Do You Love Me?

12 Capítulo 12 - Um favor para o Niall


Passamos uma semana indo visitar todas as tardes o Niall no
hospital. Até uma tarde em que eu estava em pé acariciando o cabelo dele, ele abriu os olhos. Fiquei tão feliz e na hora que eu ia chamar o médico, ele tocou meu braço, eu me virei e ele fez um sinal para que eu chegasse perto. Me aproximei dele e ele disse meio baixo:

- você pode me fazer um favor? – disse ele com a voz fraca.

- sim Ni, tudo o que você quiser.

- você pode ir até a minha mãe e dizer que a amo?

Aquilo me apertou o coração. Ele não tinha nenhuma garota porque tinha medo de que acontecesse a mesma coisa que aquela garota fez para ele. E por isso, a mãe dele era a única mulher em que ele confiava de verdade, sabia que ela não ia abandonar ele. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Ele era tão sensível.

- posso sim Niall – dei um beijo na cabeça dele.

- lembre-se, eu nunca vou te esquecer – ele abriu um sorriso
leve.

Niall era um anjo que caiu do céu, cresceu e sempre está feliz como uma criança que ganha doce. Isso era o que os outros viam. Eu via ele diferente. Eu conseguia ver o interior dele. Por trás de todos os sorrisos ele sofria, uma tristeza que habitava o coração dele. Eu já tentei falar com ele sobre isso, mas ele sempre mudava de assunto.

- e nem eu de você...

Sai do quarto à procura do Liam. Falei para ele que eu tinha que ir para a Irlanda porque Niall tinha algo para sua mãe. Ele me levou até em casa, e eu arrumei minhas coisas, falei com a minha mãe, que já tinha voltado:

- mãe, eu vou ter que ir para a Irlanda...

- quê? Não vai não filha!

- mãe, eu tenho que ir! É importante! E eu volto depois de amanhã...

- vai fazer o que lá?

- um favor pelo Niall.

- está bem, pode ir.

Fechei o zíper da minha mochila e sai de casa. Tinha esquecido
de chamar um táxi. Quando eu ia entrar em casa, ouvi o Liam gritando meu nome:

- Jessy! – ele veio correndo – eu vou com você, não quero que vá sozinha.

Louis ia nos levar até o aeroporto, ele já estava com o carro ligado. Sentei no banco de trás, e encostei a cabeça na janela, e não conseguia parar de lembrar dos sorrisos de Niall, dos seus olhos azuis, e no final sempre vinha aquela mesma cena de quando o conheci.