Do You Trust Me ?
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Cap 1 : Am i crazy ?
“Algumas pessoas me chamam de louca,outras me chamam de doente. Eu não descordo delas,eu sei que tenho problemas. Não,não são “problemas” tipo estresse essas coisas, é um problema de verdade.
Com apenas 5 anos eu fui diagnostica com bipolaridade,minha mãe sempre soube que eu era diferente das outras meninas da minha idade.Eu nunca gostei de fazer amigos,sempre ficava sozinha e meu humor mudava constantemente.
Algumas pessoas brincam falando que são bipolares,sinceramente,isso me magoa.Pois não sabem como isso mudou e atrapalhou a minha vida, como todo dia meus pais sofrem por essa doença.
Recentemente,eu fui diagnosticada com uma doença desconhecida. Nenhum médico consegue descobrir o que eu tenho e olha que eu já fiz vários exames e todos terminaram com decepção e o médico falando que não sabia o que eu tinha. A única coisa que eu sei,é que eu tenho alucinações, para mim são reais,mas ninguém nunca vê o que eu vejo então eu só aceito que são apenas alucinações.
Eu tive que parar a escola pois eu já tive que 3 crises na sala de aula, e algumas pessoas gritavam “louca” quando eu passava, isso machucava muito.
Durante 17 anos meus pais cuidaram de mim e sempre me ajudaram da forma que podiam,eles tem medo da doença ser seria demais,sei la,levar a morte.Eu não quero morrer,ninguém quer. Mas eu sei que se for muito longe eu não vou me importar.
Hoje,eu vou para a Suécia o único pais ontem tem medico e tecnologia suficiente para diagnosticar o que eu tenho. O que dói mais é saber que esse dinheiro era da lua de mel dos meus pais ou bodas sei la. A única coisa que eu sei é que eles juntaram esse dinheiro por vários anos e agora tem que gastar com o meu tratamento.São casados a 20 anos e nunca comemoraram .
Eu sou louca,mas eu amo. Na verdade eu não sei o que é amor.Eu nunca namorei,eu nunca me apaixonei, na verdade eu nunca beijei ninguém.Quem vai se apaixonar por uma louca como eu ? Só outro louco.
– Roxy,voce vai se atrasar para o voo. – gritou a minha mãe.Eu rapidamente parei de escrever no meu caderno.
Sim,eu uso o caderno desde que eu aprendi a escrever,eu não tinha amigos então sempre foi só ele. Foi o único que aguentou a minha bipolaridade.
No carro o caminho estava muito engarrafado, eu não entendi o porque mas eu queria ficar o máximo de tempo que eu podia no rio.
– Animada ? – perguntou a minha mãe
– Claro,estou ansiosa para descobrir que tipo de louca eu sou – eu disse mas depois percebi que fui grossa – desculpa.
O resto do caminho foi silencio,só com a musica do radio. Acho que a banda estava no Brasil por isso toda hora tocava a musica deles, ate que era legal. Eu gosto de música, me acalma, mas as vezes as batidas da música se misturam com as batidas do meu coração e me deixam nervosa.
O aeroporto estava lotado, aquela multidão de pessoas me deixam sem ar,cada uma empurrando a outra aquilo deixava o meu coração acelerado, a vontade era de gritar e sair empurrando todo mundo. Mas antes o meu pai pegou a minha mão e me acalmou. Antes de entrar no avião resolvi me despedir dos meus pais ali no meio da multidão mesmo.
– Desculpa .. – eu disse
– Não,não se desculpe. Fazemos isso por que te amamos – disse a minha mãe
– Nós vamos encontrar a cura,eu prometo.
Eles estavam indo embora,quando a multidão piorou. O empurra empurra ficou muito pior,todo mundo começou a correr. Só podia ter alguém famoso,mas para isso precisaria ser o Barack Obama por que ..
Eu precisava sair dali,eu não iria aguentar.O meu corpo pinicava,eu me arranhava causando sérios ferimentos. Eu tentei correr mas uma menina do dobro da minha altura me empurrou e eu cai aos pés de uns 5 meninos.
Eu olhei ao redor e todos me olhavam com cara de maluca, eu estava acostumada com isso mas não com 500 pessoas ao mesmo tempo. Um silencio tomou conta daquela parte, eu podia ouvir o meu coração batendo , o aeroporto parou para olhar a “louca no chão “. Eu podia ver os olhos de alguns dos meninos em meus braços, com o corpo tremendo eu levantei com um pouco de dignidade que ainda me restava e sai correndo.
Eu via cara de pessoas rindo para todo lado que eu olhava,eu não sabia que se era alucinações mas tudo era tão real. Só parei de correr quando eu sentei em minha poltrona e imediatamente tomei o meu remédio, eu havia trazido pouco já que assim que chegasse na Suécia iria comprar mais .
Com o efeito do remédio, eu estava mais calma a minha respiração estava tranquila. Quando me dei conta e olhei meu braço e estavam cheios de arranhões e sagrando, eu não me lembrava de ter feito isso.Como eu tinha feito isso ? Quando ?
Eu me olhei no reflexo da janela do avião e meu olho estava vermelho, meu cabelo estava extramente bagunçado,eu estava parecendo uma verdadeira maluca. Eu me levantei e fui no banheiro lavar o meu braço antes que alguém percebesse.
Assim que eu abri a porta para volta para a poltrona, eu dei de cara com uns dos meninos que nem em meu olho olhou,só ficou encarando meu braço. O meu sistema nervoso já se manifestou porém eu passei direto.
Ao voltar para a minha cadeira, do meu lado direito tinha uma senhora de aproximadamente 80 anos,muito simpática. E na minha frente tinha um casal com uma filha,pareciam estar comemorando alguma coisa.
Só de olhar para eles via como era o amor dos dois, a forma que eles se olhavam de como sorriam um para o outro. Tudo o que eu queria era um amor assim, a filha deles era o fruto do amor.
Eu cheguei a conversar um pouco com eles,a menininha se chamava Lux, em homenagem a um anjo e o nome do casal era Lou Tesdale e nome do Homem eu esqueci,ou não prestei atenção rs.
Estava no meio da viagem e de madrugada quando todos acordaram com a turbulência do avião.A Lux começou a chorar muito e todos estavam desesperados. Rapidamente mascaras de oxigênio caíram,mas eu não queria botar por que eu me sinto presa,e eu achava que era coisa de avião, quero dizer,turbulência sempre foi uma coisa normal.
– Bota a mascara – eu ouvi alguém gritando e rapidamente coloquei.
Um barulho de explosão e o motor esquerdo começa a pegar fogo,eu sabia que agora não era uma coisa normal. Eu tentei pegar o remédio para me acalmar mas ele caiu de minhas mãos e foi rolando para debaixo das poltronas.
O avião estava caindo em alta velocidade era a hora, entre gritos e chorar uma luz surgiu tudo ficou em silencio. Ou foi mais uma alucinação ?
Fale com o autor