Do You Remember Me?
3 Mom
Notas iniciais
NÃO SE ESQUEÇAM DO SEU REVIEW!
Quando estávamos andando em direção a porta, fiquei pra trás. Não queria que ninguém viesse falar comigo. O problema é que eu pensava muito sobre o passado, e aquilo acabava resultando em lágrimas, ou em dias tristes. Por isso eu odiava ficar sozinha. Bom, mas o meu plano de "não-converse-comigo-estou-triste" falhou.
– Jess? — Justin se soltou da garota, que nem me disse seu nome. — Tá tudo bem? — ele veio mais pra perto quando a garota já tinha saído pela porta.
Cruzei meus braços e olhei pro chão.
– Hm, tá... — eu disse suavemente e passei por ele, mas Justin segurou meu braço.
– Eu sei que não está. O que aconteceu? — eu arregalei meus olhos. Ele me tratava como me conhecesse a anos. Isso era bom, não era?
– Eu tô bem Justin. Você ficou maluco? — eu disse disfarçando colocando um sorriso estúpido no rosto e rindo forçadamente.
Ele me olhou e juntou as sombrancelhas com um olhar de preocupação, e então eu me virei. E segui minha caminhada. E senti uma lágrima escorrendo, mas rapidamente a limpei. Não queria mais intrigas, muito menos alguém perguntando se eu estava bem e eu respondendo que sim quando óbviamente não estava!
Justin foi seguindo atrás de mim, depois de fechar a porta e passou o braço pelos meus ombros.
– E aí, como está a vida? — ele disse rindo puxando papo.
– Normal. — eu disse rindo fraco. — E você? — falei enquanto caminhávamos.
– Normal? — ele ignorou minha outra pergunta. — Me diz... Eu sou seu amigo. — ele disse e eu o olhei com uma feição confusa. — Você não tá bem. — ele sussurrou no meu ouvido que fez meu corpo se arrepiar todo.
O ignorei e saí do aconchego de seus braços envolvendo meus ombros. Ele já tinha percebido que eu não queria tocar nesse assunto. Por que insistia?
Eu apressei o passo, mas o garoto continuou na minha cola.
– Tudo bem se você não quiser conversar, mas... Só quero que você saiba que você tem um amigo. — ele disse sorrindo.
– Eu já disse que eu estou ótima. — eu parei de andar e encarei-o, voltando a andar.
Ele deu um sorrisinho debochado.
Chegamos no restaurante. Era um restaurante grande e parcialmente cheio de pessoas. Os garçons e garçonetes eram bastante atenciosos, e a comida era ótima. Justin ficou grudado com a namorada dele mal-educada, enquanto me acompanhava com os olhos. De vez em quando eu o fuzilava, e só então ele parava.
A namorada dele e ele juntos chegavam a me irritar. Eles não podiam ficar meio segundo sem falar um "eu te amo". E inventavam apelidos idiotas um pro outro como se fossem débil mentais. De "bebêzinho" á "pudinzinho". Aquilo estava me dando nos nervos. Só faltava o casalzinho começar a falar com jeito de bebê.
Ás vezes a garota me fuzilava com um olhar do tipo "ele é meu" e eu fingia nem ter visto. Senti Chaz perceber isso com uma cotuvelada que ele me deu no braço no momento exato que a garota fazia o ato. Ri fraco.
Os Bieber fizeram questão de pagar tudo, então, meu pai se entregou depois de uma "discussão".
Nos despedimos de todos, mas não dei atenção a garota que me olhava com nojo como se eu fosse algum inseto repugnante perto da "donzela". Abracei Chaz, Ryan e mandei um "tchauzinho" para Justin.
Já bastava nas minhas encrencas que eu mesma fiz pra mim.
Chegando em casa, larguei minha bolsa na minha cama, e fui em direção ao banheiro tomar uma ducha. Vesti meu pijama, afinal, já era tarde, e resolvi conversar com o meu pai que estava ajeitando as coisas dele no quarto, ainda acordado.
– Pai, posso conversar com você, um minutinho? — eu perguntei batendo na porta.
– Claro, filha, entra. — ele disse parando suas coisas e sentando na beirada da cama pra falar comigo.
– O que você lembra da mamãe? — eu perguntei olhando no fundo de seus olhos.
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