assassinos inescrupulosos — ironizou.
– Eu não ia dizer dessa maneira.
– Mas estava pensando — olhou de maneira acusadora pra ela — Tem sorte por ser tão linda assim.
Ela corou.
- E você por ainda estar vivo — os dois olharam para trás e viram o rapaz com os braços cruzados.
Ele pegou o pulso de Lucy arrastando-a novamente para o quarto. Estava irritado. Pela aproximação de Gray e por ela estar se divertindo com ele.
Sentiu uma onda de raiva lhe possuir o corpo e a cada momento apertava o braço dela com mais força. O que fazia ela soltar pequenos gemidos abafados de dor. E ele ficar cada vez mais louco. De ódio e desejo. Uma combinação perigosa, ainda mais vindo dele, considerado um demônio cruel.
– Eu não disse pra você ficar longe dele? — fechou a porta soltando-a na cama. Os cabelos levemente bagunçados e a face corada faziam com que seu corpo ficasse cada vez mais quente.
– Me desculpe, eu só...
– Eu já tinha isso em mente — tirou a camiseta — Mas o que eu vi me impulsinou ainda mais.
– O que você... — olhou assustada.
– Lucy... — ainda de costas pra ela trancou a porta do quarto.
– Hum? — sentiu a respiração acelerar.
– Sua arritmia respiratória é excitante pra um assassino.
– N-Natsu.
– Eu não queria. Mas não tenho escolha, e você dessa maneira me deixa muito mais empolgado — apagou a luz e pelo quarto possuir cortinas escuras, mesmo naquele horário, no meio do dia, deixou o local completamente escuro.
– O que.... — sentiu uma das mãos tapar sua boca e seu corpo ser pressionado no dele.
– Fica quietinha Lucy. Vou terminar rápido, prometo — beijou de leve o ombro dela — Está com medo?
Ela sentiu o hálito quente em sua nuca e um arrepio invadiu-lhe o corpo. Ele iria matá-la e não sabia o que faria com ela antes, mas ainda assim, nada mudava o fato de que estava gostando daquela sensação perigosa e sentir o corpo de Natsu contra o seu era quase inebriante.
Sentiu-se ser pressionada ainda mais contra ele e novamente soltou um gemido abafado, mas dessa vez de excitação.
– O que você tem na cabeça Lucy? — apertou a cintura dela e sentiu a garota se contorcer — Está prestes a ser estuprada por alguém que vai lhe matar depois e está gostando? — tirou a mão que tapava sua boca e esperou a resposta.
– Eu não me importo se você o fizer.
– Por que? — a curiosidade agora predominava no rapaz.
– Por que eu me sinto atraída por você.
Se sentiu perplexo. Embora ela não pudesse ver.
– Eu nunca me aproximei tanto de alguém. Mas perto de você eu me sinto... — hesitou — sinto que eu...
Nada do que tinha se passado na mente de Natsu povoava seus pensamentos mais. Estava ali parado, escutando ela dizer-lhe que estava apaixonada por ele, mesmo que indiretamente falando.
Sorriu — Que patético — enlaçou o corpo dela em um abraço quente e apertado — Mesmo estando a ponto de fazer tantas coisas com você, suas palavras me fizeram desistir... mais uma vez.
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