Dobe

1 Capítulo único


Notas iniciais
YO PÔNEIS DA TERRA! OLHA QUEM TÁ COM UMA FIC DO NARU-CHAN AQUI!!! *0*/ Bem, eu devia estar tomando vergonha na cara e atualizando a fic de Utapri, mas enfim... Não sou lá muito fã de Naruto (prefiro Bleach), mas um dos meus maridos é! PRESENTINHO PARA O NEKO_CHAN_, MEU MARIDO LINDO LÁ NO SOCIAL SPIRIT! Espero que isso compense a lua de mel mo na mour! >.<' É minha primeira fic de Naruto então tô meio "Nhaaaa" pra cá e pra lá já que o Naru-chan é MUITO estuprável! Mas enfim, espero que gostem também

“Estranho”.

Foi o meu primeiro pensamento sobre ele.

O pequeno garoto loiro corria de um lado ou outro do parque, vestia um escandaloso moletom laranja e segurava um avião de papel entre as mãos delicadas.

O local estava cheio, agitado, quente e abafado como sempre.

Eu não sei por que meus pais acham que gosto de ter aniversário nesses parques temáticos. É tão irritante.

O loiro definitivamente não era meu convidado, devia estar com a família ou algo assim. Os Uchihas certamente não tinham amigos “chamativos” assim.

Ah, eu estava um pouco enganado.

- MKOTO! – Gritou uma ruiva se jogando aos braços de minha mãe.

- Kushina. –Minha mãe falou calmamente enquanto retribuía o abraço. – Há quanto tempo.

- Puxa! Você não mudou nada desde o colégio! – dizia a escandalosa ruiva. – só ficou mais bonita, como não foi afetada pelo tempo?

Mamãe sorriu envergonhada e papai logo apareceu por perto delas.

- Continua chamativa como sempre, hein Kushina? – disse Fugaku com um raríssimo sorriso de canto.

- É um prazer revê-lo também Fugaku. – disse a ruiva revirando os olhos. – não sei como ainda suporta este homem. – apontou de maneira nada discreta para meu pai.

- Querida, não seja grossa. – disse um rapaz loiro pondo-se ao lado de Kushina. – ela o suporta da mesma maneira que eu te suporto.

A ruiva acertou-lhe uma tapa na cabeça, arrancando risada dos adultos.

Os Adultos são uma espécie muito estranha.

- Meu Deus, esse é aquele bebezinho que eu vi de fraldas e tudo?! – Kushina voltou-se para mim e apertou minhas bochechas.

Estranhos adultos e suas manias de apertar bochechas.

- Sim! Não ficou lindo? Diga ou para minha amiga Kushina, Sasuke.

Eu falaria se ela não estivesse tentando arrancar a pele do meu rosto.

- Nossos filhos estão com a mesma idade! Mas eu o meu está um pouco menor, problema hormonal e tal... – Kushina ajeitou a coluna. – NARUTO, VENHA CÁ!

O garoto loiro que corria de um lado para o outro parou ao ouvir os berros da ruiva (que por sinal chamaram a atenção de todos no local), e foi em nossa direção há passos tímidos e olhando para o chão.

- Chamou mamãe? – Disse ele, possuía uma voz delicada e meiga.

- Ele não ficou uma graça Mikoto? – Kushina apertou as bochechas dele e Mikoto aproximou-se.

- Se ficou! Que lindinho! – Suas mãos substituíram as da ruiva na pele do garoto.

Sério, qual o problema dos adultos com bochechas?

- Olha Naruto, esse aqui é o Sasuke, a partir do mês que vem, seremos vizinhos dele! – Kushina apontou para mim enquanto abria um enorme sorriso.

O loirinho se voltou para mim, fixando os olhos nos meus.

Tão azuis.

- P-Prazer Sasuke – disse timidamente. – M-Me chamo Naruto, espero q-que nos demos bem.

- Hm. – respondi.

Minha mãe me deu uma tapa na cabeça, mandando me ser educado e responder direito, apenas desviei meus olhos para um brinquedo qualquer e me mantive calado.

Que garoto estranho...

[...]

Por mais estranho que pareça, eu e o Naruto nos tornamos grandes amigos.

Mas, em parte, isso é culpa de nossas mães.

Assim que Kushina e sua família se mudaram para a casa ao lado, Mikoto e ela decidiram que eu e Naruto deveríamos fazer tudo juntos.

E quando digo tudo. É tudo mesmo.

Comíamos juntos, brincávamos juntos, íamos para a escola juntos, dormíamos juntos e até tomávamos banho juntos.

Claro que com o passar dos anos conseguimos ao menos começar a tomar banhos separados, por motivos óbvios. E estava tudo muito bem, até que aos nossos dezesseis anos, aquele Dobe resolveu fazer uma besteira.

Resolveu se interessar seriamente por garotas.

Mais especificamente por uma, desculpem-me o termo, VADIA, chamada Sakura.

Garota irritante, pegajosa, escandalosa, falsa e louca...

Por mim.

O Dobe (apelido carinhoso que dei ao Naruto), depois de mais ou menos dois meses do inicio das aulas vinha agindo de maneira estranha, até, numa tarde em que estávamos fazendo a lição de casa no meu quarto, ele disse:

- Sasuke, me ensina a beijar.

Não preciso dizer que meu mundo PAROU naquele momento né?

Olhei para ele com a minha melhor cara de “FUMOU?”. O menor estava com o rosto todo vermelho e as safiras azuis fixas nas paginas rabiscadas de seu caderno.

- Por que quer aprender a beijar? – ergui uma sobrancelha.

Ele ficou ainda mais vermelho (se é que era possível) e mexeu nervosamente a caneta de uma mão para a outra.

- É q-que... T-Tem uma garota que eu... – ele travou por um minuto, e eu não estava gostando nem um pouco do rumo desta conversa. – q-que eu gosto... – conseguiu falar. – M-Mas não sei c-como ficar com ela já que nunca fiquei com ninguém.

Ele finalmente me encarou, sua expressão ingênua e tímida foi um tremendo golpe em mim.

- Por favor, me ensina a beijar.

Por kami-sama, como ele consegue ser tão fofo?

- Está bem. – falei depois de alguns minutos de silencio. – mas não fique achando que isso vai sair barato.

- S-Sim! – ele sorriu ainda envergonhado. – obrigado!

Larguei o material sobre a mesa e girei minha cadeira em direção ao menor, apreciando a maneira como ele se encolhia e apertava as mãos tremulas sobre o colo.

- Relaxe. – ditei. – não vai conseguir fazer nada assim.

- D-Desculpe... É q-que eu nunca beijei então... E-Estou com medo.

Isso significa que o primeiro beijo dele é meu?

- Só faça o que eu mandar, está bem?

Ele fez que sim com a cabeça e ergueu o olhar, hipnotizando-me novamente com aquele azul tão límpido e vasto quanto o próprio céu.

Ergui uma mão, tocando seu rosto numa caricia suave que seguia do queixo há maçã do rosto, ele fechou os olhos e soltou uma risada baixinha, alegando sentir cócegas e timidamente abriu os olhos novamente, o rosto completamente corado.

- Abra um pouco sua boca. – falei roçando meus lábios nos dele.

Vagarosamente, começou a separar os pequenos e cheios lábios rosados, antes os umedeceu com a ponta da língua, provocando-me sem perceber.

Faz quanto tempo que quero beija-lo?

Doce. Delicado e espontâneo. Era assim que eu descreveria a sensação de beijar o dobe. Ele não sabia bem o que fazer, de modo que sua língua se encontrava um pouco descoordenada com a minha, mas não deixava de ser prazeroso. Era tão... Ele.

Como esse Dobe consegue me encantar tanto?

Devo ter xingado o ar mentalmente de todos os nomes possíveis quando ele nos faltou. Naruto se afastou um pouco, desprendendo o fino fio que saliva que ainda nos conectava. Limpou envergonhado o canto da boca e se encolheu ainda mais na cadeira, apertando ambas as mãos sobre o peito.

- Hm... F-Foi estranho, mas... – disse ele. – foi bom.

- É claro que foi dobe – revirei os olhos, disfarçando meu nervosismo. – eu sou Uchiha Sasuke, tudo o que eu faço é perfeito.

- Quanto narcisismo Teme. – ele rebateu. – não sei o que raios as garotas veem em você. – fez um bico.

Continua fazendo isso que eu mordo esse bico.

Naruto levantou-se da cadeira e começou a juntar seu material.

- Só isso? – falei.

Ele se voltou para mim, erguendo as sobrancelhas.

- Como assim?

- Só uma vez? Já aprendeu rápido assim?

A coloração de seu rosto quase chegou ao roxo em um único segundo.

- É c-claro que n-não Teme! – disse olhando para o chão. – o resto eu aprendo praticando.

- Praticando? – dei um sorriso irônico de canto.

- S-Sim! E-Eu vou me declarar para a Sakura!

Juro que nesse momento eu engasguei com o ar.

- VOCÊ VAI O QUE?! – que se foda a discrição dos Uchiha, eu gritei mesmo!

Naruto se assustou com minha súbita mudança de humor e terminou de recolher todo o material que lhe pertencia, guardando-o em sua mochila.

- Vou me declarar para a Sakura! – disse convicto. – qual o problema?

O problema é que essa prostituta de cabaré mal requisitada só quer te usar para me fazer ciúmes seu Dobe idiota. Ela sempre foi louca por mim, ou está esquecendo?

- Só acho que está se precipitando. – falei voltando a adquirir minha mascara de frieza.

- Acha mesmo? – ele franziu a testa e olhou para os próprios pés enquanto apertava as mãos. – eu... E-Eu realmente gosto dela. E ela sempre foi tão gentil comigo... Principalmente quando você está por perto, parece até que você é meu objeto da sorte! – ele riu.

Dobe estúpido.

- Não faça isso.

Ele parou de rir e olhou para mim.

- O que?

- Isso. Tudo isso! – gesticulei com os braços. – não se declare para ela, vai ser melhor para você! Acredite em mim!

- Mas... – os olhos dele ficaram um pouco marejados. – p-por que?

Droga. Não me olhe assim...

- Por que... – PARE DE ME OLHAR ASSIM! PARE, QUE DROGA!

Um longo silencio se seguiu. Naruto suspirou baixinho e pôs a mochila sobre os ombros, passando por mim com a cabeça baixa.

- Até amanhã Sasuke.

E saiu.

E EU NÃO FIZ PORRA NENHUMA PARA IMPEDI-LO.

Mas por que... Dói tanto...?

[...]

Sakura rejeitou-o da pior maneira possível.

Antes de a aula começar, Naruto a procurou para se declarar (não que eu o tenha seguido o tempo todo, imagina...). O loirinho estava todo atrapalhado, todo vermelho, o corpo tremia e os olhos não paravam quietos.

- E-Eu g-g-gosto de v-você Sakura-chan! – gaguejou ele. – p-por favor, saia c-comigo!

Haviam pouquíssimas pessoa no corredor, e todas elas pararam para ver a cena. A rosada se manteve calada por um bom tempo, massageando a testa.

Por fim, jogou os cabelos róseos para trás e olhou-o de cima.

- E por que eu sairia com você?

Naruto ficou pálido dos pés a cabeça, começou a mover nervosamente uma mão na outra.

Merda, ele vai entrar em pânico...

- B-Bem é q-que eu...

- Se toca! Olha para mim garoto! – apontou para o próprio corpo. – olhe para TUDO ISSO. Acha que eu ficaria com alguém como você?

O corredor começava há encher, as pessoas se amontoavam para ver o que estava acontecendo, enquanto a coloração pálida de Naruto passou para um vermelho envergonhado, podia ver pequenas gotículas de suor nas palmas das mãos aos quais ele enxugava na calça.

Ele está em pânico...

- A única pessoa com o qual uma garota DO MEU PORTE ficaria é com o...

- NARUTO!

Empurrei todos ao meu redor, ignorando os olhares abismados e as reclamações por pés pisados, cheguei ao centro do circulo e agarrei a gola da camisa do loiro.

- Dobe nos vamos nos atrasar para a aula. – falei com a expressão um tanto irritada.

- Sasuke-kun! – disse a vad- quero dizer... Sakura.

Naruto estava com a cabeça baixa e olhou para mim através dos finos fios loiros que cobriam suavemente parte de seu rosto.

Haviam lagrimas enchendo suas belas safiras.

- Naruto... – sussurrei arregalando os olhos.

-... Eu queria justamente falar com você – a puta rosa continuava a falar. – eu queria saber se esse fim de semana voc-

- Venha. – afaguei os cabelos loiros do menor e o empurrei pela nuca.

- Espera! Sasuke-kun você...

- Pelo seu próprio bem Haruno. – falei num tom baixo. – sugiro que não se aproxime mais de mim, ou do Naruto.

- Mas-

Nem deixei-a completara fala, a multidão abriu espaço para nos, e saímos dali.

Naruto se manteve todo o caminho calado e o levei para a enfermaria (que por acaso eu nunca havia visto a enfermeira, se não me engano ela se chamava Tsunade e sempre estava conversando com o nosso diretor Jiraya... Vai saber o que eles fazem naquela sala, hum?). Tranquei a porta e Naruto se sentou numa das macas, enterrando o rosto entre as mãos e chorando baixinho.

- V-Você tinha razão... – disse ele com a voz embargada pelo choro. – eu sou um idiota... Um idiota! – começou a bater na própria cabeça.

- Oye, pare com isso. – segurei suas mãos.

Dói demais vê-lo assim.

Naruto olhou para mim, o nariz e olhos vermelhos pelo choro, fungando um pouco alto e com grossas lagrimas escorrendo os olhos. Como uma criança que acabara de machucar, era tão...

Frágil.

- Naruto...

- Por favor, me deixe sozinho. – ele se afastou do meu toque e se encolheu, abraçando os joelhos e enterrando o rosto no mesmo.

Como pode sofrer tanto por aquela vadia? ELA NÃO TE MERECE PORRA!!!

- Naruto, olhe para mim.

Ele fez birra e se encolheu tanto que poderia sumir dentro de si mesmo, me mandando ir embora.

- OLHE PARA MIM PORRA!

O loiro se assustou com meu grito e olhou abismado para mim, afinal não era todo dia que um Uchiha gritava.

- PARE DE CHORAR POR CAUSA DAQUELA VACA! – que se foda tudo, eu vou falar mesmo! – ELA NÃO TE MERECE, NEM UM ÚNICO FIO DO SEU CABELO! GOSTARIA DE MATA-LA E JOGA-LA AOS CORVOS SE PUDESSE, ENTÃO PARE DE CHORAR POR CAUSA DAQUELA COISA!

Respirei fundo, jogando os cabelos nervosamente para trás e fechando os olhos com força.

Só podia ser esse Dobe mesmo para me tirar do sério assim...

- Está irritado? – perguntou ele timidamente.

- MUITO!

Seguiram-se incontáveis segundos de silencio, virei-me de costas para ele, fazendo milhares de caretas iradas para a parede, quase arrancava meus cabelos de tanto mexer neles.

EU VOU FICAR LOUCO ASSIM!

- Desculpa.

Braços finos e frágeis envolveram timidamente minha cintura por trás, apertando minha camisa. Senti a respiração leve de Naruto em minhas costas, ele era pequeno, batia em meus ombros, o corpo muito menor e muito mais delicado que o meu.

Ele era tão... Lindo.

- Não queria te deixar irritado. – dizia o loiro com a voz fraca.

É um dobe mesmo...

- Não foi você quem me irritou. – suspirei pesadamente e acariciei o braço que estava em minha cintura, vendo os quase invisíveis fios loiros se erriçarem. – foi aquela garota. Desculpe-me por ter gritado.

- Tudo bem. – ele soltou os braços, afastando-se de mim. – não me sinto muito bem... Vou para casa, ok? – suspirou enquanto coçava a nuca. – se importa de ir pegar minha mochila lá na sala? Minha cara deve estar toda vermelha por causa do choro e...

- Não, você não vai.

Ouvi-o soltar um barulho um tanto curioso. Continuava de costas para o menor, deixando as palavras fluírem de meus lábios.

- Naruto... Eu queria... Digo, eu preciso... É... – MERDA, POR QUE EU TENHO QUE TRAVAR LOGO AGORA???

- Não quer pegar para mim? – eu quase conseguia ver o bico que ele devia estar fazendo. – tudo bem, eu vou sozi-

Não deixei que completasse o que quer que fosse falar. Vire-me e me aproximei, tomando o queixo delicado do loiro em minhas mãos, capturando seus lábios com os meus.

Como sua boca podia ser tão adocicada? Como seu rosto envergonhado podia ser tão lindo? Ah... Esse dobe conseguiu me desequilibrar completamente!

Separei-me do beijo ao senti-lo socar de leve meu peito, implorando por ar. O loiro estava muito vermelho e respirando com dificuldade, as mãos acolhidas sobre meu peito. Eu segurava seus braços com firmeza, temendo que ele escapasse, e admito que um leve rubor se fez em minhas bochechas.

- Por que... Fez isso? – perguntou me olhando com os olhos marejados.

COMO PODE SER TÃO FOFO? EU VOU ESTUPRAR ESSE MENINO!

- Por que... – afundei o rosto na curva de seu pescoço, abraçando a cintura delgada. – por que eu faço o que eu quiser com o que é meu! – sim, estava me comportando como uma criança mimada.

- Mas eu não sou seu Sasuke. – disse o loiro com um tom aborrecido. – solte-me.

- Você é sim. – quanto mais ele tentava se afastar, mais eu o apertava em meus braços.

- Desde quando?

- Desde sempre. A culpa de tudo isso é sua.

- Minha? – mais uma vez ele tentou se soltar, sem obter sucesso. – mas por quê?

- Por que eu... – entalei com as palavras.

Não, eu ia falar! DESSA VEZ EU IA FALAR!!!

Separei minimamente nossos corpos, apenas para puxar seu rosto para cima e colar nossas testas.

- Por que eu... – engoli em seco, encarando aquelas belas e curiosas orbes azuis. – me apaixonei... Por você.

Nem preciso falar que Naruto quase derreteu em meus braços não é? Ficou tão vermelho, tão vermelho que pensei que fosse explodir.

- C-Como...?

- Tsk, dobe. Você tem ideia do quão lindo é? – acariciei um das bochechas coradas com as costas da mão. – tem ideia do quanto me provoca todos os dias sem dizer nada? – toquei seu lábio inferior com o polegar.

- E-Eu...

- Seja meu, Naruto.

Tomei seus lábios novamente, num beijo mais quente, mas necessitado.

Mais prazeroso.

Minhas mãos se moviam automaticamente, apalpando todo aquele corpo delicado e farto nos lugares certos, parei-as em suas nádegas, apertando-as com vontade.

- E-Espera... – ele murmurou soprando o hálito cálido em meu rosto. – S-Sasuke... Nh... Aaah... Aqui não...

- Em outro lugar então? – comecei a acariciar sua coxa por cima da calça.

- Não... Aaah... Não é isso que eu quis dizer...

- Venha comigo.

Não podia arriscar fazer aquilo na enfermaria, com a minha sorte alguém certamente acabaria entrando ali. Levei Naruto pelos corredores, tendo cuidado para não ser pego por nenhum dos monitores de disciplina. Estava havendo uma reforma no quarto andar, deixando-o completamente vazio pela manhã, mas o quinto já estava pronto, era para lá que eu levava Naruto.

Algumas salas já prontas estavam abertas, adentrei uma delas e imediatamente joguei Naruto contra a mesa do professor, sem perder mais tempo, o beijando vorazmente enquanto minhas mãos inquietas desabotoavam agilmente sua camisa, largando-a em qualquer canto.

Fazia muito tempo que eu e Naruto não tomávamos banho juntos, acho que desde os sete anos. O corpo dele havia amadurecido, mas mantinha traços infantis. A cintura fina, a barriga e pele tão lisas quanto há de um bebê, os pequenos e rosadinhos mamilos junto há um pomo de adão praticamente invisível.

O quero todo para mim...

Sem mais delongas, tratei de marca-lo com manchas roxas e avermelhadas, mais ninguém tocaria naquele corpo.

Matarei qualquer um que ousar toca-lo.

Vi seus botões ficarem completamente enrijecidos quando pressionei uma coxa entre suas pernas, arrancando baixos gemidos do menor que se contorcia sobre a mesa. Minhas unhas deixavam leve marcas avermelhadas pela pele delicada, haviam tantas cores diferentes em seu corpo que parecia ter sido caçado por um animal.

Mas animais estariam mais conscientes que eu nesse momento.

Estava calor demais. Enquanto sugava os pequenos mamilos róseos com fome entre meus lábios, desabotoava minha camisa e a largava no chão, varias gotículas de suor escorriam por minhas costas. Agora com as mãos livres acariciei a ereção de Naruto por cima da calça, vendo-o se contorcer ainda mais, os gemidos menos contidos.

- Naruto... – sussurrei adquirindo uma expressão séria.

O menor olhou-me, seus olhos brilhavam de prazer e luxúria, ele estava completamente entregue a mim.

Mas mesmo assim, eu preciso ter certeza.

- O q... Que foi? – disse o menor um tanto embriagado pelo prazer.

- Tem certeza... – engoli em seco, com medo de sua resposta. – tem certeza de que quer ter a sua primeira vez comigo?

O loiro olhou para mim, e havia um brilho diferente ali.

Nunca o vi olhar-me desta maneira.

- Quero. – sussurrou quase mudo. – eu quero que seja com você, Sasuke.

Ergueu uma das pequenas mãozinhas macias que possuía, levando-a até minha bochecha e acariciando-a tão apaixonadamente que me fez corar.

- Cuida do meu coração... Sasu.

Kami-sama...

Deitei-o sobre a mesa, puxando suas últimas peças de roupa para fora do corpo, deixando-o completamente exposto. Seu membro era mediano, róseo, parecia uma fruta.

A mais adocicada possível.

- Toma-me Sasu. – sussurrou mordendo a mão, tamanha era a vergonha.

Inclinei-me sobre ele, deixando meus dedos úmidos dilatarem sua entrada.

- Com prazer. – deixei que meu hálito quente batesse em seu lóbulo. – Naru.

O menor arrepiou-se e apertou meus ombros ao se sentir invadido por meus dígitos. Gemeu baixo, pequenas lagrimas transbordavam por seus olhos, mas logo se fundiam a leve camada de suor que cobria o rosto corado.

Depois de alguns segundos, desatei minha calça e deixei-a deslizar até a metade de minhas coxas, o suficiente para abaixar minha box já úmida e liberar minha excitação.

- Naru... – sussurrei segurando suas coxas e abrindo um pouco mais suas pernas ao tempo que as empurrava dobradas contra seu pequeno corpo. – vou entrar.

O loiro apenas gemeu baixo e agarrou-se a borda da mesa, fechando os olhos com força e esperando a penetração.

Sem mais conseguir me segurar, fui adentrando-o lentamente, sentindo o pequeno engolir-me e quase estrangular meu membro de tão apertada e macia que era aquela pequena cavidade.

Naruto choramingou baixinho, mordendo o lábio inferior com tamanha força que os mesmos estavam esbranquiçados. Os fios loiros colavam em sua testa suada, os olhos semicerrados numa expressão inocente, e ao mesmo tempo luxuriosa.

Naruto, você me enlouquece.

Não esperei mais tempo, logo o estocava com veemência, fome, um desejo insaciável de me desmanchar dentro daquele delicioso corpo.

Meu Naruto.

O orgasmo chegou com um gemido rouco e baixo meu, junto há quase um grito de Naruto que perdeu as forças e as pernas amoleceram ao tempo que seus braços caiam exaustos ao lado do corpo.

Nossos peitos subiam e desciam em alta velocidade, as respirações abafadas e o calor de uma pele sufocando a outra.

Esse garoto é o meu pecado.

- Naruto eu...

- Deixe-me falar primeiro. – o menor colocou um dedo sobre meus lábios. – eu... A-Adorei... – admitiu desviando o olhar. – a verdade é que... E-Eu sempre... G-Gost-tei de você S-Sasu...

Meus olhos se arregalaram.

MAS QUE PORRA...

Abri a boca para contestas, mas o dobe maldito colocou ambas as mãos sobre meus lábios e me olhou suplicante.

- Eu me aproximei da Sakura-chan por sua causa. – havia uma nota de tristeza em sua voz. – eu não sei por que... Mas já sentia que ela gostava de você... E... Ela é uma garota tão bonita e popular e... E-Eu achei que ela fosse te roubar de mim. Então achei que se eu f-ficasse com ela, ela te deixaria em paz, mas... – baixou o olhar. – as coisas não funcionaram como eu planejei.

Uma vez dobe, sempre dobe.

Não deixei-o falar mais nada, afastei suas mãos e o calei com um forte chupão no lábio inferior. O loiro gemeu envergonhado e afundou as unhas curtas em meu abdômen, tentando me afastar.

- Não faz ideia do quanto isso me deixa feliz. – segurei ambas as mãos do pequeno e as levei até meus lábios, beijando-as. – Naru... Eu te amo.

Os olhos do menor se arregalaram e um sorriso enorme no melhor estilo Uzumaki apareceu em seus lábios.

- Verdade? – disse ele.

- Claro que sim. – segurei seu rosto com cuidado. – seu dobe... Eu te amo demais... Tanto que mal consigo respirar se não o mesmo ar que você respira. Naruto... – dei-lhe um tímido selinho, vendo-o corar ainda mais. – nunca se apaixone por outra pessoa, seja só meu, pra sempre.

- Eu já sou seu. – ergueu o olhar, finalmente conectando os olhos aos meus. – pra sempre.

Deixei um raro e sincero sorriso escapar por meus lábios, acompanhado por uma risada rouca e realmente pura.

Eu te amo tanto meu querido dobe.

[...]

Querido Naruto,

Hoje completam exatamente sete anos desde o dia em que você morreu, e dois anos em que eu e o Gaara casamos.

Admito, eu sinto falta do seu cheiro, dos seus lábios, de sua pele, de seu rosto delicado, de seus olhos e cabelos angelicais, de seu sorriso, de sua alegria, de sua honestidade.

De você.

Espero que possa me perdoar, seja lá aonde quer que esteja. Me arrependo muito de nossa briga, ainda mais de ter te deixado beber e ter te deixado pegar aquele carro.

Me perdoe.

Talvez poderíamos estar até casados agora, lembra-se de que queria ter um filho chamado Menma? Eu o Gaara adotamos um garotinho loiro com olhinhos azuis e lhe demos o nome de Menma, ele se parece muito com você. Mesmo que ainda seja pequeno, é bem extrovertido e risonho. Você iria adora-lo.

Eu gostaria que pudéssemos ter passado mais tempo juntos, eu gostaria de ter te amado da maneira que você merecia.

Novamente, espero que me perdoe.

Eu nunca pude te amar o suficiente. Se amasse, não teríamos brigado, e você não teria bebido e...

Perdão.

Só queria dizer que estou seguindo em frente, um passo de cada vez. É difícil, mas não impossível.

Se bem que, esquecer um dobe como você é realmente impossível. Você será sempre o meu primeiro amigo, o meu primeiro garoto.

O meu primeiro amor.

Obrigada por me mostrar o quão incrível pode ser a vida ao lado de alguém que se ama.

Do seu teme,

Sasuke.

.

.

.

.

.

.

Outras fanfic'sYaois de minha autoria (+18):

Meu querido Onii-chan- Kuroko no Basket — KiseKuro

Caído- Kuroko no Basket — AoKaga

Sempre ELE!- Shingeki no Kyojin — JeArmin

Notas finais
Já que chegou até aqui, não custa deixar só um comentário né? XD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!