Do We Have A Baby?
38 "Vuoi uscire con me?" - isso foi um improviso
Notas iniciais
— Mackenzie! — Thalia repreendeu mesmo que estivesse rindo.
A pequena Grace tinha um álbum de fotos em mãos e agora mostrava fotos, que na opinião da mais velhas dos irmãos, não eram nada favorável a sua pessoa para que o crush visse. Já Nico ria achando graça da atitude da ficante, e Dylan parecia gostar de ouvir a criança falar, pois ficava quietinho deixando apenas que a chupeta fizesse movimentos suaves de vai e vem tranquilos, que provavelmente se juntaria ao sono de ter vindo de carro até ali.
O jantar em família tinha começado cedo e apesar de já ter se passado algumas horas que todos estavam ali nenhuma briga tinha acontecido.
— Ok, que tal as crianças irem dormir — Hera sugeriu olhando um bico surgir nos lábios de sua pequena. — Nada de fazer bico senhorita, depois você termina de mostrar o álbum de fotos para o Dylan e o Nico, agora está na hora de você tomar um banho e ir para a cama.
— Por que não fazemos o seguinte? Subimos, você toma banho e conta uma história pro Dylan dormir? — Zeus sugeriu, vendo a pequena ponderar a ideia e depois assentir. — Posso? — pediu para Nico que assentiu se levantando e entregando o filho para o avô.
O bebê se aninhou de automático no colo do homem, mesmo que a frequência dos movimentos da chupeta tivesse aumentado indicando que ele tinha dado uma acordada com a mudança.
— Então vamos, dê boa noite para Nico, Thalia, Jason e Piper — Hera quem pediu tirando o álbum de foto do colo da filha que se levantou para dar boa noite a todos.
Piper sorriu ao ser abraçada com força, afinal aquele era o dia em que Jason estava apresentando a nova namorada para a família. Depois que os dois mais velhos e os dois mais novos subiram, o Grace se levantou espreguiçando-se.
— Que tal pegarmos mais sobremesas? — o loiro questionou segurando a mão da namorada e a puxando em direção a cozinha aproveitando que o pai não estava ali pra policiar a atitude.
— Deixa eu te mostrar meu lugar favorito dessa casa — Thalia convidou indicando com a cabeça para que o italiano a seguisse.
Os corredores decorados pela Grace levaram com facilidade os dois para o jardim iluminado tanto por lâmpadas traçadas no alto como várias gaiolinhas com luz, diversas flores davam um cheiro agradável ao ambiente e deixavam tudo bem romântico.
Logo os dois estavam sentados em um banquinho de mármore mais escondido da casa e os lábios um do outro selado em um beijo calmo.
O Di Ângelo abaixou a cabeça olhando seu pé e separando o beijo. Nico sentiu suas bochechas corarem e ele torceu para que ela não notasse tal.
— Eu... — pigarreou hesitante — eu tenho que admitir que não esperava falar isso tão cedo para você, principalmente porque tenho medo de como você vai agir, mas acho que está na hora.
— O que foi? — ela perguntou nervosa com o jeito que ele estava falando.
— Lembra a um tempo quando eu estava te ensinando italiano? — ele perguntou, se referindo ao dia em que eles decidiram ir para a Itália, parecia ter sido tanto tempo atrás, mas tinham se passado apenas alguns meses.
Thalia assentiu hesitante, se lembrando quando ela pediu para que Nico falasse em italiano e ele tinha dito algo que parecia tão intenso que mesmo sem entender nenhuma palavra seu coração tinha se aquecido e quando perguntou o que ele tinha dito, a resposta foi espero um dia ter coragem de te contar.
— Eu disse que eu provavelmente nunca teria coragem de te dizer nada disso, não tão cedo pelo menos, não em uma língua em que você entenda, mas que eu simplesmente amo seus olhos e como você deixa que ele transborde sua personalidade, eu amo quando você se sente a vontade o suficiente comigo para ultrapassar suas barreiras, eu quero que o que a gente tenha seja mais do que simplesmente algo físico... talvez seja muito cedo, mas...mas quer namorado comigo?
Um sorriso inconsciente surgiu nos lábios da menina que assentiu rindo e o puxando para um beijo novamente, as mãos dele foram a sua cintura com tranquilidade a trazendo mais para contra seu corpo.
— Você me pediu em namoro da última vez? — perguntou achando graça o que o fez negar.
— Isso eu acrescentei agora, foi no improviso — confidenciou o que a fez rir e revirar os olhos azuis elétricos.
— Foi um ótimo improviso — concordou, mordendo o lábio inferior e negando em reprovação antes de puxa-lo mais uma vez para um beijo casto.
Thalia não sabia como seria agora, nunca tinha tido um relacionamento sério em sua vida e não queria que nada desse errado para seu filho, era uma grande responsabilidade, mas ao mesmo tempo em que esse medo começava a existir dentro de seu ser, o reflexo de todos os relacionamentos que ela tinha crescendo vendo e como odiava cada um deles a aterrorizando, ela sentia que nada poderia dar errado, que tudo simplesmente estava perfeito.
Nico separou o beijo descendo o nariz delicadamente pela curva do pescoço da morena, que permitiu-se manter-se com os olhos azuis elétricos fechados, apenas aproveitando a sensação suave da pele dele roçando na sua com delicadeza, algumas vezes sentindo os pequenos fios da barba que já insistia em crescer arranharem com delicadeza a pele, para logo um beijo demorado ser deixado, como um pedido sutil de desculpas.
Os selinhos chegaram no ombro, uma das mãos dele estando entrelaçada com a dela, mas a que estava repousada na cintura subiu descendo um pouco o tecido da blusa para deixar a pele exposta.
Thalia mordeu o lábio inferior olhando para a casa e se perguntando levemente quanto tempo seu pai ficaria entretendo Dylan e Mackenzie. Torceu que muito.
— Vem comigo — se levantou, puxando-o pela mão para mais distante da casa.
Um pequeno gazebo, que surpreendentemente era distante o suficiente da casa. A Grace não se preocupou em acender a luz do local, apenas soltou suas mãos puxando a blusa que usava para cima, deixando agora exposto o sutiã de renda vermelho que usava.
O italiano negou em reprovação com a sugestão, mas um sorriso de canto surgiu em seus lábios e ele tratou de descer o beijo para o pescoço da menina, para traçar o caminho pelo colo e barriga, para aproveitar enquanto se abaixava se livrar da saia que ela usava.
Parecia loucura fazer aquilo ali, mas naquele momento nenhum dos dois se importou, apesar que ambos tiveram o devido cuidado para conter os gemidos para que não saíssem alto demais, mesmo que não achassem que fosse possível que se escutasse da casa, era melhor não arriscar.
Então quando eles voltaram para a grande mansão rindo descontraído, descrentes do que tinham feito. Thalia correu para o banheiro para se arrumar, enquanto Nico apenas se olhou no espelho checando se estava tudo certo e subiu calmo para o quarto em que Thalia falou que as crianças estariam.
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