Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? Espero que sim! Aqui está mais um capítulo que eu espero que gostem! Desculpe não ter postado ontem, tive um problema e acabei por não conseguir Boa leitura!

— O que nós vamos fazer hoje, guia turístico? — questionou enquanto andava pelas ruas da Itália de mãos dadas com Nico, que tinha o bebê brincando com o casaco no colo.

— Então, turista — ele riu revirando os olhos negros da piada sem graça — vamos fazer uma coisa que eu pessoalmente adorava fazer quando a loja de discos estava fechada por algum motivo.

— Que seria? — questionou, vendo-o parar e olhando para frente, vendo o Coliseu com melhor definição naquele momento, afinal estava com os óculos de armação negra em seus olhos.

— Vamos desenhar monumentos — respondeu, tirando a mochila das costas.

— Aí que coisa fofa — ela riu, sorrindo mais ainda quando ele a mandou um olhar birrento. — Eu gostei — admitiu mordendo o lábio inferior e deixando um selinho nos lábios de Nico antes de pegar seu filho para o homem arrumar o local para eles sentarem. — Você é muito fofo! — dessa vez falava para o bebê e decidiu o deixar cheio de marquinhas negras, distribuindo beijos pelo pequeno.

— Eu to sujo de batom? — questionou ao ver o estado do filho.

— Tá sim — respondeu rindo da cara de indignado dele de ter andado quase vinte minutos pelas ruas italianas com os lábios sujos do batom negro da garota.

Revirou os olhos e limpou os lábios, vendo a mão sair com resquícios do batom que tinha em seus lábios confirmando que ele realmente tinha passado por tal momento. O Di Ângelo dedicou-se a colocar a toalha de piquenique que tinha trazido no chão, para evitar a umidade da grama devido a neve derretida.

Para Nico desenhar o Coliseu era quase uma obra decorada em sua mente, mesmo se passando os anos que ele não ia naquele local, ele se lembrava como tinha que brincar com os lápis de desenhos em um jogo de luz e sombra para ficarem do jeito que ele, com o tempo, tinha mais aprimorado e aprendido ser o seu estilo favorito. Já Thalia por outro lado duvidava que seu filho de apenas alguns meses podia fazer melhor.

— Não gostei mais — a Grace exibiu um bico nos lábios, chamando a atenção do ficante para a sua folha que não conseguiu prender a risada dentro de si.

— Que isso? Não tá nada mal — disse com dificuldade tentando se controlar melhor.

Os olhos azuis elétricos da garota se reviraram em desaprovação, vendo Dylan pegar o lápis que agora estava na toalha e começar a rabiscar o desenho da mãe, que não ficou ofendida, na verdade agora ela podia dizer que o desastre era devido ao bebê, não dela.

— Olha! Agora parece um cachorrinho —o pai do garotinho apontou para o desenho, fazendo Thalia rir da sua desgraça e assentir vendo que definitivamente seu filho desenhava melhor do que ela. Tá ele não tinha desenhado um Coliseu, mas ele nem devia ter notado o monumento, ou seja, é bem justo ele ter decidido terminar o que ele concluiu que seria um cachorro para a mãe.

A Grace tampou o rosto rindo, negando em reprovação, mas sentiu seus ombros serem puxados com delicadeza, até seu corpo estar recostado em Nico.

— É um belo cachorrinho — concluiu a vendo suspirar e levantar o olhar, descendo a mão e sorrindo para Nico.

— É, estava tudo em meus planos — ela concluiu, arrancando uma risada dele que logo selou seus lábios em um beijo calmo, ela amava essa calmaria.

Thalia endireitou sua postura, se afastando de Nico e virando a folha, deixando que seu filho explorasse agora uma página em branco. A tarde passou rápido demais para o gosto do casal, afinal estava tão bom, o sol batendo contra a pele esquentando um pouco aquele inverno delicioso, mas com o cair da noite eles tiveram que ir para a casa de Hades, afinal tinham que cuidar de Dylan que começava a ficar cansado.

Andaram de mãos dadas até finalmente estarem no carro, Thalia aproveitando esse contato tão inexplorado por ela.

Entretanto, ao chegarem em casa perceberam a falta de eletricidade, todos os Di Ângelo’s estavam sentados na sala a lareira aquecendo o ambiente.

— Tivemos um problema com o nosso gerador, estão mandando uma equipe aqui para concertar, mas pode demorar um pouco — foi Hades que comunicou, vendo o filho adentrar pela porta da frente com feições confusas.

— Que tal contarmos histórias? — Frank questionou surgindo da cozinha com várias xícaras de chocolate quente com marshmallow.

— Parece uma ótima ideia — Hazel concordou, sorrindo para o namorado e puxando mais o cobertor para tampar as pernas.

— Vamos? — Nico questionou para Thalia que balançava o corpo de um lado para o outro ninando Dylan que adormecia.

— Claro, por que não? — indagou sorrindo deixando-se ser ajudada a sentar no chão e coberta pelo grosso edredom xadrez branco e azul.

— Acho que podemos contar uma história de um certo mocinho criança — Hades falou olhando Nico que arregalou os olhos negros sabendo que passaria vergonha na frente da “esposa”.

— Eba! — Hazel bateu palmas rindo da cara de chocado do irmão, que suspirou se acomodando ao lado da Grace, passando os braços pelo ombro dela a puxando mais para si.

— Uma vez, quando Nico tinha apenas cinco anos de idade, era um dos invernos mais intensos desde que ele havia nascido e estávamos em uma casa no campo para o natal, ele descobriu por acidente uma roupa de papai noel nas malas e ele chegou a conclusão que eu era o papai noel em si — Thalia riu olhando o ficante que sorriu triste, lembrava brevemente do ocorrido — então nisso nós acendemos a lareira para nos aquecermos e nada de Nico sair do quarto, e quando eu vou lá ele tá segurando a toca do papai noel chorando sem parar.

O referido passou a mão no rosto negando em reprovação e rindo, suspirando pesado, arrancando uma risada de seu pai.

— Então eu pergunto: Filho, o que foi? Por que está chorando? Questionei preocupado em ver ele em prantos encolhido, parecia um bichinho assustado, ai ele me vira e diz: Você é o papai noel, por que você é o papai noel? Eu sou seu único filho homem, eu não quero virar um velho barrigudo que invade a casa das pessoas pela lareira na noite de natal, eu quero ser uma criança comum, por que fez isso comigo?

Thalia riu, tampando a boca em descrença puxando a risada de outras pessoas também, até de Nico que agora tinha as bochechas coradas em vergonha.

— E foi nesse dia que eu tive que contar a verdade que papai noel não existia tanto para Nico quanto para Bianca, e Bianca ainda ficou irritada por termos mentido para ela todos os aninhos de vida dela — o homem terminou a história, fazendo mais algumas pessoas rirem.

Thalia negou em reprovação, bebericando o chocolate quente e sentindo seu corpo se aquecer de maneira favorável e agradável, aumentando o sorriso dos lábios da menina, que já tinha colocado seu bebê para dormir.

— E você Thalia, tem alguma história? — Hazel questionou sorrindo a vendo dar de ombros.

— Não muitas, meu pai vivia trabalhando, eu passei a maior parte do tempo cuidando do meu irmão — seu sorriso diminuiu um pouco de seus lábios, mas ela tentou fingir que não era nada que a incomodava, levando seus olhos para o pequeno Dylan em seus braços que tinha um sorriso enquanto dormia.

— Uma vez eu comi tanto giz de cerra que eu fiquei quase um mês cagando colorido —Frank contou sentindo o clima fica pesado, arrancando as risadas alheias de todos ali.

— Lembra da época em que a Hazel leu sobre reencarnação e decidiu que era a reencarnação da Cinderela e fez todo mundo chama-la assim e seus sapatinhos de cristais eram botas de chuva amarelas e todos os dias ela colocava na escada de casa achando que um príncipe encantado ia chegar em um cavalo branco e entregar para ela? — Nico lembrou da história fazendo o pai negar em reprovação.

— E o pior, chorou quase por uma noite inteira quando foi colocar a bota para sair e o sapato não deu no pé dela — Hades complementou arrancando a risada da mencionada que negava em reprovação.

— Foi doloroso, ok? Eu achava que era a Cinderela — a menina revirou os olhos castanhos se acomodando mais no peitoral do namorado.

E assim eles passaram a noite, conversando, rindo e se divertindo, até que a luz voltou e eles decidiram que era hora de dormir, já que já passava da uma da manhã.

— Eu gosto da sua família — Thalia comentou ligando o celular agora conectado na tomada.

— Eu também gosto, mas sei o quão chatos eles podem ser — respondeu a vendo sentar na cama novamente — o que foi?

— Meu pai me ligou, vou retornar — avisou, discando o número salvo, parecia urgente ele havia discado algumas várias vezes.

— Alô, Thalia! — Zeus falou com um tom preocupado — Eu te liguei onze vezes, te mandei mensagem, por que não atendeu?

— Estava sem luz, meu celular tinha acabado a bateria o que houve?

— Mackie passou mal de novo, ela vai entrar em cirurgia daqui a algumas horas — ele foi direto ao assunto.

A Grace sentiu seu corpo gelar, seus olhos lacrimejaram.

— Como assim? Ela estava bem? Pai...

— Eu comprei a passagem para vocês virem, seu voo sai as quatro e meia da Itália, ela quer você aqui filha — o homem disse olhando a menina sedada na cama. — Mandei para o seu e-mail.

— Tá bom... eu...eu vou indo, me avisa qualquer coisa — desligou se levantando deixando que as lágrimas caíssem pelo seu rosto, seu estômago revirava em desespero.

— O que aconteceu? — Nico olhou confuso a menina tacava as coisas na mala de qualquer jeito.

— Eu vou pra New York, a Mackie vai entrar em cirurgia, eu tenho que está lá com ela se você quiser ir depois, tudo bem eu...

— Ei, eu vou com você — o Di Ângelo a cortou se levantando também e a pegando nos ombros. — Que tal arrumar o Dylan e eu cuido disso aqui, ok?

A Grace deixou que as lágrimas escorressem pelos seus olhos e assentiu, respirando fundo. Nico a envolveu em um abraço, deixando um beijo demorado no topo da sua cabeça, puxando o ar e inalando o perfume gostoso dela antes de solta-la e vê-la sair do quarto parecendo estar desnorteada.

Notas finais
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