Do You Remember?
6 Um Dia de Irmãos
Notas iniciais
Eu ia postar esse capítulo ontem ou até antes, mas aconteceu uma tragédia: Nosso querido Cory Monteith faleceu.
Queria dizer que ele nunca será esquecido, e estará conosco até o último coração Gleek parar de bater. Nunca deixaremos ele ser esquecido. Espero que seus amigos e família estejam bem. Descance em paz.
Sobre o capítulo, ele é mais focado no Blaine. Espero que gostem.
Boa leitura!
Era mais ou menos três da tarde quando Kurt foi embora no dia seguinte. Ele tinha que ir arrumar as malas, pois ia passar o sábado na casa da tia, que morava em outra cidade. Iria embora na sexta à noite, e voltaria no sábado à noite.
E Blaine ainda não tinha visto seu pai.
Ele estava começando a ficar preocupado, mas não sabia se podia perguntar para sua mãe ou Cooper onde ele estava. Passou o dia sem saber de seu pai, assistindo TV com Cooper, que também estava de férias, para se distrair.
No próximo ano, Cooper iria para a faculdade, e ele pretendia mudar de cidade para ir para a faculdade que ele queria: Artes Cênicas. Não havia uma em Ohio, então iria para outro estado. Provavelmente para a Califórnia. E então, seriam apenas Blaine, Rose e Peter. Então, Blaine tentava passar o máximo de tempo possível com Cooper.
Mais tarde, foram jantar, e continuavam sem notícias de Peter. Rose mal tocava em sua comida, comeu apenas com o incentivo dos filhos.
Blaine decidiu ir dormir mais cedo, pois não tinha nada pra fazer. Kurt já tinha ido embora, Cooper estava no celular, e sua mãe no quarto com a porta fechada. Se deitou e fechou os olhos. Em pouco tempo, adormeceu.
–-
Blaine foi acordado no meio da noite com um grito. Ele se sentou assustado e tentou entender o que havia acontecido. Até que escutou outro grito. Eram de seus pais.
Continuou na cama, tentando ouvir o que estavam dizendo.
– Você tem filhos Peter! Não importa se você não me aguenta mais, eles são seus filhos! Eles precisam de você! – Rose gritava, parecia muito brava.
– Você que se vire! Eu te ajudo todos os dias a pagar as contas e como você me agradece? Gritando comigo! – Peter retrucava, gritando também.
– Eu consigo muito bem pagar tudo sozinha, é o que eu sempre fiz! Você só gasta com bebidas e cigarros, Peter. Eu deveria ter escutado.. – Rose continuou gritando, mas no final da frase ela abaixou o tom de voz e Blaine não conseguiu escutar.
Depois de um tempo em silêncio, a gritaria voltou.
– Deveria ter escutado Harry? Aquele cara era um babaca, Rose! Só você não percebia! – Peter gritava. Blaine estava ficando com lágrimas nos olhos de ouvir seus pais brigando daquele jeito.
– Ele não era um babaca! Você é o único que acha isso, só porque tem inveja dele.
– EU? Inveja daquele idiota?
– Sim, inveja, Peter. Inveja de como ele se deu bem na carreira, e você não.
– Bom, se você acha ele tão incrível assim, por que não vai lá e fode com ele, já que gosta tanto dele, Rose? – Peter gritou, e Blaine ouviu uma porta sendo aberta. Lágrimas já desciam pelo rosto de Blaine, ele não aguentava seus pais brigarem assim.
– Peter você está bêbado e completamente acabado! Pare com isso! E aliás, pensa que eu não sei sobre a Luciana? – Rose continuava gritando, e de repente, a porta do quarto de Blaine foi aberta e Cooper apareceu.
– Você não precisa ouvir nada disso. Vai mais pra lá. – Ele disse, fazendo com que Blaine fosse mais para o canto da cama. Cooper se sentou na cama com Blaine, e colocou um braço em volta dele, para trazê-lo mais perto. Blaine colocou a cabeça no ombro de Cooper e tentou pensar em outra coisa para não ter mais que ouvir toda aquela gritaria, que continuava.
Cooper abraçou Blaine mais forte e suspirou. Cobriu os dois e fechou os olhos. Se fosse acalmar Blaine, iria ter que dormir ali.
Passado um tempo, a gritaria parou, mas ouviram uma porta bater, e o carro ser ligado. Cooper e Blaine continuaram ali. Cooper percebeu que Blaine estava chorando, e começou a dizer que estava tudo bem, que já havia acabado, e o abraçou mais forte.
Mais um tempo depois, estavam quase dormindo, quando ouviram passos no corredor, e uma batida na porta. Rose abriu a porta e olhou para eles. Ela estava com o rosto vermelho e molhado.
– Desculpem por isso. É muita pressão para ele, não foi nada. Fiquem tranquilos. – Ela disse, e tentou sorrir, mas foi um sorriso triste. Blaine olhava triste para ela, e a expressão de Cooper estava séria.
– Eu vou dormir. Está tudo bem, certo? Não se preocupem. – Ela terminou e fechou a porta.
Blaine suspirou e se ajeitou na cama. Cooper fez o mesmo, trouxe Blaine para perto dele e fecharam os olhos.
–-
No dia seguinte, Blaine acordou antes de Cooper. O braço de Cooper estava o segurando, então ficou ali mais um pouco. Olhou para Cooper, e viu que ele estava babando. Deu uma risada baixa e fechou os olhos novamente, mas sem dormir. Ficou pensando no que aconteceu na noite passada. Por que seus pais estavam brigando daquele jeito? Não se amavam mais? Ele pensou que sempre se amariam. E se fosse culpa dele? Ele nasceu, e alguma coisa aconteceu e pararam de se amar? E quem eram Luciana e Harry?
Continuou pensando nisso, até que Cooper acordou.
– Ei. Dá pra ver da lua que você está preocupado. – Ele disse, fazendo com que Blaine se assustasse um pouco.
– Não estou preocupado, eu só... Só não queria ter ouvido a briga. Ou melhor, não queria que tivesse acontecido. – Blaine disse, e suspirou.
Depois de um tempo em silêncio, Cooper disse:
– Vem, estou com fome, vamos comer alguma coisa. – Cooper disse se levantando da cama, e antes de sair completamente, jogou o cobertor por cima de Blaine e o empurrou de volta na cama.
– Argh, por que você fez isso seu tonto? – Blaine perguntou irritado, com a voz abafada pelo cobertor. Mas Cooper não estava mais escutando.
Tirou o cobertor de sua cabeça e ouviu a porta do banheiro ser fechada. Provavelmente era Cooper que foi no banheiro, então resolveu ficar mais um pouco na cama antes de ir. Decidiu que não iria mais pensar no que houve na noite passada. Ficou pensando se tinha algum trabalho de férias para ser feito, mas aparentemente já tinha feito todos eles. Iria ver direito mais tarde. Pensou se tinha algum programa que queria assistir, mas não conseguiu pensar em nenhum.
– Ugh, as tardes sem o Kurt são as piores. – Blaine disse sozinho, mais resmungando do que falando.
– Ah, que é isso irmãozinho, estou aqui para toda a sua diversão. – Cooper apareceu no quarto de repente, e Blaine se assustou de novo.
– É a segunda vez que você me assusta e acabamos de acordar, caramba Cooper! – Blaine disse olhando irritado para ele. Apenas olhava irritado, na verdade não estava.
– Estou aqui para isso, Blainey. Já pro banheiro, não esquece de escovar os dentes. E coloca roupa de sair.
– Aonde vamos?
– Surpresa.
– Me dá uma dica então, preciso saber mais ou menos o que colocar. – Blaine disse, e Cooper pensou por um momento e disse:
– Shopping. E nem pense em sair sem blusa. Ta frio agora.
– Você estragou a surpresa! – Blaine disse um tanto triste. Cooper apenas ficou olhando para Blaine, balançou a cabeça e desceu as escadas, e Blaine foi fazer o que Cooper falou.
Cooper estava na cozinha procurando algo para comer, até que decidiu que não iriam comer nada. Poderiam comer no shopping. Subiu as escadas novamente e foi até o quarto de sua mãe. Bateu na porta, que estava fechada, esperou um pouco e a abriu. Ela estava dormindo ainda. Cooper foi até sua mãe e se agachou.
– Mãe... – Ele chamou de leve. Não teve resposta, então a chamou mais uma vez um pouco mais alto – Mãe?
Rose abriu os olhos lentamente, piscou algumas vezes e olhou para Cooper.
– Oi filho? Tudo bem?
– Tudo. Só vim avisar que estou saindo com o Blaine.
– Ah, tudo bem. Vou ficar aqui mais um pouquinho. – Ela disse fechando os olhos novamente.
– Certo. – Cooper disse. Deu um beijo na testa de sua mãe, e saiu do quarto.
Assim que começou a descer as escadas, a porta do quarto de Blaine se abriu e Cooper subiu novamente.
– Pronto. A mamãe está dormindo? Posso falar tchau pra ela? – Blaine perguntou, fechando a porta do quarto.
– Ela está dormindo, melhor não falar nada. Vamos, estamos atrasados. – Cooper disse, descendo as escadas.
– Atrasados? Pra quê? – Blaine perguntou, correndo atrás do irmão.
– Surpresa! – Cooper disse, indo pegar a chave do carro que ganhou de seus pais quando fez 17 anos.
Entraram no carro, e foram para o shopping. Chegando lá, foram para o cinema e Cooper comprou duas entradas para o filme que Blaine queria ver faz algum tempo. Blaine ficou super feliz, mas ao mesmo tempo estranhou Cooper ser tão legal de repente. Mas de qualquer forma, ele adorou. Compraram pipoca e foram para a sala. Blaine adorou o filme. Era um filme para crianças, então Cooper não gostou tanto.
Talvez um pouco. Mas ele nunca iria admitir.
Quando o filme acabou, ficaram dando voltas no shopping e entraram na loja de brinquedos, porque Blaine pediu quase dez vezes e prometeu que da próxima vez não iriam. Mas é claro que iriam. Blaine viu algumas coisas e depois saíram e voltaram para o carro.
Cooper foi dirigindo, até que Blaine percebeu que não estavam indo para casa.
– Am... Coop? Onde estamos indo? – Ele perguntou do banco de trás. Cooper nunca deixava Blaine ir na frente.
– Surpresa. – Ele simplesmente respondeu.
– Você está cheio de surpresas hoje, hein. – Blaine disse e ficou olhando para a janela enquanto escutava a música que tocava no rádio.
Depois de um tempo ouvindo músicas populares, Cooper parou o carro em um lugar que Blaine não reconheceu. Era muito grande. Saíram do carro e foram até a entrada.
– Cooper, onde exatamente estamos? – Blaine perguntando tentando adivinhar onde estavam, até que entraram no lugar.
E Blaine quase teve um ataque de tanta felicidade.
Era uma pista de patinação gigante, e tinha muitas pessoas patinando ali. Blaine sempre quis ir a uma. Cooper já tinha ido uma vez em uma com o pai quando moravam em Detroit.
– Você é definitivamente o melhor irmão do mundo. – Blaine disse, sem nem olhar para Cooper. Estava maravilhado com todas aquelas pessoas patinando, o frio que fazia e o cheiro de chocolate quente que vinha do canto daquela pista de patinação imensa. Pelo menos para Blaine era imensa.
– Eu sei, irmãozinho. Eu sei. – Cooper disse, colocando a mão no ombro de Blaine e indo para a pista.
Pegaram os patins e foram para o gelo. No começo, Blaine parecia com medo, até segurou a mão de Cooper por um momento até conseguir equilíbrio. Até que começou a se apoiar no corrimão em volta da pista, e Cooper, que já tinha aprendido há algum tempo, ficava ao lado dele caso ele caísse. Mas é claro que ele daria risada antes de ajudá-lo a se levantar.
Para a decepção de Cooper e para o alívio de Blaine, ele não caiu. Blaine se divertiu muito, e foi uma das melhores tardes com Cooper que ele já teve. Quando se cansaram, foram para o pequeno bar ao lado da pista e pediram dois chocolates quentes. Se sentaram em uma das mesas e tomaram em silêncio, vendo outras pessoas na pista patinarem e caírem. Até que Blaine perguntou:
– Cooper, você é super legal e tal, mas, por que você está fazendo tudo isso? Quer dizer, não é sempre que você me leva no cinema E em uma pista de patinação. Você quer alguma coisa em troca, né?
– Claro que não, não posso simplesmente ser o irmão incrível que sou? – Ele pergunta, fingindo estar ofendido. – Não quero nada em troca, só queria dar uma saída com você. Só isso.
Blaine sorriu, mas continuava um pouco desconfiado. Cooper era legal, mas não tãão legal assim. Mas ficou feliz. Cooper sorriu também, e se virou para ver as pessoas patinarem mais um pouco. Mas enquanto observava, veio em sua cabeça a conversa que teve com sua mãe.
~
“- Cooper, você precisa distrair o Blaine disso tudo. Ele não pode perceber o que está acontecendo. Não pode saber que vou me separar de seu pai. – Rose dizia, na cozinha, enquanto segurava a xícara de chá que Cooper fez para ela.
– Eu sei mãe, mas não é melhor deixar ele meio... Preparado? Se ele souber de repente, ele vai ficar muito triste. – Cooper dizia, preocupado.
– É só por enquanto. Deixa ele aproveitar a amizade com o Kurt, Santana... Todos eles. Só quero que você o distraia um pouco. Por favor, filho. — A mãe dizia. Parecia triste de dizer isso ao filho.
Cooper faria isso sem mesmo a mãe ter pedido, e respondeu:
– Claro mãe. – E ficaram em silêncio.
Depois de um tempo, Cooper quebrou o silêncio e perguntou sem olhar para cima:
– Vamos nos mudar de novo?
Mais silêncio.
– Provavelmente vamos voltar para Detroit, querido. – Rose finalmente respondeu, fazendo com que Cooper levantasse a cabeça e olhasse para ela preocupado.
Ficaram mais um tempo em silêncio. Cooper estava prestes a dizer mais, mas escutou um barulho na escada. Blaine estava descendo. Ele olhou para o irmão e a mãe preocupado, e perguntou:
– Mãe? Coop? Aconteceu alguma coisa?
Cooper esperou, mas a mãe não dizia nada. Então resolveu dizer algo para não preocupar Blaine mais ainda.
– Não, o que ta fazendo acordado, Blainey? – E ficou aliviado ao perceber que sua expressão ficou menos tensa.
– Eu estava com sede, vim pegar água.
Observou Blaine abrir a geladeira e pegar um copo. Bebeu metade e parou. Fez uma expressão confusa, e perguntou:
– Mãe... Onde o pai está?
E Cooper não estava preparado para isso. Não sabia o que dizer.
– Não sei, querido. Não sei. – Escutou sua mãe falar. Ao ver o rosto de Blaine, que não tirava os olhos da mãe, confuso e assustado, resolveu fazer alguma coisa.
– Vamos, volta a dormir. Ele vai voltar. Fica tranquilo – Disse e colocou a mão dos ombros de Blaine, o levando para cima. Quando estava seguro de que o mais novo estava no quarto, desceu novamente e pegou o copo de água abandonado pela metade na mesa, e o colocou na pia. Se virou para sua mãe e disse:
– Você tem que dormir um pouco. Não pode ficar a noite inteira esperando por ele.
– Eu sei. – Rose respondeu, mas não se moveu. Cooper suspirou, e foi até ela. Tirou a xícara vazia das mãos dela, e a colocou na pia.
– Obrigada, filho. – Rose disse depois de um suspiro. Cooper sorriu, e juntos, subiram para que pudessem ir dormir.”
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Blaine acabou seu chocolate quente e disse para Cooper que queria patinar mais, o tirando de seus pensamentos. Cooper concordou, e foram patinar mais um pouco e foram para casa.
Quando chegaram, Kurt ainda não havia chegado em casa, o que deixou Blaine um pouco triste, mas não mudou seu humor. Entraram na casa e viram que Rose estava na sala vendo TV. Blaine foi até o sofá e deu um beijo na bochecha da mãe, e subiu para o quarto. Cooper se sentou ao lado da mãe, e ficou assistindo com ela.
Blaine estava lendo o livro que ganhou de sua tia, quando sua mãe o chamou para jantar. Desceu, e viu que ela parecia mais feliz, o que o deixou muito feliz. Jantaram e Blaine percebeu que estava com muito sono. Ficou mais um tempo acordado tentando ver TV com Cooper e Rose, mas quase dormiu no sofá. Então resolveu subir e ir para o quarto. Falou boa noite para os dois, e foi para a cama.
Fechou os olhos e dormiu praticamente no mesmo momento.
Notas finais
Quanto mais comentários, mais rápido eu posto o próximo capítulo.
Beijinhos :3
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