Do outro lado da linha

156 Atendimento #156: Canil


Notas iniciais
Cathuros são seres muito inocentes...quando você não tá de olho, é claro. Aproveite e ria um pouco deste atendimento. PS: Atendimentos adicionados todos os dias as 14:00(ou no caso 14:05 sei lá..)

Atendimento #156: Canil

Uma das melhores soluções para a solidão é um cachorro, são fieis, companheiros e não ficam reclamando se você não tomar banho. Claro que para criar um animal você precisa ter uma estrutura toda definida, do contrário ele pode acabar morrendo ou ficando rebelde; espaço, comida, abrigo, berço, fraudas, são apenas um dos muitos itens necessários.

Olávo sabia da dificuldade de se criar um cachorro, foi por essa razão que usou toda a sua fortuna, algo estimado em torno de cinco ou seis sacas de feijão, para construir um imenso canil em seu terreno. O problema é que ele gostava de vigiar os animais.

— Por isso comprei o sistema de alto falantes, câmeras e microfones.

— Saquei… tu colocou uma porrada de cathurros juntos e agora têm tipo um BBB animal, é isso?

— Perdão? — O cliente entendera, só não queria acreditar que estava ouvindo isso.

— Não, assim...cada um com teus fetiches, eu mesmo tô começando a apreciar um pouco de groselha lambuzando o meu...

— Tá, tá entendi. — Interferiu o cliente. — Posso falar o que eu quero de uma vez?

— Mandaê.

— Eu quero entender por que eu tenho de ficar comprando microfones e câmeras direto. — O cliente não parecia realmente preocupado, na realidade ele tinha mais um ar de curiosidade do que de indignação. Eu também ficaria assim tendo o dinheiro dele. — Já foram mais de três duzias de equipamentos só nessa ultima semana, pode me dizer o que acontece?

Igor tinha acesso a todo o registro do cliente, inclusive a suas chamadas anteriores. Nessa brincadeira ele notou que o cliente já havia sido o responsável por algumas dores de cabeças e também conseguiu descobrir o que estava causando o problema.

— “Registrado no lugar correto”— Leu um registro seu de muito tempo atrás.

— E o que isso quer dizer? — Ezequiel surgiu por cima da divisória como se fosse um suricate que anda acompanhado de um porco.

— Significa que esse malandro aqui tá na minha lista negra...— estralou o pescoço preparando-se para chicotear o cliente com arame farpado. Tirou do mute.— Chefia.

Ezequiel não entendeu muito bem o que seu ex encarregado queria dizer, mas ao ver seu sorriso assassino ele vagarosamente abaixou-se, sentou-se e foi e deslizou a cadeira em direção a esposa temendo alguma reação de Igor.

— Alo? Pois não?

— Eu tô dando um chek aqui e...eu to vendo que tu já ligou pra cá.

O cliente começou a ficar nervoso, a voz do atendente dava a entender que este descobrira alguma muito séria a seu respeito.

— Poisé...— Lamentou Igor meneando a cabeça em negativa.— Eu to vendo o que tu falou aqui para os atendentes anteriores...foi tenso ein…Sabe eu poderia acabar com você agora...

— Mas-mas-mas isso foi em outro atendimento, não têm de ter nada haver com agora, não é?

— É...tu tá certinho sim. — Igor controlou-se para não começar a xingar até a bisneta do cliente. — Mas espera pra ver que tua hora tá chegando… — Pensou ele.

— Então espero que tenha reparado que eu tenho muitos produtos de vocês, inclusive.

— Uma assinatura premium do canal de pornografia Egípicia— O atendente leu o item dentre os produtos comprados pelo cliente. — É senhor eu já passei por essa fase de gostar de garotas nuas na pirâmide. Mas eu vi aqui e to achando que o problema é falta de privacidade.

— Como assim falta de privacidade?

— Senta aqui com o pai,— Deslizou a cadeira para o meio do corredor. — Bora imaginar que tu é um cara que curte umas paradas sinistras com a tua mulher. — Ele falava isso encarando nosso casal favorito.— Ai tu vai lá faz e acontece pá e tem uma câmera no teu quarto, tu ia curtir uma parada dessas?

— Mas é óbvio que não, eu não iria querer que alguém espionasse minha intimidade.

— Então… eu to vendo aqui que os produtos chegaram na autorizada danificados com mordidas e cheiro forte e urina.

— Urina? — indagou o cliente surpreso.

— É...urina sabe? Xixi, mijo, banho dourado, essas coisas.— O atedendente queria deixar claro seu ponto mesmo que soasse nojento ou pervertido.

— Foram os cachorros que fizeram isso? Como assim? Por que?

Igor respirou pesado.

— Tu ainda pergunta seu animal! Tu colocou câmera em tudo o que é canto do canil, inclusive nas casinhas dos bichos. Os cathurros querem trepar em paz, por isso que eles quebram as câmeras e mordem os microfones, se fosse pra ser vigiado cruzando eles colocariam na internet, seu burro!

Notas finais
Dou meu apoio completo aos cathuros! Po man tu quer mesmo ficar vigiando a relação dos outros, dá licença né?? Vou sempre repetir isso: SOU MOVIDO A COMENTÁRIOS SIM! GOSTO DE SABER SE ESTÃO GOSTANDO OU NÃO U.U Se você riu com esse amontoado de palavras eu fico feliz, esse era meu objetivo bjs e até amanhã :D