Do You Remember Me?

31 Stop hurting me, that's enough


Notas iniciais
Obrigada pelos reviews!
Ta aí!
Se divirtam!
REVIEWS!

Eu simplesmente não tive escolha. Meu coração começou a acelerar e automaticamente marchei até Selena. Ela, ao perceber o meu ato, colocou a mão direita na boca mostrando suas unhas perfeitas, provavelmente feitas no salão de beleza mais caro da cidade, deixando cair sua bolsinha da Chanel.


– Olhe só, Hale! — Selena disse ao ver sua câmera em pedacinhos no chão da sala de aula. — Olhe só! Está vendo?!

Não fofa, isso é ilusão de ótica, eu pensei. Mas para ser honesta, minha cabeça estava a mil para ironizar as coisas naquele momento.

– Puxa vida! Então parece que não é apenas Justin que terá problemas com a mocinha, certo? — ela alterou a voz e sua pele ficou vermelha. — Acho que a diretora também amará ter um belo papo com você. Eu soube que suas notas e seu histórico no seu ex-colégio eram ótimos, não é mesmo querida? — ela disse irônica.

Eu sei que eu não deveria ter feito o que fiz, mas eu já estava cansada desse papo de todos me odiarem sem nenhum motivo. Eu já estava cansada de ter que colocar os pés naquela escola e ser julgada por ser "Jessie Hale". Será que uma garota normal não poderia viver sua vida normal, naquele colégio? Então, para concluir a minha burrada, falei:

– Selena, para... — pedi com os olhos cheios de lágrimas. — Por que você está fazendo isso? Por que você está fazendo isso comigo? — eu disse e não obti resposta. — Nós não éramos amigas?

– Fofa, aquela relação que tínhamos era de "colegas". Simples colegas. E sabe por que? Porque você entrou na vida do meu homem e transformou nessa palhaçada toda. Agora eu quero ver a sua vida se tornar em um circo. E ele vai pegar fogo. — ela disse e suas amigas gargalharam de mim atrás de Selena.

– Puxa, mais do que ela já é? — eu praticamente estava de joelhos pedindo perdão. — Mas o que foi que eu te fiz? Se Justin me escolheu, a culpa não é minha, certamente!

– A culpa é sua de não ter ficado em NY, não acha, fofa?! — ela disse rindo pelo nariz, sarcástica. — Você veio aqui com a sua família- — ela mesma se interrompeu. — Oh! Quero dizer, só você e o seu pai.

A partir daí, eu não deixei aquela vadia continuar. Se ela achava que podia transformar minha vida em um circo, que transformasse, mas que deixasse minha família e minha mãe de lado. Eu daria um tapa no meio daquela linda face redonda de Selena, mas eu fui civilizada. Mais ou menos.

– Olha só Selena, chega. — eu disse me alterando de "mocinha" para a "vilã". — Transforme minha vida no que você quiser. Mas não meta a minha mãe no meio da sua briguinha idiota comigo. — eu coloquei o dedo no meio dos seus olhos, porém, algumas lágrimas queriam descer. Não de tristeza dessa vez, mas de raiva. — Eu acho que de vacas, esse colégio já está cheio, você não acha querida?

– Uau Hale, grande reviravolta. — ela disse aplaudindo fraco com alguns dedos das mãos e chegou mais perto de mim. — Mas você já sabe quem vai ganhar esse jogo, não sabe? — disse, pegou sua bolsinha caída no chão, deu meia-volta e saiu andando e rebolando com a trupe.

Fechei meus punhos de raiva e gritei. Gritei, dentro da minha cabeça. Dei meia-volta para voltar ao meu lugar, mas alguém me impedia.

– O que você está fazendo aqui, Chaz? — gritei. — Anda! Saia!

– A gente podia fazer isso mais vezes. — ele disse e saiu pela porta.

{...}

Chega, chega, chega! Que inferno!, era só o que eu conseguia pensar. Eu não conseguia imaginar que Chaz era daquele jeito. Aquele Chaz fofo que eu tinha conhecido. Sinceramente? Doía de saber que na verdade, tudo fora uma farsa. Chaz nunca tinha sido daquele jeito que eu tinha pensado. E quando eu lia aqueles versos de poemas que diziam "As aparências enganam", eu nunca poderia acreditar que uma coisa absurda poderia acontecer comigo. Logo comigo!

Eu tentava colocar na minha cabeça que nada era perfeito. Mas bem que poderia ser. Sofrer já estava virando rotina. Chorar já estava virando rotina.

Maturidade, crescer, responsabilidades, crescer, crescer, responsabilidades, chorar, sofrer... Minha cabeça já estava cheia! E tinha horas que eu gostaria de sumir no mapa. E ás vezes fico até pensando em como seria se algo desse finalmente certo na minha vida. Por que que tem que ser assim?

Aquele dia na Stratford University foi como uma prova de resistência na qual eu tinha que conter minhas lágrimas que tendiam a descer a cada olhar que eu recebia, a cada situação que a minha cabeça criava, a cada palavra que eu recebia. Minha cabeça só sabia me relembrar de como seria doloroso pra Justin se ele soubesse dessa história. E como eu iria contá-la para o mesmo. Um enorme vazio estava se formando dentro de mim, eu não posso negar. Mas ao invés de querer ficar sozinha como nas outras vezes que eu quis, daquela vez eu só queria um abraço verdadeiro, apertado e amigo. E aquele abraço seria de Justin.

Será que ele me perdoaria? Quero dizer, não que eu fosse a culpada. Mas a cada olhar que Chaz me lançava, eu me sentia, de certa forma, ameaçada.

"Ponha um sorriso no rosto, erga a cabeça e siga em frente.", eu ficava pensando em como dizer essa frase era fácil. Muito fácil. Eu só queria ver alguém conseguir fazer isso em alguma situação difícil. Parecia que tudo o que eu tentava consertar, acabava piorando ainda mais.

Eu via as pessoas rindo, conversando com os amigos na sala de aula. Tudo o que eu queria era ser daquele jeito. Só isso. Apesar de tudo, meu único e grande medo era perdê-lo.

{...}

Na hora da saída, eu decidi ir pra casa a pé. Não porque eu estava com medo de contar a Justin o que estava acontecendo, mas porque eu precisava de algum lugar pra ficar sozinha, já que eu não tinha ninguém que me acolhesse. Então, eu comecei a andar sem rumo pelas ruas vizinhas da escola. De repente ouvi uma voz:

– Ei! Jess! — uma voz feminina correu ao meu lado. — Justin estava te esperando na escola! Ele parecia preocupado. — Cait disse.

– Ah, oi Cait. — eu disse sem ânimo andando e olhando para o chão. — Depois eu resolvo isso. — eu disse e me toquei. — Como você sabe que eu estou com Justin? — perguntei olhando em seus olhos.

– Ah, — ela disse meio envergonhada. — todos da escola já sabem. Se você não gostou... Hm... Me desculpa, não queria te of-

– Não, deixa pra lá. Tá tudo bem. — eu a interrompi fazendo o meu melhor falso sorriso do mundo.

Ficamos alguns minutos em silêncio apenas caminhando, e eu chutando as pedrinhas no caminho, com as mãos nos bolsos.

– Tá tudo bem, Jess? — Cait perguntou parando no meio da rua com a mão no meu ombro.

– Tá sim. — eu ri fraco. — Não se preocupa.

– Foi a Selena de novo? — ela me ignorou.

– Talvez. — me entreguei.

– Aquela vadia... — ela murmurou para si mesma com raiva. — Quer ir pra minha casa? — ela disse e percebeu que eu não estava com ânimo. — Quero dizer, se você quiser!

– Ah sabe, tudo o que eu precisava era um tempo sozinha. — menti. — Mas, de qualquer forma, obrigada.

Ficamos mais alguns minutos em silêncio.

– Desculpe ser tão direta assim, mas posso sentir que você não tá bem. Eu só queria te alertar que, mesmo eu sendo apenas uma colega provavelmente, eu vou estar aqui, tá bom? — ela disse e parou no meio da calçada de novo.

Ela abriu os braços e me acolhi dentro deles. Era tão bom sentir que eu tinha alguém do meu lado.

Notas finais
E aí? Sei que o Justin não apareceu direito no capítulo - não me odeiem - mas foi pra dar uma ênfase, sabe? Enfim, espero que tenham gostado!
Cait é uma linda ♥
Hahaha
REVIEWS!