Do You Remember Me?

39 I found you


Notas iniciais
Oi gente, tudo bem?
Depois de um review magnífico da gata da belieber (sim, é o user dela, e pfv me diga seu nome nos reviews ok) irei responder todos os reviews do capítulo anterior e vou tentar responder desse, ok? Só não vou responder os "Continua?" quero dizer, não tem o que responder KKKKKKKKKKKKK. Mas obrigada por todos os reviews.
Enfim, sejam bem vindas ás leitoras novas e apreciem, minhas leitoras velhas!
Haha
Espero que gostem! Divirtam-se!

Fechei a porta do armário com violência, o que fez todos me olharem assustados e depois comentando sobre o fato. Era incrível. Se você respirasse, as pessoas iam comentar. Tive vontade de mandar aquele dedo bonitinho sabe? O do meio? Mas como era uma garota comportada — ou quase isso — me portei do jeito que deveria. Peguei minhas tralhas e fui direto pra classe. Não tinha muita gente. Quero dizer, havia duas garotas cujo não sabia o nome até as duas virem até mim e perguntar:

- Então aquele vídeo é sério? — uma delas disse e a de trás riu sem permissão.

Eu simplesmente a ignorei.

- Cala a boca Amber. — a que tinha falado comigo antes, disse. — Me desculpe, não quis ser irônica. E... — ela murmurou. — Ignore a Amber. Ela é idiota. — ela disse e eu tive que rir, porém, não dirigi nenhuma palavra à ela. — Hm, quer saber de uma coisa? Eu gostei de Justin cantando. Ele é bom. — ela disse novamente e eu sorri sem mostrar os dentes. — Ok, já vi que você não quer falar comigo. Mas quem sabe, algum dia, nós possamos ser amigas.

E assim, sentou-se na minha frente? Oi? Aquele povo do meu colégio era totalmente bipolar.

Logo o sinal bateu e o pessoal começou a entrar. Todos entraram correndo, mas começaram a passar lentamente quando me viram. Acho que eu deveria estar com um olhar terrível, é a única razão que eu encontro. Depois, Chaz passou com a sua trupe — incluindo Ryan — e começou a olhar pra mim que estava de pernas cruzadas sentada de lado na cadeira, e depois piscou. Revirei os olhos e bufei de raiva, me virando na carteira. Senti alguém me puxando pelo ombro de leve.

- Poxa, nem "oi" você me dá mais? — Ryan perguntou com cara de decepção e eu ri, dando um beijo em sua bochecha.

Ryan era um cara legal. Ele sentou na frente da garota-que-eu-não-sabia-o-nome e quando vi ele se sentar, Caitlin e Nolan entraram na sala de aula correndo, seguidos do professor de história. Eles entraram meio corados, pois enquanto andavam recebiam broncas do professor de que estavam atrasados. Ri baixinho e eles se sentaram na fileira ao meu lado.

- Oi! — Cait sussurrou baixinho e eu retribuí. Nolan fez o mesmo.

- Bom dia classe! — o professor disse interrompendo a nossa conversa de sussurros. — Espero que todos estejam presentes nessa aula. E fico feliz que todos, quero dizer, a maioria da classe, veio cedo para a aula, não é mesmo sr. Murray e srta. Beadles? — ele disse irônico.

- Sim, professor. — os dois responderam juntos.

- Ótimo. — ele sorriu falso. — Agora quero que abram o livro na página 37 e leiam todos os tópicos. Vou fazer chamada oral depois.

De repente a classe inteira começou a gritar "Ah não!", e bom, quando eu digo "a sala inteira", estou inclusa nisso. Mas saiu sem querer, juro.

- Agora! — o professor repetiu gritando. — Eu sou o professor!

- Queria que não fosse. — um garoto murmurou e identifiquei que era Matt, mas ele "murmurou" um pouquinho alto, a ponto de fazer o professor ouvir.

- Para a diretoria. Agora! — o professor gritou apontando para a porta.

- Mas, o que eu fiz? — Matt estava praticamente de joelhos. — Eu preciso de nota!

- Agora. — o professor disse pausadamente e Matt foi batendo o pé até a porta.

BANG! Otário., pensei olhando para a expressão de Matt que saía pela porta acompanhado pelos seguranças do andar que o levariam até a diretoria.

{...}

Depois da aula, arrumei minhas coisas e as coloquei dentro da minha mala. Sorri para mim mesma quando percebi que Matt ainda estava na classe. Ele estava virado para mim, conversando com os seus amigos. Ele deve ter percebido que eu havia sorrido, então sorriu de volta. Mas não deve ter percebido que não era pra ele, coitado. Ele me encarou por um tempo e me olhou de cima à baixo, mordendo os lábios. Revirei os olhos bufando e decidi que nos próximos dias de aula iria vestir uma calça jeans — acho que Justin tinha razão, meus shorts são muito curtos. Fui até ele e observei Matt conversar com seus amigos. Joe, Steve, Paul e James perceberam a minha presença e foram pro outro lado. Quero dizer, não estava lá esperando de braços cruzados e vendo eles conversarem para nada.

- E aí. — Matt começou.

- Oi. — respondi seca. — Por que fez aquilo? — fui direta.

- Fiz o quê, gata? — perguntou e eu bufei trocando o meu peso para a perna esquerda.

- Você sabe muito bem o que você fez Matthew. — respondi e ele me olhou indiferente.

- Ah, você fala do vídeo do JB? Qual é, a escola precisava ver isso. — ele disse em um jeito moleque. Hm, ou melhor, o jeito do Matthew Sparks.

- A escola podia até ver isso, é, pensando desse jeito — eu fiz irônica colocando o dedo na minha cabeça. — eles iriam se divertir muito. Justin tem um talento incrível! Pena que muitas pessoas não valorizam isso ou então... Sei lá, sabe, têm inveja. — continuei e ele gargalhou. O olhei com raiva. — Qual é o seu problema, garoto?

- Você acha mesmo que eu estou com "inveja" do Bieber? Ah qual é! Todos sabem que eu sou melhor que ele. — Matt disse e deu uma pausa de 5 segundos. — Em todos os sentidos. — ele disse e me enviou uma piscadela.

- Você chegou ao nível máximo da hipocrisia, quer um prêmio? — eu disse gargalhando forçadamente e sarcasticamente.

- "Hipo" o quê? — Matt perguntou e eu revirei os olhos. Estava pra nascer um garoto mais estúpido e ignorante que Matthew. Ele só sabia de basquete e... Bom, sexo.

- Esquece. — falei e ele continuou me olhando com a expressão confusa de antes. — Agora me diga: por que fez isso? Quero dizer, as mensagens e tudo mais?

- Eu fiquei afim. — ele deu de ombros e seguiu até a porta da sala. Eu puxei a alça da sua mala que estava em um dos ombros e ele quase caiu pra trás. Me segurei para não rir.

- Não vem com essa de "Eu fiquei afim". — quase enfiei o meu dedo nos seus olhos azuis bebê que me olhavam arregalados. Algumas pessoas no corredor nos olhavam estranhos, pelo meu tom de voz. Mas dane-se. Não eram nem da nossa série. A nossa aula tinha acabado. — Ah, já sei! Você não gosta do Justin? Tiveram uma briga? Vamos lá, me conte. Quero saber seus motivos e argumentos.

- Não preciso te dar meus motivos. Como você disse, são meus e não seus. — ele disse e tive vontade de responder "Parabéns! Você já sabe como usar os pronomes possessivos!", mas deixei quieto. — Só porque você é a namoradinha do Bieber e... Uma gostosa... — ele murmurou a última parte, que eu ouvi e tive vontade de lhe dar um tapa na cara. Iria combinar com o tom de pele... — Não quer dizer que eu precise te tratar como a rainha da escola.

- Meu bem, muito pelo contrário. — eu disse irônica e abaixei o braço para ele não voar "involuntariamente" no rostinho angelical de Matthew. Ha-ha. — Não quero que me trate como a rainha da escola, e sim, quero que me trate como Jessie Hale. É difícil? E outra: Justin tem muito talento e é inteligente, diferente de você que não sabe nem o que é "hipocrisia" e só sabe conversar sobre basquete. Me poupe Sparks, mas acho que o sr. deveria rever seus conceitos sobre "como humilhar Justin Bieber", tudo bem? — respondi e ele estava me encarando de boca aberta. Talvez porque não tivesse argumentos o suficiente, ou que somente não haviam argumentos a serem jogados na mesa.

Matt ficou lá parado enquanto sua trupe estava lhe esperando no portão principal da escola.

- Matt o que você tá esperando?! Vem, otário! — seus amigos lhe chamaram e só então ele foi.

As pessoas nunca esperam que a santinha vá lá e faça tudo isso, não é? Eu sabia quais iriam ser as primeiras reações de Justin ao ler a mensagem, e honestamente, eu já estava esperando por ela depois daquela conversa que eu ouvi na quadra de Matt e seus amigos. A primeira reação seria ficar decepcionado e a segunda? Bom, não queiram saber. Socos, tapas, empurrões.

Localizei Justin e o vi dentro do carro, de novo, com o seu celular. Adentrei e o puxei para beijá-lo. Ele correspondeu mas não parecia com ânimo.

- Tá tudo bem agora. — soltei.

- Como assim? — ele perguntou assustado.

- Eu conversei com Matt.

- O quê? — ele gritou assustado demais.

- Credo Bieber, não precisa gritar. Eu só conversei com ele. — respondi tranquila.

- Jessie, o que ele falou pra você? — Justin perguntou mais calmo, mas ainda ofegante.

- Nada. Seus argumentos sumiram. — respondi e dei de ombros. Assim, ficamos em silêncio por alguns segundos até chegar em minha casa.

Quando eu ia tirar meu cinto, Justin me puxou pela cintura me beijando. Sorri entre o mesmo e cedi a passagem de sua língua. Justin explorava cada canto da minha boca e seu beijo — como sempre — era magnífico. O modo que o seus lábios encaixavam nos meus era simplesmente perfeito. A nossa sintonia era perfeita. Mas tivemos que interrompê-lo — o beijo — por causa da falta de ar. Droga. Justin sorriu pra mim e se aproximou, colocando as mãos em minha cintura.

- Você é uma namorada perfeita. — disse no meu ouvido murmurando, o que me fez delirar.

- E você é um namorado perfeito. — devolvi.

Ele passou a sua mão direita pelo meu rosto e foi distribuindo alguns beijinhos, fazendo uma trilha até a minha boca. Ri com isso.

- Me desculpa se eu não tô demonstrando isso muito, mas... Eu te amo. — ele disse e corou. Ri fraquinho e o selei.

- Hm — fiz depois que separei meus lábios dos dele. — acho melhor nós entrarmos.

Justin deu a volta e abriu a porta para a minha passagem, logo depois fechando o carro e entrelaçando seus dedos nos meus. Olhei para baixo sorrindo e depois olhei para ele, que continuava a me encarar. Parei em sua frente e disse:

- Para de me olhar assim. — disse envergonhada.

- "Assim" como? — ele perguntou se fazendo de bobo.

- Não sei, você me olha diferente.

- E isso é bom? — ele perguntou me encarando com um sorriso de canto.

- De certa forma sim, mas de outra forma sempre me deixa vermelha. — respondi e ele riu.

- Desculpa, não foi intenção. — ele disse e eu dei um tapa de leve no seu ombro e fomos caminhando de mãos dadas até a porta da minha casa.

Eu ia abrir a maçaneta da porta principal de casa, e então perguntei:

- Você quer entrar? Acho que não tenho nada pra fazer hoje. — dei um sorriso e abri a porta, vendo que não tinha ninguém em casa.

- Acho melhor não. Minha mãe tá me esperando e... Se o seu pai chega e... Hm, você sabe. — ele disse meio sem graça e depois sorrindo.

- Ok... — respondi meio decepcionada. — Hm, me liga então, ou aparece aqui.

Justin segurou minha cintura forte e me beijou. Aquele beijo que eu era viciada, que eu era apaixonada. Pousei minhas mãos em sua nuca, fazendo carinho nos seus cabelos loiros. Ele parou o beijo, mas continuou olhando pra mim daquele jeito.

- Você não precisava ter me defendido do Matt. Eu iria-

- Shh — eu fiz. — Tá tudo resolvido. E ele sabe que você é bem melhor que ele. — respondi selando-o e logo depois iniciando um beijo.

Ele puxou a minha cintura de modo com que nossos corpos ficassem colados e, confesso, houve uma movimentação debaixo da minha blusa. Mas, como um casal comportado — mais ou menos isso — Justin soube como disfarçar.

- Boa tarde casal! — uma voz conhecida disse fazendo com que eu e Justin pulássemos para nos afastarmos. — Olá Justin. — meu pai disse e cumprimentou Justin, que já estava vermelho.

- Oi pai. — fuzilei ele com o olhar, mas não deu muito certo.

- Hm, acho que eu já vou. — Justin comentou e se despediu de mim com um selinho.

Observei ele entrando em seu carro e esperei ele sair.

- Pai, o que foi aquilo? — perguntei envergonhada entrando em casa.

- Aquilo o que? — ele se fingiu de desentendido sentando no sofá e rindo.

Subi as escadas rindo. Logo senti meu telefone tocando.

- Alô? — falei entrando em meu quarto e fechando a porta.

- É o Justin. — ele deu aquela risada rouca.

- Nossa, já tá me ligando? Que amor heim...

- Vou fazer o quê né. — ele respondeu e eu ri. — Vem aqui em casa hoje a noite.

- Pra quê?

- Ah, aí não sei né. O que você quiser. — ele disse em um tom malicioso me fazendo rir.

- Bieber, como você é tarado!

- Tô só te dando opções do que você me perguntou. — respondeu.

- Ha-ha — fiz. — Muito engraçado você.

- E aí aceita o meu convite? Preciso te ver só mais uma vez hoje... — Justin pediu.

- Tudo bem, então... — respondi sem malícia.

- Posso ir até a sua casa te pegar?

- Qual é, Justin. Minha casa fica praticamente do lado da sua.

- Mas vai ser de noite. — ele disse inocente e eu ri leve.

- Obrigada pela preocupação, mas eu vou ficar bem, prometo.

- Então... Pode ser ás 9?

- Ás oito.

- Ás nove.

- Ás oito.

- Ás nove.

- Justin! — o repreendi e logo caímos na risada. — Ás oito e não se discute. Tenho aula amanhã e tenho um teste de biologia, se não me engano.

- Olha só, não sabe nem do quê é o teste. — ele disse e caímos de novo na risada. — Então... Mais tarde te encontro aqui, tá?

- Ok.

- Te amo.

- Eu também te amo.

E desligamos. Sentei na minha cama e fiquei balançando meus pés como se eu fosse uma criancinha. Sabe, era bom ter a sensação de que tudo estava resolvido. De que não haveriam mais lágrimas — pelo menos, sobre o que eu sabia — e só sorrisos daqui pra frente. Mesmo que a escola inteira me rejeitasse, bom, eu estava me adaptando. Todas as escolas que eu já estudei foram assim, praticamente. Quero dizer, professores e alunos me enviando indiretas de "não ter uma mãe" não era nada fácil. Ainda mais nunca ter um ombro amigo pra chorar. E foi aí que eu me mudei pra Stratford. E depois de tanto pensar, eu não sei do que eu reclamava tanto quando me mudei pra cá. Porque, convenhamos, tudo tem seus altos e baixos, e eu tive os meus e paguei todos. Ás vezes eu ficava pensando se todas aquelas lágrimas foram desnecessárias. E por mais duro que seja pensar nisso, é... Elas eram.

E no final das contas, é como dizem "Tudo tem que dar errado primeiro pra dar certo." e seja lá quem inventou essa frase, está perfeitamente correto. Se tudo está dando errado, você só tem que segurar as pontas e ir caminhando. No final da estrada, você vai encontrar tudo aquilo que desejou. E eu encontrei o amor. Eu encontrei a felicidade. Eu encontrei Justin. E eu só tinha que agradecer.

Notas finais
Acho que no próximo capítulo vai pular alguns meses... Não tem muito o que falar e uma surpresa vai acontecer. Quero dizer, acho que duas surpresas hahahaha. Enfim, chega porque senão vou dar a estória toda pra vocês! Hahaha.
Ah e quem me perguntar: não, o capítulo não é baseado na música I Found You do The Wanted. Foi coincidência, só por causa do finalzinho hahaha.
Me desculpem pelo capítulo. É... Acho que foi meio besta. Mas, sabe, não tinha nada pra comentar e eu tinha que terminar aquela parte da fã, vídeo e etc.. E quem me perguntou também por que o vídeo que eu tinha colocado não estava funcionando era porque o vídeo não existe KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK! Gente, eu inventei um link pra mensagem do Matt, então... Ficou isso aí, foi mal :P
Obrigada pelos reviews lindos que vocês sempre deixam! Fico muito feliz de que todo mundo está gostando...
Acho que Do You Remember Me? já está acabando... Mas podem deixar porque com certeza vai ter uma 2ª temporada! E não vai demorar muito porque acho que já vou bolar o final dessa temporada, e começar fazendo a outra....
Espero que tenham gostado!
FANTASMINHAS APAREÇAM! VOLTO AQUI COM 20 REVIEWS, OK? BEIJOSSSSSSSSSSSS