Do You Remember Me?

37 "I'm sorry" and a new happy dad


Notas iniciais
Oi meninas, tudo bom? Desculpem pela demora... Não tive ideia o suficiente, mas bom... Está aí. Não gostei muito do capítulo sinceramente. Achei que teve mais falas do que pensamentos e etc....
Enfim, nos encontramos lá embaixo com as mesmas perguntas clichês hahahha.
Beijos!
Divirtam-se!
Boa leituraaaaaaa!
PS: ESSE CAPÍTULO VAI PRA LINDA DA VickyJBiebs QUE ME DEIXOU UMA RECOMENDAÇÃO! NÃO CONSEGUI DEIXAR UM CAPÍTULO PRA ELA ANTES, ENTÃO... ESTÁ AÍ! ♥

- Bom, acho melhor vocês sentarem... — Pattie seguiu a sua fala empurrando de leve as minhas costas.

Sentamos no sofá e Justin sentou ao meu lado. Tentei fingir que estava tudo bem, mas na verdade, parecia que tudo estava desmoronando. E dentro da minha cabeça, eu pedia socorro. Jack e Pattie sentaram na poltrona em frente ao sofá onde estávamos.

- Nem sei por onde começar... Nem sei se devo chegar direto ao ponto. Quero dizer, nunca fiz isso antes e... — ela disse e olhou para o chão. Parecia nervosa, mas não parecia triste. Olhei para Justin e ele olhou no para mim no mesmo instante e eu sabia o que ele queria dizer com aquele simples olhar.

- Pode dizer, mãe. — Justin disse se virando para Pattie com seu melhor sorriso, como eu fazia.

- Ok. — Pattie respirou fundo e meu pai permanecia calado. — Bom, eu e Jack... — ela continuou sem jeito. — Nós nos separamos.

- O quê? — eu e Justin gritamos juntos em sintonia.

{...}

- Eu só não acredito que fiquei me remoendo toda por causa de uma coisa que, não me leve a mal mas, eu sempre desejei! — eu disse em um tom meio alto no meu quarto.

- Eu te disse pra ser um pouco mais positiva e não precisa se desculpar porque, afinal, eu também sempre desejei. — Justin disse fixando seus olhos no seu iPhone.

Bufei de raiva e continuei:

- É, mas não esquece: a Pattie agora tá namorando um outro cara, segundo o que ela disse. — eu disse sentando na minha cama em um pulo. — Como uma viagem dessa pode trazer tanta coisa?

- Pergunte à eles. — Justin disse rude ainda com o seu olhar fixado no iPhone.

- Será que eu posso pegar o seu celular? — perguntei.

- Pra quê, exatamente? — ele disse ainda mais rude.

- Pra amarrar na minha testa. — eu disse e ele fez uma careta, finalmente olhando pra mim. — Talvez assim eu vou me sentir melhor fingindo que você está olhando pra mim.

Justin revirou os olhos e bufei novamente.

- O que eu te fiz? — perguntei e mantive a minha expressão de antes.

- Nada.

- Então por que está tão frio comigo? Além de estar grudado nessa merda. — apontei para o seu celular e ele bufou.

- Eu não quero ter um padrasto. — Justin disse como se fosse uma criança de 5 anos negando comer à brócolis.

Gargalhei baixinho e ele me encarou feio, então logo parei.

- Justin, você não pode mandar na vida da sua mãe. Ela é uma mulher adulta e sabe o que está fazendo. — tentei ajudar.

- Ah, do mesmo jeito que você queria separar Jack e minha mãe? — retrucou.

- Você sabe muito bem que eu tenho meus motivos. — o repreendi em um tom mais alto. Poderíamos falar o que quiséssemos a vontade, afinal, meu pai tinha ido a casa de Pattie para ajudar a arrumar a mala e, bem... A casa. Deveria estar uma poeira só naquele lugar, já havia algumas semanas que não entrávamos lá.

- E que motivos Jessie? — ele gritou comigo levantando da cama. — Me diz! — gritou novamente e senti meu rosto arder e meus olhos completamente marejados.

Deixei uma lágrima escapar.

- Você nunca vai entender, não é, Justin? — eu disse e sentei na cama olhando para a minha coxa. Meu cabelo cobria a minha face. — Não adianta dizer. Nunca ninguém vai entender.

Ele percebeu a merda que tinha feito e depois do arrependimento, veio sentar do meu lado me abraçando. Eu suspirei e as lágrimas não cessavam. Quero dizer, eu não tinha controle sobre elas. Pensar na morte da minha mãe era a última coisa que eu queria. Acho que a penúltima coisa, talvez. Acho que ser relembrada é pior.

- Me desculpa. Eu... Eu perdi a cabeça. — Justin disse colocando seu braço em volta da minha cintura, me trazendo mais pra perto. A minha única reação foi de cobrir meu rosto e quase me afogar em lágrimas.

- Você nunca vai entender. E sabe o porquê? — eu me levantei, tirando seus braços em volta de mim. — Porque você nunca perdeu ninguém na sua vida, sempre teve amigos e sempre foi paparicado a vida inteira. E além do mais, nunca teve o seu pai querendo substituir a sua mãe morta por outra pessoa!

- Por favor, Jessie, eu me desculpei, eu não queria tocar nesse assu-

- As pessoas sempre se desculpam, Justin. — eu interrompi Justin. — Mas depois, quando você acha que tá tudo bem, elas vão lá e fazem de novo. E de novo. Até você perder o controle! — eu gritava e chorava sem parar.

- Jessie eu-

- E olha só pra mim! — eu o ignorei. — Você acha que é fácil não ter uma mãe desde os 4 anos de idade? Ah, não! Não sabe! — gritei mais alto ainda. — Você sabe qual é a sensação de não saber nem quem assassinou a sua própria mãe? — e a partir daí, quando finalizei essa fala, eu simplesmente desabei. De repente, meus ombros caíram e minhas lágrimas escorreram rapidamente uma atrás da outra. E quando meu corpo estava prestes a cair de tensão e dor, Justin se levantou e me abraçou. Um abraço forte, gostoso e com aquele perfume que só ele tem. Era um abraço que eu sei que eu poderia confiar, um abraço preocupado.

- Me desculpa, Jessie. — ele disse e me selou por alguns segundos.

{...}

Eu estava sozinha em casa. Meu pai tinha ido ao supermercado comprar suprimentos depois de acabarmos com tudo, apesar de que íamos mais em restaurantes do que comíamos em casa. Justin tinha ido para a casa dele e Pattie para a sua. Tivemos que explicar o porquê de ele estar dormindo na minha casa e Justin disse rapidamente que era porque eu "estava me sentindo muito sozinha". Tive vontade de rir, mas me contive. Além de termos que explicar o porquê de os meus olhos estarem vermelhos e meu nariz também. Apenas menti dizendo que achava que estava alérgica a algo. Recebi propostas para ir ao médico, mas eu disse que não precisava e que me recuperaria logo.

Justin tinha quase acabado com o meu dia por causa daquela separação amigável — até demais — dos nossos pais. Entretanto, lá no fundo havia uma luz pequenininha de alegria acesa dentro de mim por não sermos "irmãos". Mas depois do abraço que ele me dera, simplesmente os problemas se apagaram — ou quase todos — da minha cabeça e por um segundo me senti nas nuvens, como ele sempre faz quando me beija ou me abraça. É incrível a capacidade de Justin deixar qualquer garota abobada. Principalmente eu.

Meus devaneios, de repente, fizeram um PUF! e sumiram da minha cabeça quando um toque de celular invadiu o meu quarto. Atendi o telefone vendo na tela "Biebs ♥".

- Oi! — eu disse meio alegre no celular.

- Oi... — ele fez calmo.

- Aconteceu alguma coisa? — pigarreei.

- Não.

- Então por que ligou? — soltei uma risadinha apreensiva.

- Sei lá. — ele riu. Aquela risada gostosa. — Queria ouvir sua voz.

- Que tal um "eu te amo"? — perguntei. — Você dorme mais tranquilo te assegurando que eu te amo?

- Acho que sim. Vamos tentar. — ele disse rindo e eu o acompanhei.

- Eu te amo, meu amor. — eu disse em um sopro de voz.

- Melhorou. — ele disse e eu ri leve. — Eu também te amo, amor.

- Boa noite.

- Boa noite, Jess.

E desligamos. Depois de alguns segundos recebi uma mensagem de Justin ainda:

jb

Soltei uma leve risada com aquilo e de repente ouvi a porta se abrir. Meu pai me encarava alegre.

- Oi filha, voltei do supermercado. — ele disse com algumas sacolas nas mãos e eu sorri, escondendo o celular.

- Oi pai! — respondi e ficamos em silêncio por alguns, apenas com o barulho das sacolas se movendo interrompendo. — Quer ajuda?

- Não, não precisa. — meu pai disse e sorriu mostrando todos os seus dentes brancos perfeitos.

- Ah, claro que precisa. Me dá isso aqui. — eu disse e nós sorrimos juntos.

Depois da arrumação entre pai e filha — achei que seria bom socializar depois da briga que tivemos antes da viagem. E pra falar a verdade?, eu estava morrendo de saudades por mais que meu cérebro dissesse "não". — meu pai disse que teríamos que conversar sobre algo muito importante. Segui para o sofá e esperei ele fazer o mesmo para conversarmos.

- Então... Hm... Nem sei como te dizer isso. — meu pai dizia ás vezes rindo de si mesmo e eu continuava lá. — Você e Justin estão namorando? — ele perguntou e minhas bochechas, tenho certeza, estavam a ponto de explodir.

- Hm... É... — fiz me enrolando nas palavras. — Por que você acha isso, pai?

- Não sei. Talvez pelo fato de antes de viajarmos, ele estar sempre aqui, te fazendo carícias e bom... Ele ter dormido aqui? — ele completou sorrindo de lado e eu corei. Corei. Corei. Demais. — Não precisa ter vergonha, filha. — ele riu. — Me conta.

- Ok, ok. — me entreguei. — Estamos namorando já faz algum tempo.

- E estava pensando em me contar quando? — ele disse parecendo aquelas tias chatas que vivem perguntando se estou namorando. Tive que rir.

- Eu não achei que era uma boa ideia depois que você e Pattie começaram a namorar. — eu disse e fiz uma careta, morrendo de vergonha. — Quero dizer, aquilo era errado.

- E por que não nos contou?

- Tivemos medo, só isso. — eu disse e dei uma risadinha nervosa. Ficamos em alguns segundos em silêncio. Odiava isso. Ainda mais quando eu estava super-hiper-mega-ultra-power-envergonhada.

- Vocês já transaram? — meu pai quebrou o silêncio. Mas de repente, fiquei com saudade daquele momento calados.

Eu simplesmente escondi o rosto com a primeira almofada que vi no sofá ao meu lado.

- Meu Deus pai! — o repreendi. — Olha a pergunta...

- Só tô perguntando. — ele disse e riu. — Então?

- Não, pai! — joguei o travesseiro nele e escondi o meu rosto.

- Para de drama Jess. — meu pai disse e eu tirei as mãos do rosto. Ele me encarou meio apavorado.

- O que foi? — perguntei com receio e com muita vergonha. Quero dizer, olha as perguntas que o pai faz a garota!

- Você está... Digamos... Muito vermelha! — ele disse e eu comecei a rir. — Ah... — ele suspirou. — Minha menininha está crescendo. Aquela garotinha que cabia nos meus braços está crescendo. E a cada dia que passa tenho mais orgulho dela! — ele disse e me abraçou de lado bagunçando o meu cabelo.

Senti falta, de algum modo, daquilo. Quero dizer, depois da nossa briga, ficamos algum tempo nos ignorando e... Foi chato aquilo. Acho que, no final das contas, eu não podia me deixar lembrar da minha mãe. Na verdade, tudo ao meu redor parecia desmoronar. Mas era eu quem estava destruindo tudo. Eu era a causadora e não tinha percebido. A partir daí fiquei com peso na consciência de ter deixado Justin com peso na consciência quando tivemos aquela pequena discussão. Eu precisava ligar para ele.

E, bom... Falando em minha mãe, meu pai me cortou os pensamentos:

- Hm, decidi que você já é bem grandinha e daqui alguns dias, perto das férias de preferência, quero falar com você. Sobre a sua mãe. — Jack disse e eu gelei instantaneamente.

Notas finais
Um Jack fofinho *-* awwwwwwwwwn! O que acharam da separação? Todo mundo achou que a Pattie ia estar grávida ou eles iriam se casar mesmo, hahaha.
Enfim, o que acharam do capítulo? Críticas? Hm... Comentem tudooooo :)
E quem quiser mandar uma recomendação também é aceitável ok coisas fofas do meu heart ♥ hahahaha
Beijos!
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